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Morto e desaparecido
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Elson Costa
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Elson Costa
Cidade:
(onde nasceu)
Prata
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
26/8/1913
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Manoel de Sousa Gomes, Elio, Velho
Prisão: 15/1/1975
São Paulo SP Brasil
Rua Timbiras, 199, bairro Santo Amaro, em São Paulo
Segundo Relatório do Ministério do Exército, seu irmão declarou que Elson foi seqüestrado no dia 16/01/75.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1975
São Paulo SP Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Marival Dias Chaves dos Santos
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Auditoria da Marinha absolve acusados do PC. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 set. 1978. Com carimbo do arquivo do DOPS. O Conselho Permanente de Justiça absolve, por prescrição da ação penal, Luiz Carlos Prestes, Marco Antônio Tavares Coelho, Dimas de Assunção Perrim, João Massena Melo, Elson Costa, Orlando Rosa, David Capistrano, Luiz Inácio Maranhão Filho, Hiran de Lima, Itair José Veloso, Jaime Amorim, entre outros. O Comitê Brasileiro pela Anistia convocou para uma entrevista coletiva os familiares de desaparecidos que constam na lista de absolvidos com a intenção de apelarem junto ao governo no sentido de obter informações sobre o paradeiro de seus familiares.

Artigo de jornal
Hatori, Elza. Provas confirmam mortes da ditadura. Diário Popular, São Paulo, 1 de ago. 1991, p. 2. Trata da disponibilização do arquivo do DOPS/PR à Prefeitura de São Paulo para a realização de trabalho em Curitiba pela Comissão Especial de Investigação que foi criada por esta Prefeitura para acompanhar o processo das ossadas enterradas no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. As investigações levaram à confirmação da morte de vítimas da ditadura que não tiveram o óbito assumido pelo regime militar. Foram localizadas 17 fichas de militantes desaparecidos no arquivo do Paraná dentro de uma gaveta com a inscrição "Falecidos". Apesar das fichas e prontuários terem sido localizados em Curitiba, a maior parte destes 17 militantes desapareceu em São Paulo, depois de serem presos e torturados.

Artigo de jornal
Pessoa desaparecida. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 11 mar. 1973. Apelo de Aglaé de Souza Costa, esposa de Elson, pedindo pistas do paradeiro de seu marido. Elson foi seqüestrado por alguns homens, próximo a sua residência. Nenhuma informação foi conseguida nos órgãos de segurança pública.

Artigo de jornal
Bernadette, Scheila. CNBB apela para responsabilidade civil. Sem fonte, 25 mar. 1992. Dom Luciano, presidente da CNBB, afirmou à Comissão Externa dos Desaparecidos Políticos que a lei da anistia não significa o desconhecimento dos fatos, cabendo ao Estado esclarecer e indenizar os ascendentes e descendentes dos torturados. Com as declarações do ex-sargento Marival Chaves, tomou-se conhecimento de vários nomes de desaparecidos políticos que de fato estariam mortos, vítimas de torturas, entre eles Elson Costa e Sônia Maria Lopes Moraes. Seu pai, João Luiz Moraes, pretende processar o Exército pelo seqüestro, tortura, estupro e morte de sua filha.

Foto
Fotos originais e em preto e branco de rosto.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP de 09/06/75 com informações retiradas de documentos no arquivo do DOPS relativos às atividades políticas em organizações de esquerda e prisão de Elson, entre 03/52, com seu nome aparecendo como simpatizante comunista em Belo Horizonte, até 25/03/75, com seus familiares prestando depoimento para a delegacia especializada a respeito de publicações em jornais sobre seu desaparecimento. Com códigos de localização de apenas alguns documentos no arquivo.

Relatório
Indicações para a localização dos restos mortais de Elson Costa. Complementa as informações para a Comissão Especial Lei 9.140/95 a fim de que a morte de Elson seja reconhecida nos termos da lei 9.140/95.

Prontuário/ Dossiê
Documento da Polícia Civil do Paraná de 20/05/75, com pedido de busca do CIESP/PR para o DOPS e radiograma do Serviço de Comunicações de Brasília informando que Elson Costa encontra-se detido.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 01/09/65, com dados pessoais e informações colhidas no arquivo sobre atividades políticas de Elson entre 01/09/65, com seu nome constando como membro da executiva e do CC do Partido Comunista Brasileiro até 16/01/79, com seu nome aparecendo em uma relação publicada pela Gazeta do Povo do Comitê Brasileiro pela Anistia como preso político desaparecido.

Ficha pessoal
Ficha pessoal do IML de 21/05/75.

Documento pessoal
Certidão de nascimento e certidão de casamento de Elson Costa.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame de lesão corporal do IML/SP, de 16/05/75, realizado por Wlademar V. Júnior e Roberto C. Alves. Indica lesão leve causada por paulada e tijolada, no dia 29/03/75. Os dados do laudo não são de Elson, apenas seu nome.

Pedido de busca
Documento do III Exército, de 07/04/75. Traz a informação de que Elson seria um dos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Desapareceu, com a ajuda de pessoas do PCB, e em 01/75 a sua esposa foi interrogada, sendo possível apreender material subversivo que pertencia a Elson. Ele já esteve preso em Curitiba, PR e foi cassado pela revolução de 1964.

Ofício
Documento de Aglaé de Souza Costa, esposa de Elson, a Miguel Reale Junior, presidente da Comissão Especial da Lei 9.140/95, em 18/01/96. Ela requer a localização e entrega dos restos mortais de Elson e indenização. Em anexo estão as indicações para a localização dos restos mortais, cópia da cédula de identidade e do CPF de Aglaé.

Depoimento
Documento escrito por Aglaé de Souza Costa, esposa de Elson. Informa que ele iniciou sua vida política pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), em Uberaba, MG. Fez parte do Comitê Central desse partido, divulgando o jornal "A Classe Operária". Teve seus direitos políticos cassados em 1964 e passou a viver com outro nome, em várias cidades, até ser preso em São Paulo, em 1975.

Evento/ Homenagem
Homenagem aos desaparecidos políticos por meio de ato de oficialização dos nomes das ruas do Jardim da Toca, em São Paulo, SP, em 04/09/91, contando com a presença da prefeita Luíza Erundina, do vereador Ítalo Cardoso, dos familiares dos homenageados e de representantes da sociedade. Homenageados: Ana Rosa Kucinski Silva, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio dos Três Reis Oliveira, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Aylton Adalberto Mortati, Elson Costa, Hiran de Lima Pereira, Honestino Monteiro Guimarães, Ieda Santos Delgado, Maria Lúcia Petit da Silva e Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Acompanha convite para a solenidade.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Certidão
Certidão da Divisão de Segurança e Informações, da Polícia Civil do Paraná, para a Comissão Especial de Investigação das Ossadas encontradas no Cemitério de Perus, de 24/07/91. Certifica que as fichas das pessoas a seguir foram encontradas no arquivo do DOPS, em gaveta com a identificação "Falecidos": Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Hiran de Lima Ferreira, Edgard de Aquino Duarte, Paulo Stuart Wright, Eduardo Collier Filho, Helenira Resende de Sousa Nazareth, Miguel Pereira dos Santos, José Huberto Bronca, Isis Dias de Oliveira, Antônio dos Três Reis Oliveira, Ayrton Adalberto Mortati, Jorge Leal Gonçalves Pereira, Luiz Almeida, Ruy Carlos Vieira Berbert, Joaquim Pires Cerveira, Virgílio Gomes da Silva e Elson da Costa.

Carta
Carta de Aglae de Souza Costa, esposa de Elson, ao Presidente Ernesto Geisel, em 08/02/75. Ela pede notícias sobre seu marido, que foi levado da porta de casa por seis homens, em 15/01/75, e desde então desapareceu.


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