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Edmur Péricles Camargo
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Edmur Péricles Camargo
Cidade:
(onde nasceu)
São Paulo
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
4/11/1914
Atividade: Jornalista
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Marx, Mao, Marighella, Guevara M3G
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Henrique Vilaça, Gaúcho
Prisão: 0/6/1975
Buenos Aires Argentina
Segundo o Relatório do Ministério da Marinha.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
11/7/1974
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/RS DOPS/RS ou DEOPS/RS RS Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Justiça Militar condena 27 subversivos em SP. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 22 mar. 1975. A Auditoria da Justiça Militar, após mais de treze horas de julgamento de processo sobre "terrorismo e subversão" em São Paulo, condena vinte e sete réus, absolve cinqüenta, entre eles Norberto Nehring e Ruy Carlos Vieira Berbert, extingue a punibilidade de doze, entre eles Nestor Veras, exclui do processo dezessete e declara encerrado o processo de treze indiciados que foram banidos do Brasil. Entre estes últimos estão: Carlos Eduardo Pires Fleury, Edmur Péricles Camargo, Jeová de Assis Gomes e João Leonardo da Silva Rocha. Seqüestro: juiz intima indiciados. (Sem fonte), 10 mar. 1970. Consta que o juiz auditor Milton Fiuza intimou três jornalistas e um comerciário por causa do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos e que a corregedoria da Justiça Militar enviou inquérito para a Marinha sobre o seqüestro do Boeing da Varig, em 04/11/69, estando indiciados Aylton Adalberto Mortati, Lauriberto José Reyes, Maria Augusta Thomaz e Ruy Carlos Vieira Berbert.

Artigo de jornal
STM julga processo de 119 acusados de ações pela ALN. Sem fonte e data. Trata do julgamento do processo da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de Carlos Marighella, que não foi julgado por ter morrido em tiroteio antes da conclusão do inquérito. O processo resultou em vinte e oito condenados, cinqüenta e dois absolvidos, catorze excluídos, treze banidos e oito pessoas com penas prescritas.

Foto
Fotos originais e preto e branco de busto em épocas diferentes

Foto
Foto original e preto e branco de Edmur e companheiros sendo apresentados à imprensa pela Brigada Militar em Porto Alegre, 1970.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 06/07/72, com informações noticiadas pela imprensa e de depoimento prestado por Edmur Péricles de Camargo sobre Alberi Vieira dos Santos. Apresenta o código da pasta de onde foi retirada a informação de cada parágrafo.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 24/04/70, a partir das informações prestadas por Edmur Péricles Camargo, preso no DOPS de Porto Alegre. Segundo as palavras adotadas no documento, informa que ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1944; a partir de 1946 passou a trabalhar no Sindicato dos Armadores, no Rio de Janeiro e, em 1952, trabalhou como jornalista em "A Tribuna Gaúcha", órgão de imprensa do PCB, em Porto Alegre, RS. Com o golpe de 1964, refugiou-se no Uruguai. Voltou para o Brasil e refugiou-se, em 1967, numa chácara do Partido em Ferraz de Vasconcelos, freqüentada pelos militantes da Ala Marighella, como Joaquim Câmara Ferreira e Nestor Veras. Na VI Conferência do Partido, em 07/67, em Campinas, SP, Luiz Carlos Prestes perdeu o controle da direção estadual em São Paulo, para Carlos Marighella. Em 04/69, Edmur resolveu desligar-se do grupo Marighella e foi para Porto Alegre, onde organizou o grupo Marighella, Mao Tsé-Tung, Marx e Guevara (M3-G). Fez contato com a VAR-Palmares, em Porto Alegre, com Gustavo Buarque Schiller, que se encontrava preso nesta cidade, para onde foi enviado por Juarez Guimarães Brito, coordenador da VAR-Palmares, na Guanabara.

Relatório
Documento do Setor de Análise, Operações e Informações, da Divisão de Ordem Social, do DOPS/SP, sem data, com informações prestadas por Edmur Péricles Camargo sobre suas atividades políticas e sobre as organizações de que participou. O documento está incompleto e pouco legível.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 13/11/67. Informa, entre outros, que Edmur esteve envolvido com a Revolta de Porecatu, de 1951 a 1953; teve prisão preventiva decretada em 1968; foi indiciado em Inquérito Policial Militar (IPM), em 1970, por subversão no Rio Grande do Sul, junto com outros membros do Marx, Mao, Marighella, Guevara (M3G); foi banido do território nacional, em 1971, em virtude de ter sido trocado pelo embaixador suíço; e, segundo artigos da Folha de S. Paulo, de 1975 e 1976, Edmur foi indiciado em I.P.M. que apurou as atividades do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Ficha pessoal
Ficha pessoal sem identificação do órgão. Consta que Edmur saiu da Ação Libertadora Nacional (ALN) por desentendimento com Carlos Marighella, formando sua própria organização. Fez curso de guerrilha no Uruguai. Foi banido em troca da libertação do embaixador da Suiça Giovani Enrico Bucher.

Ofício
Pedido de busca do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) a diversos órgãos da repressão, de 13/06/69. Informa, entre outros que, Edmur Péricles Camargo é negro e forte, tem cerca de 54 anos de idade, é antigo dirigente do CE do Rio Grande do Sul do Partido Comunista Brasileiro (PCB), atualmente está ligado ao grupo de Carlos Marighella, usa identidade falsa com nome de Henrique Vilaça e, em 1967, esteve envolvido em I.P.M. em Presidente Prudente, SP, por atividades "contra-revolucionárias". Solicita mais informações e documentos de Edmur. Em anexo, segue comunicado do DOPS ao Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), em 21/08/69, sobre envio de informações referentes a Edmur Péricles Camargo, procedentes do DOPS de Porto Alegre, atendendo este pedido de busca.

Depoimento
Documento produzido pelo Comitê Pró-Memória dos Desaparecidos (Santa Catarina) sobre a militância e a morte de João Batista Rita. Conta que João militava no M3-G (Marx, Mao, Marighella, Guevara) com Edmur Péricles de Camargo, chegando a ser o segundo homem da organização, que era basicamente gaúcha e preconizava a guerrilha urbana como forma de tomada do poder. Foi preso em 1970 e banido do país em 1971. Foi visto pela última vez na noite de 13/01/74 nas dependências do DOI-CODI, no Rio de Janeiro, em péssimo estado físico, "visivelmente torturado", conforme relatório da ONU, em Genebra.

Legislação
Decreto n. 31.804 da cidade de São Paulo, conferindo nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas de Cidade Dutra. Diário Oficial do Município, São Paulo, v. 37, n. 120, 27 jun. 1992, p. 7.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Certidão
Certificado de que o DOPS/PR, em 09/11/67, nada encontrou a respeito de Edmur Péricles Camargo, quanto a seus antecedentes políticos e sociais.


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