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Morto e desaparecido
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Ranúsia Alves Rodrigues
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Ranúsia Alves Rodrigues
Cidade:
(onde nasceu)
Garanhuns
Estado:
(onde nasceu)
PE
País:
(onde nasceu)
Brasil
Atividade: Estudante universitária
UniversidadeUniversidade Federal de Pernambuco UFPE
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário PCBR
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Florinda, Nuce, Olívia
Prisão: 27/10/1973
Rio de Janeiro RJ Brasil
Segundo informação do I Exército.
Morto ou Desaparecido:
Morto
27/10/1973
Rio de Janeiro RJ Brasil
Praça Sentinela, Jacarepaguá
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Hélder Machado Paupério, Roberto Blanco dos Santos
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Terroristas morrem em tiroteio com as forças de segurança, O Estado de S. Paulo, São Paulo, 29 out. 1973. Artigo sobre a morte de Almir Custódio de Lima, Ranúsia Alves Rodrigues e mais duas pessoas não identificadas, em tiroteio com órgãos de segurança no dia 28/10/73. Eles eram militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e acusados de participação em roubos e um assassinato. Consta que Ranúsia também desenvolveu atividades subversivas no Nordeste, como pichações e panfletagens.

Artigo de jornal
Polícia especula, mas nada sabe sobre os casais executados em Jacarepaguá. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 29 out. 1973. p. 4. Dois casais foram metralhados e carbonizados na Praça Sentinela em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ, durante a noite de 27/10/73. Segundo testemunhas, o carro das vítimas estava estacionado quando a rua foi cercada por cerca de oito carros e de um deles saltou um homem. Ele gritou para que todos se afastassem e iniciou tiroteio em direção ao carro com os casais, que chegou a explodir. Não havia documentos nesse carro, apenas um revólver e balas.

Foto
Foto numerada de rosto de Ranúsia para o DOPS, com breves dados pessoais.

Foto
Foto original e preto e branco do corpo, encontrada no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, RJ.

Foto
Foto original e preto e branco de rosto.

Relatório
Informação da Divisão de Informações de Segurança da Aeronáutica, para o II Exército e DOPS, de 22/11/73. Consta que em 27/10/73, em tiroteiro com órgãos de segurança do Estado da Guanabara, foram mortos militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR): Ranúsia Alves Rodrigues, Ramirez Maranhão do Valle, Almir Custódio de Lima e Vitorino Alves Moitinho. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Informe do DOPS, de 06/04/72. Consta que foi estourado um aparelho subversivo na Av. Suburbana, Rio de Janeiro, RJ, onde as pessoas que morreram seriam: Ranúsia Alves de Oliveira, Lígia Maria Salgado Nóbrega, James Allen Luz e Onofre Rodrigues de Moraes. Dois homens conseguiram fugir.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS com a lista dos estudantes participantes do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, em 1968.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Ranúsia Alves Rodrigues, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Ficha pessoal
Registro de identificação Civil da Secretaria da Segurança Pública de Pernambuco, de 08/07/64. Contém duas fotos de rosto de Ranúsia e suas impressões digitais.

Ficha pessoal
Documento do DOPS/SP. No histórico, consta que Ranúsia participou do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, sendo condenada por infração à Lei de Segurança Nacional. Teve sua pena extinta em 23/02/73 e em 06/69 já tinha sido desligada da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pernambuco.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), com foto numerada. Presa em 12/10/68 por ter participado do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP.

Artigo de revista
Quem matou quem? Veja, São Paulo, 7 nov. 1973, p. 34 e 36. Durante a noite de 27/10/73, dois casais que se encontravam em um carro estacionado da Praça Sentinela em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, RJ, foram cercados por oito ou nove carros. Um homem saltou de um deles, gritou para que todos se afastassem e começou a metralhar o carro com os casais. Uma das moças tentou fugir, mas também foi morta. Em seguida, os assassinos atiraram no carro uma bomba e fugiram rapidamente. Até o momento não se sabia a identificação dos assassinos ou das vítimas, pois nenhum documento foi encontrado, apenas um revólver e balas.

Impressões digitais
Documento do Serviço de Identificação de São Paulo.

Ofício
Documento do Serviço de Informações, do DOPS/SP, de 17/08/72, sobre "terroristas mortos" a ser repassado para a comunidade de informações. Informa a verdadeira identidade de mortos durante tiroteio com órgãos de segurança da Guanabara, em 30/03/72. São eles: Antônio Marcos Pinto de Oliveira, e não James Allen Luz, codinome Evandro; Wilton Ferreira, e não Onofre Rodrigues de Moraes; Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, e não Ranúsia Alves de Oliveira, companheira de Evandro, viúva de Waldemar Rodrigues de Figueiredo, o qual usava os codinomes Marcos ou Chico; e Lígia Maria Salgado Nóbrega, que usava os codinomes, Anita, Célia ou Cecília. Todos eram militantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Ofício
Documento do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA), de 06/06/72. Informa nome de pessoas presas e mortas durante o mês de março de 1972 e a organização às quais pertenciam e solicita os antecedentes de Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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