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Luiz José da Cunha
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Luiz José da Cunha
Cidade:
(onde nasceu)
Recife
Estado:
(onde nasceu)
PE
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
2/9/1943
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Gomes, Crioulo, David, Gastão, Ivo, Buche, Antônio dos Santos Oliveira, José Mendonça dos Santos
Morto ou Desaparecido:
Morto
13/7/1973
São Paulo SP Brasil
Av. Santo Amaro, altura do n. 2200
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Capitão Nei , Tenente Lott
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Harry Shibata, Orlando Brandão
   
Biografia  
Biografia
Dirigente da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).
Nasceu em 2 de setembro de 1943 em Recife, Pernambuco, filho de José Joviano da Cunha e Maria Madalena da Cunha.
Foi fuzilado, quando tinha 27 anos, pela equipe do Grupo Especial do DOI-CODI/SP chefiada pelo agente conhecido como "Capitão Nei" e tenente da PM "Lott", na altura do n. 2200 da Av. Santo Amaro, em São Paulo, no dia 13 de julho de 1973.
A emboscada montada para o assassinato de Luiz José se estendia por toda a região próxima ao n. 2000 da Av. Santo Amaro. A versão oficial divulgada pelos assassinos de Luiz José afirma que ele, ao ser abordado em virtude de sua atitude suspeita, teria reagido a tiros, procurando fugir ao tentar tomar à força um carro dentro do qual havia duas moças.
Segundo o testemunho de numerosos populares que assistiram a cena, Luiz José realmente tentou tomar o carro mas, antes de ter qualquer chance de defesa, foi atingido pelas costas.
Os tiros que feriram as duas moças, segundo ainda os depoimentos dos populares, seriam provenientes das balas dos agentes, que atiravam constante e indiscriminadamente.
O laudo necroscópico foi assinado pelos médicos legistas Harry Shibata e Orlando Brandão. As fotos de seu corpo evidenciam torturas, o que faz supor que ele teria sido preso e torturado antes de ser morto.
Foi enterrado no Cemitério de Perus, SP como indigente. Seu corpo, exumado em 1991, ainda não foi identificado pela UNICAMP.
   
Documentos  
Foto
Três fotos do corpo, sendo que uma refere-se a material do arquivo do DOPS.

Foto
Foto de rosto, seguido de breve relato sobre as circunstâncias da morte.

Foto
Fotos originais e preto e branco de busto.

Relatório
Informação do II Exército, São Paulo, SP, para o DOI-CODI, de 19/09/73. Relata que, no dia 13/07/73, elementos do DOI-CODI encontraram Luís José da Cunha, na Av. Santo Amaro em São Paulo que, ao receber voz de prisão, iniciou tiroteio que culminou com a sua morte. Um pouco antes de morrer, Luís tentou se apoderar de um carro ocupado por duas moças, ferindo-as também. A vítima portava documentos falsos em nome de José Mendonça dos Santos. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Informação do II Exército, de 23/08/73, pertencente ao arquivo do DOPS. Relata que, em 13/07/73, elementos do DOI-CODI encontraram Luís José da Cunha na Av. Santo Amaro, na cidade de São Paulo que, ao receber voz de prisão, iniciou tiroteio que culminou com a sua morte. Um pouco antes de morrer, Luís tentou se apoderar de um carro ocupado por duas moças, ferindo-as também. A vítima portava documentos falsos em nome de José Mendonça dos Santos. Relata também que, em 16/07/73, elementos do DOI-CODI encontraram Helber José Gomes Goulart que, da mesma forma, iniciou tiroteio que levou à sua morte. Helber portava documentos falsos em nome de Valter Aparecido dos Santos e de Acrisio Ferreira Gomes. O documento traz a informação de que, em 11/72, Helber, em companhia de Aurora Maria do Nascimento Furtado, travou tiroteio com a polícia, mas ambos conseguiram fugir.

Relatório
Informação da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco, de 24/04/72, com informações pessoais e de militância de Luís José da Cunha.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 27/08/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Referente ao requerimento de Maria do Amparo de Almeida Araújo e Maria Madalena da Cunha, companheira e mãe de Luís José da Cunha, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Luís e o voto de Suzana favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Luís José da Cunha, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 24/04/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Prontuário/ Dossiê
Ficha com dados pessoais de identificação para antropologia forense na UNICAMP e IML (Campinas), preenchida por familiares para identificação das ossadas de Perus.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 15/05/72. Informa que Luís José da Cunha era conhecido pelo nome de Antônio dos Santos Oliveira, teria feito curso de guerrilha em Cuba e morrido em tiroteio com órgão de segurança, em 13/07/73.

Ficha pessoal
Relata que Luis José da Cunha portava carteira de identidade em nome de José Mendonça dos Santos e que foi morto em tiroteio. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Ficha pessoal
Prontuário civil de Luiz José da Cunha, do Serviço de Identificação de Pernambuco, de 11/10/76, com foto, dados pessoais, impressões digitais e assinatura.

Ficha pessoal
Documento do arquivo do DOPS, com carimbo de 26/07/73, com informações manuscritas sobre Luís José da Cunha: indica nomes e documentos falsos, além de dados pessoais.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 16/07/73, realizado por Harry Shibata e Orlando Brandão. Há uma cópia com o carimbo do arquivo do DOPS.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América de São Paulo, SP, em 14/07/73, com atestado de óbito firmado por Harry Shibata, pertencente ao arquivo do DOPS. Há outra certidão do mesmo cartório, original, de 18/08/80.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, de 13/07/73. Apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo considerado terrorista. Consta que Luís José da Cunha teria travado tiroteio com órgãos de segurança, vindo a falecer.

Impressões digitais
Documento do Departamento de Identificação de São Paulo, sem data, do arquivo do DOPS.

Ofício
Informação do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 13/08/73, comunicando envio de panfleto distribuído aos moradores e comerciantes da Av. Santo Amaro, na cidade de São Paulo, sobre o jovem Luiz José da Cunha. Traz em anexo cópia do panfleto contando que Luís José da Cunha falecera em tiroteio com a polícia e que nos jornais ele apareceu como perigoso subversivo, acusado da morte de um comerciante. O panfleto revela que o tal comerciante era um informante que ocasionou a morte de outros jovens como Iuri Xavier Pereira, Ana Maria Nacinovic, Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Seiko Okama, Manoel Penteado (Francisco Emanoel Penteado) e Ronaldo Mouth Queiroz.

Ofício
Fax do II Exército, de 13/07/73, informando a morte de Luís José da Cunha neste mesmo dia, em combate, na Av. Santo Amaro, em São Paulo, SP, e que, entre outras ações, participou do assassinato de um comerciante português do bairro da Moóca, em fevereiro, na mesma cidade. Pertence ao arquivo do DOPS.

Ofício
Documento da Secretaria de Estado dos Negócios de Segurança Pública do Paraná ao diretor da Polícia Civil, em 24/05/72. Encaminha a informação da identificação de Luís José da Cunha como terrorista. Consta que Luís participava da coordenação da Ação Libertadora Nacional (ALN) e que estivera em Cuba em 1969.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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