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Morto e desaparecido
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Paulo César Botelho Massa
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Paulo César Botelho Massa
Cidade:
(onde nasceu)
Rio de Janeiro
Estado:
(onde nasceu)
RJ
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
5/10/1945
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade Estadual do Rio de Janeiro UERJ
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
General
Prisão: 30/1/1972
Rio de Janeiro RJ Brasil
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1972
Rio de Janeiro RJ Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/RJ DOPS/RJ ou DEOPS/RJ RJ Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Fiuza e Frota desmentem versão sobre desaparecido. (Sem fonte), de 31 jan. 1980. O general Adir Fiuza de Castro desmente as acusações feitas a ele e ao general Sílvio Frota de serem os responsáveis pelo desaparecimento de Joaquim Pires Cerveira, afirmando que na época do ocorrido já não comandava o DOI-CODI/RJ. No início de 1979 dois generais e mais um oficial que participavam da repressão declararam que alguns dos desaparecidos foram de fato mortos por órgãos de segurança, mas que por alguma razão não podiam assumir o fato publicamente. Foram citados os seguintes desaparecidos: Jorge Leal Gonçalves Pereira, Mário Alves de Souza Vieira, Ruy Carlos Vieira Berbert, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar, Paulo César Botelho Massa, Sérgio Landulfo Furtado, Stuart Edgard Angel Jones, Ísis Dias de Oliveira, Ramires Maranhão do Vale e Thomaz Antônio da Silva Meireles Neto. O general Frota declarou que isso é impossível de ter acontecido no I Exército. Enquanto isso, o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) continua exigindo que o governo esclareça o desaparecimento de mais de cento e vinte e cinco militantes, após suas prisões.

Artigo de jornal
A semântica da violência. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 3 ago. 1979. p. 5. Entrevista com Antônio Houaiss, lingüista, escritor e diplomata que teve seus direitos políticos cassados na ditadura militar. Ele levanta a seguinte questão: "...Como explicar também que o golpe de 1964, no Brasil, se tenha auto-intitulado 'revolução' para combater a 'subversão', palavras que o bom senso e qualquer dicionário identificam como sinônimos?". Também fala sobre o projeto de anistia do governo, que na realidade não dá a anistia e sim obriga os funcionários públicos cassados a requerê-la assumindo, dessa forma, que fizeram algum ato ilegal no passado e, além disso, não abrange todas as pessoas anistiáveis. O quadro intitulado "Estes 'desaparecidos' foram mortos" traz a informação de que dois generais e um coronel afirmaram que catorze pessoas consideradas desaparecidas políticas foram, de fato, mortas pelo serviço secreto das Forças Armadas. Entre elas estão: Ruy Carlos Vieira Berbert, Mário Alves de Souza Vieira, Jorge Leal Gonçalves Pereira, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar Sobrinho, Paulo César Botelho Massa, Ísis Dias de Oliveira, Stuart Edgar Angel Jones, Joaquim Pires Cerveira, Sérgio Landulfo Furtado, Ramires Maranhão do Vale, Rubens Beirodt Paiva e Thomas Antônio da Silva Meirelles Neto. As mortes foram classificadas por esses militares como acidentes de trabalho. Essa declaração possibilitou identificar "aparelhos" secretos utilizados por oficiais para tortura, como a Fazenda 31 de Março, em Parelheiros, SP, muito usada pelo delegado Sérgio Fleury.

Foto
Foto de rosto em preto e branco.

Relatório
Documento do DOPS/SP, de 08/11/72. Informa que Ísis era associada do Centro de Estudos Sociais, pertencia à Ação Libertadora Nacional (ALN), que foi presa em 31/01/72 tendo seu pedido de habeas corpus publicado na imprensa em 04/03/72, mas o Exército informou que a mesma não se encontrava detida e que em informação do Ministério da Aeronáutica de 06/10/72 consta que Ísis desapareceu na mesma época que Paulo César Botelho Massa. Uma das cópias possui os códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 06/10/72. Informa que Ísis teria desaparecido na mesma época que Paulo César Botelho Massa. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Documento da Divisão de Informações de Segurança do Ministério da Aeronáutica, de 17/10/72. Informa que Paulo César Botelho Massa encontra-se foragido. Consta ainda, nas palavras do relatório em questão, que, segundo o panfleto "Ação", que se intitula "órgão da Ação Libertadora Nacional (ALN)", de 07/08/72, Paulo teria sido assassinado pela "repressão". Neste mesmo panfleto, há acusações aos órgãos de segurança como responsáveis pelo desaparecimento de Ísis Dias de Oliveira, Paulo de Tarso Celestino da Silva Filho e Sérgio Landulfo Furtado (as quais consideram inverdades e ataques infundados). O documento apresenta carimbo do DOPS.

Legislação
Decreto n. 31.804 da cidade de São Paulo, conferindo nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas de Cidade Dutra. Diário Oficial do Município, São Paulo, v. 37, n. 120, 27 jun. 1992, p. 7.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


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