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Morto e desaparecido
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João Domingues da Silva
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: João Domingues da Silva
Cidade:
(onde nasceu)
Sertanópolis
Estado:
(onde nasceu)
PR
País:
(onde nasceu)
Brasil
Atividade: Operário
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares VAR-Palmares
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Elias, Ernesto
Prisão: 30/7/1969
Osasco SP Brasil
casa da irmã
Morto ou Desaparecido:
Morto
23/9/1969
São Paulo SP Brasil
Hospital Geral do Exército
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento Especial de Investigações Policiais DEIC Brasil
Exército Brasileiro EB Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Octávio D'Andrea, Orlando Brandão
   
Biografia  
   
Documentos  
Relatório
Carta Mensal n. 6, São Paulo, de 31/03/70, incompleta. Documento do arquivo do DOPS, exaltando o esforço do Governo desde 31/03/64, na recuperação econômica, social e moral do país e manifestando a coesão dos que trabalham naquele DOPS frente à luta nesta missão revolucionária. Descreve a ação dos componentes da Ação Libertadora Nacional (ALN), citada como Aliança de Libertação Nacional, e seu confronto com os órgãos de repressão. Dentre os mortos ou desaparecidos políticos, constam neste relatório: Fernando Borges de Paula Ferreira, Luiz Fogaça Balboni e João Domingos da Silva, os dois primeiros mortos e o último ferido, em tiroteio no Largo da Banana (Barra Funda, São Paulo, SP), em 29/07/69, vindo a falecer posteriormente; e Carlos Marighella (morto), Joaquim Câmara Ferreira (foragido), Márcio Beck Machado (teria fugido para Cuba), Virgílio Gomes da Silva (preso) e Carlos Eduardo Pires Fleury (preso), todos citados segundo o cargo que ocupavam na ALN até 1969.

Relatório
Documento sem identificação do órgão de repressão, relatando atividades, prisões e mortes de vários militantes. Informa que João Domingos da Silva morreu após ser baleado. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Parte de documento, encontrado no arquivo do DOPS, de organização de esquerda contendo denúncias de mortes, violências e ilegalidades cometidas pela ditadura militar. Comenta que, para a ditadura defender-se, viola as leis que ela própria elaborou, entregando o comando da repressão a órgãos clandestinos como o DOI-CODI e a OBAN e cita nomes de pessoas mortas ou desaparecidas por estes órgãos, como: Marighella, Edson Luís, José Guimarães, João Roberto, Padre Henrique (Antônio Henrique Pereira Neto), Bernardino Saraiva, João Domingues da Silva, Carlos Schirmer, Marco Antônio Braz Carvalho, Pedro Inácio de Araújo, Hamilton Cunha, Eremias Delizoicov (considerado aqui como ex-militar morto no Rio), Carlos Roberto Zanirato, Antônio Raymundo Lucena, José Wilson Lessa Sabag, José Roberto Spiegner, Dorival Ferreira, José Idésio Brianezi e Juarez P. de Brito.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de João Domingos da Silva, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 26/04/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 26/09/69, realizado por Octávio D'Andrea e Orlando Brandão, sem assinatura.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame de lesão corporal-A do IML/SP, de 04/08/69, realizado por José Francisco de Faria e Abeylard de Queiroz Orsini.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP em 23/09/69, indicando morte em decorrência de tiroteio.

Depoimento
Depoimento de Iracema Marta dos Santos, irmã de João Domingues da Silva, de 24/04/96 e 30/04/97, morto em 23/09/69. Conta como João chegou em casa baleado no dia 29/07/69, com um tiro no peito. A casa foi cercada e ele foi levado para o Hospital das Clínicas, de onde foi seqüestrado pelo Exército, com agentes vestidos de médico e enfermeiros. Eles o levaram para o Hospital Geral do Exército no Cambuci. Não conseguiu localizá-lo neste hospital até que, aproximadamente um mês depois, foram buscá-la para ver seu irmão e autorizar uma operação. Iracema conta que ele estava irreconhecível: cadavérico, cheio de hematomas e ferimentos pelo corpo, saíam pedaços dos lábios que estavam ressecados pela sede, parecia que a boca ia até a orelha, os olhos estavam muito grandes e uma câmara de ar apoiava parte da coluna. Morreu neste hospital. Agentes da polícia acompanharam o velório.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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