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Alex de Paula Xavier Pereira
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Alex de Paula Xavier Pereira
Cidade:
(onde nasceu)
Rio de Janeiro
Estado:
(onde nasceu)
RJ
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
9/8/1949
Atividade: Estudante secundarista
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Miguel, Amado, João Maria de Freitas
Morto ou Desaparecido:
Morto
20/1/1972
São Paulo SP Brasil
Altura do n. 1000 da Av. República do Líbano
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, Isaac Abramovitch
   
Biografia  
Biografia
Militante da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).
Nasceu em 9 de agosto de 1949, no Rio de Janeiro, filho de João Baptista Xavier Pereira e Zilda Xavier Pereira.
Foi morto aos 22 anos de idade.
Participou do movimento estudantil secundarista e foi diretor do Grêmio do Colégio Pedro II, no Rio, em 1968, junto com Luiz Afonso de Almeida, Aldo de Sá Brito e Marcos Nonato da Fonseca, os dois últimos mortos na luta contra a ditadura militar.
Conheceu desde cedo a perseguição e a repressão que atingiu sua família com o golpe militar de 1964 e ingressou, ainda muito jovem, no Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Quando dentro do PCB surgiu nova perspectiva revolucionária, alinhou-se com aqueles que defendiam a luta armada contra a ditadura, unindo-se ao grupo liderado por Carlos Marighella e ingressando na ALN.
Logo tornou-se chefe de um Grupo Tático Armado da ALN, empreendendo intensa atividade política. Passou a viver na clandestinidade e respondeu a alguns processos policiais-militares. Foi fuzilado em 20 de janeiro de 1972, por policiais pertencentes à Equipe B do DOI-CODI/SP, quando se encontrava em um carro junto com Gelson Reicher, igualmente assassinado.
A nota oficial divulgada pelos órgãos de segurança descrevia a morte de Alex e Gelson como conseqüência de um tiroteio nas imediações da Av. República do Líbano, em São Paulo, em decorrência de um acidente com o carro dos mesmos, acidente este que, segundo os moradores do local, nunca aconteceu.
A familia de Alex procurou incansavelmente por seu corpo, sem encontrá-lo. Apesar de morto oficialmente, continuava a ser processado. Tal situação permaneceu a ponto de Alex ter sido anistiado em 1979.
Na verdade, Alex foi enterrado no Cemitério Dom Bosco, em Perus, sob o nome de João Maria de Freitas. Tal nome é publicado na nota oficial informando sua morte, demonstrando a clara intenção dos órgãos de segurança em ocultar seu corpo, sob falsa identidade.
Isto é confirmado no Relatório do Ministério da Aeronáutica, que diz: "o laudo de necrópsia foi feito em nome de João Maria de Freitas, nome falso de Alex". Tal laudo falso foi assinado pelos médicos legistas Isaac Abramovitch e Abeylard de Queiroz Orsini.
O nome verdadeiro de Alex, juntamente com sua foto apareceram estampados nos cartazes da repressão com os dizeres "Bandidos Terroristas procurados pelos órgãos de Segurança Nacional", portanto sua identidade era conhecida pela polícia.
Em novembro de 1980, os restos mortais de Alex e de seu irmão Iuri, também assassinado, foram exumados de Perus e trasladados para o Cemitério de Inhaúma/RJ, por seus familiares juntamente com os Comitês Brasileiros pela Anistia (CBA) de São Paulo e Rio de Janeiro.
   
Documentos  
Artigo de jornal
Vítimas da repressão. Tribuna Operária, São Paulo, 16 nov. 1980. Informa o traslado, do Cemitério de Perus, dos corpos de Alex e Iuri Xavier Pereira, mortos pela repressão em 1972. Conta que os irmãos militavam no Rio de Janeiro no movimento secundarista, depois ingressando na Ação Libertadora Nacional (ALN). Alex foi assassinado aos 22 anos junto com Gelson Reicher em São Paulo, SP, em circunstâncias não esclarecidas. Apesar de sua morte ter sido noticiada pela imprensa, foi enterrado sob nome falso. Iuri, um ano mais velho que o irmão, estava num bar da Moóca, São Paulo, SP, com Ana Maria Nacinovic Correa e Marcos Nonato da Fonseca, quando foram atacados pela repressão.

Artigo de jornal
Parte de artigo, sem título, do Jornal Movimento, São Paulo, 27 ago./ 9 set. 1979, p. 9. Descreve a forma como a polícia encobria as mortes de presos políticos por tortura. Segundo depoimento de um ex-funcionário do IML, num primeiro momento os próprios policiais levavam os corpos para serem enterrados na Estrada Velha de Cotia, em São Paulo. Mais tarde, foi necessário sofisticar os métodos e o preso era enterrado com seu nome falso. Isto também se tornou falho pois algum militante poderia denunciar os nomes. Veio então a terceira fase, quando os policiais passaram a montar verdadeiras operações de substituição de cadáveres, uma vez que os corpos de indigentes ficavam até 40 dias aguardando identificação no IML. No caso de Alexandre Vannucchi Leme, as testemunhas da morte de fato viram o atropelamento de um indivíduo. Já Susana Lisbôa não encontrou nenhuma foto do marido Luiz Eurico Tejera no IML e foi informada de que só fotografavam corpos de desconhecidos; no entanto, Luiz foi enterrado como indigente. Norberto Nehring, preso e morto no cárcere pela ação de Fleury, teve seu corpo trocado pelo próprio Fleury que se aproveitou do suicídio de um estrangeiro num hotel próximo à sede do DOPS. Eduardo Leite, o Bacuri, foi entregue à família com a versão de morte em tiroteio; mas, sem a "máquina de atestados", como explicar os dois olhos vazados, as orelhas decepadas e todos os dentes arrancados? O corpo de Luís Eduardo Merlino foi em vão procurado pelos seus familiares no IML até que um parente burlou a vigilância e abriu gaveta a gaveta, encontrando o que buscava. Caso semelhante foi o do estudante Manoel Lisboa de Moura, torturado e morto, noticiado como morte devido a tiroteio. No Cemitério Dom Bosco, de Perus, estão enterrados vários desaparecidos que a polícia não assumiu sequer a prisão: Luiz Eurico, Dênis Casemiro, Iuri Xavier Pereira, Alex Gomes de Paula (de fato, Alex de Paula Xavier Pereira, enterrado com o nome falso de João Maria de Freitas) e, provavelmente, Alexandre Vannucchi Leme. O IML era peça fundamental nestas operações e, por isso, uma das principais manifestações dos médicos que lutam pelo fim do aparelho repressivo do Estado é a não subordinação do IML à Secretaria de Segurança Pública.

Artigo de jornal
Teich, Daniela Hessel. Legista depõe na CPI sobre desaparecidos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8 fev. 1991. Trata do depoimento do médico Isaac Abramovich perante a Comissão Parlamentar de Inquérito, da Câmara Municipal de São Paulo, que investiga o destino de presos políticos. O médico é acusado de emitir laudos necroscópicos falsos de vítimas da polícia política à época em que trabalhava no IML/SP. O legista alegou inocência, mas teria assinado o laudo de Alexandre Vannucchi Leme, no qual afirma que o estudante teria se atirado sobre um automóvel; no entanto, presos políticos e policiais confirmam que Alexandre foi torturado. Também em Minas Gerais, o Movimento Tortura Nunca Mais está acusando 12 médicos legistas que teriam assinado laudos falsos de presos políticos mortos de 1974 a 1979. A identificação de pessoas acusadas de torturar e matar presos políticos teve início com a revelação da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Lá foram encontradas as ossadas de Joaquim Alencar Seixas, Carlos Nicolau Danielli, Luís Eurico Tejera Lisboa, os irmãos Iuri e Alex de Paula Xavier, Frederico Mayr e Flávio Carvalho Molina (este ainda não identificado, mas acredita-se que seja uma das ossadas da vala clandestina). Segundo o artigo, também foi enterrado, no Cemitério Vila Formosa I, na Zona Leste de São Paulo, o corpo de José Maria Ferreira de Araújo. No entanto, apesar de terem sido encontrados documentos nos arquivos do IML/SP sob o nome falso de Edson Cabral Sardinha informando que seus restos estariam na quadra 11, sepultura 119 do Cemitério de Vila Formosa I, nunca foi possível encontrá-los, pois houve alteração da quadra.

Artigo de jornal
A atuação de cada um no terrorismo. O Globo, Rio de Janeiro, 28 set. 1971, p. 15. Lista de pessoas procuradas pelos órgãos de segurança com suas respectivas "atividades subversivas". São citados: Carlos Alberto Soares de Freitas, Sérgio Landulfo Furtado, Getúlio d'Oliveira Cabral, Mariano Joaquim da Silva, José Júlio de Araújo, Stuart Edgard Angel Jones, Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira, Antônio Carlos Bicalho Lana.

Artigo de jornal
Quem é quem nos novos cartazes do terror. Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo, São Paulo, (sem data), p. 14. Trata dos cartazes que foram distribuídos pela polícia com a foto de cinqüenta e duas pessoas procuradas por ações políticas. Os órgãos de segurança acreditavam que os movimentos subversivos passavam por uma crise que os levaria à extinção. O artigo traz a lista das organizações de esquerda mais atuantes, além de um rápido comentário sobre cada um dos procurados. Entre eles estão: Hiroaki Torigoi, Iuri Xavier Pereira, Gastone Lúcia Carvalho Beltrão, Alex de Paula Xavier Pereira, Onofre Pinto, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Stuart Edgard Angel Jones, Antônio Sérgio de Matos, Walter Ribeiro Novaes, Getúlio d'Oliveira Cabral, Sérgio Landulfo Furtado, Carmem Jacomini, José Milton Barbosa.

Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Foto
Foto ampliada de corpo, de 1971.

Foto
Foto ampliada de rosto, original.

Foto
Fotos originais do corpo, numeradas.

Foto
Foto original e preto e branco. de rosto

Relatório
Relatório da Delegacia Especializada de Ordem Social, assinado por Edsel Magnotti, Delegado de Polícia, em 21/12/72. Acusa Antônio Carlos Bicalho Lana, Alex de Paula e Iuri Xavier Pereira, Gelson Reicher e José Pereira da Silva, marido de Gastone Beltrão, de participarem de assalto a um colégio em São Paulo, SP. Consta que Alex, Iuri e Gelson estão falecidos e decreta a prisão preventiva de Antônio e José. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Documento do II Exército ao Serviço Secreto, de 03/11/70. Relata a prisão de Joaquim Câmara Ferreira e a análise da documentação apreendida. Joaquim foi preso e tentou reagir, iniciando luta corporal com os policiais. Foi detido para ser interrogado, mas acometido de um ataque cardíaco, foi levado ao hospital, falecendo. Na sua casa foram apreendidas armas e documentos nos quais estavam os planos para ações. Foram também descobertas cartas de outros países, enviadas por militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), sendo possível identificar codinomes de vários subversivos e áreas de treinamento para guerrilha. Entre eles, Antônio Carlos Bicalho Lana, Iuri e Alex Xavier Pereira, Ísis Dias de Oliveira e Carlos Eduardo Pires Fleury. Conclui que Carlos Lamarca esteja na liderança do esquema subversivo internacional e que a ALN está bem estruturada internacionalmente, sendo Cuba o lugar para cursos de guerrilha. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Informação confidencial do Exército, Rio de Janeiro, de 03/02/72, para vários órgãos de segurança sobre a Ação Libertadora Nacional (ALN). Traz o resumo de depoimentos, que segundo a polícia teriam sido prestados por Hélcio Pereira Fortes, morto em São Paulo ao tentar fugir em um "ponto". São citados: Hélcio Pereira Fortes, Arnaldo Cardoso Rocha, Sérgio Landulfo Furtado, Antônio Sérgio de Mattos, Mário de Souza Prata, Marcos Nonato da Fonseca, Paulo de Tarso Celestino da Silva, Aurora Maria do Nascimento, Ísis Dias de Oliveira, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Alex e Iuri Xavier Pereira, José Miltom Barbosa, Aldo de Sá Brito, Getúlio d'Oliveira Cabral e James Allen Luz. Há ainda informações sobre vários militantes como Josephina Vargas Hernandes, mulher de Luiz Almeida Araújo, que estaria grávida, morando na Guanabara.

Relatório
Parte de relatório confidencial, sem identificação do órgão. Consta que Iuri Xavier Pereira participou de assalto a um colégio em Pinheiros, São Paulo, SP, tendo pichado suas paredes com a sigla da Ação Libertadora Nacional (ALN). Há informação de que os agentes de segurança localizaram o aparelho de Hiroaki Torigoi no bairro Jardim da Saúde, em São Paulo. Houve também tiroteio com os agentes no qual duas pessoas faleceram. Elas foram identificadas como Emiliano Sessa, nome falso de Gelson Reicher, e João Maria de Freitas, nome falso de Alex de Paula Xavier Pereira.

Relatório
Relatório parcial médico-legal de exumação e identificação dos restos mortais de Iuri Xavier Pereira e Alex de Paula Xavier Pereira, realizado pelo médico Nelson Massini, em 20/06/96.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Ficha pessoal
Documento do IML/SP, de 29/01/72, em nome de João Maria de Freitas, com os dados do óbito.

Ficha pessoal
Documentos do DOPS, de 20/03/70 e 28/01/72, informando que Alex freqüentou curso de "terrorismo" em Cuba (28/01/72), que teve sua prisão preventiva decretada por pertencer à Ação Libertadora Nacional (ALN), segundo matéria da Folha de S. Paulo de 18/03/72, e que morreu em combate em 20/01/70, segundo o Jornal do Brasil, publicado no Rio de Janeiro, de 29/03/78.

Jornal/ Revista
Elementos foragidos (incursos na LSN e CPM), procurados pela Polícia Judiciária Militar. Boletim Informativo da Chefia do Serviço de Polícia do III Exército, Porto Alegre, ano VII, n. 1, p. 3-5, jun. 1976. Constam os nomes de várias pessoas procuradas pela Justiça Militar, por infração à Lei de Segurança Nacional, trazendo uma breve qualificação de cada um deles. Entre eles estão Ângelo Arroyo e Alex de Paula Xavier Pereira.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 27/01/72, realizado por Isaac Abramovitc e Abeylard de Queiroz Orsini, em nome de João Maria de Freitas.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, São Paulo, SP, de 20/05/75, em nome de João Maria de Freitas.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 20/01/72, em nome de João Maria de Freitas, morto em decorrência de tiroteiro travado com os órgãos de segurança. Apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de pessoa considerada terrorista.

Ofício
Documento do DOPS/SP para 2ª Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro, de 07/08/78, comunicando envio de certidão de óbito expedida em nome de Álvaro Lopes Peralta, nome falso de Flávio Carvalho Molina, e relatório com informações de Flávio. Este último segue em anexo e refere-se a documento da Divisão de Ordem Social, da Polícia Civil de São Paulo, relatando que, em 15/10/70, Flávio Carvalho Molina foi condenado a um ano de prisão; em 06/11/71, Flávio foi preso, informando ter um ponto no dia seguinte numa rua de São Paulo, sendo conduzido para lá, quando tentou a fuga e foi morto à bala; e em 27/02/72, Flávio, Ana Maria Nacinovic Correa e Alex Xavier Pereira, entre outros, deixaram de ser indiciados em inquérito, em virtude do falecimento dos mesmos.

Ofício
Prestação de informação do delegado do DOPS/SP ao Juiz de Direito da Justiça Federal, em 26/08/72. Alega que Alex de Paula Xavier Pereira por ocasião de sua morte usava identidade falsa, tendo sido expedido o óbito em nome de João Maria de Freitas. O mesmo para Gelson Reicher, cujo óbito foi feito em nome de Emiliano Sessa. Seguem em anexo os documentos: requisição de exame, certidão de óbito, laudo de exame de corpo de delito e foto numerada do corpo.

Ofício
Documento do delegado titular da Delegacia Especializada de Ordem Política para o Juiz Auditor do II Exército, de 18/07/72. Encaminha certidões de óbito de Hiroaki Torigoe, enterrado como Massahiro Nakamura, e de Alex Xavier Pereira, enterrado como João Maria de Freitas. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Ofício
Documento do II Exército ao diretor do DOPS, de 11/07/72. Pedido de cópias das certidões de óbito de Hiroaki Torigoe e de Alex Xavier Pereira.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Cartaz
Documento intitulado "Bandidos terroristas procurados pelos órgãos de Segurança Nacional", exibindo várias fotos seguidas de nome, codinome e organização de cada pessoa. Possui carimbo do DOPS.

Requerimento
Documento do Poder Judiciário, de São Paulo, de 06/05/80, com pedido de retificação de atestado de óbito, registrado com o nome falso João Maria de Freitas. O pedido foi feito por sua mãe, a qual informa que, em 22/01/72, dia da morte de Alex, a notícia foi divulgada a partir das informações dos órgãos de segurança, indicando João Maria de Freitas como nome falso e o dia 20 como data de morte.


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