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Stuart Edgar Angel Jones
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Stuart Edgar Angel Jones
Estado:
(onde nasceu)
BA
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
11/1/1946
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento Revolucionário 8 de Outubro MR-8
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Henrique, Paulo
Prisão: 14/6/1971
Rio de Janeiro RJ Brasil
Av. 28 de Setembro, Grajaú
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1971
RJ Brasil
Clandestinidade
Desaparecido
5/1/1971
Rio de Janeiro RJ Brasil
Hospital Geral do Exército
Segundo Relatório do Ministério da Marinha.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica CISA Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Brigadeiro Burnier
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
A atuação de cada um no terrorismo. O Globo, Rio de Janeiro, 28 set. 1971, p. 15. Lista de pessoas procuradas pelos órgãos de segurança com suas respectivas "atividades subversivas". São citados: Carlos Alberto Soares de Freitas, Sérgio Landulfo Furtado, Getúlio d'Oliveira Cabral, Mariano Joaquim da Silva, José Júlio de Araújo, Stuart Edgard Angel Jones, Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira, Antônio Carlos Bicalho Lana.

Artigo de jornal
Quem é quem nos novos cartazes do terror. Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo, São Paulo, (sem data), p. 14. Trata dos cartazes que foram distribuídos pela polícia com a foto de cinqüenta e duas pessoas procuradas por ações políticas. Os órgãos de segurança acreditavam que os movimentos subversivos passavam por uma crise que os levaria à extinção. O artigo traz a lista das organizações de esquerda mais atuantes, além de um rápido comentário sobre cada um dos procurados. Entre eles estão: Hiroaki Torigoi, Iuri Xavier Pereira, Gastone Lúcia Carvalho Beltrão, Alex de Paula Xavier Pereira, Onofre Pinto, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Stuart Edgard Angel Jones, Antônio Sérgio de Matos, Walter Ribeiro Novaes, Getúlio d'Oliveira Cabral, Sérgio Landulfo Furtado, Carmem Jacomini, José Milton Barbosa.

Artigo de jornal
JM decreta a prisão de 17 estudantes. (Sem fonte e data). Relata o decreto de prisão preventiva dos dezessete estudantes que participaram do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos Charles Elbrick, citando os que já se encontram presos e os demais, que estão foragidos. Entre eles estão Joaquim Câmara Ferreira e Stuart Edgard Angel Jones. Também relata o julgamento que absolveu Leonel Brizola e mais seis pessoas, por falta de provas, das acusações de atividades "anti-revolucionárias" e condenou vinte e oito pessoas acusadas de subversão. Informa sobre a ação de "terroristas" no Nordeste, citando a descoberta da polícia de estudantes com "aparelhos" em João Pessoa e que estão escondidos no Recife e discorre sobre Amaro Luis de Carvalho, o "Capivara", preso no Nordeste após ter participado de cursos em Cuba e na China, seqüestro de avião em São Paulo e de ter organizado um foco de subversão em Pernambuco. Informa ainda sobre a morte de Chael Charles Schreier, ferido por tiros ao resistir à prisão no desmantelamento de aparelho no Rio de Janeiro. Finaliza com a denúncia de Aladino Félix, que utilizava o nome falso de "Sábato Dinotos" e de mais 12 pessoas ligadas a ele, após investigações citadas no artigo. Possui o carimbo do DOPS.

Artigo de jornal
Os desaparecidos, uma questão que vai persistir. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 jan. 1979. Parte de artigo sobre a questão dos desaparecidos políticos no período da ditadura militar. Segundo generais do Exército, há somente quatro possibilidades de desaparecimento de uma pessoa: ela teria sido executada por sua própria organização, que jogaria a culpa no Exército; ela poderia ficar tão desestruturada mentalmente que romperia com todos os conhecidos e sua família a ajudaria a se mudar para o exterior alegando que seu ente sumiu; o suposto desaparecido seria na verdade um membro infiltrado pelas forças de segurança nacional que, ao terminar seu serviço, fazia plástica e recuperava sua antiga identidade; ou mortos por acidente, mas que o Exército não permitiu a publicidade do fato. Cita uma lista de pessoas dadas como desaparecidas pelas organizações cujas fichas estavam no necrotério de um órgão de segurança em 12/73. São elas: Jorge Leal Gonçalves Pereira, Mário Alves de Souza Vieira, Ruy Carlos Vieira Berbert, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar Sobrinho, Sérgio Landulfo Furtado, Stuart Edgard Angel Jones, Joaquim Pires Cerveira, Ísis Dias de Oliveira, Ramires Maranhão do Vale, Thomas Antônio da Silva Meirelles Neto. Apresenta ainda alguns detalhes controvertidos das histórias dos desaparecidos Edgar de Aquino Duarte, Joaquim Pires Cerveira, João Batista Rita e Paulo Costa Ribeiro Bastos. Também contesta a lista de desaparecidos divulgada pelo Comitê Brasileiro de Anistia em relação aos nomes de Antônio dos Três Reis Oliveira.

Artigo de jornal
Fiuza e Frota desmentem versão sobre desaparecido. (Sem fonte), de 31 jan. 1980. O general Adir Fiuza de Castro desmente as acusações feitas a ele e ao general Sílvio Frota de serem os responsáveis pelo desaparecimento de Joaquim Pires Cerveira, afirmando que na época do ocorrido já não comandava o DOI-CODI/RJ. No início de 1979 dois generais e mais um oficial que participavam da repressão declararam que alguns dos desaparecidos foram de fato mortos por órgãos de segurança, mas que por alguma razão não podiam assumir o fato publicamente. Foram citados os seguintes desaparecidos: Jorge Leal Gonçalves Pereira, Mário Alves de Souza Vieira, Ruy Carlos Vieira Berbert, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar, Paulo César Botelho Massa, Sérgio Landulfo Furtado, Stuart Edgard Angel Jones, Ísis Dias de Oliveira, Ramires Maranhão do Vale e Thomaz Antônio da Silva Meireles Neto. O general Frota declarou que isso é impossível de ter acontecido no I Exército. Enquanto isso, o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) continua exigindo que o governo esclareça o desaparecimento de mais de cento e vinte e cinco militantes, após suas prisões.

Artigo de jornal
A semântica da violência. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 3 ago. 1979. p. 5. Entrevista com Antônio Houaiss, lingüista, escritor e diplomata que teve seus direitos políticos cassados na ditadura militar. Ele levanta a seguinte questão: "...Como explicar também que o golpe de 1964, no Brasil, se tenha auto-intitulado 'revolução' para combater a 'subversão', palavras que o bom senso e qualquer dicionário identificam como sinônimos?". Também fala sobre o projeto de anistia do governo, que na realidade não dá a anistia e sim obriga os funcionários públicos cassados a requerê-la assumindo, dessa forma, que fizeram algum ato ilegal no passado e, além disso, não abrange todas as pessoas anistiáveis. O quadro intitulado "Estes 'desaparecidos' foram mortos" traz a informação de que dois generais e um coronel afirmaram que catorze pessoas consideradas desaparecidas políticas foram, de fato, mortas pelo serviço secreto das Forças Armadas. Entre elas estão: Ruy Carlos Vieira Berbert, Mário Alves de Souza Vieira, Jorge Leal Gonçalves Pereira, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar Sobrinho, Paulo César Botelho Massa, Ísis Dias de Oliveira, Stuart Edgar Angel Jones, Joaquim Pires Cerveira, Sérgio Landulfo Furtado, Ramires Maranhão do Vale, Rubens Beirodt Paiva e Thomas Antônio da Silva Meirelles Neto. As mortes foram classificadas por esses militares como acidentes de trabalho. Essa declaração possibilitou identificar "aparelhos" secretos utilizados por oficiais para tortura, como a Fazenda 31 de Março, em Parelheiros, SP, muito usada pelo delegado Sérgio Fleury.

Artigo de jornal
Castro, Tamar de. Seu filho esta sendo morto, agora. Folha de S. Paulo, São Paulo, 2 set. 1979. Divulgação de depoimento de Zuzu Angel, mãe de Stuart Angel Jones, ao historiador Hélio Silva, em 10/02/76. Denuncia o assassinato de seu filho por agentes do Centro de Informações da Aeronáutica (CISA), com base em relatos de companheiros, principalmente de Alex Polari, que escreveu uma longa carta para Zuzu, descrevendo a prisão, as torturas e a morte de Stuart. Ela encaminhou o caso ao Congresso Americano, pois Stuart tinha dupla cidadania, brasileira e norte-americana, e ao secretário de Estado dos EUA, em ocasião de sua visita ao Brasil em 1976, o que gerou afastamentos de parte do comando da Aeronáutica. A morte de Zuzu (ou Zuleika Angel Jones) em acidente automobilístico em 13/04/76, é considerada suspeita por amigos e familiares, uma vez que ela tinha sofrido ameças por conta das investigações pela morte do filho. Também são suspeitos certos detalhes vistos no desastre que contradizem a realidade, como o fato de ela estar dirigindo à noite e em alta velocidade.

Artigo de jornal
Novo IPM para a morte de uma terrorista. Folha da Tarde, São Paulo, 23 nov. 1982. Trata da requisição da instauração de inquérito policial-militar feita pelo advogado do tenente-coronel da Reserva João Luiz de Moraes contra os médicos legistas Harry Shibata e Antônio Valentini, sob acusação de "crime de falsa perícia". Segundo o advogado do queixoso, a filha do tenente-coronel, Sônia Maria Lopes de Moraes, havia morrido sob tortura e não em tiroteio e que a ossada não apresentava as perfurações condizentes com o que foi apresentado na autópsia. Sônia Maria foi esposa de Stuart Edgard Angel Jones, desaparecido, e morreu em companhia de Antônio Carlos Bicalho Lana. O documento é do arquivo do DOPS.

Foto
Fotos de rosto e sentado..

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS, de 14/09/71. Consta que Stuart mantinha em seu poder material de propaganda subversiva. Participou do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick e de assaltos, tendo sua prisão preventiva decretada. Uma das cópias possui códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo.

Relatório
Parte de relatório de 24/02/70, com relação de pessoas com a prisão preventiva decretada, entre eles Juarez Guimarães de Brito, e de pessoas indiciadas pelo seqüestro do embaixador americano em 06/69, como Stuart Edgard Angel Jones, Virgílio Gomes da Silva e Joaquim Câmara Ferreira. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Depoimento de João Luiz de Moraes, pai de Sônia, à Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, em 16/10/90. Ele relata as torturas sofridas por Sônia, em 1973, e por seu marido Stuart Edgar Angel Jones, em 1971, no Exército. Sônia foi presa quando viajava em companhia de Antônio Carlos Bicalho Lana. O corpo de Sônia não foi entregue a família, nem sua certidão de óbito. Com a localização de diversas ossadas no Cemitério Dom Bosco em Perus, São Paulo, SP, João Luiz espera por fim à busca dos restos mortais de sua filha.

Artigo de revista
Longe do ponto final. Isto É, São Paulo, 8 abr. 1987, p. 24-25. Artigo incompleto. O psicanalista Amílcar Lobo, único membro dos grupos de tortura a reconhecer os crimes cometidos, joga novas luzes sobre as torturas ocorridas nos porões do quartel da Polícia do Exército (PE) e sobre pessoas que estão oficialmente desaparecidas e que foram torturadas neste quartel.

Evento/ Homenagem
Convite do Comitê Brasileiro pela Anistia para missa, em 16/05/81, em homenagem aos dez anos de desaparecimento de Stuart Edgard Angel Jones e por ocasião do traslado do corpo de Sônia Maria Lopes de Moraes do cemitério de Perus, em São Paulo, para o Rio de Janeiro.

Evento/ Homenagem
Folheto de missa, realizada em 16/05/81, em homenagem a Sônia Maria de Moraes Angel Jones, por ocasião do traslado de seus restos mortais. Também foi homenageado seu marido Stuart Edgard Angel Jones.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


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