Lista de nomes
Pesquisa
  OK
Morto e desaparecido
Audiovisual
Bibliografia
Eventos
História
Legislação
Notícias
Rubens Beirodt Paiva
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Rubens Beirodt Paiva
Cidade:
(onde nasceu)
Santos
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
26/12/1929
Atividade: Engenheiro
UniversidadeUniversidade Mackenzie
   
Dados da Militância  
Prisão: 20/1/1971
Rio de Janeiro RJ Brasil
em casa
0/1/1971
Segundo Relatório do Ministério da Aeronáutica.0/12/1970
Segundo Relatório do Ministério da Marinha.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1971
Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
Pelotão de Investigação Criminal PIC Brasil
Quartel da 3ª Zona Aérea RJ
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Dr. Pepe, Amílcar Lobo Dr. Carneiro, Ariedisse Barbosa Torres , Eduardo Ribeiro Nunes , João Câmara Gomes Carneiro João Coco, Riscala Corbage , Ronald José da Motta Batista Leão
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
O caso Rubens Paiva, um homicídio executado e até hoje acobertado pelos setores militares. Retratos do Brasil, São Paulo, 23 a 29 mar. 1987. p. 7. Reabertura do inquérito sobre o desaparecimento de Rubens Paiva. A versão oficial dizia que ele fora seqüestrado por um grupo de terroristas. O delegado Carlos Alberto Cardoso, designado para o caso por Romeu Tuma, conclui que Rubens fora morto nas dependências do Pelotão de Investigações Criminais (PIC) no Rio de Janeiro. No início de 03/87, o delegado Carlos Alberto foi assassinado, em um suposto assalto. Um novo investigador foi nomeado, Paulo Cesar de Siqueira Castro, que encontrou inúmeras dificuldades para dar andamento ao processo, inclusive ameaça de morte contra ele e suas filhas, conduziu as investigações de forma paralela, sempre com a proteção da polícia. Chegou a cinco pessoas que seriam as responsáveis pelas torturas, morte e ocultação do cadáver de Rubens: coronel Ronald José da Motta Batista Leão, o capitão da cavalaria João Câmara Gomes Carneiro, o subtenente Ariedisse Barbosa Torres, o major Rescala Corbage e o segundo sargento Eduardo Ribeiro Nunes. As maiores contribuições vieram do médico Amílcar Lobo, que avaliava os presos para novas sessões de tortura. O médico acusou várias pessoas e indicou o lugar onde o corpo de Rubens estaria enterrado: praia do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ. Lá foram encontrados alguns ossos. Há dois gráficos citando os números de mortos e desaparecidos e de atentados terroristas entre 1964 e 1981, onde se nota que, com a abertura política, diminui o número de mortos e desaparecidos, mas aumenta o número de atentados. Na página 8 há três artigos: "Ustra defende o terror de Estado", e "Um livro revela as fichas da delação". No primeiro, é citado o lançamento do livro Rompendo o Silêncio, do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, onde ele defende-se da acusação de ter torturado Bete Mendes e também defende leis especiais como única forma de combater os terroristas, pois, segundo Ustra, eles não eram cidadãos comuns. O segundo artigo trata do lançamento do livro “A UNE contra o SNI”, elaborado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) a fim de lembrar seu papel na defesa da democracia no Brasil.

Artigo de jornal
A semântica da violência. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 3 ago. 1979. p. 5. Entrevista com Antônio Houaiss, lingüista, escritor e diplomata que teve seus direitos políticos cassados na ditadura militar. Ele levanta a seguinte questão: "...Como explicar também que o golpe de 1964, no Brasil, se tenha auto-intitulado 'revolução' para combater a 'subversão', palavras que o bom senso e qualquer dicionário identificam como sinônimos?". Também fala sobre o projeto de anistia do governo, que na realidade não dá a anistia e sim obriga os funcionários públicos cassados a requerê-la assumindo, dessa forma, que fizeram algum ato ilegal no passado e, além disso, não abrange todas as pessoas anistiáveis. O quadro intitulado "Estes 'desaparecidos' foram mortos" traz a informação de que dois generais e um coronel afirmaram que catorze pessoas consideradas desaparecidas políticas foram, de fato, mortas pelo serviço secreto das Forças Armadas. Entre elas estão: Ruy Carlos Vieira Berbert, Mário Alves de Souza Vieira, Jorge Leal Gonçalves Pereira, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar Sobrinho, Paulo César Botelho Massa, Ísis Dias de Oliveira, Stuart Edgar Angel Jones, Joaquim Pires Cerveira, Sérgio Landulfo Furtado, Ramires Maranhão do Vale, Rubens Beirodt Paiva e Thomas Antônio da Silva Meirelles Neto. As mortes foram classificadas por esses militares como acidentes de trabalho. Essa declaração possibilitou identificar "aparelhos" secretos utilizados por oficiais para tortura, como a Fazenda 31 de Março, em Parelheiros, SP, muito usada pelo delegado Sérgio Fleury.

Foto
Fotos ampliadas de rosto.

Foto
Foto original e preto e branco do carro queimado de onde, segundo os órgãos de repressão, Rubens teria sido resgatado por seus companheiros.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Artigo de revista
Longe do ponto final. Isto É, São Paulo, 8 abr. 1987, p. 24-25. Artigo incompleto. O psicanalista Amílcar Lobo, único membro dos grupos de tortura a reconhecer os crimes cometidos, joga novas luzes sobre as torturas ocorridas nos porões do quartel da Polícia do Exército (PE) e sobre pessoas que estão oficialmente desaparecidas e que foram torturadas neste quartel.

Evento/ Homenagem
Homenagem ao engenheiro Rubens Beyrodt Paiva, organizada pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, em 03/04/81, em São Paulo, SP. Traz sua biografia, descrevendo suas atividades políticas, profissionais e jornalísticas e seus estudos e projetos. A homenagem lembra a luta de Rubens pela democracia e pede a defesa dos direitos humanos. Documento encontrado no arquivo do DOPS.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


voltar
EREMIAS DELIZOICOV - Centro de documentação | DOSSIÊ - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil
2002 - 2007 Todos os direitos Reservados