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Morto e desaparecido
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Ruy Frazão Soares
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Ruy Frazão Soares
Cidade:
(onde nasceu)
São Luiz
Estado:
(onde nasceu)
MA
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
4/10/1941
UniversidadeUniversidade Federal de Pernambuco UFPE
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular AP
Brasil
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Luís Antônio Silva Soares
Prisão: 27/5/1974
Petrolina BA Brasil
Feira de Petrolina
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
27/5/1974
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
   
Biografia  
   
Documentos  
Foto
Foto ampliada do rosto de Ruy.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Folheto
Documento de 1988 referente aos catorze anos do desaparecimento de Ruy Frazão Soares. Conta sua história, como desde pequeno envolvia-se com questões sobre educação e outros tópicos sociais, sendo que 1966 foi condenado sob acusação de agitação estudantil entre 64/65. Passou a viver com o nome de Luís Antônio Silva Soares em Juazeiro, BA. Em 27/05/74 foi detido por três policiais armados que o espancaram no meio da rua, levando-o embora, sem explicações. A família, apesar de inúmeras buscas, nunca mais o viu.

Ficha pessoal
Documento com os dados físicos de ossatura, dentição e descrição de doenças e deformidades de Ruy.

Artigo de revista
Ísis, foragida? De onde? Isto é, São Paulo, 4 out. 1978, p. 44. Informa que Felícia, mãe de Ísis, escreveu uma carta ao deputado José Bonifácio e traz cópia da mesma. Inclui um pequeno artigo onde Alice Frasão Soares, mãe de Ruy Frasão Soares, conta como foi o desaparecimento do mesmo.

Depoimento
Texto escrito por Célia Frazão Soares Linhares, irmã de Ruy e membro do Grupo Tortura Nunca Mais, intitulado "Restaurando a dignidade nacional: os desaparecidos políticos". Nele, Célia cita a tragédia trazida pela ditadura em diversos países latino-americanos, produzindo os desaparecidos políticos. Relembra o sofrimento pessoal com a prisão violenta do irmão seguida de seu desaparecimento, por ocasião do reconhecimento oficial da morte de Ruy Frazão e de Mário Alves, dentre os quase 500 “desaparecidos”. Faz questão de enfatizar a figura do juiz Roberto Wanderley Nogueira que, em nome da nação, desculpou-se pelo caos gerado pelo terror e seus produtos, afirmando que os atos dos repressores para a tentativa de controle dos comunistas foram completamente vergonhosos e vazios, trazendo o terror em nome da segurança nacional.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Carta
Carta de Célia Frazão Soares Linhares, irmã de Ruy, a Ivan Seixas, de 10/09/90. Com a descoberta da vala comum no cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo, SP, ela pede que o nome de seu irmão desaparecido seja incluído nas buscas.

Carta
Carta de Célia Frazão Soares Linhares, irmã de Ruy, para Ivan Seixas, familiares e amigos, em 03/09/90. Ela agradece o apoio na busca de seu irmão, mantém seu objetivo de responsabilizar a União pelo seu desaparecimento, morte e ocultação do seu cadáver. Levanta a importância da busca e a exigência de justiça para o exercício da cidadania, lembrando que o caso de Ruy é o segundo levado à justiça.


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