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Maria Lúcia Petit da Silva
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Maria Lúcia Petit da Silva
Cidade:
(onde nasceu)
Agudos
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
20/3/1950
Atividade: Professora primária
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
16/6/1972
PA Brasil
região do Araguaia
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Antônio Bandeira
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Jornal da Cidade, Bauru, 18 jun. 1996. "Petit é sepultada como heroína nacional", "Amigas se impressionavam com visão crítica", "Hino Nacional foi cantado no cemitério Jardim Ypê", "Irmão faz depoimento comovente na Câmara", "Livro vai contar como eram os guerrilheiros", "O que foi a Guerrilha". Informa como foi o sepultamento de Maria Lúcia, o reinício das buscas dos restos de seus irmãos, Jaime e Lúcio e que Regilena de Aquino, viúva de Jaime Petit, pretende lançar um livro sobre o cotidiano dos guerrilheiros do Araguaia para resgatar as histórias das pessoas com quem conviveu no Araguaia. O último artigo explica o que foi a Guerrilha do Araguaia.

Artigo de jornal
Diário de Bauru, Bauru, 18 jun. 1996. "Cobranças marcam enterro de Maria Lúcia", "Irmão chora e culpa governo por mortes na guerrilha do Araguaia!". Informa como foi o sepultamento dos restos mortais de Maria Lúcia e como foi o discurso que seu irmão, Clóvis Petit da Silva, fez na Câmara Municipal de Bauru, onde a mesma foi homenageada.

Artigo de jornal
Jornal da Cidade, Bauru, 16 jun. 1996. "Funeral de Petit será ato contra perseguição", "Unicamp identificou ossos de guerrilheira". Informa que o funeral da guerrilheira Maria Lúcia Petit, neste dia, em Bauru, deve ficar marcado como movimento e ato contra a perseguição política no Brasil. Trata-se dos restos mortais do primeiro desaparecido político do Araguaia encontrado e identificado. Maria Lúcia nasceu em Agudos, mas passou boa parte de sua vida em Duartina e Bauru. Junto com ela, lutaram no Araguaia dois de seus irmãos, Jaime e Lúcio, cujos restos mortais ainda não foram identificados. A UMESB, entidade de estudantes secundaristas de Bauru, e o Grêmio Estudantil “Maria Lúcia Petit da Silva” estão organizando participação no funeral. Segundo presidente da UMESB, Petit era liderança no movimento estudantil paulista, assim como Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, também desaparecido no Araguaia, que foi presidente da entidade no Estado entre os anos de 1968 e 1969. A identificação da ossada, encontrada em 1991 no cemitério de Xambioá, GO, foi feita pelo Departamento de Medicina Legal da UNICAMP e possível graças ao reconhecimento de sua arcada dentária, pois Maria Lúcia havia feito uma restauração em Duartina, em 1967. Além disso, alguns objetos que portava e cabelos aparecem numa fotografia feita pelo próprio Exército, o qual utilizava estes registros para identificar militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Artigo de jornal
Ato religioso antecede translado de restos mortais de Lúcia Petit. O São Paulo, São Paulo, 19 jun. 1996. Informa como foi o ato religioso na Câmara Municipal de São Paulo, que antecedeu o translado dos restos mortais de Maria Lúcia para Bauru.

Artigo de jornal
Família de Maria Lúcia faz enterro com alívio e emoção. Diário de Bauru, Bauru, 16 jun. 1996, Caderno Especial Araguaia. Coletânea de artigos com informações sobre o sepultamento de Maria Lúcia, com sua biografia. Traz depoimentos de sobreviventes da Guerrilha do Araguaia, histórico da mesma e ensaios sobre o movimento de esquerda no Brasil.

Artigo de jornal
Dossiê revela detalhes da guerrilha. Noptícias (Publicação do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores), São Paulo, n. 2, maio 1996, p. 3. Informa que Maria Lúcia foi a primeira guerrilheira a ser morta e foi a primeira a ser identificada pela equipe de legistas da UNICAMP. Indícios, como tipo de vestimenta e o material que foi encontrado junto à ossada da vítima, auxiliaram no processo de identificação. Um outro corpo foi encontrado junto às ossadas e, segundo Elza Monerat, sobrevivente da guerrilha, pode ser de Francisco Chaves, ex-marinheiro e integrante da guerrilha.

Artigo de jornal
Identificada ossada do Araguaia. Noptícias (Publicação do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores), São Paulo, sem data. Após cinco anos de perícia na UNICAMP, o legista Fortunato Badan Palhares, com auxílio do dentista Eiji Tanaka e do protético Benedito de Moura, identificou a ossada de Maria Lúcia, considerada a primeira desaparecida do total de 59 guerrilheiros considerados desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Familiares de Carlos Marighella e do Lamarca estão pedindo indenização ao governo, junto à Comissão Especial, com base em novos documentos e depoimentos que comprovam irregularidades na documentação oficial da morte de ambos.

Foto
Fotos originais e preto e branco de Maria Lúcia só e com outras pessoa.

Artigo de revista
Lima, Samarone. Medicina do terror. Sem Fronteiras, São Paulo, ago. 1996, p. 19-20. O artigo trata da cassação do registro do médico Pérsio José Ribeiro Carneiro, acusado pelo Grupo Tortura Nunca Mais de colaboração indireta com o regime militar, em 1971. Nesse ano, Pérsio assinou o laudo de necrópsia de Joaquim Alencar Seixas sem descrever as mais de duzentas marcas de tortura presentes no corpo e, dessa forma, confirmando a falsa versão oficial de que Joaquim teria morrido em tiroteio. O médico psicanalista Amílcar Lobo também teve seu registro cassado, mas recorreu e ganhou sua reabilitação. O ex-pediatra Ricardo Agnese Fayad também foi processado, mas ganhou a causa, pois a 7ª Vara de Brasília afirmou que os Conselhos de Medicina não têm competência para julgar médicos militares. No dia 15/06/96 foi realizada uma cerimônia na Câmara dos Vereadores de São Paulo, em memória de Maria Lúcia Petit da Silva. Ela foi morta em 1972 no Araguaia, PA, e teve sua ossada reconhecida pelo médico-legista Badan Palhares, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Maria Lúcia foi o primeiro caso de reconhecimento dos cinqüenta e nove guerrilheiros mortos no Araguaia.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo médico-legal realizado pela UNICAMP em maio de 1996. Contém descrição da busca e análise dos restos mortais para identificação de Maria Lúcia. Em seu preâmbulo descreve também a frustrada tentativa de exumar os restos mortais de João Carlos Haas Sobrinho.

Evento/ Homenagem
Convite para o sepultamento e homenagens a Maria Lúcia no dia 16/06/96, com depoimento da vereadora Maria José Majô Jandreice em memória a todos que lutaram no Araguaia.

Evento/ Homenagem
Convite para as homenagens e sepultamento de Maria Lúcia, no dia 16/06/96 na Câmara Municipal de Bauru e na Praça Rui Barbosa.

Evento/ Homenagem
Convite ao culto ecumênico e vigília por ocasião do translado dos restos mortais de Maria Lúcia para a cidade de Bauru, SP, no dia 15/06/96 na Câmara Municipal de São Paulo. No documento há biografia de Maria Lúcia, com dados sobre a militância política no movimento estudantil e na região do Araguaia, onde morreu fuzilada por tropas do Exército, informações sobre o processo de identificação de sua ossada e uma poesia escrita pela mesma em 1968, com título "Para um jovem".

Evento/ Homenagem
Folheto intitulado "Projeto Vozes da Paz", elaborado pela Federação Israelita do Estado de São Paulo e pelo Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, especialmente para o ato ecumênico e vigília em homenagem a Maria Lúcia. Informa o que é o Projeto Vozes da Paz, além de trazer uma mensagem de paz e um programa com uma poesia e seis canções que foram apresentadas no ato ecumênico em homenagem a Maria Lúcia.

Evento/ Homenagem
Programa para a celebração ecumênica em memória de Maria Lúcia, realizada em 15/06/96 na Câmara Municipal de São Paulo.

Evento/ Homenagem
Convite em forma de pôster para divulgação do Culto Ecumênico, na Câmara Municipal de São Paulo em 15/06/96 e vigília para o translado para Bauru dos restos mortais de Maria Lúcia.

Evento/ Homenagem
Homenagem aos desaparecidos políticos por meio de ato de oficialização dos nomes das ruas do Jardim da Toca, em São Paulo, SP, em 04/09/91, contando com a presença da prefeita Luíza Erundina, do vereador Ítalo Cardoso, dos familiares dos homenageados e de representantes da sociedade. Homenageados: Ana Rosa Kucinski Silva, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio dos Três Reis Oliveira, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Aylton Adalberto Mortati, Elson Costa, Hiran de Lima Pereira, Honestino Monteiro Guimarães, Ieda Santos Delgado, Maria Lúcia Petit da Silva e Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Acompanha convite para a solenidade.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


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