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Morto e desaparecido
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Alexander José Ibsen Voeroes
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Alexander José Ibsen Voeroes
Cidade:
(onde nasceu)
Santiago
País:
(onde nasceu)
Chile
Data:
(de nascimento)
5/7/1952
Atividade: Estudante secundarista
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Oto, José Roberto Soares Coimbra, Alex, Steta, Bigode
Morto ou Desaparecido:
Morto
27/2/1972
São Paulo SP Brasil
R. Serra de Botucatu, Bairro de Tatuapé
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/SP DOPS/SP ou DEOPS/SP SP Brasil
Exército Brasileiro EB Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Dirceu Gravina JC
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Isaac Abramovitch, Walter Sayeg
   
Biografia  
Biografia
Militante do MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO POPULAR (MOLIPO).
Nasceu em 05 de julho de 1952, em Santiago, Chile, filho de Alexander Voeroes Toth e Carmem Ibsen Chatean.
Morto aos 19 anos de idade. Era estudante secundarista.
Metralhado no dia 27 de fevereiro de 1972, juntamente com Lauriberto José Reyes, na rua Serra de Botucatu, bairro de Tatuapé, em São Paulo.
O autor da rajada que vitimou Alexander e Lauriberto foi o torturador de apelido "J.C.", ou "Jesus Cristo", identificado como sendo o investigador de polícia Dirceu Gravina.
Foi enterrado no dia 1 de março de 1972, pela família, em caixão lacrado por determinação policial, no Cemitério da Saudade, quadra 68, sepultura 28, em Vila Sônia, São Paulo.
Assinaram o laudo os médicos legistas Isaac Abramovitch e Walter Sayeg.
   
Documentos  
Foto
Foto ampliada do corpo, numerada. Documento do IML/SP.

Foto
Foto original de rosto

Relatório
Breve relatório confidencial do II Exército sobre Alexander José Ibsen Voeroes. Apresenta alguns dados gerais sobre ele e sua morte, junto com Lauriberto José Reyes, em tiroteio decorrente de busca do DOI-CODI. O documento está incompleto e possui carimbo do DOPS.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Prontuário/ Dossiê
Informação confidencial do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 06/07/73, comunicando envio, em anexo, dos mandados de prisão contra Lauriberto José Reyes e Alexander José Ibsen Voeroes, bem como as certidões de óbito dos mesmos. Em anexo, seguem mandado de prisão de Lauriberto, de 15/07/70, e sua certidão de óbito, de 12/06/73, emitida pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, de São Paulo, SP.

Ficha pessoal
Documento do IML/SP, de 08/03/72, com os dados do óbito.

Ficha pessoal
Documento do DOPS/SP, sem data, com dados pessoais e qualificação de Lauriberto José Reyes. Informa que Lauriberto é estudante de Engenharia Politécnica da USP, participou de curso em Cuba, é componente do “Grupo da Ilha”, “Grupo dos 28” ou Movimento de Libertação Popular (MOLIPO) e, em 02/72, como integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Lauriberto e Alexandre José Ibsen Voeroes feriram um agente de segurança e foram feridos mortalmente.

Documento pessoal
Cópia de material apreendido em 27/02/72: identidade, carteira escolar, alistamento militar, declaração, título de eleitor, atestado de antecedentes, carteira profissional, comprovantes bancários, bilhetes manuscritos, todos em nome de José Roberto Soares Coimbra.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 07/03/72, realizado por Isaac Abramovitc e Walter Sayeg. Uma das cópias possui o carimbo do arquivo do DOPS/SP.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, em São Paulo, SP, de 29/02/72.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 27/02/72, informando a morte em decorrência dos ferimentos sofridos em tiroteio com os agentes dos órgãos de segurança. Uma das cópias possui a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo considerado terrorista.

Mandado de prisão
Documento da 2ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM) ao DOPS, de 05/01/71, mandando prender várias pessoas, entre elas, Alexander José Ibsen Voeroes, Ana Maria Nacinovic e Hiroaki Torigoi.

Impressões digitais
Cópias de documentos do Serviço de Identificação de São Paulo, sem data, com impressões digitais e foto numerada do corpo. Pertence ao arquivo do DOPS.

Ofício
Documento do Serviço de Informações, do DOPS/SP, de 20/03/72, a ser divulgado à comunidade de informações, notificando telefone àquele DOPS de proprietário de pensão situada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, SP, o qual comunicou que um dos inquilinos que estava desaparecido há vários dias foi noticiado nos jornais como elemento subversivo. Posteriormente, identificou-se este inquilino como o terrorista morto em tiroteio com a polícia, Alexander José Ibsen Voeres. No local, foi apreendido material subversivo.

Ofício
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política, do DOPS/SP, de 16/02/72, ao IML/SP, autorizando parentes a transportarem o corpo de Alexander para ser sepultado.

Ofício
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política, do DOPS/SP, de 01/03/72, com relato de informantes sobre o sepultamento de Alexander. Informam não ter sido detectada qualquer irregularidade digna de nota. Acompanha cópia sem o timbre e o carimbo do DOPS.

Depoimento
Depoimento de Maria Amélia de Almeida Teles e Ivan Akselrud Seixas à Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos, em 08/06/97. Relatam que em 04/06/97 foram à rua Serra de Botucatu no Tatuapé, São Paulo, SP, conversar com antigos moradores que presenciaram os fatos ocorridos durante tiroteio que levou à morte Lauriberto José Reyes e Alexander José Ibsen Voeroes, ambos ligados ao movimento estudantil, e Napoleão Felipe Biscaldi, aposentado morador daquela rua. Nas conversas soube-se que os policiais cercaram o quarteirão e atiravam atrás de terroristas. Levaram os dois jovens mortos no carro de polícia enquanto o aposentado teve de esperar mais de cinco horas para ter seu corpo levado ao IML. Os depoentes contestam os laudos cadavéricos assinados pelo médico Isaac Abramovitc, que sempre respondeu negativo ao item se houve tortura.


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