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Morto e desaparecido
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João Batista Rita
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: João Batista Rita
Cidade:
(onde nasceu)
Braço do Norte
Estado:
(onde nasceu)
SC
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
24/6/1948
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Marx, Mao, Marighella, Guevara M3G
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Catarina
Prisão: 11/12/1973
0/1/1970
Porto Alegre RS Brasil
10/4/1970
Brasil
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1973
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Publicação de folheto elaborado pela coordenadora do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos de Santa Catarina, Derlei De Lucca, na Tribuna Criciumense, Criciúma, SC, de 16/06/95, à página 7. O artigo traz biografia e militância de João. Comenta o fato de um militar não identificado ter escrito na época à ONU relatando as torturas sofridas por João. Até o momento da publicação do artigo não se sabia o paradeiro do seu corpo. Acompanha cópia do folheto.

Artigo de jornal
Os desaparecidos, uma questão que vai persistir. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 jan. 1979. Parte de artigo sobre a questão dos desaparecidos políticos no período da ditadura militar. Segundo generais do Exército, há somente quatro possibilidades de desaparecimento de uma pessoa: ela teria sido executada por sua própria organização, que jogaria a culpa no Exército; ela poderia ficar tão desestruturada mentalmente que romperia com todos os conhecidos e sua família a ajudaria a se mudar para o exterior alegando que seu ente sumiu; o suposto desaparecido seria na verdade um membro infiltrado pelas forças de segurança nacional que, ao terminar seu serviço, fazia plástica e recuperava sua antiga identidade; ou mortos por acidente, mas que o Exército não permitiu a publicidade do fato. Cita uma lista de pessoas dadas como desaparecidas pelas organizações cujas fichas estavam no necrotério de um órgão de segurança em 12/73. São elas: Jorge Leal Gonçalves Pereira, Mário Alves de Souza Vieira, Ruy Carlos Vieira Berbert, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar Sobrinho, Sérgio Landulfo Furtado, Stuart Edgard Angel Jones, Joaquim Pires Cerveira, Ísis Dias de Oliveira, Ramires Maranhão do Vale, Thomas Antônio da Silva Meirelles Neto. Apresenta ainda alguns detalhes controvertidos das histórias dos desaparecidos Edgar de Aquino Duarte, Joaquim Pires Cerveira, João Batista Rita e Paulo Costa Ribeiro Bastos. Também contesta a lista de desaparecidos divulgada pelo Comitê Brasileiro de Anistia em relação aos nomes de Antônio dos Três Reis Oliveira.

Artigo de jornal
Fiuza e Frota desmentem versão sobre desaparecido. (Sem fonte), de 31 jan. 1980. O general Adir Fiuza de Castro desmente as acusações feitas a ele e ao general Sílvio Frota de serem os responsáveis pelo desaparecimento de Joaquim Pires Cerveira, afirmando que na época do ocorrido já não comandava o DOI-CODI/RJ. No início de 1979 dois generais e mais um oficial que participavam da repressão declararam que alguns dos desaparecidos foram de fato mortos por órgãos de segurança, mas que por alguma razão não podiam assumir o fato publicamente. Foram citados os seguintes desaparecidos: Jorge Leal Gonçalves Pereira, Mário Alves de Souza Vieira, Ruy Carlos Vieira Berbert, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar, Paulo César Botelho Massa, Sérgio Landulfo Furtado, Stuart Edgard Angel Jones, Ísis Dias de Oliveira, Ramires Maranhão do Vale e Thomaz Antônio da Silva Meireles Neto. O general Frota declarou que isso é impossível de ter acontecido no I Exército. Enquanto isso, o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) continua exigindo que o governo esclareça o desaparecimento de mais de cento e vinte e cinco militantes, após suas prisões.

Artigo de jornal
Diário Catarinense, Florianópolis, 13 dez. 1992. "Violência marcou vida de famílias", "Marcas das torturas reavivam a memória", "SC carrega oito cruzes". O primeiro artigo informa como foi o desaparecimento de Lucindo Costa. O segundo traz o depoimento de Derlei Catarina de Luca sobre sua participação na luta contra a ditadura e o último traz o nome de oito vítimas da ditadura que eram do estado de Santa Catarina: João Batista Rita, Arno Preis, Frederico Eduardo Mayr, Paulo Stuart Wright, Lucindo Costa, Luis Eurico Tejera Lisbôa, Rui Pfutzenreuter e Vânio José de Matos.

Foto
Fotos de João Batista de busto, corpo inteiro e com outras pessoas.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Ficha pessoal
Documento com dados pessoais e histórico, sem identificação da instituição. Discorre sobre a prisão em 26/04/70 no Rio Grande do Sul até a proposta para ser trocado pelo embaixador Giovani Enrico Bucher, seqüestrado em 07/12/70.

Impressões digitais
Documento do arquivo do DOPS com impressões digitais, fotos de rosto e dados pessoais.

Depoimento
Documento produzido pelo Comitê Pró-Memória dos Desaparecidos (Santa Catarina) sobre a militância e a morte de João Batista Rita. Conta que João militava no M3-G (Marx, Mao, Marighella, Guevara) com Edmur Péricles de Camargo, chegando a ser o segundo homem da organização, que era basicamente gaúcha e preconizava a guerrilha urbana como forma de tomada do poder. Foi preso em 1970 e banido do país em 1971. Foi visto pela última vez na noite de 13/01/74 nas dependências do DOI-CODI, no Rio de Janeiro, em péssimo estado físico, "visivelmente torturado", conforme relatório da ONU, em Genebra.

Depoimento
Documento do Comitê Brasileiro pela Anistia - Fração Sul de Santa Catarina - Criciúma, para a Comissão de Relatos de Punições deste Comitê, sem data. Trata-se de relato da irmã de João, Aidê, contando a vida dos dois quando seu irmão já era militante, até que foi preso em 04/70 e ela passa a lutar pela sobrevivência sem possuir profissão, dinheiro, nem conhecer alguém onde morava. Em 1971, com o seqüestro do embaixador da Suíça e a exigência da liberação de 70 presos políticos do Brasil, João e os outros presos foram levados para o Chile. Depois do golpe militar no Chile, todos os presos políticos foram morar na Argentina, onde João casou-se com uma chilena. Em 03/74, Aidê recebeu a primeira e última carta de sua cunhada, a qual dizia que precisava muito falar com ela. Respondeu dizendo que não podia ir à Argentina pois não tinha condições financeiras nem documentos. Nunca recebeu resposta nem teve nenhuma outra informação de seu irmão. Quando o Jornal Movimento, de São Paulo, publicou a relação de todos os mortos e desaparecidos e não encontrou o nome de João, voltou a acreditar que ele não estivesse morto.

Evento/ Homenagem
História ressuscita sempre seus mártires. Eles são heróis e já pertencem à nossa história. Homenagem em memória dos desaparecidos políticos de Santa Catarina. Entre eles estão: Paulo Stuart Wright, Arno Preis, Luiz Eurico Tejera Lisbôa, João Batista Rita e Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter.

Evento/ Homenagem
Convite e programação da Semana Pró-Memória dos Catarinenses Mortos e Desaparecidos, em Criciúma, entre os dias 31/08 e 04/09/83. São homenageados: Arno Preis, João Batista Rita, José Lima Piauhy Dourado, Luiz Eurico Tejera, Paulo Stuart Wright e Ruy Oswaldo Pfitezreuter.

Evento/ Homenagem
Celebração litúrgica em memória de Ruy Pfitzenreuter, João Batista Rita, Arno Preis, Luiz Eurico Tejera e Paulo Stuart Wright, em Criciúma, em 04/09/83.

Legislação
Decreto n. 31.804 da cidade de São Paulo, conferindo nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas de Cidade Dutra. Diário Oficial do Município, São Paulo, v. 37, n. 120, 27 jun. 1992, p. 7.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.


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