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André Grabois
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: André Grabois
Cidade:
(onde nasceu)
Rio de Janeiro
Estado:
(onde nasceu)
RJ
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
3/7/1946
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
José Vieira da Silva Junior, José Carlos Ferreira da Silva, Zé Carlos, Zeco
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
14/10/1973
PA Brasil
região do Araguaia
Segundo Relatório Arroyo.
Clandestinidade
Desaparecido
13/10/1973
PA Brasil
região do Araguaia
Segundo Relatório do Ministério da Marinha.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
   
Biografia  
Biografia
Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Nasceu em 3 de julho de 1946, no Rio de Janeiro, filho de Maurício Grabois, também desaparecido no Araguaia, e Alzira da Costa Reys.
Desaparecido na Guerrilha do Araguaia aos 27 anos, no dia 14 de outrubro de 1973, juntamente com João Gualberto, Divino Ferreira de Souza e Antônio Alfredo Campos, na roça deste último, às margens do Rio Fortaleza, numa emboscada. Depoimentos de moradores da região dizem que seus corpos foram enterrados no mesmo local onde morreram e que nesta roça havia sido encontrada, anos depois, uma arcada dentária.
Fez o curso primário na Escola Municipal Pedro Ernesto e o ginásio no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói. Desde muito cedo, graças ao convívio com destacados militantes do movimento comunista no Brasil, interessou-se pelas questões políticas.
Em 1964, devido às perseguições movidas contra seu pai, Maurício Grabois, foi obrigado a abandonar os estudos e, com apenas 17 anos, foi viver na clandestinidade.
Em 1967, foi para o exterior, visitando a China e a Albânia, onde fez vários cursos.
Foi um dos primeiros a chegar à região do Araguaia, indo para a localidade de Faveira no início do ano de 1968. Antes morara em várias cidades da região: Rondonópolis, Tocantins e outras.
Tinha um gênio alegre e brincalhão e rapidamente conquistava a simpatia das pessoas. Gostava de música popular, em particular do samba, que aprendera nos morros cariocas.
Freqüentava as festas locais, onde era dos primeiros a chegar e o último a sair. Apreciador das peladas, construiu um campo e organizou times de futebol por onde passou, em Rondonópolis, MT, e no sul do Pará. Também era um bom nadador.
À noite, enquanto ouvia o rádio, gostava de desenhar cartuns sobre os acontecimentos políticos ou alusivos a acontecimentos da região e aos companheiros.
Via com grande tristeza o fato das crianças do Araguaia não conhecerem brinquedos.
Era casado com Criméia Almeida, com quem teve um filho – João Carlos Grabois – que nasceu na prisão e a quem não chegou a conhecer.
Foi o comandante do Destacamente A – Helenira Resende – até sua morte em 14 de outubro de 1973.
O relatório do Ministério da Marinha diz que foi "morto em 13 de outubro de 1973". Documentos militares sobre a ação dos Fuzileiros Navais na região fazem referência a José Vieira da Silva Jr., nome falso de André Grabois, como um dos ‘procurados’. Usava também o nome falso de José Carlos Ferreira da Silva.
   
Documentos  
Foto
Foto original e preto e branco de rosto.

Ficha pessoal
Documento de Delegacia de Polícia, de 23/09/68, em nome de José Vieira da Silva Júnior, nome falso de André Grabois. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Legislação
Decreto n. 31.804 da cidade de São Paulo, conferindo nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas de Cidade Dutra. Diário Oficial do Município, São Paulo, v. 37, n. 120, 27 jun. 1992, p. 7.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Legislação
Lei 9.497/97. Diário Oficial do Município, Campinas, 20 nov. 1997. Atribui nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas dos bairros Vila Esperança, Residencial Cosmo e Residencial Cosmo I.


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