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Carlos Alberto Soares de Freitas
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Carlos Alberto Soares de Freitas
Cidade:
(onde nasceu)
Belo Horizonte
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
12/8/1939
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade Federal de Minas Gerais UFMG
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Comando de Libertação Nacional COLINA
Brasil
Partido Socialista Brasileiro PSB
Brasil
Política Operária POLOP
Brasil
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares VAR-Palmares
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Breno, Melo, Beto, Fernando Sá de Souza, Gustavo, Sérgio, Fernando, Fernando Ferreira
Prisão: 15/2/1971
Rio de Janeiro RJ Brasil
R. Farme de Amoedo, 135, Ipanema
26/7/1964
Belo Horizonte MG Brasil
Solto em novembro do mesmo ano.
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
0/0/1971
Petrópolis RJ Brasil
Casa da Morte
Segundo testemunhas.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social DOPS ou DEOPS Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
Polícia do Exército PE Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Mineiro do seqüestro, homem forte da Colina. Estado de Minas, Belo Horizonte, 11 jul. 1970, p. 13.

Artigo de jornal
Professor mineiro, o homem do seqüestro. Estado de Minas, Belo Horizonte, 23 set. 1970, p. 12. A Polícia Federal concluiu suas investigações sobre a autoria do seqüestro do avião YS-11. Segundo este órgão, o verdadeiro autor não foi Carlos Alberto Soares de Freitas, principal suspeito por suas atividades na organização Comando de Libertação Nacional (COLINA) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), mas sim Carlos Alberto de Freitas, sem nenhum antecedente político, professor universitário, que desde então permanece foragido.

Artigo de jornal
Advogado pede habeas para colega no STM. O Globo, Rio de Janeiro, 12 mar. 1971, p. 18. Advogado Osvaldo Mendonça deu entrada no Superior Tribunal Militar um pedido de habeas corpus em favor de Antônio Joaquim Machado, Sérgio Emanuel e Carlos Alberto. A alegação do pedido é que os presos em questão se encontram em lugar incerto e que estão sofrendo constrangimento ilegal, pois suas prisões não foram comunicadas à Auditoria de Correição.

Artigo de jornal
A atuação de cada um no terrorismo. O Globo, Rio de Janeiro, 28 set. 1971, p. 15. Lista de pessoas procuradas pelos órgãos de segurança com suas respectivas "atividades subversivas". São citados: Carlos Alberto Soares de Freitas, Sérgio Landulfo Furtado, Getúlio d'Oliveira Cabral, Mariano Joaquim da Silva, José Júlio de Araújo, Stuart Edgard Angel Jones, Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira, Antônio Carlos Bicalho Lana.

Artigo de jornal
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, sem data. "Juiz nega relaxamento de prisão a estudante por haver contradição em data". A Auditoria Militar da Aeronáutica indefere o pedido de relaxamento de prisão do estudante Altamir Tojal Leite, preso por atividades subversivas, devido a contradições encontradas em documentos sobre a data de prisão. No Superior Tribunal Militar foi impetrado habeas corpus em favor de Antônio Joaquim Machado, Sérgio Emanuel e Carlos Alberto. O advogado dos acusados alegou prisão ilegítima. "Mineiro seqüestrou avião". Estudante de sociologia Carlos Alberto seqüestra avião e o desvia da rota Belém-Macapá para Cuba. Antes da entrevista dada pelo piloto, divulgada pela Associated Press, a autoria do seqüestro era dada oficialmente ao argentino Vítor Mário Troiano. Carlos Alberto tem o nome implicado em processos do Exército, pelo envolvimento nas organizações Comando de Libertação Nacional (COLINA) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Foto
Fotos pouco legíveis de rosto de Carlos Alberto e de outras pessoas reunidas.

Foto
Foto original em preto e branco de busto.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP de 31/01/72 com informações recolhidas do arquivo referentes às atividades de Carlos Alberto. Contém os respectivos códigos dos documentos do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP de 12/05/70 com informações recolhidas do arquivo referentes às atividades Carlos Alberto. Contém os respectivos códigos dos documentos do arquivo do DOPS.

Relatório
Relatório da Seção de Buscas Especiais do DOPS informando as principais atividades e condenações sofridas por Carlos Alberto como membro do Comando de Libertação Nacional (Colina).

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Carlos Eduardo Pires Fleury, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Documento da Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, de 13/02/75. Traz a relação com trinta e quatro nomes, seguidos, cada um, da organização de esquerda a que pertencia e situação atual. Entre os nomes, está o de Carlos Alberto Soares de Freitas, Evaldo Luís Ferreira de Souza e Issami Nakamura Okano.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Documento da Comissão Justiça e Paz de São Paulo de 28/02/91 com declarações de Sérgio Soares Xavier Ferreira, primo-irmão de Carlos Alberto sobre sua convivência com seu primo, as atividades políticas exercidas por Carlos, as condenações sofridas pela Justiça e os últimos momentos em que se viram.

Termo de declarações
Documento da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo de 28/02/91 com declarações de Norma Disney Soares de Freitas, irmã de Carlos, sobre seus momentos com o irmão, suas atividades políticas e seu desaparecimento.

Termo de declarações
Documento do Quartel da Terceira Zona Aérea com declarações prestadas por Sérgio Emanuel Dias Campos, em 27/05/91, no qual ele relata suas atividades políticas na Faculdade. Refere-se a Carlos Alberto como "Breno", membro do Comando de Libertação Nacional (Colina).

Ficha pessoal
Documento do DEOPS/SP com qualificação e informações de arquivo referente a Carlos Alberto.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, com dados pessoais e informações sobre atividades subversivas, mandatos de prisão e artigos de imprensa referentes ao seu desaparecimento .

Ficha pessoal
Questionário da UNICAMP com dados pessoais de identificação para antropologia forense, preenchida por Norma Disney Soares de Freitas.

Ficha pessoal
Documento do DEOPS com dados pessoais e histórico de atividades suspeitas em organizações subversivas entre 1962, com o nome de Carlos Alberto aparecendo em uma relação de pessoas residentes em Minas Gerais envolvidas em atividades subversivas, até 07/70, com o nome de Carlos figurando em uma relação de simpatizantes da extinta organização Colina e da Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares. Inclui os inquéritos policiais levantados pelo Exército.

Artigo de revista
Longe do ponto final. Isto É, São Paulo, 8 abr. 1987, p. 24-25. Artigo incompleto. O psicanalista Amílcar Lobo, único membro dos grupos de tortura a reconhecer os crimes cometidos, joga novas luzes sobre as torturas ocorridas nos porões do quartel da Polícia do Exército (PE) e sobre pessoas que estão oficialmente desaparecidas e que foram torturadas neste quartel.

Documento pessoal
Documento do Ministério da Guerra de 30/10/59, certificando a isenção do serviço militar.

Documento pessoal
Carteira profissional.

Documento pessoal
Passaporte.

Interrogatório
Documento da 3ª Auditoria do Exército de 14/11/72. Documento pouco legível.

Interrogatório
Documento da Auditoria da Marinha de 27/05/71. Possui em anexo parte de documento do Conselho Permanente de Justiça, da Auditoria da Marinha de 13/07/71 em que o pedido de prisão de Carlos Alberto, Mariano Joaquim da Silva e Sérgio Emanuel Dias Campos é deferido. Documento pouco legível.

Interrogatório
Documento da Auditoria do Exército de 14/11/72 com a qualificação e as declarações de Maria Clara Abrantes Pêgo. Documento pouco legível.

Interrogatório
Depoimento de um preso político à Segunda Auditoria da Marinha, em 27/05/71. Declara que em 1969 passou a integrar o Comando Nacional da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) visando desenvolver reivindicações da classe trabalhadora e mobilizações para a instituição do socialismo; que sofreu coações e torturas por dois meses no DOI-CODI e na Polícia do Exército (PE); e que estranha o fato de Carlos Alberto Soares de Freitas, também integrante do Comando Nacional daquela organização, não estar presente, pois receia que tenha tido o mesmo fim de Chael Charles Schreier, João Lucas Alves, Eduardo Collen Leite, entre outros.

Interrogatório
Documento do DOPS/RJ de 21/12/70 com declarações de um preso político sobre seu envolvimento com Carlos Alberto em atividades subversivas no Brasil. Documento pouco legível.

Ofício
Documento do Serviço de Informações encaminhando para vários órgãos de segurança cópias de mandados de prisão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar de Juiz de Fora.

Ofício
Documento do Centro de Informações da Polícia Federal, Brasília, de 07/73, solicitando aos órgãos da Polícia Federal, a localização e prisão de pessoas com mandado de prisão expedido pela Auditoria da Justiça Militar de Juiz de Fora, MG. Em anexo, a relação de pessoas com mandado de prisão.

Ofício
Documento da Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil do Paraná com ofício do Departamento de Vigilância Social de Minas Gerais ao diretor do DOPS/PR de 03/05/67 informando os dados pessoais, sua condenação pela Justiça Militar em 21/02/67 e solicitando providências para prendê-lo..

Ofício
Documento de Sérgio Soares Xavier de Freitas, primo de Carlos Alberto e Francisco Eduardo Soares de Freitas, irmão de Carlos, para o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de 30/09/87, solicitando cópia do testemunho de Amílcar Lobo em que ele confirma as declarações feitas para a revista "Isto É" de 08/04/87, sobre o assassinato de Carlos Alberto em 15/02/71, no quartel da Polícia do Exército (PE).

Ofício
Documento de protocolo da Varig S.A, com carimbo de frete de 30/09/87, em nome de Francisco Eduardo Soares de Freitas e solicitação do mesmo ao Ministério da Justiça de cópias ao CDDPH de depoimento de Amílcar Lobo referente a Carlos Alberto.

Ofício
Documento da Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar para a Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar de São Paulo, em 06/04/72, solicitando a remessa de cópia de sentença que condenou Carlos Alberto.

Ofício
Documento de 21/10/87 enviado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana para Francisco Eduardo Soares de Freitas, acusando recebimento de requerimento datado de 30/09/87 e informando o envio de cópia da documentação recebida para Comissão que promoverá esclarecimentos do desaparecimento de pessoas relacionadas em processo no Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Ofício
Documento da Primeira Auditoria da Aeronáutica ao juiz Corregedor da Justiça Militar, de 27/01/71, remetendo para a distribuição de autos do Inquérito Policial Militar instaurado pela Aeronáutica para apurar atividades subversivas dos membros da Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares), figurando como indiciados Carlos Alberto Soares de Freitas, Sérgio Emanuel Dias Campos, Mariano Joaquim da Silva, Carlos Franklin Paixão, Jorge Eduardo, Fernando Luiz, Claudio Jorge, Edson Lourival Reis.

Ofício
Habeas corpus ao Superior Tribunal Militar, requerido pelo advogado Oswaldo Ferreira, em 15/03/71 a favor de Antônio Joaquim Machado, Sergio Emanuel Dias Campos e Carlos Alberto Soares de Freitas.

Ofício
Parte de documento da Secretaria da Segurança Pública de Pernambuco, pouco legível, informando que Carlos Alberto Soares mantém contatos no Nordeste, provavelmente em Recife, PE, com Mariano Joaquim da Silva, o qual coordena a Regional do Nordeste.

Ofício
Documento do Departamento de Vigilância Social/ MG para o Diretor do DOPS/SP de 03/05/67 informando os dados pessoais, a condenação pela Auditoria Militar de 21/06/67 e que Carlos Alberto se encontra em lugar incerto. Por isso, solicita providências do DOPS de São Paulo para sua prisão, caso seja encontrado na área de jurisdição.

Depoimento
Documento elaborado pelos familiares no Rio de Janeiro em 01/04/86 com a biografia da vítima.

Depoimento
Depoimento manuscrito de Geraldo Leite denunciando o desaparecimento de Carlos Alberto, a sua prisão e a de Sérgio Dias Campos.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Carta
Carta escrita por Carlos Alberto no Rio de Janeiro em 15/01/71 aos seus pais sobre suas idéias, sobre o capitalismo e sobre a construção no país de um lugar mais justo de se viver.

Carta
Carta de Jaime Martins de Freitas, pai de Carlos Alberto, ao Presidente do Superior Tribunal Militar escrita em Belo Horizonte, MG, em 15/04/71. Nesta carta, Jaime relata as angústias que ele e sua família estão passando, em decorrência do desaparecimento de seu filho, e pede para que a incomunicabilidade entre a família de Carlos e os órgãos de segurança seja quebrada para que qualquer problema de Carlos com a justiça seja esclarecido.

Carta
Carta de José Martins de Freitas, pai de Carlos Alberto, ao então presidente general Garrastazu Médici pedindo ajuda na localização de seu filho.

Carta
Carta de José Martins de Freitas, pai de Carlos Alberto, para o Ministro da Justiça Alfredo Buzaid, de 02/12/71 pedindo ajuda para localizar seu filho.

Carta
Carta de Carlos Alberto aos pais, indicando-os sobre as atitudes que deveriam tomar, uma vez que no momento em que a carta fosse enviada, Carlos já se encontraria preso. Ele pede para serem insistentes com as autoridades, caso neguem sua prisão.


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