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Morto e desaparecido
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Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira
Cidade:
(onde nasceu)
Recife
Estado:
(onde nasceu)
PE
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
20/2/1948
Atividade: Funcionário público
UniversidadeUniversidade Federal Fluminense UFF
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular Marxista-Leninista APML
Brasil
Prisão: 23/2/1974
Rio de Janeiro RJ Brasil
Bairro Copacabana
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1974
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Foto
Fotos de corpo e de rosto.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Termo de declarações
Declarações de Elzita de Santa Cruz Pimenta, irmã de Fernando, à Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, em 31/10/90. Elzita declara que seu irmão nasceu em Recife, PE, mudou-se para o Rio de Janeiro quando se casou, depois indo residir em São Paulo. No Carnaval de 1974, Fernando, a esposa e o filho foram para o Rio, quando aquele ia encontrar-se com Eduardo Collier Filho, o qual estava com prisão preventiva decretada e vivia na clandestinidade. Depois da ida a este encontro, em 23/02/74, Fernando e Eduardo nunca mais foram vistos. Descreve as buscas que as duas famílias empreenderam e as informações contraditórias fornecidas pelos órgãos de repressão, além da prisão de alguns deles. Afirma estar prestando declarações com o fim de colaborar para o trabalho de identificação de ossadas no Cemitério de Perus.

Folheto
Documento elaborado provavelmente por familiares, por volta de 1974, denunciando que o seqüestro e o desaparecimento de pessoas presas pela polícia política brasileira não constituem casos isolados. Comunica que a Arquidiocese de São Paulo prepara um dossiê que será enviado ao Vaticano com os nomes e detalhes sobre as prisões arbitrárias e o posterior desaparecimento dos presos. Informa casos de vários desaparecidos, cujos familiares lutam sem sucesso por informações. Cita o desaparecimento precedido de prisão, a 23/02, dos estudantes Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; a prisão do professor Luiz Ignácio Maranhão em 04/03, presumivelmente pelo delegado Sérgio Fleury e seu posterior desaparecimento; prisão e desaparecimento de David Capistrano, de 60 anos, e José Roman, de 55 anos, acusados de pertencerem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB); a prisão, no ano anterior, de Honestino Guimarães, líder estudantil do DCE de Brasília, juntamente com o estudante Humberto Câmara Neto, ambos desaparecidos desde 09/73; o desaparecimento, também nesta época, do deputado cassado em 1964, Paulo Stuart Wright, preso em São Paulo; a prisão dos jovens Alexandre Vannucchi, José Carlos da Mata Machado e Gildo Lacerda e a divulgação na imprensa pelos órgãos de segurança, semanas depois, de suas mortes por "atropelamento" e em "tiroteio com a polícia". Também transcreve alguns trechos da carta enviada ao Ministro da Justiça, Dr. Armando Falcão, em 03/04/74, sobre o desaparecimento de Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, solicitando que seja informado o paradeiro de ambos.

Ficha pessoal
Impresso preenchido pelos familiares. Possui dados pessoais, foto 3x4, além de informar que Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira foi seqüestrado em 23/02/74 no Rio de Janeiro, juntamente com Eduardo Collier Filho, e que provavelmente foi detido no DOI-CODI do Rio e depois transferido para São Paulo.

Ficha pessoal
Fichas com dados pessoais informando que Fernando foi preso no Rio de Janeiro em 23/02/74 e está desaparecido. Registra que seu nome foi mencionado na lista de pessoas desaparecidas enviada ao Presidente Carter (Estados Unidos), pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, segundo artigo do jornal Folha de S. Paulo, de 30/03/78, e na lista de pessoas mortas e desaparecidas em resultado da ação dos órgãos de segurança brasileiros, divulgada pelo Comitê Brasileiro pela Anistia, no Rio de Janeiro, e publicada pelo jornal Estado de São Paulo, de 29/03/78.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Carta
Carta de Elzita e Risoleta, mães de Fernando Augusto e de Eduardo, ao Chefe da Casa Civil, de 27/05/74. Informa o dia da prisão de Fernando Augusto e de Eduardo e todos os passos que as duas tomaram no sentido de localizá-los e conseguir autorização para que pudessem visitá-los no DOI do II Exército, local onde elas acreditavam que eles estavam presos. Relatam que conseguiram ajuda da Cruz Vermelha, que constatou que os dois encontravam-se detidos e que gozavam de boa saúde; porém, nada puderam fazer além disso. Por fim, pedem ajuda ao Chefe da Casa Civil para localizar o paradeiro dos mesmos.


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