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Carlos Marighella
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Carlos Marighella
Cidade:
(onde nasceu)
Salvador
Estado:
(onde nasceu)
BA
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
5/12/1911
Atividade: Deputado Federal
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Preto, Menezes
Prisão: 0/0/1932
Salvador BA Brasil
1/5/1936
Rio de Janeiro RJ Brasil
Libertado após um ano.0/0/1939
São Paulo SP Brasil
Preso por seis anos.9/5/1964
Rio de Janeiro RJ Brasil
Tijuca
Morto ou Desaparecido:
Morto
4/11/1969
São Paulo SP Brasil
Al. Casa Branca
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Edsel Magnotti , Firminiano Pacheco , Ivahir de Freitas Garcia , Raul Ferreira , Roberto Guimarães , Rosseti , Rubens Tucunduva , Sérgio Paranhos Fleury
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, Harry Shibata
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Terrorista revela ligação de brasileiros com grupo internacional. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 19 fev. 1970. Artigo de imprensa do arquivo do DOPS, que segundo depoimento, confirma que o "terrorismo" no Brasil recebe orientações de Cuba.

Artigo de jornal
Paulistas envolvidos no seqüestro do "Boeing". Artigo sem data (provavelmente em fins 1969 ou início de 1970) e sem fonte, do arquivo do DOPS, sobre divulgação dos resultados das investigações sobre o seqüestro do "Boeing" da Varig em 04/11, quando voava entre Buenos Aires e Santiago do Chile. O seqüestro foi comandado por Aylton Adalberto Mortati. A ação contou com a participação de nove brasileiros que estavam vivendo em Montevidéu, Uruguai.

Artigo de jornal
Tiroteio: outro chefe do terror caiu morto. Folha da Tarde, São Paulo, 11 dez. 1971. Informa que Carlos morreu em tiroteio.

Artigo de jornal
Folha da Tarde, São Paulo, 14 nov. 1991. "Marighella morreu em uma emboscada" e "Arquivo tem ficha de Costa e Silva". Traz foto de Romeu Tuma ao lado das fichas do DOPS, onde descobriu-se que Costa e Silva também está fichado. O outro artigo discorre brevemente sobra a atuação política de Marighella e a sua morte.

Artigo de jornal
Artigo intitulado "Marighella previa um Brasil vietnamizado", de 22/11/69, do arquivo do DOPS, com cópia de envelope com carimbo do Correio com o destinatário Conrad Detrez, na Guanabara. O artigo trata da entrevista a Carlos Marighella, por Conrad Detrez, publicada na revista Front em forma póstuma em Paris. Marighella declara que o Brasil se converterá, para os Estados Unidos, em outro Vietnã, só que dez vezes maior. Comenta que a guerrilha urbana está bem firmada e, brevemente, se iniciarão as operações no interior, a cargo das guerrilhas rurais, quando os grandes possuidores de terras brasileiros e norte-americanos serão atacados e aqueles que exploram ou perseguem os camponeses serão seqüestrados ou mortos.

Artigo de jornal
Transcrição do artigo intitulado: As torturas são aplicadas no Brasil sob a direção do Exército nos quartéis e nas dependências de todas as organizações policiais. Prensa Latina, Santiago do Chile, 21 nov. (sem identificação do ano). Informa que a Frente Brasileira de Informações, criada para romper a censura imposta pelo regime militar do Brasil, com sede em Paris, encaminhou a este jornal comunicado sobre os métodos selvagens aplicados aos presos políticos, sobre a morte de mais de 40 trabalhadores, estudantes e camponeses. Dentre as mortes, cita o conhecido líder guerrilheiro, Carlos Marighella, chefe da Ação Libertadora Nacional (ALN) e iniciador da luta armada no país. Outras mortes causadas pelos militares citadas no documento são: o ex-sargento João Lucas Alves, Severino Viana Colon, José Araújo Nóbrega (que era de fato, Eremias Delizoicov, mas foi identificado pela repressão como sendo deste outro militante), Hamilton Cunha e Fernando Borges de Paula Ferreira. O documento pertence ao arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Artigo sem fonte e data intitulado "Preventiva para 7 do Grupo Marighella". Cita relatório divulgado pelo DOPS que aponta Marighella como um dos maiores responsáveis, se não o maior, pelo estado atual das coisas no país, no que concerne à subversão e ao terrorismo. Aponta o início do terrorismo, em 08/67, na Conferência da OLAS, em Havana, Cuba, em que Marighella rompeu com o Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), por considerá-lo ortodoxo. O relatório recomenda que lhe seja imposto um castigo severo, para que sirva de exemplo aos demais. O artigo também cita a organização Corrente, qua atuava em Minas Gerais e foi desbaratada pelas autoridades federais. Esta organização era composta, entre outros, por Hélcio Pereira Fortes e José Júlio de Araújo, sob a inspiração e com o apoio material de Marighella. As autoridades acreditam que, com a morte de Marighella, tenham chegado à raiz do terrorismo em São Paulo. No entanto, Joaquim Câmara Ferreira é considerado um dos principais substitutos de Carlos Marighella, apesar do desconhecimento de sua localização, por parte das autoridades. O Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria da Marinha decretou a prisão preventiva de sete estudantes (dentre eles, Flávio Carvalho Molina), acusados de pertencerem à organização de Carlos Marighella. Todos se encontram foragidos. A polícia considera sério o comprometimento de padres dominicanos, que ajudaram militantes em algumas manobras no Brasil e no exterior. Por isso foram vítimas de investigações do DOPS e do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Os dominicanos estariam facilitando a saída de subversivos do país com documentação falsa: desta forma, fugiram, entre outros, Arno Preis (com o nome de Rogério Figueiredo Dias) e Boanerges de Souza Massa.

Artigo de jornal
Últimas notícias do terror. Jornal da Tarde, São Paulo, 12 nov. 1969. Comenta entrevista do jornal Gramma do Partido Comunista Cubano prestada por foragidos brasileiros em Cuba, os quais afirmam que pretendem unir as organizações de esquerda. Onofre Pinto diz que existe uma grande identidade entre o grupo de Lamarca e o de Marighella e que estão planejando uma ação libertadora, tendo como fim o socialismo, através de aliança entre operários e camponeses e da prática da guerrilha. No Brasil, o Exército continua prendendo subversivos e estourando "aparelhos" onde encontram vários documentos, principalmente relações das organizações subversivas com nomes e endereços em códigos. Acredita-se que com a morte de Marighella surja uma nova liderança, que os órgãos de segurança apontam como Joaquim Câmara Ferreira. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Sem título. Notícias Populares, São Paulo, 29 de set. 1971. Artigo da Delegacia de Segurança Social. A reportagem fala sobre as atividades de Paulo, como sua participação em curso de guerrilha em Cuba e sua ligação com a Ação Libertadora Nacional (ALN).

Artigo de jornal
Identificada ossada do Araguaia. Noptícias (Publicação do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores), São Paulo, sem data. Após cinco anos de perícia na UNICAMP, o legista Fortunato Badan Palhares, com auxílio do dentista Eiji Tanaka e do protético Benedito de Moura, identificou a ossada de Maria Lúcia, considerada a primeira desaparecida do total de 59 guerrilheiros considerados desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Familiares de Carlos Marighella e do Lamarca estão pedindo indenização ao governo, junto à Comissão Especial, com base em novos documentos e depoimentos que comprovam irregularidades na documentação oficial da morte de ambos.

Artigo de jornal
Presidente Castelo Branco assina demissões e aposentadoria. A Gazeta, Florianópolis, 6 out. 1964. Em decreto, o Presidente da República assina demissões e aposentadorias de funcionários públicos cujo nome aparecem em inquéritos sobre atividades irregulares. A Comissão Geral de Investigação convoca várias pessoas para prestarem esclarecimentos sobre atividades subversivas em órgãos de imprensa comunista. Artigo incompleto, do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
STM julga processo de 119 acusados de ações pela ALN. Sem fonte e data. Trata do julgamento do processo da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de Carlos Marighella, que não foi julgado por ter morrido em tiroteio antes da conclusão do inquérito. O processo resultou em vinte e oito condenados, cinqüenta e dois absolvidos, catorze excluídos, treze banidos e oito pessoas com penas prescritas.

Artigo de jornal
Beto confessa e delata mais 9 subversivos. Folha da Manhã, Porto Alegre, 20 nov. 1969, p. 30. Ao mesmo tempo em que foi divulgada, no dia anterior, manifestação assinada por diversos sacerdotes em apoio aos religiosos apontados pela polícia como terroristas e subversivos, a Secretaria de Segurança Pública publicou uma nota na imprensa sobre Frei Beto e suas relações com terroristas. Segundo a nota, Frei Beto (Alberto Libânio Christo) declarou que teve vários contatos com Carlos Marighella e recebeu instruções para manter um esquema de fugas, tendo conseguido levar ao exterior dez pessoas ligadas a ações terroristas em São Paulo.

Artigo de jornal
DOPS divulgou provas contra Frei Beto. Folha da Tarde, São Paulo, 20 nov. 1969, p. 45. Relata que, mais uma vez, o secretário de Segurança Pública convidou os jornalistas para verem algumas provas colhidas contra Frei Beto (Carlos Alberto Libânio Christo) e outros religiosos. Em seus depoimentos, Frei Beto afirmou que teve vários contatos com Carlos Marighella, recebeu instruções para manter o esquema de fugas, auxiliando a saída de ao menos dez pessoas para o exterior, inclusive Francisco Câmara Ferreira (de fato, Joaquim Câmara Ferreira) e Luiz Eurico Tejera Lisboa.

Artigo de jornal
Barros, Fernando. Lamarca e Sandino viram nome de rua na gestão do PT. Folha da Manhã, Porto Alegre, 24 abr. 1992. Informa que prefeitura de São Paulo homenageou líderes de esquerda dando seus nomes a ruas da cidade. Entre os homenageados estão Carlos Lamarca e Carlos Marighela.

Foto
Fotos, do arquivo do DOPS, do corpo de Carlos Marighella no local onde foi morto por policiais numa emboscada.

Foto
Foto original e em preto e branco de busto.

Foto
Foto do corpo.

Relatório
Parte de relatório do arquivo do DOPS, de 13/12/69, que inclui trechos de artigos publicados na imprensa divididos em blocos de assuntos. O item "Atividades subversivas" informa sobre o primeiro relatório divulgado sobre o seqüestro do avião da Varig, em 04/11/69, entre Buenos Aires e Santiago do Chile, praticado por nove brasileiros, três dos quais identificados: Ailton Adalberto Mortati, Maria Augusta Thomaz e Lauriberto José Reyes, todos estudantes que participaram do Congresso da ex-UNE, em Ibiúna, SP. Também informa sobre o decreto de prisão preventiva de quatro pessoas ligadas a Carlos Marighella e sobre manchete de jornal do dia anterior que noticia: "Prisão para 18 do Grupo Marighella".

Relatório
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política de São Paulo, de 25/05/70. Traz informações sobre a atuação política de Carlos e cita os assaltos a banco dos quais ele tomou parte. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Relatório Especial de Informações, de 1969, do II Exército, com a análise dos documentos encontrados em poder de Carlos Marighella, com fins de difusão à Comunidade de Informações. O relatório avalia que as folhas 1, 2 e 3 parecem tratar-se de esboço de ligações dos centros ou cidades, interligados por rodovias e onde, provavelmente, existe elementos da organização de Marighella. A folha 4 reúne codinomes e um deles utiliza o alfabeto grego e a grafia pessoal de Marighella, o que parece indicar alguém muito importante. A folha 5 contém anotações de Marighella, de próprio punho, utilizando abreviaturas mnemônicas, alfabeto grego e russo e código morse. O relatório apresenta as interpretações possíveis das codificações encontradas. Em anexo, segue o alfabeto grego e russo utilizado para esta análise.

Relatório
Documento da Diretoria de Ensino, do Ministério da Aeronáutica, de 22/05/69, comunicando envio de relatório sobre Carlos Marighella, de 29/04/69, para difusão em diversos órgãos. O comunicado possui a informação manuscrita: "Pasta: C. Marighella". O relatório inclui carta de autoria de Carlos Marighella, de 03/69, enviada a pessoas de posse, particularmente banqueiros. Nela, Marighella cita o golpe de 1964 em que os militares ocuparam o poder pela violência, e o Ato Institucional n. 5 (AI-5) como um instrumento mais poderoso que qualquer outro para sufocar a liberdade de imprensa e as liberdades fundamentais. Considerando esta situação que é de responsabilidade dos militares e das classes dominantes de que fazem parte, justifica o desencadeamento da guerrilha urbana em 1968. Para tal, as classes dominantes foram atingidas por expropriações, consideradas como a instituição da cobrança do ICR, ou seja, Imposto Compulsório da Revolução, destinado a manter a luta de libertação do povo brasileiro. Afirma que o ICR é o contrário do ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), cobrado pela ditadura para manter a máquina de repressão policial. Comunica que, com a vitória da revolução, terá fim o monopólio da terra e as fortunas dos exploradores, com o que, conclama que a classe dominante venha ao encontro dos revolucionários, no ano em curso, participar desta luta. A conclusão do órgão que difunde este relatório é a de que Marighella tenta obter a cooperação da chamada burguesia para a guerra revolucionária e assume a responsabilidade pela onda de assaltos em estabelecimentos bancários e roubo de armas e explosivos. Em anexo, informe, de 07/04/69, sobre recebimento desta carta por Lucas Nogueira Garcez, das Centrais Elétricas de São Paulo, seguido do envelope e da carta a ele e a Theobaldo de Nigris, da Federação das Indústrias de São Paulo.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95. Relator: Luis Francisco da S. Carvalho Filho. Referente ao requerimento de Clara Charf e Carlos Augusto Marighella, companheira e filho de Carlos Marighella, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Marighella e o voto de Francisco favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Perícia do Instituto de Polícia Técnica, de São Paulo, de 04/11/69, requisitada pelo diretor do DOPS, de exame em local de encontro de cadáveres, decorrentes da morte de Carlos Marighella e Friederich Adolf Rohmann, em virtude de tiroteio com a polícia, quando estes e mais três pessoas resistiram à voz de prisão, na Al. Casa Branca, entre Al. Lorena e Rua Tatuí. Contém fotos dos corpos de Marighela e Rohmann.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 24/04/70, a partir das informações prestadas por Edmur Péricles Camargo, preso no DOPS de Porto Alegre. Segundo as palavras adotadas no documento, informa que ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1944; a partir de 1946 passou a trabalhar no Sindicato dos Armadores, no Rio de Janeiro e, em 1952, trabalhou como jornalista em "A Tribuna Gaúcha", órgão de imprensa do PCB, em Porto Alegre, RS. Com o golpe de 1964, refugiou-se no Uruguai. Voltou para o Brasil e refugiou-se, em 1967, numa chácara do Partido em Ferraz de Vasconcelos, freqüentada pelos militantes da Ala Marighella, como Joaquim Câmara Ferreira e Nestor Veras. Na VI Conferência do Partido, em 07/67, em Campinas, SP, Luiz Carlos Prestes perdeu o controle da direção estadual em São Paulo, para Carlos Marighella. Em 04/69, Edmur resolveu desligar-se do grupo Marighella e foi para Porto Alegre, onde organizou o grupo Marighella, Mao Tsé-Tung, Marx e Guevara (M3-G). Fez contato com a VAR-Palmares, em Porto Alegre, com Gustavo Buarque Schiller, que se encontrava preso nesta cidade, para onde foi enviado por Juarez Guimarães Brito, coordenador da VAR-Palmares, na Guanabara.

Relatório
Carta Mensal n. 6, São Paulo, de 31/03/70, incompleta. Documento do arquivo do DOPS, exaltando o esforço do Governo desde 31/03/64, na recuperação econômica, social e moral do país e manifestando a coesão dos que trabalham naquele DOPS frente à luta nesta missão revolucionária. Descreve a ação dos componentes da Ação Libertadora Nacional (ALN), citada como Aliança de Libertação Nacional, e seu confronto com os órgãos de repressão. Dentre os mortos ou desaparecidos políticos, constam neste relatório: Fernando Borges de Paula Ferreira, Luiz Fogaça Balboni e João Domingos da Silva, os dois primeiros mortos e o último ferido, em tiroteio no Largo da Banana (Barra Funda, São Paulo, SP), em 29/07/69, vindo a falecer posteriormente; e Carlos Marighella (morto), Joaquim Câmara Ferreira (foragido), Márcio Beck Machado (teria fugido para Cuba), Virgílio Gomes da Silva (preso) e Carlos Eduardo Pires Fleury (preso), todos citados segundo o cargo que ocupavam na ALN até 1969.

Relatório
Parte de documento do arquivo do DOPS, de 16/12/69, com informações publicadas na imprensa, selecionadas e agrupadas por assunto. Cita o decreto de prisão preventiva para os irmãos Joel, Devanir e Derly José de Carvalho, da Ala Vermelha, de São Bernardo do Campo, SP. Cita também a prisão de frades dominicanos em 11/69 envolvidos em atividades subversivas e que o convento das Perdizes, na cidade de São Paulo, seria o "quartel general (QG) do terrorismo".

Relatório
Parte de informativo de 06/12/69. Consta que Joaquim Câmara Ferreira é o nome mais cotado para substituir Carlos Marighella, que foi morto, no comando de sua organização. Há a informação de que Joaquim e Carlos Lamarca estão no Uruguai e que, desde a criação da OBAN, o "terrorismo" caiu cerca de noventa por cento. Em congresso sobre a Segurança Pública, o general Vianna Moog afirmou que a Igreja está abalada, lembrando o envolvimento de alguns membros do clero com elementos subversivos, e diz não saber de nenhum caso de tortura com relação a presos e detidos.

Relatório
Resumo das declarações prestadas por João Batista Spainer, em 02, 03, 06 e 07/04/70, em interrogatório ao Exército. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento de Serviço de Informações, não especificado, de 19/11/69, informando que foi publicado na imprensa que Paulo participava do movimento de organização e reagrupamento de comunistas, em Brasília, sob o comando de Carlos Marighella.

Relatório
Documento da Divisão de Informações do DOPS/SP, sobre Onofre Pinto. Consta que Onofre foi indiciado por assalto ao Quartel de Quitaúna, em 05/09/64, e teve seus direitos políticos cassados e sua prisão preventiva declarada em 1964 e em 1965. Em 30/12/67, com Antônio Raymundo de Lucena e outros, participou de assalto a um depósito de dinamites e bombas em Cajamar, SP. Em 1968, participou de atentado à bomba a O Estado de São Paulo, ataque ao quartel da Força Pública do Estado de São Paulo (FPESP) do Barro Branco, atentado ao quartel general do II Exército. Há depoimentos que afirmam que Onofre mantinha encontros com pessoas cassadas pela "Revolução de 1964". Foi preso em 02/03/69 pelo DOPS e Exército e em 05/09/69, foi trocado pela vida do embaixador Charles Bruce Elbrick e banido do Brasil, com destino ao México. Consta também entrevista concedida ao jornal Gramma, editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano, onde Onofre comentou a identidade existente entre o grupo de Carlos Lamarca e o de Carlos Marighella. Afirma que Onofre tinha planos para retornar ao Brasil no início de 02/70, com a cobertura do deputado comunista uruguaio Ariel Collazo. Há ainda informações colhidas em autos de qualificação e interrogatório de outras pessoas sobre Onofre, entre elas Eduardo Leite, sobre suas relações e ações subversivas. Consta ainda que em 09/08/74, a irmã de Onofre, Judi Moreira, tirou férias para encontrar-se com ele, que já estaria no Brasil. Uma das cópias possui os códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo e a outra cópia está danificada, incompleta, não possui estes códigos de localização e apresenta carimbo do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS.

Relatório
Documentos do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 27/10/69 e 01/02/71. Consta que Hélcio participou de ações em Minas Gerais, fazia parte da direção da CORRENTE, a qual contou com o apoio de Carlos Marighella, é procurado por atividades subversivas, teve sua prisão preventiva decretada em 11/07/69 e encontra-se foragido. Possui códigos de localização das pastas que possuem estas informações a cada parágrafo. O primeiro documento é menor, tendo sua continuidade no segundo que finaliza com o dado "INF. P/ A CHEFIA".

Relatório
Parte de documento do DOPS/SP de 20/02/74 com informações de documentos do arquivo do DOPS, que inclui relatos de informantes, artigos de jornais e ofícios do DOPS com outros órgãos sobre atividades do Partido Comunista do Brasil e de Pedro Pomar.

Relatório
Parte de relatório do DOPS, de 27/12/69, composto por trechos de artigos de imprensa divididos por assunto. No item "Atividades subversivas", cita que o DOPS da Guanabara anuncia a descoberta de pelo menos quatro contas, em bancos suíços, do líder comunista morto Carlos Marighella. A descoberta, segundo a polícia, deveu-se à revelação de uma ex-universitária seduzida por Marighella, com quem se desentendeu e foi obrigada a sair do país, sob ameaças. Também informa que o fazendeiro Zé Dico foi morto em Presidente Prudente, SP, devido a movimento de revolta liderado por "Gaúcho", guarda-costas de Carlos Marighella.

Relatório
Página 2 de documento com denúncia de organizações de esquerda encontrado no arquivo do DOPS/SP. Possui lista dos brasileiros assassinados pela ditadura militar, cita três brasileiros inválidos e artigo do Estado de São Paulo de 13/05/70, questionando sobre pena de morte no Brasil em virtude de comissão especial de justiça a ser designada para julgar quatro acusados de terrorismo em Olinda, PE, que poderá condená-los à pena de morte. Na lista dos brasileiros assassinados constam: Carlos Marighella, Edson Luiz, José Guimarães, João Roberto, Chael, Padre Henrique (Antônio Henrique), Bernardino Saraiva, Carlos Roberto Zanirato, Carlos Schirmer, José de Souza, João Lucas Alves, Manuel Alves de Oliveira, Pedro Inácio de Araújo, Hamilton Cunha, Severino Melo, Severino Viana Colon, Reinaldo Pimenta, Fernando Ruivo (Fernando Borges de Paula Ferreira), Virgílio Gomes, Mário Alves, além de José Araújo Nóbrega.

Relatório
Parte de documento, encontrado no arquivo do DOPS, de organização de esquerda contendo denúncias de mortes, violências e ilegalidades cometidas pela ditadura militar. Comenta que, para a ditadura defender-se, viola as leis que ela própria elaborou, entregando o comando da repressão a órgãos clandestinos como o DOI-CODI e a OBAN e cita nomes de pessoas mortas ou desaparecidas por estes órgãos, como: Marighella, Edson Luís, José Guimarães, João Roberto, Padre Henrique (Antônio Henrique Pereira Neto), Bernardino Saraiva, João Domingues da Silva, Carlos Schirmer, Marco Antônio Braz Carvalho, Pedro Inácio de Araújo, Hamilton Cunha, Eremias Delizoicov (considerado aqui como ex-militar morto no Rio), Carlos Roberto Zanirato, Antônio Raymundo Lucena, José Wilson Lessa Sabag, José Roberto Spiegner, Dorival Ferreira, José Idésio Brianezi e Juarez P. de Brito.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 01/08/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Analisa o dossiê de Carlos Marighella, enviado à Comissão Especial, e o voto de Suzana favorável à inclusão de seu nome nos termos da lei 9.140/95.

Relatório
Relatório sobre as circunstâncias da morte de Carlos Marighella, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 09/05/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Parecer médico-legal, realizado pelo médico Nelson Massini, em 08/05/96. Requerido pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e familiares de Carlos Marighella, para receberem os benefícios da lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Folheto
Retiro da maldição e do silêncio e aqui inscrevo seu nome de baiano: Carlos Marighella. São Paulo : Comissão Executiva Nacional dos Movimentos de Anistia, 1979. Ocasião do translado dos restos mortais de Carlos Marighella, de São Paulo para Salvador, em 10/12/79. Inclui textos sobre a história de Marighella e das idéias que defendia.

Folheto
Panfleto da UNE-UBES, intitulado Campanha Nacional contra os Crimes da Ditadura Militar, denunciando as torturas sofridas por presos políticos e divulgadas em publicações clandestinas. Cita alguns assassinatos praticados pela ditadura militar como Carlos Marighella, Chael Charles Schreier, Antônio Henrique Pereira Neto (Padre Henrique) e João Roberto Borges de Souza, além de diversos casos de violência e tortura, causando seqüelas em diversas pessoas. O documento possui carimbo do arquivo do DOPS de 21/07/70.

Prontuário/ Dossiê
Prontuário Carlos Marighella v. II, parte I, da Delegacia de Ordem Social, de São Paulo, de 18/12/39, do arquivo do DOPS/SP. Inclui cópia do inquérito instaurado na Delegacia citada, em 26/09/39, contra 17 pessoas, entre elas, Carlos Marighella. O volume contém: qualificação e declarações dos indiciados, autos de exibição e apreensão e autos de verificação e apreensão, ofícios à Técnica Policial, autos de reconhecimento, depoimentos de testemunhas, declarações de informantes e certidões de antecedentes.

Prontuário/ Dossiê
Prontuário Carlos Marighella v. I, da Delegacia de Ordem Social, de São Paulo, 26/05/ (sem indicação do ano), do arquivo do DOPS/SP. Inclui cópia do inquérito instaurado na Delegacia citada, em 26/09/39, contra 17 pessoas, entre elas, Carlos Marighella.

Prontuário/ Dossiê
Prontuário Carlos Marighella, v. II, parte III, da Delegacia de Ordem Social, 1939(?), do arquivo do DOPS/SP.

Prontuário/ Dossiê
Prontuário Carlos Marighella, v. II, parte II, da Delegacia de Ordem Social, 1939(?), do arquivo do DOPS/SP.

Prontuário/ Dossiê
Dossiê do processo contra Pedro Pomar, com relatórios do serviço secreto do DOPS e de outros órgãos, artigos de jornais, fotografias, relacionando Pomar às atividades do PC do B e de outras organizações de esquerda.

Prontuário/ Dossiê
Dossiê de cartas e textos de Carlos Marighella organizados pela Ação Libertadora Nacional (ALN), em 01/72. São abordados temas como Marxismo, guerrilhas e organizações de esquerda. Inclui também entrevista com Joaquim Câmara Ferreira, um ano após a morte de Marighella. Documento do arquivo do DOPS.

Ficha pessoal
Qualificação e histórico de Aylton Adalberto Mortati no DOPS. Informa dados pessoais, os quatro indiciamentos em inquéritos policiais de 1967 a 1972, mandado de prisão de 1972 e outros.

Ficha pessoal
Documento do IML/SP, de 02/12/69, com os dados do óbito.

Ficha pessoal
Documento do Serviço de Identificação, do Departamento de Investigações, de 03/07/64, com foto, dados gerais e impressões digitais. Possui carimbo do DOPS.

Ficha pessoal
Documento policial com histórico de Jeová de Assis Gomes, sem data e identificação institucional. Informa que Jeová foi um dos responsáveis pelo aliciamento e incitamento dos residentes do CRUSP (conjunto residencial da USP) à chamada "Greve do Fogão" contra o restaurante do Centro de Convivência da USP, assim como pela intensa campanha de propaganda com distribuição de panfletos, afixação de cartazes e participação em "reuniões fechadas", incitando os estudantes do CRUSP à desordem e promovendo o desrespeito e desacato às autoridades da Universidade. Também participou da ocupação do Bloco F com queima de arquivo e agressão a funcionário e da invasão da Reitoria da Universidade. É integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), teve vários contatos com Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira. Esteve em Cuba, quando rachou com a ALN, passando para o "Grupo da Ilha". Voltou ao Brasil em 1971, indo para o campo na Bahia, Goiás e Minas Gerais. O documento está incompleto em suas margens laterais.

Ficha pessoal
Documentos do DOPS, sem data. Consta que Norberto participou de um curso de guerrilha em Cuba em 07/1968, foi mencionado na lista de pessoas mortas ou desaparecidas pela repressão brasileira publicada na imprensa em 29/03/78; foi indiciado por cooperar com uma fábrica de armas do grupo de Carlos Marighella e que cometeu suicídio.

Ficha pessoal
Documento, sem data e identificação do órgão de repressão, com foto de Frei Tito e informando que este foi preso em Ibiúna, SP, no XXX Congresso da UNE, recebeu de Carlos Marighella e de Joaquim Câmara Ferreira a missão de fazer um levantamento da região Norte e Nordeste do Brasil, teve a prisão decretada por ser considerado subversivo e concordou em ser banido do país em troca do embaixador Giovani Enrico Bucher, seqüestrado em 07/12/70.

Ficha pessoal
Ficha pessoal sem identificação do órgão. Consta que Edmur saiu da Ação Libertadora Nacional (ALN) por desentendimento com Carlos Marighella, formando sua própria organização. Fez curso de guerrilha no Uruguai. Foi banido em troca da libertação do embaixador da Suiça Giovani Enrico Bucher.

Artigo de revista
Depois da sentença Herzog, outros procuram justiça. Abertura assim? Ou assim? Isto é, São Paulo, n. 98, 8 nov. 19(?). Artigo incompleto, relatando vários casos de presos políticos cujas mortes por tortura tentaram ser desmentidas pelas versões oficiais da polícia, em especial o caso de Alexandre Vannucchi Leme.

Artigo de revista
A rua onde morreu Carlos Marighella. Veja SP, São Paulo, 19 out. 1988, p. 13. O artigo apresenta a foto da Al. Casa Branca, Jardins, SP, onde Carlos Marighella, em 11/69, marcou um encontro para trocar informações com dois frades dominicanos, foi surpreendido por policiais comandados pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury e morreu numa emboscada. O encontro foi marcado lá pois a rua era tranqüila nesse tempo. Traz as fotos do carro com o corpo de Marighella ainda vivo.

Artigo de revista
Sou um homem realizado em tudo. Realidade, São Paulo, 1971. Entrevista com Sérgio Fleury que afirma ser a favor da pena de morte em casos específicos (segurança nacional, estupro seguido de morte e latrocínio). Conta que viu a morte de Luiz Fogaça Balboni, de Joaquim Câmara Ferreira e de Carlos Marighella, na qual auxiliou com apenas "um tiro". Declara ser uma pessoa religiosa, pobre, além de realizada e tranqüila por fazer aquilo que gosta.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 11/11/69, realizado por Harry Shibata e Abeylard de Queiroz Orsini.

Interrogatório
Parte de interrogatório de Diógenes José Carvalho de Oliveira, na Delegacia Especializada de Ordem Política, sem data, mas com carimbo do DOPS de 23/06/69. Segundo as palavras do documento, Diógenes afirma que embarcou para São Paulo, no segundo semestre de 1967, com endereço de Onofre Pinto, a fim de tentar trabalhar. Encontrou-se com Onofre que disse estar em fase de iniciação uma nova organização clandestina de caráter "terrorista", denominada Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), passando a reunir-se com ele e outros militantes, dentre os quais, Hamilton Fernando da Cunha e Yoshitane Fujimori. Conta que a organização foi crescendo e se estruturando. Além disso, afirma que manteve dois contatos com Carlos Marighella em 1968.

Interrogatório
Parte de interrogatório de Onofre Pinto, na Delegacia Especializada de Ordem Social, sem data, com carimbo do DOPS de 23/06/69.

Interrogatório
Auto de qualificação e interrogatório, de 20/11/69, prestado por Tito de Alencar Lima ao DOPS/SP. Consta que Frei Tito iniciou sua militância na União Cearense de Estudantes Secundaristas, participando em seguida da Juventude Estudantil Católica (JEC). Conta como foi o contato dele e de outros freis com a JEC, o Partido Comunista do Brasil (PC do B) e a Ala Vermelha. Frei Tito afirma que a finalidade do grupo de base de dominicanos era dar apoio e cobertura nos setores do Clero, conseguir aparelhos e ajudar a esconder elementos procurados pela polícia.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 04/11/69, indicando morte em decorrência de tiroteio com a polícia, após ter resistido à prisão.

Pedido de busca
Documento do Gabinete do Exército, Rio de Janeiro, de 1972. Trata-se de pedido de busca ao Dr. Iberê Brandão e Fonseca. O item sobre os dados conhecidos informa que: o Dr. Iberê pertenceu ao esquema médico da Ação Libertadora Nacional (ALN), sendo ligado a Carlos Marighella, Joaquim Câmara Ferreira, Hélcio Pereira Fortes e a Aldo de Sá Brito (morto). Em anexo, cópia da foto de Iberê Brandão e Fonseca.

Ofício
Documento Serviço Nacional de Informações (SNI), Agência de São Paulo, de 05/05/70, com dois artigos de jornais internacionais: “El asesino de Marighella - Estaria en Chile el jefe del esquadrion de la muerte”, e “Carta del Brasil: estos son los métodos”.

Ofício
Documento do II Exército, de 06/01/70, comunicando envio de texto a diversos órgãos da repressão, com entrevista concedida por Carlos Marighella ao jornalista francês Conrad Detrez, enviado especial da revista Front, e que seria publicada na revista Manchete com o título "A última entrevista". Em anexo, segue a entrevista realizada em fins de setembro do ano anterior, em local secreto, sobre suas idéias e seus planos acerca da subversão no Brasil. Discorre sobre a guerrilha urbana, o movimento rural, o esforço em unir as diversidades religiosas sob a mesma bandeira e as implicações continentais e mundiais do movimento.

Ofício
Pedido de busca do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) a diversos órgãos da repressão, de 13/06/69. Informa, entre outros que, Edmur Péricles Camargo é negro e forte, tem cerca de 54 anos de idade, é antigo dirigente do CE do Rio Grande do Sul do Partido Comunista Brasileiro (PCB), atualmente está ligado ao grupo de Carlos Marighella, usa identidade falsa com nome de Henrique Vilaça e, em 1967, esteve envolvido em I.P.M. em Presidente Prudente, SP, por atividades "contra-revolucionárias". Solicita mais informações e documentos de Edmur. Em anexo, segue comunicado do DOPS ao Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), em 21/08/69, sobre envio de informações referentes a Edmur Péricles Camargo, procedentes do DOPS de Porto Alegre, atendendo este pedido de busca.

Depoimento
Depoimento de Yves do Amaral Lebauspin, em 12/05/96, ao deputado Nilmário Miranda e a Iara Xavier, da Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos. Yves testemunhou o assassinato de Carlos Marighella.

Evento/ Homenagem
"Encontra-se Carlos Marighella 30 anos depois - 1969-1999". Convite para o debate "América Latina do tempo de Marighella", promovido pela Secretaria de Estado da Cultura e pela Fundação Memorial América Latina, em 18 e 25/10/99, no Memorial da América Latina, São Paulo, SP. Informa que haverá sessão de vídeos sobre as ditaduras militares no Brasil, Chile e Argentina e a participação dos professores Antônio Candido, Emir Sader e Luciano Coutinho.

Evento/ Homenagem
Convite para o evento "Lutas sociais no Brasil Contemporâneo", de 10 a 11/11/99, nos Anfiteatros de História e de Geografia da USP, com os temas "Por uma anistia geral, ampla e irrestrita" e "30 anos da morte de Carlos Marighella". Acompanha cartaz do evento.

Evento/ Homenagem
Viana, Gilney. Carlos Marighella -" Não tive tempo para ter medo". Brasília : Centro de Documentação e Informação/ Câmara dos Deputados, 1997. Apresenta os discursos proferidos pelo Deputado Federal Gilney Viana, PT/MT, em plenário, em homenagem ao ex-deputado Carlos Marighella. O segundo discurso inclui histórico da vida política e circunstâncias da morte de Marighella. Apresenta também pronunciamento de Marighella e outros textos, além de diversas fotos.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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