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Morto e desaparecido
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Antônio dos Três Reis Oliveira
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Antônio dos Três Reis Oliveira
Cidade:
(onde nasceu)
Tiros
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
19/11/1946
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeFaculdade de Apucarana
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
10/5/1970
São Paulo SP Brasil
Tatuapé
Segundo presos políticos, foi metralhado.
Clandestinidade
Desaparecido
17/5/1970
Taubaté SP Brasil
Segundo Relatório do Ministério da Aeronáutica, morto devido em decorrência de averiguações de "aparelho" pela polícia.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, João Pagenoto
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Apucarana reza por estudante fuzilado. Tribuna da Cidade, Santos, 11 maio 1978. A missa celebrada pelo bispo Dom Romeu Alberti em homenagem a Antônio reuniu estudantes, familiares, amigos e políticos em Apucarana. Durante a missa, os discursos que foram proferidos pelo celebrante se referiam ao espírito inteligente e cristão da vítima e para que o Estado acabe com a violência e com a injustiça que reina no país.

Artigo de jornal
Convite para a missa pelo estudante publicado no jornal Tribuna da Cidade, Santos, em 07/05/78.

Artigo de jornal
Irmãos do estudante fuzilado vão a SP recuperar a ossada. Folha de Londrina, Londrina, 23 jul. 1991. Após 20 anos de buscas, Baltazar Eustáquio de Oliveira e Maria do Perpétuo Socorro Macário da Cruz pretendem ir ao Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, recuperar a ossada de seu irmão Antônio dos Três Reis. Com a ajuda do governador Roberto Requião, que abriu os arquivos do DOPS/PR, eles conseguiram obter informações que lhes eram negadas pela Polícia Federal desde o desaparecimento em 1970.

Artigo de jornal
Família de Três Reis vê nova chance de localizar sua ossada. Folha de Londrina, Londrina, 21 jul. 1991. A abertura do arquivo do DOPS/PR é a chance para os familiares de desaparecidos políticos encontrarem os seus restos. A irmã de Antônio dos Três Reis, a jornalista Maria do Socorro, descobriu que seu irmão estava morto em 1973 quando trabalhava no Diário do Paraná e recebeu uma lista da United Press com pessoas mortas pela ditadura, segundo denúncias da Igreja Católica. Desde então, ela busca sem sucesso por informações sobre o corpo de seu irmão. Com a abertura dos arquivos do DOPS/PR, foi possível encontrar dados sobre a morte e o local onde Antonio dos Três Reis foi enterrado e assim providenciar o enterro em sua cidade natal.

Artigo de jornal
Solidariedade humana. Tribuna da Cidade, Santos, 11 maio 1978. Editorial. A cidade de Apucarana assistiu, na missa em homenagem a Antônio dos Três Reis, uma das mais puras demonstrações de solidariedade humana, raramente vista atualmente. Muitas pessoas compareceram à cerimônia para compartilhar com os parentes de Antônio a dor de sua morte. O artigo afirma que, independentemente de padrões ideológicos, as pessoas devem se preocupar com a solidariedade.

Artigo de jornal
Emedebistas esquecem-se da campanha para meditar. Tribuna da Cidade, Santos, 12 maio 1978. A cerimônia em homenagem a Antônio dos Três Reis teve a presença de muitos políticos e candidatos que elogiaram o sermão do celebrante e reconfortaram a família de Antônio.

Artigo de jornal
Movimento Feminino da Anistia pede empenho do Norte do Paraná. Tribuna da Cidade, Santos, 12 maio 1978. A presidente do Movimento Feminino da Anistia, Neide Azevedo Lima que participou da missa em homenagem a Antônio dos Três Reis, diz ter esperança e muita expectativa, em relação à anistia. Segundo ela, a missa em homenagem a Antonio foi importante para conscientização da massa sobre as violências praticadas pela ditadura, servindo assim para disseminar o movimento pela anistia, não só entre as mulheres, mas como entre todos os brasileiros. A volta das liberdades democráticas é importante para todas as áreas da sociedade brasileira. Para Neide é preciso unir esforços para que a idéia da anistia se fortaleça na sociedade.

Artigo de jornal
Folha de Londrina, Londrina, 21 jul. 1991. "Brianezi, outro apucaranense morto pela repressão". "Tarefa árdua na busca dos desaparecidos". Pai de José Idésio Brianesi investigou fatos sobre a morte de seu filho e de Antônio dos Três Reis nas mãos da repressão. Através dos trabalhos de investigação de Maria Amélia Teles nas fichas do DOPS do Paraná, foi possível descobrir o local onde os restos mortais de Antônio dos Três Reis foi enterrado. Com auxílio da Prefeita de São Paulo, Luíza Erundina, e do Governador do Paraná, Roberto Requião, a possibilidade de exumação e identificação dos corpos paranaenses se amplia, apesar das dificuldades técnicas.

Artigo de jornal
Os desaparecidos, uma questão que vai persistir. Folha de S. Paulo, São Paulo, 28 jan. 1979. Parte de artigo sobre a questão dos desaparecidos políticos no período da ditadura militar. Segundo generais do Exército, há somente quatro possibilidades de desaparecimento de uma pessoa: ela teria sido executada por sua própria organização, que jogaria a culpa no Exército; ela poderia ficar tão desestruturada mentalmente que romperia com todos os conhecidos e sua família a ajudaria a se mudar para o exterior alegando que seu ente sumiu; o suposto desaparecido seria na verdade um membro infiltrado pelas forças de segurança nacional que, ao terminar seu serviço, fazia plástica e recuperava sua antiga identidade; ou mortos por acidente, mas que o Exército não permitiu a publicidade do fato. Cita uma lista de pessoas dadas como desaparecidas pelas organizações cujas fichas estavam no necrotério de um órgão de segurança em 12/73. São elas: Jorge Leal Gonçalves Pereira, Mário Alves de Souza Vieira, Ruy Carlos Vieira Berbert, Virgílio Gomes da Silva, Aylton Adalberto Mortati, Félix Escobar Sobrinho, Sérgio Landulfo Furtado, Stuart Edgard Angel Jones, Joaquim Pires Cerveira, Ísis Dias de Oliveira, Ramires Maranhão do Vale, Thomas Antônio da Silva Meirelles Neto. Apresenta ainda alguns detalhes controvertidos das histórias dos desaparecidos Edgar de Aquino Duarte, Joaquim Pires Cerveira, João Batista Rita e Paulo Costa Ribeiro Bastos. Também contesta a lista de desaparecidos divulgada pelo Comitê Brasileiro de Anistia em relação aos nomes de Antônio dos Três Reis Oliveira.

Artigo de jornal
Hatori, Elza. Provas confirmam mortes da ditadura. Diário Popular, São Paulo, 1 de ago. 1991, p. 2. Trata da disponibilização do arquivo do DOPS/PR à Prefeitura de São Paulo para a realização de trabalho em Curitiba pela Comissão Especial de Investigação que foi criada por esta Prefeitura para acompanhar o processo das ossadas enterradas no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. As investigações levaram à confirmação da morte de vítimas da ditadura que não tiveram o óbito assumido pelo regime militar. Foram localizadas 17 fichas de militantes desaparecidos no arquivo do Paraná dentro de uma gaveta com a inscrição "Falecidos". Apesar das fichas e prontuários terem sido localizados em Curitiba, a maior parte destes 17 militantes desapareceu em São Paulo, depois de serem presos e torturados.

Foto
Foto do cadáver, pouco legível, encontrado no IML/SP.

Foto
Fotos originais e preto e branco de Antônio dos Três Reis em ocasiões distintas.

Relatório
Documento do Serviço de Informações, de 18/05/70, com parte do relatório sobre a morte de Antônio dos Três Reis e Alceri Maria Gomes da Silva. Segundo o documento, o indivíduo de nome "Miguel" ou "Fanta", apontado como um dos seqüestradores do embaixador japonês em São Paulo, forneceu à OBAN o endereço onde se encontravam Antônio e Alceri. Lá encontrados, foram mortos pelos agentes da OBAN.

Relatório
Relatório Confidencial da Polícia Militar do Paraná sobre a missa em homenagem a Antonio e as reportagens alusivas ao evento.

Relatório
Parte de relatório com informações de estudantes que participaram do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, em 1968.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Prontuário/ Dossiê
Documentos levantados pela Operação Bandeirante (OBAN) para o Serviço Secreto do DOPS, distribuído em 17/05/70. Contém fichas com dados pessoais e com inscrições manuscritas "desc".

Prontuário/ Dossiê
Documentos da Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil do Paraná. Contém ficha pessoal com foto numerada.

Ficha pessoal
Documento do DOPS/SP com dados pessoais e histórico de Antônio.

Ficha pessoal
Ficha com dados pessoais para antropologia forense na UNICAMP, preenchida por familiares para identificação das ossadas de Perus.

Ficha pessoal
Documento do DOPS com dados pessoais e informações sobre o inquérito instaurado em 18/10/68 pela participação de Antônio no XXX Congresso da UNE e a declaração de 23/12/73 sobre a extinção de sua punibilidade pela prescrição da lei.

Ficha pessoal
Ficha pessoal do DOPS. Consta que Antônio participou do XXX Congresso da UNE em Ibiúna, de assaltos a bancos em 1970 e, conforme artigo de jornal de 1978, morreu fuzilado em 10/05/70.

Ficha pessoal
Ficha pessoal no Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), de 1968, com foto numerada.

Documento pessoal
Documento do DOPS com cópia da carteira profissional e foto numerada do cadáver.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 26/05/70, realizado por João Pagenotto e Abeylard de Queiroz Orsini.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 17/05/70, indicando morte em decorrência de tiroteio com a polícia. As cópias apresentam carimbo do DOPS e a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo terrorista.

Impressões digitais
Documento do Serviço de Identificação de São Paulo.

Evento/ Homenagem
Homenagem aos desaparecidos políticos por meio de ato de oficialização dos nomes das ruas do Jardim da Toca, em São Paulo, SP, em 04/09/91, contando com a presença da prefeita Luíza Erundina, do vereador Ítalo Cardoso, dos familiares dos homenageados e de representantes da sociedade. Homenageados: Ana Rosa Kucinski Silva, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio dos Três Reis Oliveira, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Aylton Adalberto Mortati, Elson Costa, Hiran de Lima Pereira, Honestino Monteiro Guimarães, Ieda Santos Delgado, Maria Lúcia Petit da Silva e Sônia Maria de Moraes Angel Jones. Acompanha convite para a solenidade.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Certidão
Certidão da Divisão de Segurança e Informações, da Polícia Civil do Paraná, para a Comissão Especial de Investigação das Ossadas encontradas no Cemitério de Perus, de 24/07/91. Certifica que as fichas das pessoas a seguir foram encontradas no arquivo do DOPS, em gaveta com a identificação "Falecidos": Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, Hiran de Lima Ferreira, Edgard de Aquino Duarte, Paulo Stuart Wright, Eduardo Collier Filho, Helenira Resende de Sousa Nazareth, Miguel Pereira dos Santos, José Huberto Bronca, Isis Dias de Oliveira, Antônio dos Três Reis Oliveira, Ayrton Adalberto Mortati, Jorge Leal Gonçalves Pereira, Luiz Almeida, Ruy Carlos Vieira Berbert, Joaquim Pires Cerveira, Virgílio Gomes da Silva e Elson da Costa.

Carta
Carta escrita por Maria do Socorro para Maria Amélia em Apucarana, 22/08/91, sobre as dificuldades em encontrar dados para o preenchimentos da ficha antropométrica de Antônio dos Três Reis pois, portava todos os seus documentos quando foi assassinado.


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