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Honestino Monteiro Guimarães
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Honestino Monteiro Guimarães
Cidade:
(onde nasceu)
Itaberaí
Estado:
(onde nasceu)
GO
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
28/3/1947
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade de Brasília UnB
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular Marxista-Leninista APML
Brasil
Prisão: 10/10/1973
Rio de Janeiro RJ Brasil
Também esteve preso no Pelotão de Investigações Criminais (PIC) de Brasília e no Centro de Informações da Marinha (CENIMAR).
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1973
Rio de Janeiro RJ Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Centro de Informações da Marinha CENIMAR Brasil
Pelotão de Investigação Criminal PIC Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Artigo de jornal
Rocha, Raimundo. Honestino pode ter sido morto em Recife. Correio Braziliense, Brasília. 26 abr. 1992. Biografia de Honestino contendo informações sobre o período em que atuou politicamente na Universidade de Brasília, sua entrada para a clandestinidade após o Ato Institucional 5 e seu desaparecimento. Informa também a retomada das investigações sobre as reais condições de seu desaparecimento pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-DF, pelos familiares e pelo deputado federal José Luiz Clerot. Segundo o deputado, o comando da repressão planejou uma operação para que a morte de Honestino, em decorrência de torturas sofridas na prisão, não tivesse nenhuma conexão com sua passagem no cárcere.

Artigo de jornal
Onde está Honestino? Anistia, Rio de Janeiro, n. 4, mar./abr. 1979. p. 8. O artigo traz a biografia de Honestino Monteiro Guimarães que foi líder estudantil na Universidade Nacional de Brasília (UnB) e o último presidente eleito da UNE até então. Foi preso algumas vezes a partir de 1964 e em 1973 escreveu uma carta denunciando as ameaças que sofria, motivo que o levou à prisão novamente. Desde então está desaparecido. Os membros da UNE, que acreditam que ele foi assassinado querem saber seu paradeiro, tornando Honestino o tema do Congresso de reconstrução da UNE. São lembrados outros membros da UNE que também forma mortos: Helenira Rezende, Gildo Lacerda e Umberto Câmara Neto. O artigo traz também uma poesia escrita por Honestino.

Foto
Foto de rosto com identificação em papel timbrado da Secretaria de Segurança Pública, com carimbo do arquivo do DOPS/SP, de 08/10/73.

Foto
Fotos originais e preto e branco de busto.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Folheto
Documento elaborado provavelmente por familiares, por volta de 1974, denunciando que o seqüestro e o desaparecimento de pessoas presas pela polícia política brasileira não constituem casos isolados. Comunica que a Arquidiocese de São Paulo prepara um dossiê que será enviado ao Vaticano com os nomes e detalhes sobre as prisões arbitrárias e o posterior desaparecimento dos presos. Informa casos de vários desaparecidos, cujos familiares lutam sem sucesso por informações. Cita o desaparecimento precedido de prisão, a 23/02, dos estudantes Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; a prisão do professor Luiz Ignácio Maranhão em 04/03, presumivelmente pelo delegado Sérgio Fleury e seu posterior desaparecimento; prisão e desaparecimento de David Capistrano, de 60 anos, e José Roman, de 55 anos, acusados de pertencerem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB); a prisão, no ano anterior, de Honestino Guimarães, líder estudantil do DCE de Brasília, juntamente com o estudante Humberto Câmara Neto, ambos desaparecidos desde 09/73; o desaparecimento, também nesta época, do deputado cassado em 1964, Paulo Stuart Wright, preso em São Paulo; a prisão dos jovens Alexandre Vannucchi, José Carlos da Mata Machado e Gildo Lacerda e a divulgação na imprensa pelos órgãos de segurança, semanas depois, de suas mortes por "atropelamento" e em "tiroteio com a polícia". Também transcreve alguns trechos da carta enviada ao Ministro da Justiça, Dr. Armando Falcão, em 03/04/74, sobre o desaparecimento de Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, solicitando que seja informado o paradeiro de ambos.

Prontuário/ Dossiê
Documento do DOPS/PR relatando as atividades políticas e prisões, mandado de prisão expedido pelo II Exército e informações de processos, condenações e declarações relacionados a Honestino entre 1972 e 1975.

Prontuário/ Dossiê
Documento do Setor de Análise, Operações e Informações, da Divisão de Ordem Social, do DOPS/SP, sobre Honestino, membro da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), contendo: dados pessoais; relatório sobre as atividades políticas a partir de 1965 como estudante da Universidade de Brasília e consecutivas prisões, até 1969, quando é considerado foragido; informações extraídas de documento do arquivo do DOPS cobrindo o período de 1967 até 1979, relacionados à militância, relações com outros membros de organizações de esquerda, condenações pela Justiça Militar e dados sobre seu desaparecimento; fichas pessoais com dados resumidos do período de 1966 a 1973 sobre atividades políticas, condenações pela Justiça Militar e de artigos de jornais sobre seu desaparecimento.

Prontuário/ Dossiê
Prontuário do Ministério do Exército com dados pessoais e histórico de atividades políticas. Algumas páginas estão pouco legíveis.

Evento/ Homenagem
Convite para a inauguração dos viadutos do Complexo João Dias em São Paulo, em 19/09/92, cujos nomes fazem homenagem a três mortos políticos: Honestino M. Guimarães, Sônia Moraes Angel e Frederico Eduardo Mayr.

Evento/ Homenagem
Homenagem aos desaparecidos políticos por meio de ato de oficialização dos nomes das ruas do Jardim da Toca, em São Paulo, SP, em 04/09/91, contando com a presença da prefeita Luíza Erundina, do vereador Ítalo Cardoso, dos familiares dos homenageados e de representantes da sociedade. Homenageados: Ana Rosa Kucinski Silva, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio dos Três Reis Oliveira, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Aylton Adalberto Mortati, Elson Costa, Hiran de Lima Pereira, Honestino Monteiro Guimarães, Ieda Santos Delgado, Maria Lúcia Petit da Silva e Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Acompanha convite para a solenidade.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Cartaz
Documento elaborado por familiares de desaparecidos e pelo Comitê Goiano pela Anistia, procurando notícias de Marco Antônio Dias Batista, Honestino Monteiro Guimarães, Paulo de Tarso Celestino da Silva e Ismael de Jesus Silva.


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