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José Carlos Novaes da Mata Machado
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: José Carlos Novaes da Mata Machado
Cidade:
(onde nasceu)
Rio de Janeiro
Estado:
(onde nasceu)
RJ
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
20/3/1946
UniversidadeUniversidade Federal de Minas Gerais UFMG
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular AP
Brasil
Ação Popular Marxista-Leninista APML
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Fernando, Hilário, Alberto, Nando, Aloísio
Prisão: 19/10/1973
São Paulo SP Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
28/10/1973
Recife PE Brasil
DOI-CODI/PE
Versão oficial publicda no dia 31/10/73 diz que morreu devido a tiros disparados por um companheiro.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/MG DOPS/MG ou DEOPS/MG MG Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/PE DOI-CODI/PE PE Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Artigo sem data e fonte intitulado "Durante um tiroteio, morrem em Recife dois marxistas-leninistas". Relata a morte de José Carlos Novaes da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda, durante tiroteio com a polícia em Recife. Em 28/10/73, ambos estavam detidos e informaram à polícia que teriam um encontro com um companheiro. Foram levados até lá e tentaram fugir. O artigo ainda traz alguns dados sobre a militância dos dois.

Artigo de jornal
Artigo sem fonte e data intitulado "Família quer jovem morto em Recife". Trata de nova reclamação da família de José Carlos Mata Machado, morto há dias em tiroteio em Recife, para que seu corpo seja transferido desta cidade para Belo Horizonte, onde deverá ser enterrado no jazigo da família.

Artigo de jornal
Segurança divulga morte de dois subversivos em Recife. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1 nov. 1973. Trata da morte de José Carlos da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda em tiroteio com a polícia em Recife no dia 28/10/73. Segundo a polícia, os dois detidos informaram que teriam encontro com um companheiro. Lá chegando o companheiro percebeu a polícia e, acusando os dois de traidores, iniciou o tiroteio que culminou com a morte dos dois subversivos. O artigo também divulga a qualificação de José Carlos e Gildo feita pela polícia, com dados pessoais e histórico de militância. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Família diz que torturadores assassinaram Matta Machado. Estado de Minas, Belo Horizonte, 29 out. 1993. A esposa de José Carlos Mata Machado, Maria Madalena Prata Soares, seu filho Dorival Soares da Mata Machado e o deputado Nilmário Miranda negam a versão dada pela polícia de que José Carlos morreu em tiroteio. Segundo Fernanda Gomes de Matos e Rubens Lemos, que estiveram presos junto com José Carlos, sua morte se deu após sofrer torturas durante dez dias seguidos no DOI-CODI de Recife.

Artigo de jornal
Estudantes organizam semana de homenagem à vítima da ditadura. Hoje em Dia, Belo Horizonte, 29 mar. 1993, p. 13. Foi inaugurada uma sala na Reitoria da Universidade Estadual de Minas Gerais com o nome de José Carlos da Mata Machado, em homenagem aos vinte anos da morte do estudante, que faleceu sob tortura e não em tiroteio como dizia a versão oficial na época. O artigo traz declarações de Maria Madalena Prata Soares e Dorival Soares Machado, mulher e filho de José Carlos, e de companheiros de prisão.

Artigo de jornal
Drummond, Roberto. Tributo a um sonhador. Hoje em Dia, Belo Horizonte, 28 out. 1993, p. 4. Texto homenageando José Carlos Novaes da Mata Machado, devido aos vinte anos de sua morte por tortura.

Artigo de jornal
Lance-livre. Informe JB, 28 out. 1993. Cruvinel, Tereza. Panorama Político. O Globo, Rio de Janeiro, 28 out. 1993. Há notas sobre ato público com inauguração de placa e sala com o nome de José Carlos Novaes da Mata Machado, devido aos vinte anos de sua morte. Compareceram à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lula, Frei Beto, Erundina e Nilmário Miranda.

Foto
Foto original e preto e branco de busto.

Relatório
Relatório do Serviço Secreto do DOPS/SP, de 13/10/68. Relata a publicação, em 29/04/67, de ordem de prisão para José Carlos da Mata Machado e mais dois estudantes mineiros, enquadrados na Lei de Segurança Nacional, e o comparecimento de José Carlos à reunião estudantil do Diretório Central Estudantil, da Universidade Federal de Minas Gerais, em 04/08/67.

Relatório
Parte de relatório confidencial do arquivo do DOPS, informando dados cadastrais de José Carlos, a participação na organização do esquema de fronteira em 1970 e a situação atual de foragido.

Relatório
Lista dos estudantes presos participantes do XXX Congresso da UNE, de 1968, em Ibiúna, SP.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Folheto
Folheto publicado após 20 anos da morte de José Carlos Novaes da Mata Machado (1993), por familiares, amigos e companheiros, pela União Nacional do Estudantes (UNE), União Estadual dos Estudantes (UEE), Diretório Central Estudantil, da Universidade Federal de Minas Gerais (DCE/UFMG) e Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), órgão de representação discente da UFMG. Apresenta biografia e o depoimento de companheiros, amigos da faculdade, e familiares sobre suas idéias. Também descreve as circunstâncias da morte nas dependências do DOPS após torturas, quando os meios de comunicação transmitiram, em 31/10, nota oficial informando a morte de José Carlos e Gildo Macedo Lacerda num tiroteio em Recife. A nota dizia que os dois confessaram durante o interrogatório que teriam um encontro no dia 28 com um companheiro de codinome "Antônio". Levados para o local, "Antônio" teria pressentido algo anormal e abriu fogo contra seus companheiros.

Folheto
Documento elaborado provavelmente por familiares, por volta de 1974, denunciando que o seqüestro e o desaparecimento de pessoas presas pela polícia política brasileira não constituem casos isolados. Comunica que a Arquidiocese de São Paulo prepara um dossiê que será enviado ao Vaticano com os nomes e detalhes sobre as prisões arbitrárias e o posterior desaparecimento dos presos. Informa casos de vários desaparecidos, cujos familiares lutam sem sucesso por informações. Cita o desaparecimento precedido de prisão, a 23/02, dos estudantes Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; a prisão do professor Luiz Ignácio Maranhão em 04/03, presumivelmente pelo delegado Sérgio Fleury e seu posterior desaparecimento; prisão e desaparecimento de David Capistrano, de 60 anos, e José Roman, de 55 anos, acusados de pertencerem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB); a prisão, no ano anterior, de Honestino Guimarães, líder estudantil do DCE de Brasília, juntamente com o estudante Humberto Câmara Neto, ambos desaparecidos desde 09/73; o desaparecimento, também nesta época, do deputado cassado em 1964, Paulo Stuart Wright, preso em São Paulo; a prisão dos jovens Alexandre Vannucchi, José Carlos da Mata Machado e Gildo Lacerda e a divulgação na imprensa pelos órgãos de segurança, semanas depois, de suas mortes por "atropelamento" e em "tiroteio com a polícia". Também transcreve alguns trechos da carta enviada ao Ministro da Justiça, Dr. Armando Falcão, em 03/04/74, sobre o desaparecimento de Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, solicitando que seja informado o paradeiro de ambos.

Prontuário/ Dossiê
Prontuário da Divisão de Segurança e Informações, da Polícia Civil do Paraná. Traz Informe sigiloso do DOPS/PR, de 11/10/68, com dados sobre a militância de José Carlos, decreto de prisão preventiva, locais por onde passou e sua ligação com a União Nacional dos Estudantes (UNE). Traz também o fichário provisório individual da Delegacia de Ordem Política e Social, com dados pessoais e histórico onde consta registro de recorte do jornal Folha de S. Paulo, de 01/11/73, noticiando que José Carlos foi morto pelos seus próprios companheiros de subversão, no Recife, após violento tiroteio com os agentes dos órgãos de segurança que o estavam custodiando.

Ficha pessoal
Ficha de qualificação e histórico do DOPS/SP, sem data. Informa que José Carlos é estudante da Faculdade de Direito, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que faz parte da Secretaria da Organização em Assuntos Internacionais, facção da Ação Popular (AP) e que se encontra foragido no Rio Grande do Sul (10/72).

Artigo de revista
IPM paterno. Veja, São Paulo, 21 nov. 1973, p. 28 e 30. Relata a morte de José Carlos da Mata Machado, juntamente com Gildo Macedo Lacerda, em 28/10/73, em um tiroteio em Recife, quando ambos foram presos em São Paulo e levados para Recife pela polícia, pois teriam um encontro com outro subversivo. O pai de José Carlos, o ex-deputado Edgar da Matta Machado põe em dúvida a história divulgada pela polícia, baseado em outras informações falsas divulgadas sobre seu filho. A polícia alega que José Carlos era estudante da Faculdade de Agronomia e Veterinária da UFMG, que não existe com esse nome, quando era aluno de Direito da UFMG. Afirma também que José era irmão de Cristina Matta Machado, autora do livro "Tática de guerra dos cangaceiros", mas Edgar afirma não haver nenhuma relação de parentesco entre eles.

Depoimento
Reportagem biográfica sobre José Carlos Novaes da Mata Machado, escrita por Samarone Lima, intitulada "O tempo de todas as vidas" - primeira versão, com aproximadamente 80 páginas. Descreve, entre outros, a atuação de José Carlos na consolidação da Ação Popular no meio estudantil, as manifestações após a morte do estudante Edson Luís no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, em 1968, o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, no mesmo ano, que levou à prisão de 800 estudantes, a clandestinidade e a morte do DOPS, em Recife, PE, em 10/73.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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