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Maurício Grabois
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Maurício Grabois
Cidade:
(onde nasceu)
Salvador
Estado:
(onde nasceu)
BA
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
2/10/1912
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Aliança Nacional Libertadora ANL
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Prisão: 0/0/1941
Rio de Janeiro RJ Brasil
Libertado no início de 1942.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
25/12/1973
Xambioá TO Brasil
região do Araguaia
Segundo Relatório do Ministério da Marinha.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Curió
   
Biografia  
Biografia
Dirigente do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Nasceu em Salvador, BA, no dia 2 de outubro de 1912, filho do comerciante Agostim Grabois e de Dora Grabois, ambos judeus de nacionalidade russa.
Maurício teve um casal de filhos: André Grabois, também militante do PC do B e morto no Araguaia, provavelmente em outubro de 1973, e Vitória Lavínia Grabois Olímpio.
Desaparecido aos 61 anos em 1973, no Araguaia.
Fez o curso primário em vários colégios devido às inúmeras viagens e mudanças de seu pai. Em 1920, quando sua família regressou a Salvador, concluiu a escola primária. Em 1925 ingressou no Ginásio da Bahia, passando a sentir interesse pela política por influência de seu diretor, Bernardino José de Sousa. Também nessa época conheceu e tornou-se amigo de Carlos Marighella (morto em 1969), que freqüentava o mesmo colégio. Formou-se em 1929. No início do ano seguinte foi para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde passou a freqüentar o curso preparatório para a Escola Militar de Realengo, nela ingressando em 1931, mas não concluiu o curso por ter sido expulso em 1933.
Foi então para a Escola de Agronomia, onde cursou até o 2° ano, abandonando definitivamente os estudos para dedicar-se à vida política.
No início da década de 30, Grabois foi um dos primeiros organizadores do PCB nas Forças Armadas, quando aluno da Escola Militar. Logo após sua entrada para o PCB, passou também a atuar na Juventude Comunista e, em 1934, foi encarregado do setor nacional de agitação e propaganda da Federação da Juventude Comunista do Brasil. Em 1935, Maurício Grabois integrou-se nas ações desenvolvidas pela Aliança Nacional Libertadora (ANL).
Durante o período do Estado Novo (1937-1945), foi condenado à revelia, em 1940, num processo em Minas Gerais. No início de 1941, Grabois foi preso no Rio de Janeiro. Libertado no início de 1942, formou no Rio, ao lado de Amarílio Vasconcelos, a Comissão Nacional de Organização Provisória (CNOP).
Trabalhou na empresa de aviação Panair do Brasil e participou da fundação e da direção da editora Horizonte, do PCB, com sede no Rio de Janeiro. Em maio de 1945 dirigiu o jornal "A Classe Operária", função que manteria até 1949, quando o jornal foi fechado.
Nas eleições de 2 de dezembro de 1945 para a Assembléia Nacional Constituinte, o PCB elegeu um senador e 14 deputados, entre os quais Grabois, pelo antigo Distrito Federal. Assumindo seu mandato em fevereiro de 1946, foi designado líder da bancada comunista. O período da legalidade do PCB chegou ao fim em 7 de maio de 1947, quando o TSE cancelou o seu registro e Grabois teve o seu mandato cassado.
Devido à repressão policial aos comunistas, a partir de 1948 Grabois passou a atuar na clandestinidade.
Em agosto de 1957 rejeitou a política soviética de coexistência pacífica, explicitando suas divergências com a orientação do PCB. Em fevereiro de 1962, juntamente com João Amazonas, Pedro Pomar, Carlos Danielli e outros, reorganizou o Partido Comunista do Brasil (PC do B), relançando o antigo nome e preservando o projeto político-partidário anterior ao XX Congresso do PCUS. Em março de 1962 foi relançado o jornal A Classe Operária, órgão central do PC do B, dirigido por Grabois e Pomar.
Após o golpe militar de 1° de abril de 1964, voltou a viver na clandestinidade. Por força do AI-2 (27/10/1965), teve seus direitos políticos cassados. Foi condenado pela 2ª Auditoria do Exército - 1ª CJM nos Processos n° 7512, a 2 anos de reclusão, e 7478, a 10 anos de reclusão. Também foi condenado pela 1ª Auditoria a 5 anos de reclusão e pela 2ª Auditoria a 2 anos de reclusão.
Em 1967, iniciou os preparativos de um movimento de guerrilha na região do Araguaia, no sul do Pará, onde passou a viver, estabelecendo-se na localidade de Faveira. Em 1972, o Exército descobriu o núcleo guerrilheiro no Araguaia. As tropas enviadas à região, estimadas em 20 mil homens, eliminaram 59 guerrilheiros do PC do B, entre os quais Maurício Grabois.
O jornal "O Estado de São Paulo", do dia 10/10/82, diz que Maurício morreu com um tiro de FAL na cabeça que arrancou-lhe o cérebro e outro na perna que provocou fratura exposta. A revista "Isto É", de 04/09/85, em entrevista com um paraquedista que não quis identificar-se diz que a foto publicada em 10/10/82 pelo Jornal "O Estado de São Paulo" não é de Maurício Grabois porque não mostra sinais de destruição da caixa craniana, os mortos estão descalços e o grupo que foi morto em combate, no dia 25/12/73, estava calçado. Diz também que os 4 mortos da foto estão com as pernas amarradas, sinal de que foram presos e torturados e que Maurício e mais outros quatro, foram mortos em combate, não tendo sido presos. Reconhece, no entanto, que se trata de fotos de guerrilheiros.
Em comentário do colunista Castello Branco do "Jornal do Brasil", de 17/10/82, o General Hugo de Abreu lhe dissera que na Serra das Andorinhas estava enterrado Maurício Grabois. Segundo o "Jornal do Brasil", de 23 e 24/03/92, no dia 25/12/73 foram mortos Paulo Mendes Rodrigues, Guilherme Lund e Gilberto Olímpio junto com Grabois e que a operação militar contra o grupo foi comandada pelo Major Curió.
O último contato com sua mulher, Alzira da Costa Reis, foi em janeiro de 1972 e, de acordo com informações de sobreviventes da guerrilha, sua morte ocorreu em dezembro de 1973. Até hoje, entretanto, Grabois não foi dado oficialmente como morto, sendo considerado desaparecido.
O Relatório do Ministério da Exército faz referências à reportagem de "O Estado de São Paulo", de 10/10/82, concluindo que não há "dados que confirmem essa versão", mostrando clara a intenção de manter oculta a morte de Maurício à família e à sociedade, visto que para "uso interno" dos serviços de informação sua morte já era conhecida pelo ´inf. 965/82 do II Exército´, encontrado nos arquivos do DOPS/SP. No Relatório do Ministério da Marinha consta que Maurício foi morto em 25 de dezembro de 1973, em Xambioá.
   
Documentos  
Artigo de jornal
Artigos da Folha de S. Paulo, São Paulo, 27 abr. 1978, p. 10. "A Revolução degradou-se, denuncia Tancredo Neves", "Política não é para militares, diz Bethlem", "General nega declaração de nazista", "Acusada relata tortura e morte de preso no STM", e outros. Este último trata do depoimento de defesa da presa política Neide Richopo, em 15/02/73, como parte do processo de 40 pessoas acusadas de pertencerem ao Partido Comunista do Brasil (PC do B). Neide conta ter presenciado o assassinato sob tortura de Alexandre Vannucchi Leme. Também o casal César Augusto e Maria Amélia Teles afirma ter ouvido os últimos gritos de Carlos Nicolau Danielli. Outro caso citado de prisão irregular e torturas refere-se a José Genoíno Neto. O relator do processo conta que a estrutura da organização era formada por um comando nacional, do qual faziam parte: Elza Lima Monserat, Ângelo Arroyo, Carlos Nicolau Danieli, João Amazonas Souza Pedroso, Lincoln Cordeiro Oest, Maurício Grabois, Pedro Pomar, Dineas Fernandes Aguiar e Luiz Vergatti.

Artigo de jornal
Auditoria de Guerra paulista condena 24 por subversão e absolve 16. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 14 mar. 1975. Incompleto. O artigo relata o resultado do processo que acusava quarenta integrantes do Partido Comunista do Brasil por aliciamento de pessoas para o mesmo.

Artigo de jornal
Formação de culpa de Prestes. Folha da Manhã, Porto Alegre, 19 ago. 1966. O Conselho Permanente de Justiça da Auditoria do I Exército iniciou a formação de culpa de Pedro Ventura, Maurício Grabois, Lincoln Cordeiro entre outros indiciados. Apenas 15 deles compareceram à audiência. Documento do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Justiça Militar denuncia 29 subversivos em Juiz de Fora. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 12 jul. 1969. A Justiça Militar denunciou 29 pessoas implicadas na reorganização do PC do B no eixo Brasília-Goiânia. O artigo possui carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Um condenado e 3 absolvidos em processo sobre subversão. (Fonte ilegível), 2 jun. 1967. A Justiça Militar absolveu por unanimidade 3 pessoas acusadas de assinarem e difundirem manifestos sobre a reorganização do PCB. No mesmo julgamento, Ângelo Arroyo foi condenado a 1 ano de detenção. No inquérito que procedeu do DOPS estavam também Pedro Pomar, Maurício Grabois e João Amazonas na lista de acusados por subversão. No entanto, pelo fato destas pessoas já estarem envolvidas no processo sobre as cadernetas de Luiz Carlos Prestes, os seus nomes foram retirados desta acusação. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Fiosi, Edson. China prepara brasileiros para guerrilha em nosso país. (Sem fonte e sem data). Artigo do DOPS. Desde 1961 guerrilheiros são treinados na China e este fato tem sido grande fonte de preocupação das autoridades brasileiras. O Partido Comunista do Brasil (PC do B) sempre esteve ligado ao movimento de treinamento para guerrilha, inclusive com membros do partido coordenando os treinamentos nas Ligas Camponesas. Pedro Pomar, Maurício Grabois, Luiz Carlos Prestes, João Amazonas, entre outros, são nomes que marcaram o movimento comunista brasileiro, com a criação da dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Artigo de jornal
Presidente Castelo Branco assina demissões e aposentadoria. A Gazeta, Florianópolis, 6 out. 1964. Em decreto, o Presidente da República assina demissões e aposentadorias de funcionários públicos cujo nome aparecem em inquéritos sobre atividades irregulares. A Comissão Geral de Investigação convoca várias pessoas para prestarem esclarecimentos sobre atividades subversivas em órgãos de imprensa comunista. Artigo incompleto, do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
IPM de Barra Mansa indiciou altos dirigentes comunistas. Diário Popular, São Paulo, 27 jun. 1966. O juiz da Auditoria Militar agendou para 18 de agosto o dia para que sejam qualificados os dirigentes comunistas acusados, junto com mais 55 pessoas, de atos de subversão e de tentarem reorganizarem o extinto Partido Comunista. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Explosivos serão retirados da JM. Última Hora, Brasília, 3 ago. 1966. Uma série de incêndios na sede da Justiça Militar fez com que o II Exército retirasse, por sugestão da promotora Marly Valle Nogueira, o material explosivo que se encontrava no prédio, na ocasião em que acompanharam o inquérito da Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra contra guerrilheiros paraguaios. Neste mesmo dia o CPJM retificou a denúncia movida pela Vara Criminal da Guanabara, resultante do Inquérito da DOPS carioca sobre a tentativa de reorganização do Partido Comunista. Documento do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Justiça julgará 56 pessoas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 21 jun. 1970. O Conselho Permanente da Justiça Militar julgará 56 civis acusados de atividades subversivas na cidade de Barra Mansa, RJ, onde houve tentativas de reorganização do Partido Comunista Brasileiro. Destes, 28 serão julgados a revelia. Com carimbo do DOPS.

Artigo de jornal
Julgamento de Prestes e mais 55 na Guanabara. Diário Popular, São Paulo, 22 jun. 1970. Dirigentes comunistas Luís Carlos Prestes, Leonel Brizola e mais 54 outras pessoas serão julgadas pelo Conselho Permanente da Justiça Militar da 2ª Auditoria Militar do Exército, por atividades subversivas e por tentarem reorganizar o Partido Comunista Brasileiro (PCB), na cidade de Barra Mansa, RJ. Além dos citados, Maurício Grabois e Pedro Pomar serão julgados a revelia. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Subversivos vão à Justiça. Estado de São Paulo. 27 fev. 1966. O promotor Cipriano Osiris Josephson, da Auditoria Militar da 1ª Região Militar, opinou pela competência da Auditoria Militar da 2ª Região Militar para processar e julgar pessoas por terem subscrito manifesto comunista. Neste manifesto, divulgado em 1962, propunham um governo popular revolucionário no Brasil, uma vez que os problemas do povo, o regime de então não era capaz de resolver. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Guanabara sobre Maurício Grabois, sem data, constando que seus direitos políticos foram suspensos, condenações, acusação de promover o desenvolvimento do comunismo, o fato de ter sido expulso da partido de Prestes e que realizou viagens para Cuba.

Relatório
Documento da Delegacia de Segurança Social ao Major Diretor do DPS, de 18/07/44. Informa que Maurício Grabois e mais algumas pessoas são conhecidos por vários relatórios feitos anteriormente por suas atividades comunistas e possuidores de passado político comprometedor. Consta ainda que Grabois é um comunista de grande valor intelectual, com contatos importantes e que se encontra com freqüência com comunistas declarados.

Relatório
Relatório de informante, de 07/02/63, elaborado pelo "O Coringa". Ele relata que foi à sede da Classe Operária, encontrando Maurício Grabois, conversaram sobre o Partido Comunista do Brasil, comentando a situação na Bahia sobre a organização do partido. Grabois fez crítica sobre a falta de comentários por parte do pessoal do Rio de Janeiro sobre a organização do partido na Bahia e também criticou Brizola, acusando-o de ser um latifundiário que deseja diminuir o espírito combativo das massas. Grabois também comentou a edição de livros cubanos.

Relatório
Documento de informante, de 08/02/63, incompleto. Relata que foi à Classe Operária para entregar uma correspondência. Maurício Grabois, estava presente e leu as cartas. Comentaram a possibilidade de aliciar pessoas da União Nacionalista da Bahia para o ingresso no Partido Comunista do Brasil (PC do B), falaram sobre o envio de revista chinesas, cubanas e soviéticas. Em seguida há um relato sobre uma reunião do PC do B, na sede da Classe Operária, dirigida por Grabois, onde comentou-se a situação de países comunistas: China e Cuba.

Folheto
Folheto elaborado por Arruda Câmara em homenagem a Maurício Grabois, em 02/10/82, data em que completaria setenta anos, pedindo esclarecimentos sobre seu desaparecimento. Conta a vida política de Maurício, desde o ingresso no Partido Comunista do Brasil em 1932, a luta contra o fascismo, o imperialismo e o latifúndio, a luta como deputado estadual comunista, sendo líder da Câmara dos Deputados, a influência da Revolução Chinesa até sua participação na Guerrilha do Araguaia.

Prontuário/ Dossiê
Documentos do Inquérito Policial e Militar (IPM) contra Pedro Pomar e outras pessoas envolvidas em atividades do Partido Comunista do Brasil (PC do B). Neste IPM, foram intimados, entre outros, Pedro Pomar, Ângelo Arroyo, Carlos Nicolau Danielli, James Allen Luz, José Porfírio de Souza, Lincoln Cordeiro Oest e Maurício Grabois. Contém cópias de relatórios do DOPS e de outros órgãos, além de documentos internos do PC do B.

Ficha pessoal
Documento proveniente de órgão de repressão do Rio de Janeiro, sem data. Consta que Maurício Grabois foi eleito deputado federal pelo PCB em 02/12/47, que teve sua prisão preventiva declarada por atividades subversivas, que teve decretados contra si alguns mandados de prisão, que teve seus direitos políticos suspensos, que em 04/09/79 teve sua punibilidade extinta com base na Lei da Anistia e que morrera no Sul do Pará em 1975.

Ofício
Documento da 1ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM) ao DOPS, de 03/09/79. Declaração de anistia a sentenciados por crimes incursos na Lei de Segurança Nacional, incluindo Armando Teixeira Frutuoso e Maurício Grabois.

Evento/ Homenagem
Cartaz divulgando o Ato em homenagem do 10º aniversário do desaparecimento de Maurício Grabois, realizado em 16/12/83, na Assembléia Legislativa.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Legislação
Lei 9.497/97. Diário Oficial do Município, Campinas, 20 nov. 1997. Atribui nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas dos bairros Vila Esperança, Residencial Cosmo e Residencial Cosmo I.

Carta
Transcrição de carta apreendida com Carlos Danielli em 12/72. Trata do andamento da Guerrilha do Araguaia. Foi escrita, provavelmente, por Maurício Grabois, trazida do Araguaia por Criméia Alice Schmidt de Almeida e entregue ao Carlos Danielli no dia de sua prisão. Foi encontrada no "Baú do General".


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