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Eduardo Collier Filho
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Eduardo Collier Filho
Cidade:
(onde nasceu)
Recife
Estado:
(onde nasceu)
PE
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
5/12/1948
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade Federal da Bahia UFBA
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular Marxista-Leninista APML
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Ulisses, Duda, Anjo Barroco
Prisão: 23/2/1974
Rio de Janeiro RJ Brasil
Segundo Jornal de Brasília, de 31/10/75, foi preso no Rio Grande do Sul.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
23/2/1974
Rio de Janeiro RJ Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social DOPS ou DEOPS Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Hatori, Elza. Provas confirmam mortes da ditadura. Diário Popular, São Paulo, 1 de ago. 1991, p. 2. Trata da disponibilização do arquivo do DOPS/PR à Prefeitura de São Paulo para a realização de trabalho em Curitiba pela Comissão Especial de Investigação que foi criada por esta Prefeitura para acompanhar o processo das ossadas enterradas no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. As investigações levaram à confirmação da morte de vítimas da ditadura que não tiveram o óbito assumido pelo regime militar. Foram localizadas 17 fichas de militantes desaparecidos no arquivo do Paraná dentro de uma gaveta com a inscrição "Falecidos". Apesar das fichas e prontuários terem sido localizados em Curitiba, a maior parte destes 17 militantes desapareceu em São Paulo, depois de serem presos e torturados.

Foto
Fotos originais e preto e branco de Eduardo em épocas distintas.

Relatório
Documento do DOPS/SP de 24/03/1972, com informações de indiciamentos e mandados de prisão junto aos órgãos de repressão.

Relatório
Parte de documento do DOPS contendo relação de presos dos participantes do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Ibiúna, SP, em 1968, com nome e dados pessoais, incluindo Eduardo Collier Filho.

Relatório
Documento do DOPS com dados pessoais e resumo de atividades políticas. Informa que Eduardo até então se encontrava foragido.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Termo de declarações
Declarações de Elzita de Santa Cruz Pimenta, irmã de Fernando, à Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, em 31/10/90. Elzita declara que seu irmão nasceu em Recife, PE, mudou-se para o Rio de Janeiro quando se casou, depois indo residir em São Paulo. No Carnaval de 1974, Fernando, a esposa e o filho foram para o Rio, quando aquele ia encontrar-se com Eduardo Collier Filho, o qual estava com prisão preventiva decretada e vivia na clandestinidade. Depois da ida a este encontro, em 23/02/74, Fernando e Eduardo nunca mais foram vistos. Descreve as buscas que as duas famílias empreenderam e as informações contraditórias fornecidas pelos órgãos de repressão, além da prisão de alguns deles. Afirma estar prestando declarações com o fim de colaborar para o trabalho de identificação de ossadas no Cemitério de Perus.

Folheto
Documento elaborado provavelmente por familiares, por volta de 1974, denunciando que o seqüestro e o desaparecimento de pessoas presas pela polícia política brasileira não constituem casos isolados. Comunica que a Arquidiocese de São Paulo prepara um dossiê que será enviado ao Vaticano com os nomes e detalhes sobre as prisões arbitrárias e o posterior desaparecimento dos presos. Informa casos de vários desaparecidos, cujos familiares lutam sem sucesso por informações. Cita o desaparecimento precedido de prisão, a 23/02, dos estudantes Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; a prisão do professor Luiz Ignácio Maranhão em 04/03, presumivelmente pelo delegado Sérgio Fleury e seu posterior desaparecimento; prisão e desaparecimento de David Capistrano, de 60 anos, e José Roman, de 55 anos, acusados de pertencerem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB); a prisão, no ano anterior, de Honestino Guimarães, líder estudantil do DCE de Brasília, juntamente com o estudante Humberto Câmara Neto, ambos desaparecidos desde 09/73; o desaparecimento, também nesta época, do deputado cassado em 1964, Paulo Stuart Wright, preso em São Paulo; a prisão dos jovens Alexandre Vannucchi, José Carlos da Mata Machado e Gildo Lacerda e a divulgação na imprensa pelos órgãos de segurança, semanas depois, de suas mortes por "atropelamento" e em "tiroteio com a polícia". Também transcreve alguns trechos da carta enviada ao Ministro da Justiça, Dr. Armando Falcão, em 03/04/74, sobre o desaparecimento de Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, solicitando que seja informado o paradeiro de ambos.

Ficha pessoal
Documento do DOPS/SP, sem data, com dados pessoais e histórico de militância, de inquéritos policiais e mandados de prisão de 1968 a 1971.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social/PR, com dados de 30/11/71 a 01/11/78, sobre a militância, prisão preventiva decretada pela Justiça Militar, inquéritos sobre atividades e dados publicados na imprensa relacionados a Eduardo Collier.

Ficha pessoal
Documento do DOPS/SP com dados pessoais e fotos de rosto.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Social contendo dados pessoais e foto de rosto.

Ficha pessoal
Impresso preenchido pelos familiares. Possui dados pessoais, foto 3x4, além de informar que Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira foi seqüestrado em 23/02/74 no Rio de Janeiro, juntamente com Eduardo Collier Filho, e que provavelmente foi detido no DOI-CODI do Rio e depois transferido para São Paulo.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Certidão
Certidão da Divisão de Segurança e Informações, da Polícia Civil do Paraná, para a Comissão Especial de Investigação das Ossadas encontradas no Cemitério de Perus, de 24/07/91. Certifica que as fichas das pessoas a seguir foram encontradas no arquivo do DOPS, em gaveta com a identificação "Falecidos": Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Hiran de Lima Ferreira, Edgard de Aquino Duarte, Paulo Stuart Wright, Eduardo Collier Filho, Helenira Resende de Sousa Nazareth, Miguel Pereira dos Santos, José Huberto Bronca, Isis Dias de Oliveira, Antônio dos Três Reis Oliveira, Ayrton Adalberto Mortati, Jorge Leal Gonçalves Pereira, Luiz Almeida, Ruy Carlos Vieira Berbert, Joaquim Pires Cerveira, Virgílio Gomes da Silva e Elson da Costa.

Carta
Carta de Elzita e Risoleta, mães de Fernando Augusto e de Eduardo, ao Chefe da Casa Civil, de 27/05/74. Informa o dia da prisão de Fernando Augusto e de Eduardo e todos os passos que as duas tomaram no sentido de localizá-los e conseguir autorização para que pudessem visitá-los no DOI do II Exército, local onde elas acreditavam que eles estavam presos. Relatam que conseguiram ajuda da Cruz Vermelha, que constatou que os dois encontravam-se detidos e que gozavam de boa saúde; porém, nada puderam fazer além disso. Por fim, pedem ajuda ao Chefe da Casa Civil para localizar o paradeiro dos mesmos.


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