Lista de nomes
Pesquisa
  OK
Morto e desaparecido
Audiovisual
Bibliografia
Eventos
História
Legislação
Notícias
Maria Augusta Thomaz
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Maria Augusta Thomaz
Cidade:
(onde nasceu)
Leme
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
14/11/1947
Atividade: Estudante universitária
UniversidadePontifícia Universidade Católica/São Paulo PUC
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Márcia, Sofia, Renata, Helena Gouveia, Maria Helena
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
17/5/1973
Rio Verde GO Brasil
Fazenda Rio Doce
Segundo Relatório do Ministério do Exército.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Paulistas envolvidos no seqüestro do "Boeing". Artigo sem data (provavelmente em fins 1969 ou início de 1970) e sem fonte, do arquivo do DOPS, sobre divulgação dos resultados das investigações sobre o seqüestro do "Boeing" da Varig em 04/11, quando voava entre Buenos Aires e Santiago do Chile. O seqüestro foi comandado por Aylton Adalberto Mortati. A ação contou com a participação de nove brasileiros que estavam vivendo em Montevidéu, Uruguai.

Artigo de jornal
Paulistas entre os nove seqüestradores do "Boeing" da Varig. Diário de São Paulo, São Paulo, 13 dez. 1969. Informa a divulgação dos resultados das investigações sobre o seqüestro do "Boeing" da Varig em 04/11, ocorrido na rota Buenos Aires-Santiago do Chile. Os nomes dos nove brasileiros foram identificados, mas apenas quatro foram divulgados. Destes, todos são de São Paulo e incluem Aylton Adalberto Mortati e Maria Augusta Thomaz.

Artigo de jornal
DPF frustra identificação de desaparecidos, diz CBA. Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 ago. 1980. O Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) acusa agentes da Polícia Federal de violarem as sepulturas de Maria Augusta Thomaz e de Márcio Beck Machado para impedir sua identificação. Testemunhas confirmaram a remoção dos restos mortais. Maria Augusta e Márcio, quando voltaram de Cuba foram para Goiás. Lá foram metralhados por agentes do DOI-CODI/II Exército, Polícia Federal, FAB e Polícia Civil de Goiás, sem terem recebido voz de prisão, e seus corpos foram enterrados na região. O pai de Márcio foi levado ao local e reconheceu o corpo do filho, mas lhe foi negado o atestado de óbito. Será formada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar 39 atentados políticos ocorridos em Minas. O deputado estadual Nelton Friedrich pede cuidadosa investigação sobre o suicídio de um casal argentino no Brasil. Ele acredita que o casal poderia ter ligações com a esquerda argentina e ao chegarem ao Brasil foram atacados pela polícia argentina que aqui se encontra. Sua suspeita é relacionada a outros casos similares que já ocorreram no Brasil.

Artigo de jornal
Artigo incompleto, sem fonte e data, intitulado "A Aeronáutica relata como foi o seqüestro". Divulga o relatório elaborado pela Aeronáutica sobre o seqüestro de um avião. Segundo o relatório, entre os envolvidos estava Maria Augusta Thomaz, Aylton Adalberto Mortati, Lauriberto José Reyes e Ruy Carlos Vieira Berbert.

Artigo de jornal
Documento sem fonte e data intitulado: O "código Lindenbergh" na mira dos advogados. O artigo comenta a afirmação feita pelos advogados Idibal Piveta e Paulo Gerab, de que todos os desaparecidos estariam catalogados nos órgãos de segurança sob a sigla "código Lindenbergh". Os advogados contam que em 07/02/75 o então ministro da Justiça, Armando Falcão, publicou dados sobre vinte e três desaparecidos, cuja fonte seria o "código Lindenbergh - 23", que depois de atualizado em maio do mesmo ano passou a chamar-se "código Lindenbergh - 121". Segundo os advogados, esse dossiê teria informações sobre Hélio Luiz Navarro de Magalhães e Ruy Carlos Vieira Berbert. Ruy participou de atividades como o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, sendo condenado pela participação no seqüestro do avião da Varig que ia de Buenos Aires a Santiago, juntamente com Aylton Adalberto Mortati, Maria Augusta Thomaz e Lauriberto José Reyes.

Artigo de jornal
STM pede todos os processos para dar anistia aos revéis. Folha de S. Paulo, São Paulo, 22 set. 1979. Segundo o Superior Tribunal Militar (STM), os réus que foram julgados à revelia devem ser beneficiados pela Lei da Anistia. No Rio de Janeiro já foram anistiadas várias pessoas condenadas por crimes contra a segurança nacional, entre eles: Ruy Carlos Vieira Berbet, Maria Augusta Thomaz, Mariano Joaquim da Silva e Maria Auxiliadora Lara Barcelos. Em Brasília foram beneficiadas quatro pessoas e, em São Paulo, foram concedidos dois livramentos condicionais.

Artigo de jornal
Aeronáutica divulga relatório e aponta responsáveis pelo seqüestro do "Boeing". (Sem fonte), 13 dez. 1969. O Boeing da Varig, que ia de Buenos Aires a Santiago do Chile em 04/11/69, foi seqüestrado por nove brasileiros, entre eles os estudantes paulistas Ailton Adalberto Mortati, Maria Augusta Thomaz e Lauriberto José Reyes.

Artigo de jornal
Justiça Militar condena 27 subversivos em SP. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 22 mar. 1975. A Auditoria da Justiça Militar, após mais de treze horas de julgamento de processo sobre "terrorismo e subversão" em São Paulo, condena vinte e sete réus, absolve cinqüenta, entre eles Norberto Nehring e Ruy Carlos Vieira Berbert, extingue a punibilidade de doze, entre eles Nestor Veras, exclui do processo dezessete e declara encerrado o processo de treze indiciados que foram banidos do Brasil. Entre estes últimos estão: Carlos Eduardo Pires Fleury, Edmur Péricles Camargo, Jeová de Assis Gomes e João Leonardo da Silva Rocha. Seqüestro: juiz intima indiciados. (Sem fonte), 10 mar. 1970. Consta que o juiz auditor Milton Fiuza intimou três jornalistas e um comerciário por causa do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos e que a corregedoria da Justiça Militar enviou inquérito para a Marinha sobre o seqüestro do Boeing da Varig, em 04/11/69, estando indiciados Aylton Adalberto Mortati, Lauriberto José Reyes, Maria Augusta Thomaz e Ruy Carlos Vieira Berbert.

Artigo de jornal
Cardeal apóia a violência do padre. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 28 jul. 1972. O artigo comenta o fato do cardeal dom Eugênio Salles apoiar o padre José Artolas que, para defender o interesse de favelados, depredou o escritório da Codesco, em 12/70. Segundo o cardeal, o padre aumentou a confiança dos favelados na Igreja de Cristo. O bispo auxiliar dom José de Castro Pinto, no entanto, disse que a igreja não poderia arcar com a defesa do padre e de nenhum outro sacerdote que cometesse um crime. Prossegue o inquérito que acusa uma gráfica de editar o panfleto Venceremos, da Ação Libertadora Nacional (ALN), e condena à revelia Ayrton Adalberto Mortati, Ruy Carlos Vieira Berbert e Maria Augusta Thomaz, acusados do seqüestro do Boeing da Varig, desviando seu curso para Havana, Cuba. Lauriberto José Reyes teve sua punibilidade extinta por ter falecido durante o processo. O advogado de defesa tentou alegar que o crime foi cometido fora das fronteiras brasileiras e que o Brasil não possui leis para punir o seqüestro de aeronaves, sendo rejeitado. Também foram absolvidos estudantes de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro que haviam sido acusados de crime contra a segurança nacional.

Foto
Fotos originais e preto e branco de busto.

Foto
Foto numerada de Maria Augusta Thomaz, acompanhada de alguns dados pessoais.

Foto
Foto dos rostos de Maria Augusta Thomaz, Lauriberto Reyes, Ruy Berbert e Aylton Mortati, publicadas em jornal de 13/12/69.

Relatório
Parte de relatório de inquérito, pouco legível, da Delegacia Especializada de Ordem Social. O relatório não apresenta data, mas aponta ações de indiciados ocorridas em 1971. Informa sobre as ações políticas efetivadas por Aylton Adalberto Mortati, pertencente ao Movimento de Libertação Popular (MOLIPO); sobre o indiciado Arnaldo Cardoso da Rocha, atuante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e com mandado de prisão preventiva; aponta as ações cometidas por Maria Augusta Thomaz e por Márcio Beck Machado, indiciado indiretamente por se encontrar foragido.

Relatório
Parte de relatório do arquivo do DOPS, de 13/12/69, que inclui trechos de artigos publicados na imprensa divididos em blocos de assuntos. O item "Atividades subversivas" informa sobre o primeiro relatório divulgado sobre o seqüestro do avião da Varig, em 04/11/69, entre Buenos Aires e Santiago do Chile, praticado por nove brasileiros, três dos quais identificados: Ailton Adalberto Mortati, Maria Augusta Thomaz e Lauriberto José Reyes, todos estudantes que participaram do Congresso da ex-UNE, em Ibiúna, SP. Também informa sobre o decreto de prisão preventiva de quatro pessoas ligadas a Carlos Marighella e sobre manchete de jornal do dia anterior que noticia: "Prisão para 18 do Grupo Marighella".

Relatório
Documento do Ministério do Exército, de 19/09/77, comunicando "estouro" pelo DOI-CODI de um "aparelho" do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO) na Vila Prudente, São Paulo, SP, onde residiam Aylton Adalberto Mortati, José Roberto Arantes de Almeida e Maria Augusta Thomaz. Cita que, dentre inúmeros materiais e documentos, foi encontrado passaporte adulterado de Flora Frisch para Floro Frisch, utilizado por Francisco José de Oliveira, morto em 05/11/71, em parte de seu trajeto de Cuba para o Brasil. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Lista do DOPS contendo 70 itens com nomes de pessoas (muitos se repetem), seguidos de codinomes e condição (preso, liberado, banido ou morto). Dez desses nomes podem ser identificados dentre os mortos e desaparecidos políticos pela ditadura militar: Helenira Rezende de Souza Nazareth, Yoshitane Fujimori, Carlos Lamarca, Eremias Delizoicov, Eduardo Collen Leite, Joaquim Câmara Ferreira, Arno Preis, Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado, Aylton Adalberto Mortati.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Parte de documento confidencial do arquivo do DOPS/SP, provavelmente de 08/72. Constam, entre outros, os nomes de Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado e Aylton Adalberto Mortati, integrantes do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), devido a inquérito instaurado pela Delegacia Especializada de Ordem Política e Social. No dia 22, informa que José Júlio de Araújo morreu após violento tiroteio no bairro de Pinheiros, São Paulo, SP, e que a Auditoria Militar teria absolvido por unanimidade Celso Gilberto de Oliveira, entre outros acusados, de atividades subversivas.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS. Consta que Maria Augusta Thomaz participou do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, sendo indiciada. Sua residência foi localizada, tornando possível a escuta de conversas suas com os pais e que provavelmente fugira para Cuba. É acusada de atentado subversivo em 18/05/71. Também é acusada do seqüestro do avião da Varig em 13/12/69, junto com Aylton Adalberto Mortati e Lauriberto José Reyes. Possui o carimbo do arquivo do DOPS e códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS com a lista dos estudantes participantes do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, em 1968.

Ficha pessoal
Documento do DEOPS/SP. Consta que Maria Augusta Thomaz participou do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, e foi indiciada por crime de terrorismo, acusada de atentado subversivo em 18/05/71 e de participação no incêndio de um ônibus na Vila Brasilândia, São Paulo, SP em 01/11/71 pelo Movimento pela Libertação Popular (MOLIPO). Em 23/02/73 foi extinta sua punibilidade em relação ao congresso de Ibiúna. Também é acusada do seqüestro do avião da Varig e é procurada pela Operação Bandeirantes (OBAN).

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 13/01/71. No histórico consta participação no XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, ligação com o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), participação de curso de guerrilha em Cuba, e morte em combate em 05/73. Há outra ficha da mesma delegacia de 16/07/71. No seu histórico consta seqüestro de avião para Cuba, tendo lá freqüentado curso de sabotagem e terrorismo, sendo procurada por sua alta periculosidade.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social do Paraná, de 24/11/76. No histórico consta que Maria Augusta Thomaz é falecida.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), com foto. Consta seqüestro de avião para Cuba em 04/11/69. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Interrogatório
Resumo de declarações prestadas por um preso político, em 10, 12 e 14/04/70, em interrogatório ao Exército. Declarou que com a morte de José Wilson Sabag, ficou incumbido de tirar sua esposa Maria Augusta Thomaz de São Paulo, levando-a para Curitiba. Informa que se reunia há dois meses em um armazém de seu pai no Ipiranga com outras pessoas, incluindo "Toledo" (Joaquim Câmara Ferreira). Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Mandado de prisão
Documentos do II Exército ao DOPS. O primeiro, de 28/09/72, pede a prisão de Maria Augusta Thomaz, condenando-a a dezessete anos e à perda dos seus direitos políticos por dez anos. O segundo, de 02/10/72, pede sua prisão preventiva. O terceiro, de 28/02/74, também pede sua prisão. Todos possuem o carimbo do arquivo do DOPS.

Ofício
Comunicado da 2ª Auditoria, da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, de 29/10/79, ao DOPS declarando extinta a punibilidade, pela Lei da Anistia de 1979, de 12 pessoas envolvidas nos processos 100/72 e 120/72, incluindo Ayrton Adalberto Mortati e Maria Augusta Thomaz, para o que solicita a restituição dos mandados de prisão encaminhados.

Depoimento
Biografia sobre Ruy Berbert, vulgo Joaquim, escrita em 26/03/92, por Ana Corbisier. Conta como foi a vida de Ruy em Cuba junto a alguns militantes brasileiros como Maria Augusta Thomaz, Aylton Adalberto Mortati, Arno Preis, Lauriberto Reyes, Antônio Benetazzo, João Leonardo da Silva Rocha, Boanerges de Souza Massa e a própria autora. Ficavam em uma casa cedida pelo governo cubano onde pela manhã faziam exercícios físicos e à tarde estudavam. Visitavam a cidade, freqüentavam a praia, sempre pensando na preparação para voltar ao Brasil. Acabaram por formar o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), nascido dos questionamentos em relação à Ação Libertadora Nacional (ALN). Há a carta datilografada e o original manuscrito.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


voltar
EREMIAS DELIZOICOV - Centro de documentação | DOSSIÊ - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil
2002 - 2007 Todos os direitos Reservados