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Onofre Pinto
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Onofre Pinto
Cidade:
(onde nasceu)
Jacupiranga
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
26/1/1937
Atividade: Militar
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Vanguarda Popular Revolucionária VPR
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Francisco Wilton Fernandes, Augusto, Ribeiro, Gabriel, Ali, Ari
Prisão: 2/3/1969
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/7/1974
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social DOPS ou DEOPS Brasil
Polícia do Exército PE Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Quem é quem nos novos cartazes do terror. Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo, São Paulo, (sem data), p. 14. Trata dos cartazes que foram distribuídos pela polícia com a foto de cinqüenta e duas pessoas procuradas por ações políticas. Os órgãos de segurança acreditavam que os movimentos subversivos passavam por uma crise que os levaria à extinção. O artigo traz a lista das organizações de esquerda mais atuantes, além de um rápido comentário sobre cada um dos procurados. Entre eles estão: Hiroaki Torigoi, Iuri Xavier Pereira, Gastone Lúcia Carvalho Beltrão, Alex de Paula Xavier Pereira, Onofre Pinto, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Stuart Edgard Angel Jones, Antônio Sérgio de Matos, Walter Ribeiro Novaes, Getúlio d'Oliveira Cabral, Sérgio Landulfo Furtado, Carmem Jacomini, José Milton Barbosa.

Artigo de jornal
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 3 nov. 1992, p. 4. "Ex-líder da VPR sustenta que traição precisa ser investigada". Shizou Osawa, um dos principais ex-líderes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), pede um aprofundamento no depoimento de Maria Madalena Lacerda de Azevedo, que também militou pela VPR e admitiu ter traído o grupo passando a trabalhar como informante para a repressão. Ela afirma que trabalhou com salário mensal, inclusive no exterior, para convencer militantes a retornarem ao Brasil. O depoimento de Maria Madalena aconteceu devido à esposa de Onofre Pinto tê-la responsabilizado pelo sumiço de Onofre, quando garantiu a ele que poderia regressar ao Brasil em segurança. Ozawa acredita que Maria Madalena também possa dar informações sobre outros casos de desaparecidos políticos.

Artigo de jornal
Últimas notícias do terror. Jornal da Tarde, São Paulo, 12 nov. 1969. Comenta entrevista do jornal Gramma do Partido Comunista Cubano prestada por foragidos brasileiros em Cuba, os quais afirmam que pretendem unir as organizações de esquerda. Onofre Pinto diz que existe uma grande identidade entre o grupo de Lamarca e o de Marighella e que estão planejando uma ação libertadora, tendo como fim o socialismo, através de aliança entre operários e camponeses e da prática da guerrilha. No Brasil, o Exército continua prendendo subversivos e estourando "aparelhos" onde encontram vários documentos, principalmente relações das organizações subversivas com nomes e endereços em códigos. Acredita-se que com a morte de Marighella surja uma nova liderança, que os órgãos de segurança apontam como Joaquim Câmara Ferreira. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Foto
Foto original e preto e branco de rosto.

Relatório
Documento do Serviço de Informações, da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de 11/12/70. Trata-se de relatório do arquivo do DOPS, sobre Eduardo Leite, o Bacuri. Afirma que Eduardo Leite é membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e que teria participado do planejamento e seqüestro do Cônsul japonês. Cita relatório de 07/05/70, segundo o qual, quatro grupos agem em São Paulo, sendo um deles denominado REDE, chefiado por Eduardo Leite. Também cita que seu nome é mencionado em vários documentos apreendidos em poder de Joaquim Câmara Ferreira, arquivados em 11/11/70 e que consta da relação de presos, de 19/10/70, à disposição do DOPS.

Relatório
Documento do Serviço Secreto do DOPS, sem data, intitulado "Relação de vulgos conhecidos integrantes da VPR". A lista apresenta 40 codinomes em ordem alfabética, seguidos de respectivos nomes, quando identificados. Dentre eles, constam Onofre Pinto, Eduardo Leite, Carlos Roberto Zanirato, Antônio Raymundo Lucena, Yoshitane Fujimori, Hamilton Fernando da Cunha e Carlos Lamarca.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS, de 1969, do julgamento de processo do Conselho Permanente de Justiça do Exército. Declara encerrado o processo com relação aos acusados banidos Onofre Pinto e João Leonardo da Silva Rocha, entre outros, e extingüe a punibilidade de Antônio Raymundo Lucena, Arno Preis, Carlos Lamarca, Eduardo Leite, José Raimundo da Costa, Joaquim Câmara Ferreira, entre outros.

Relatório
Relação dos acusados beneficiados pela Lei da Anistia. Documento do II Exército, de 12/09/79. Entre eles, consta Onofre Pinto. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento, sem fonte e data, com carimbo do arquivo do DOPS. Consta que será publicado relatório final sobre a operação Arrastão, que prendeu pessoas por atividades subversivas como entrega de panfletos, explosivos e materiais subversivos em geral; foi mantida a sentença para condenação de dois estudantes; foram denunciados Onofre Pinto e João Leonardo da Silva Rocha, entre outros.

Relatório
Documento do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS/SP, com dados fornecidos pelo Informante "Paquera". Inicia-se com um sumário contendo as atividades do período de 22/11 a 05/12, como viagens à Argentina e a Santiago, entrevista com diretor da revista Punto Final, visita à chancelaria cubana, visita à embaixada cubana, encontro com ativista clandestina de um grupo de esquerda chileno. Há uma lista com endereços e mensagens sobre militantes. O relatório traz conversas do informante com diversos militantes em Cuba, citando as organizações Ação Libertadora Nacional (ALN), Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Tratam da situação dos comandos de militância no Brasil, a possibilidade de infiltração e sobre a morte de alguns militantes. Em anexo há um mapa de um aparelho e o carimbo do visto de saída falso, apagado.

Relatório
Documento da Divisão de Informações do DOPS/SP, sobre Onofre Pinto. Consta que Onofre foi indiciado por assalto ao Quartel de Quitaúna, em 05/09/64, e teve seus direitos políticos cassados e sua prisão preventiva declarada em 1964 e em 1965. Em 30/12/67, com Antônio Raymundo de Lucena e outros, participou de assalto a um depósito de dinamites e bombas em Cajamar, SP. Em 1968, participou de atentado à bomba a O Estado de São Paulo, ataque ao quartel da Força Pública do Estado de São Paulo (FPESP) do Barro Branco, atentado ao quartel general do II Exército. Há depoimentos que afirmam que Onofre mantinha encontros com pessoas cassadas pela "Revolução de 1964". Foi preso em 02/03/69 pelo DOPS e Exército e em 05/09/69, foi trocado pela vida do embaixador Charles Bruce Elbrick e banido do Brasil, com destino ao México. Consta também entrevista concedida ao jornal Gramma, editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano, onde Onofre comentou a identidade existente entre o grupo de Carlos Lamarca e o de Carlos Marighella. Afirma que Onofre tinha planos para retornar ao Brasil no início de 02/70, com a cobertura do deputado comunista uruguaio Ariel Collazo. Há ainda informações colhidas em autos de qualificação e interrogatório de outras pessoas sobre Onofre, entre elas Eduardo Leite, sobre suas relações e ações subversivas. Consta ainda que em 09/08/74, a irmã de Onofre, Judi Moreira, tirou férias para encontrar-se com ele, que já estaria no Brasil. Uma das cópias possui os códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo e a outra cópia está danificada, incompleta, não possui estes códigos de localização e apresenta carimbo do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS.

Prontuário/ Dossiê
Documento organizado pela Divisão de Segurança e Informações do Paraná. Contém: informe confidencial da Diretoria de Ensino da Aeronáutica, de 28/04/69; fotos do rosto de Onofre, com a informação de que foi banido do país em 05/09/69; pedido de busca do Centro de Informações do Paraná ao DOPS, de 18/06/74, para capturar Onofre que estaria voltando ao Brasil a fim de praticar atividades subversivas; fotos numeradas acompanhadas de dados pessoais de Onofre, João Leonardo da Silva Rocha e José Ibrahim e informe confidencial do III Exército, de 03/02/70, onde consta que Onofre Pinto estava em Cuba, iria a Praga e de lá para Montevidéu e voltaria ao Brasil com cobertura do deputado Uruguaio Ariel Collazo.

Interrogatório
Parte de interrogatório de Diógenes José Carvalho de Oliveira, na Delegacia Especializada de Ordem Política, sem data, mas com carimbo do DOPS de 23/06/69. Segundo as palavras do documento, Diógenes afirma que embarcou para São Paulo, no segundo semestre de 1967, com endereço de Onofre Pinto, a fim de tentar trabalhar. Encontrou-se com Onofre que disse estar em fase de iniciação uma nova organização clandestina de caráter "terrorista", denominada Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), passando a reunir-se com ele e outros militantes, dentre os quais, Hamilton Fernando da Cunha e Yoshitane Fujimori. Conta que a organização foi crescendo e se estruturando. Além disso, afirma que manteve dois contatos com Carlos Marighella em 1968.

Interrogatório
Parte do auto de qualificação e interrogatório de preso político, na Delegacia Especializada de Ordem Social, sem data, mas com carimbo do DOPS de 23/06/69. A partir de um álbum de fotografias reconheceu, entre outros, Carlos Lamarca, Onofre Pinto, Hamilton Fernando Cunha, Marco Antônio Brás de Carvalho, Yoshitane Fujimori, Eduardo Leite e Antônio Raymundo Lucena.

Interrogatório
Transcrição do interrogatório de Ladislas Dowbor, na Delegacia Especializada de Ordem Social, incompleto, sem data. Cita vários militantes mortos: Eduardo Leite, o Bacuri; José Raimundo da Costa; Hamilton Fernando da Cunha; Onofre Pinto e Gerson Teodoro de Oliveira.

Pedido de busca
Documento do III Exército, de 21/06/74, para a captura de Onofre Pinto, que estaria voltando ao Brasil para executar uma ação "subversiva". Em anexo, encontra-se uma carta do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (Porto Alegre, RS), de 01/08/92, instituição que localizou esse pedido de busca e o está enviando para Suzana Lisboa.

Ofício
Telex da Divisão de Comunicações da Polícia Civil a órgãos da repressão, de 10/07/74, solicitando informações sobre Daniel José de Carvalho e Onofre Pinto. Em anexo, relatório do Arquivo Geral do DOPS/SP e relatório da Delegacia Especializada de Ordem Social, ambos também de 10/07/74, com dados pessoais dos mesmos. Informam que Daniel foi indiciado em dois inquéritos policiais, ficou detido no Recolhimento Tiradentes e que seu nome consta da relação de "Banidos (70)" para o exterior em troca da liberdade do embaixador Giovanni Enrico Bucher. Também trazem informações sobre Onofre, que foi indiciado em inquérito policial, era membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e ficou detido no Presídio Tiradentes.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


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