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Márcio Beck Machado
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Márcio Beck Machado
Cidade:
(onde nasceu)
São Paulo
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
14/12/1945
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade Mackenzie
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Tiago, Geraldo, Tirso, Luiz
Prisão: 0/0/1968
Barueri SP Brasil
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
17/5/1973
Rio Verde GO Brasil
Fazenda Rio Doce
Segundo Relatório do Ministério do Exército.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Romeu Tuma
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
DPF frustra identificação de desaparecidos, diz CBA. Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 ago. 1980. O Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) acusa agentes da Polícia Federal de violarem as sepulturas de Maria Augusta Thomaz e de Márcio Beck Machado para impedir sua identificação. Testemunhas confirmaram a remoção dos restos mortais. Maria Augusta e Márcio, quando voltaram de Cuba foram para Goiás. Lá foram metralhados por agentes do DOI-CODI/II Exército, Polícia Federal, FAB e Polícia Civil de Goiás, sem terem recebido voz de prisão, e seus corpos foram enterrados na região. O pai de Márcio foi levado ao local e reconheceu o corpo do filho, mas lhe foi negado o atestado de óbito. Será formada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar 39 atentados políticos ocorridos em Minas. O deputado estadual Nelton Friedrich pede cuidadosa investigação sobre o suicídio de um casal argentino no Brasil. Ele acredita que o casal poderia ter ligações com a esquerda argentina e ao chegarem ao Brasil foram atacados pela polícia argentina que aqui se encontra. Sua suspeita é relacionada a outros casos similares que já ocorreram no Brasil.

Artigo de jornal
STM julga processo de 119 acusados de ações pela ALN. Sem fonte e data. Trata do julgamento do processo da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de Carlos Marighella, que não foi julgado por ter morrido em tiroteio antes da conclusão do inquérito. O processo resultou em vinte e oito condenados, cinqüenta e dois absolvidos, catorze excluídos, treze banidos e oito pessoas com penas prescritas.

Foto
Foto numerada do rosto de Márcio Beck Machado.

Foto
Foto original e preto e branco de busto.

Relatório
Parte de relatório de inquérito, pouco legível, da Delegacia Especializada de Ordem Social. O relatório não apresenta data, mas aponta ações de indiciados ocorridas em 1971. Informa sobre as ações políticas efetivadas por Aylton Adalberto Mortati, pertencente ao Movimento de Libertação Popular (MOLIPO); sobre o indiciado Arnaldo Cardoso da Rocha, atuante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e com mandado de prisão preventiva; aponta as ações cometidas por Maria Augusta Thomaz e por Márcio Beck Machado, indiciado indiretamente por se encontrar foragido.

Relatório
Carta Mensal n. 6, São Paulo, de 31/03/70, incompleta. Documento do arquivo do DOPS, exaltando o esforço do Governo desde 31/03/64, na recuperação econômica, social e moral do país e manifestando a coesão dos que trabalham naquele DOPS frente à luta nesta missão revolucionária. Descreve a ação dos componentes da Ação Libertadora Nacional (ALN), citada como Aliança de Libertação Nacional, e seu confronto com os órgãos de repressão. Dentre os mortos ou desaparecidos políticos, constam neste relatório: Fernando Borges de Paula Ferreira, Luiz Fogaça Balboni e João Domingos da Silva, os dois primeiros mortos e o último ferido, em tiroteio no Largo da Banana (Barra Funda, São Paulo, SP), em 29/07/69, vindo a falecer posteriormente; e Carlos Marighella (morto), Joaquim Câmara Ferreira (foragido), Márcio Beck Machado (teria fugido para Cuba), Virgílio Gomes da Silva (preso) e Carlos Eduardo Pires Fleury (preso), todos citados segundo o cargo que ocupavam na ALN até 1969.

Relatório
Lista do DOPS contendo 70 itens com nomes de pessoas (muitos se repetem), seguidos de codinomes e condição (preso, liberado, banido ou morto). Dez desses nomes podem ser identificados dentre os mortos e desaparecidos políticos pela ditadura militar: Helenira Rezende de Souza Nazareth, Yoshitane Fujimori, Carlos Lamarca, Eremias Delizoicov, Eduardo Collen Leite, Joaquim Câmara Ferreira, Arno Preis, Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado, Aylton Adalberto Mortati.

Relatório
Parte de documento confidencial do arquivo do DOPS/SP, provavelmente de 08/72. Constam, entre outros, os nomes de Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado e Aylton Adalberto Mortati, integrantes do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), devido a inquérito instaurado pela Delegacia Especializada de Ordem Política e Social. No dia 22, informa que José Júlio de Araújo morreu após violento tiroteio no bairro de Pinheiros, São Paulo, SP, e que a Auditoria Militar teria absolvido por unanimidade Celso Gilberto de Oliveira, entre outros acusados, de atividades subversivas.

Relatório
Parte de lista de 18/07/77, da Divisão de Arquivos e Registros Especiais da Polícia Científica. Contém vários nomes de pessoas fichadas, constando seus dados pessoais e condenações. Sobre Márcio Beck Machado, consta condenação de 04/07/77 a dois anos de reclusão.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP sobre Márcio Beck Machado. Consta que seu nome figura entre os participantes do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP. Pertence a organização subversiva, tendo participado de "ações terroristas". Consta que conseguiu sair do país, mesmo com sua prisão preventiva divulgada. Consta também que foi indiciado por crime contra a Lei de Segurança Nacional, que fez curso de guerrilha em Cuba pela Ação Libertadora Nacional (ALN) e que mais tarde teria organizado o Movimento de Libertação Nacional (MOLIPO). São duas cópias, sendo que uma possui o carimbo de arquivo do DOPS, e códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 20/01/71, sobre Márcio Beck Machado. Consta que teria participado do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, e que participava da Ação Libertadora Nacional (ALN). Informa também que teve sua prisão preventiva decretada, mas conseguiu sair do país, indiciado por crime contra a Segurança Nacional, em 15/07/70. Possui o carimbo do arquivo de DOPS e códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS com a lista dos estudantes participantes do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, em 1968.

Ficha pessoal
Qualificação e histórico de Aylton Adalberto Mortati no DOPS. Informa dados pessoais, os quatro indiciamentos em inquéritos policiais de 1967 a 1972, mandado de prisão de 1972 e outros.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Contém dados pessoais e foto numerada de rosto. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Ficha pessoal
Documento do DEOPS/SP, com qualificação e histórico. Neste consta que o estudante Márcio Beck Machado foi indiciado na apuração de ação "terrorista" em 01/11/71 e em 13/10/72 por participar do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO). Em 23/02/73, teve declarada extinta sua punibilidade pela prescrição da ação penal sobre a participação no XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP.

Ofício
Documento confidencial do Chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), Walter José Faustini, ao Serviço Secreto do DEOPS, de 18/01/71. Solicita informações sobre antecedentes políticos sociais de Márcio Beck Machado. Possui o carimbo do arquivo de DOPS.

Ofício
Documento confidencial da Delegacia Regional do Paraná, de 04/07/71, sobre identidade falsa de Márcio Beck Machado.

Ofício
Documento confidencial do III Exército ao DOPS/PR, de 14/01/70. Envia cópia do prontuário de Márcio Beck Machado, que está anexado.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


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