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Morto e desaparecido
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João Batista Franco Drummond
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: João Batista Franco Drummond
Cidade:
(onde nasceu)
Varginha
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
28/5/1942
UniversidadeUniversidade Federal de Minas Gerais UFMG
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular AP
Brasil
Ação Popular Marxista-Leninista APML
Brasil
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Evaristo, Zé, Luiz, Venâncio, Marcelo
Prisão: 16/12/1976
São Paulo SP Brasil
Bairro da Lapa
Morto ou Desaparecido:
Morto
16/12/1976
São Paulo SP Brasil
R. Pio XI, Bairro da Lapa
Segundo Relatório do Ministério da Marinha, morto em tiroteio com órgãos de segurança.
Clandestinidade
Morto
16/12/1976
São Paulo SP Brasil
Av. 9 de Julho esquina com R. Paim, Bela Vista
Segundo documento do IML/SP, morte por atropelamento.
Clandestinidade
Morto
16/12/1976
São Paulo SP Brasil
DOI-CODI/SP
Segundo dados levantados, morto sob tortura.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, José Gonçalves Dias
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Advogados querem reabrir processos. Artigo sem data e fonte, sobre quatro processos que devem ter sua reabertura pedida nos próximos dias, referentes à morte do primeiro-tenente PM José Ferreira de Almeida, que teria cometido suicídio na prisão; do estudante Alexandre Vannucchi Leme, dado como atropelado quando tentava fugir de agentes de segurança; de João Batista Franco Drummond, que também teria morrido atropelado; e do jornalista Vladimir Herzog, que teria se matado no DOI-CODI. Estes pedidos são possíveis graças aos fatos novos em decorrência das declarações, divulgadas pela imprensa, do diretor do IML Harry Shibata. Há uma descrição de cada um dos casos, apontando algumas incongruências.

Artigo de jornal
Juiz decreta preventiva de 18 acusados de atividades contra a segurança nacional. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 mar. 1977. Dezoito membros do Partido Comunista do Brasil indiciados por atos de subversão têm a prisão decretada pela Justiça Militar em São Paulo. No Rio de Janeiro, 36 pessoas acusadas de subversão foram julgadas, sendo que, destas, apenas trinta compareceram no tribunal. Após a leitura da denúncia e da qualificação dos acusados presentes, a sessão foi suspensa. Artigo incompleto do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Artigo incompleto do arquivo do DOPS, sem fonte, publicado em 1977 e intitulado "A tortura continua". Segundo carta de presos políticos, a tortura que matou vários outros presos políticos (como os dirigentes do PC do B, Ângelo Arroyo, Pedro Pomar e João Drummond) continua sendo praticada pela polícia, apesar do governo e dos militares negarem.

Artigo de jornal
Subversivos morrem em tiroteio. Diário Popular, São Paulo, 17 dez. 1976. Artigo pouco legível. Consta que após um violento tiroteio de 20 minutos entre agentes da repressão e militantes clandestinos do Partido Comunista do Brasil (PC do B) em uma casa na Lapa, São Paulo, morreram três subversivos: Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Batista Franco Drumond. Dois morreram durante o tiroteio e o terceiro morreu atropelado na rua quando tentava fugir. O cerco montado no local do tiroteio foi resultado de meses de investigações dos órgãos de segurança sobre as reuniões de membros do PCB realizadas na casa. O PC do B é uma dissidência do antigo PCB. Esta sigla surgiu a partir de mudanças nas orientações do partido de Luis Carlos Prestes, que propôs uma orientação mais revisionista e a favor da implantação do socialismo no Brasil pela via democrática. O PC do B, liderado por João Amazonas, é de orientação chinesa e propõe a via revolucionária e armada, principalmente no meio rural para a implantação do socialismo no país.

Artigo de jornal
Desmantelada célula do PC do B; 3 mortos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 17 dez. 1976. Em operação do Departamento de Operações Internas do II Exército, foi invadido um aparelho subversivo na Lapa resultando na morte de três integrantes do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil: Pedro Pomar, Ângelo Arroyo, João Batista Franco Drumond. A operação tratou-se de um cerco feito pelos agentes de segurança no aparelho. No momento em que o cerco se iniciou houve um longo e violento tiroteio entre policiais e os indivíduos que se encontravam no interior do aparelho. Esta operação foi resultado de meses de investigações que envolveram o I, II e o III Exércitos. O Exército divulgou também informações sobre as vítimas, com histórico e principais atividades. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Foto
Foto numerada do corpo, encontrada no DOPS/SP.

Foto
Foto original e preto e branco de busto.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, Brasília, 23/04/96. Relator: deputado Nilmário Miranda. Referente ao requerimento de Maria Ester Cristelli Drumond, viúva de João Baptista Franco Drumond, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de João e o voto do deputado favorável ao deferimento do pedido.

Folheto
"Pomar, Arroyo e Drumond heróis do povo brasileiro", folheto do Centro de Cultura Operária, transcrito de “A Classe Operária”, n. 112, com biografia dos militantes citados.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 03/05/71. Informa que João pertence à organização Ação Popular e que, segundo a revista Veja, de 22/12/76, foi morto na operação anti-subversiva realizada pelo DOI/II Exército.

Ficha pessoal
Documento do IML/SP, de 21/12/76, com dados do óbito. Apresenta a seguinte anotação manuscrita: "Dr. Shibata foi entregue 3 cópia - 20/12/76".

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 17/12/76, realizado por José Gonçalves Dias e Abeylard de Q. Orsini. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, sem data e histórico do caso.

Impressões digitais
Documento do Departamento de Identificação de São Paulo.

Depoimento
Documento elaborado pela Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, relatando o assassinato de Ângelo Arroyo e Pedro Pomar em 16/12/76, citando alguns artigos de jornais. Consta que policiais invadiram a casa onde os mesmos se encontravam e estes morreram devido ao intenso tiroteio. Até os jornalistas foram reprimidos. Os policiais levaram várias coisas da casa, como papéis, roupas e armas. Segundo a repressão, João Batista tentou fugir e acabou falecendo. Em versão relatada por um ex-funcionário da OBAN, o militar do Exército Marival Chaves, João teria morrido nas dependências do DOI-CODI.

Evento/ Homenagem
Convite para o translado dos restos mortais de Pedro de São Paulo para Belém, PA, em 11/04/80. Inclui biografia de Pedro e resumo de suas idéias e também pequeno texto em homenagem a Angelo Arroyo e João Batista Franco Drumond.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Avaliação de laudos de corpo delito
Observações de médicos legistas, da segunda metade da década de 90, sobre o laudo de necrópsia de João Baptista Franco Drummond. Para o Doutor Antenor Chicarino, o laudo é sucinto. Faz referência a fratura de punho e a pequenas escoriações no tornozelo e nádegas. Descreve mancha roxa na pálpebra esquerda e nenhuma outra lesão, inclusive hemorragia de ouvido e nariz, que seriam compatíveis com a fratura de crânio apontada. Não foram registrados no laudo, mas aparecem na fotografia: inchaço e mancha roxa na pálpebra direita, corte do canto da boca até próximo à orelha e desvio do nariz para a esquerda.


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