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Morto e desaparecido
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Dilermano Melo Nascimento
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Dilermano Melo Nascimento
Estado:
(onde nasceu)
PB
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
9/2/1920
Atividade: Economista
   
Dados da Militância  
Prisão: 12/8/1964
Morto ou Desaparecido:
Morto
15/8/1964
Rio de Janeiro RJ Brasil
prédio do Ministério da Justiça
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
José de Macedo Corrêa Pinto , Waldemar Raul Turola
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Cyríaco Bernadino Pereira de Almeida Brandão, Mário Martins Rodrigues
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Perícia poderá esclarecer o suicídio do funcionário que era interrogado no IPM. O Globo, Rio de Janeiro, 18 ago. 1964. Informa que está sendo aguardado o resultado do laudo do Instituto de Criminalística sobre o suicídio de Dilermano Melo do Nascimento, ex-diretor da Divisão do Material do Ministério da Justiça, ocorrida durante intervalo do interrogatório a que era submetido em Inquérito Policial Militar (IPM), que funciona no 4º andar daquele Ministério. Segundo denúncia encaminhada ao chefe do gabinete do Ministro da Justiça, Caio Mário da Silva Pereira, pessoas estariam sendo detidas por até três dias neste local para o I.P.M., o que considerou arbitrariedade, determinando seu cessamento imediato. Quando soube da morte de Dilermano, mostrou-se entre surpreso e revoltado e, ao solicitar informações sobre o ocorrido, soube que Dilermano não estava detido no Ministério da Justiça.

Artigo de jornal
D. Natália: sofri pressão em ambiente de ódio e covardia. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 11 nov. 1964. Conta que a viúva de Dilermano, Natália de Oliveira Nascimento, esteve na redação deste jornal para solicitar às autoridades responsáveis o direito de ser ouvida sem constrangimento e de merecer o respeito e a atenção que devem ser dados a qualquer cidadão. Afirmou que seu marido não se matou, mas que foi assassinado e que os processos que o envolveram foram forjados com o objetivo de justificar a revolução, pois ela própria sofrera o constrangimento de se ver pressionada a assinar documentos e a admitir fatos que desconhecia, como por exemplo, ter sido forçada a assinar uma declaração admitindo o suicídio do marido.

Artigo de jornal
Ex-pracinha foi induzido a suicidar-se. Última Hora, Brasília, 19 ago.1964. O laudo pericial em torno da morte do economista Dilermano Melo do Nascimento concluiu, por exclusão de provas, ter sido forçado a matar-se, saltando da janela do 4º andar do Ministério da Justiça, após longo interrogatório em Inquérito Policial Militar. Partes do laudo são descritas, revelando que não se trata de suicídio comum. O artigo afirma que indução ao suicídio é crime previsto no Código Penal.

Foto
Foto numerada de busto

Ficha pessoal
Documento enviado pela família à Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, com dados pessoais, formação e experiência profissional. Informa falecimento a 15/08/64, em destaque, ao lado da data de nascimento. Apresenta cópia de cartão com dados de sepultamento.

Documento pessoal
Diploma da Medalha de Campanha, de 13/08/46, concedido pelos serviços prestados pelo 3º Sargento Dilermano Melo do Nascimento, por ter participado, como integrante da Força Expedicionária Brasileira, de operações de guerra na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.

Documento pessoal
Certidão de tempo de serviço expedido pelo Ministério da Justiça, de 17/12/92, referente ao período de 25/10/63 a 14/05/64.

Depoimento
Depoimento manuscrito de Jorge Tadeu Melo do Nascimento, filho de Dilermano, de 03/01/95. Conta que, em 14/08/64, militares à paisana foram até o apartamento onde estava com sua mãe, convidando-os a irem visitar seu pai que estava sob guarda e proteção do Ministério Público Federal há vários dias, respondendo Inquérito Policial Militar (IPM), no centro do Rio de Janeiro. Lá, foram interrogados e informados de que, se Dilermano não confessasse não sairia vivo, a família pagaria caro; além disso, queriam saber onde estava o dinheiro e com quem ficou. Jorge acredita que o pai estava ouvindo tudo pois a sala era de divisória e tinha abertura no teto. Foram liberados e, no dia seguinte de manhã, um vizinho informou sobre a morte de Dilermano.

Certidão
Certidão expedida pelo Ministério da Guerra, em 31/12/64, no Rio de Janeiro, em virtude de requerimento de Natália de Oliveira Nascimento, viúva de Dilermano, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira, pedindo que seja certificada a participação deste nas operações de guerra no Teatro de Operações da Itália.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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