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Morto e desaparecido
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Lúcio Petit da Silva
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Lúcio Petit da Silva
Cidade:
(onde nasceu)
Piratininga
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
1/12/1943
Atividade: Engenheiro
UniversidadeInstituto Eletrotécnico de Engenharia/Minas Gerais
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Beto
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
14/1/1974
PA Brasil
região do Araguaia
Segundo companheiros essa é a última data em que foi visto.
Clandestinidade
Desaparecido
29/11/1973
PA Brasil
região do Araguaia
Segundo Relatório do Ministério do Exército essa é a data de seu desaparecimento.
Clandestinidade
Desaparecido
0/3/1974
PA Brasil
região do Araguaia
Segundo Relatório do Ministério da Marinha essa é a data de sua morte.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Jornal da Cidade, Bauru, 18 jun. 1996. "Petit é sepultada como heroína nacional", "Amigas se impressionavam com visão crítica", "Hino Nacional foi cantado no cemitério Jardim Ypê", "Irmão faz depoimento comovente na Câmara", "Livro vai contar como eram os guerrilheiros", "O que foi a Guerrilha". Informa como foi o sepultamento de Maria Lúcia, o reinício das buscas dos restos de seus irmãos, Jaime e Lúcio e que Regilena de Aquino, viúva de Jaime Petit, pretende lançar um livro sobre o cotidiano dos guerrilheiros do Araguaia para resgatar as histórias das pessoas com quem conviveu no Araguaia. O último artigo explica o que foi a Guerrilha do Araguaia.

Artigo de jornal
Jornal da Cidade, Bauru, 16 jun. 1996. "Funeral de Petit será ato contra perseguição", "Unicamp identificou ossos de guerrilheira". Informa que o funeral da guerrilheira Maria Lúcia Petit, neste dia, em Bauru, deve ficar marcado como movimento e ato contra a perseguição política no Brasil. Trata-se dos restos mortais do primeiro desaparecido político do Araguaia encontrado e identificado. Maria Lúcia nasceu em Agudos, mas passou boa parte de sua vida em Duartina e Bauru. Junto com ela, lutaram no Araguaia dois de seus irmãos, Jaime e Lúcio, cujos restos mortais ainda não foram identificados. A UMESB, entidade de estudantes secundaristas de Bauru, e o Grêmio Estudantil “Maria Lúcia Petit da Silva” estão organizando participação no funeral. Segundo presidente da UMESB, Petit era liderança no movimento estudantil paulista, assim como Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, também desaparecido no Araguaia, que foi presidente da entidade no Estado entre os anos de 1968 e 1969. A identificação da ossada, encontrada em 1991 no cemitério de Xambioá, GO, foi feita pelo Departamento de Medicina Legal da UNICAMP e possível graças ao reconhecimento de sua arcada dentária, pois Maria Lúcia havia feito uma restauração em Duartina, em 1967. Além disso, alguns objetos que portava e cabelos aparecem numa fotografia feita pelo próprio Exército, o qual utilizava estes registros para identificar militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Foto
Foto original e preto e branco de corpo inteiro.

Ofício
Documento da Divisão de Informações do DOPS/SP, sem data, sobre informes vindos do I Exército em Juiz de Fora de 03 a 04/69, comunicando que Lúcio Petit da Silva, engenheiro-eletricista trabalhando em São Paulo, já teve inúmeras atividades como agitador no meio estudantil universitário e é irmão de Jaime Petit da Silva, o qual, em 1969 foi indiciado em Inquérito Policial Militar (IPM) na Guanabara. Consta que estas informações foram repassadas para o II Exército, em 13/01/77. O documento apresenta código que indica pasta do DOPS de onde esta informação foi retirada

Legislação
Decreto n. 31.804 da cidade de São Paulo, conferindo nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas de Cidade Dutra. Diário Oficial do Município, São Paulo, v. 37, n. 120, 27 jun. 1992, p. 7.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Legislação
Lei 9.497/97. Diário Oficial do Município, Campinas, 20 nov. 1997. Atribui nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas dos bairros Vila Esperança, Residencial Cosmo e Residencial Cosmo I.


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