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Morto e desaparecido
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Alceri Maria Gomes da Silva
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Alceri Maria Gomes da Silva
Cidade:
(onde nasceu)
Porto Alegre
Estado:
(onde nasceu)
RS
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
25/5/1943
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Vanguarda Popular Revolucionária VPR
Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
17/5/1970
São Paulo SP Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Operação Bandeirante OBAN Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Dois Dedos
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
João Pagenoto, Paulo Augusto Queiroz Rocha
   
Biografia  
Biografia
Militante da VANGUARDA POPULAR REVOLUCIONÁRIA (VPR).
Nascida a 25 de maio de 1943, em Porto Alegre, RS, filha de Oscar da Silva e Odila Gomes da Silva. Logo depois, mudou-se para Canoas, onde fez o 2° grau.
Em Canoas, trabalhou no escritório da fábrica Michelletto, onde começou a participar do movimento operário. Era sócia do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Em seguida, através de um advogado do Sindicato, entrou em contato com a VPR. Ela era uma moça baixinha, magra, muito alegre, entusiasmada pela luta. Em setembro de 1970, esteve em Cachoeira do Sul, despedindo-se de sua família, quando disse a sua irmã Clélia que ia para São Paulo para lutar contra a ditadura militar.
Foi assassinada juntamente com Antônio dos Três Reis Oliveira, em São Paulo, no dia 17 de maio de 1970, quando sua casa foi invadida por agentes dos órgãos de segurança.
O laudo necroscópico é assinado pelos médicos legistas João Pagenoto e Paulo Augusto Q. Rocha.
Seus pais, Odila e Oscar, foram informados de sua morte pelo detetive da Delegacia de Polícia de Canoas de apelido "Dois Dedos", assim conhecido por faltar-lhe dois dedos da mão. Era conhecido em Canoas pela sua ferocidade e avisou à família que nada fizesse porque, caso contrário, seriam todos mortos. Não deu nenhum detalhe da morte. A família soube apenas isso. Não recebeu atestado de óbito, nem foi informada do local de sua sepultura.
O Relatório do Ministério da Aeronáutica diz que Alceri "foi ferida e, posteriormente, veio a falecer no dia 17 de maio de 1970".
   
Documentos  
Foto
Foto ampliada do corpo, numerada, do IML/SP.

Foto
Foto original e preto e branco de Alceri de corpo inteiro.

Relatório
Documento do Serviço de Informações, de 18/05/70, com parte do relatório sobre a morte de Antônio dos Três Reis e Alceri Maria Gomes da Silva. Segundo o documento, o indivíduo de nome "Miguel" ou "Fanta", apontado como um dos seqüestradores do embaixador japonês em São Paulo, forneceu à OBAN o endereço onde se encontravam Antônio e Alceri. Lá encontrados, foram mortos pelos agentes da OBAN.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Folheto
Cópia de folheto elaborado por Derlei De Lucca, coordenadora do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos de Santa Catarina, em 07/95. Apresenta breve relato sobre Alceri, que tomou conhecimento sobre a ditadura militar no sindicato, foi presa após encenar a peça Pedro Pedreiro, adaptada da música de Chico Buarque e, em 1970, assumiu a militância na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Foi metralhada na casa onde estava morando pela Operação Bandeirantes (OBAN), em 1970. A família não recebeu o corpo nem o atestado de óbito e passou a ser perseguida, sendo obrigada a mudar-se para Blumenau.

Folheto
Material elaborado pelo Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos, de Criciúma, SC, sem data. Conta que Alceri participava do Sindicato dos Metalúrgicos, em Canoas, RS, e foi para São Paulo participar da luta armada. A família foi informada de sua morte por um detetive de Canoas, de apelido "Dois Dedos", assim chamado por faltar-lhe dois dedos da mão. Era conhecido por sua ferocidade e avisou que não fizesse nada, caso contrário, todos seriam mortos. A família quer encontrar seus restos mortais para sepultá-la e, para tanto, solicita qualquer informação sobre ela, fornecendo nome e telefone para contato.

Prontuário/ Dossiê
Documentos da Operação Bandeirantes (OBAN), enviados ao Serviço Secreto do DOPS, sobre Alceri. Inclui cópia de foto do corpo, encontrada no IML, e da carteira profissional e várias cópias das impressões digitais e de ficha pessoal.

Ficha pessoal
Documento do IML/SP, de 22/04/71, com os dados do óbito. Está quase ilegível.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 25/05/70, realizado por João Pagenoto e Paulo Augusto Queiroz Rocha.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 17/05/70, indicando morte em decorrência de tiroteio com a polícia. Uma das cópias, apresenta carimbo do DOPS.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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