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Morto e desaparecido
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Gildo Macedo Lacerda
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Gildo Macedo Lacerda
Cidade:
(onde nasceu)
Veríssimo
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
8/7/1949
UniversidadeUniversidade Federal de Minas Gerais UFMG
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Popular AP
Brasil
Ação Popular Marxista-Leninista APML
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Frederico, Fred, Márcio
Prisão: 22/10/1973
Salvador BA Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
28/10/1973
Recife PE Brasil
DOI-CODI/PE
Segundo, dados levantados sobre o período, foi morto sob torturas.
Clandestinidade
Morto
1/11/1973
Recife PE Brasil
Segundo Relatório do Ministério da Marinha, morto em tiroteio por agentes de segurança.
Clandestinidade
Morto
28/10/1973
Recife PE Brasil
Versão da polícia noticiada pelo Jornal do Brasil, de 01/11/73, devido a tiroteio com agentes de segurança.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/PE DOI-CODI/PE PE Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Liberdade para os líderes antes do Natal, (sem data e fonte). Trata de campanha que os estudantes prometem começar em todo o país para que se libertem seus líderes, citando trechos do manifesto do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ) que foi lançado em nota oficial. O artigo discorre também sobre o processo contra os acusados de participação no Congresso da UNE, em 1968, em Ibiúna, SP. Dentre os estudantes presos, envolvidos neste processo e citados no artigo, quatro foram mortos posteriormente pela repressão militar: Helenira Rezende de Souza Nazareth, Gildo Macedo Lacerda, Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, José Wilson Lessa Sabag. Documento com carimbo do DOPS/SP, de 29/11/68.

Artigo de jornal
Artigo sem data e fonte intitulado "Durante um tiroteio, morrem em Recife dois marxistas-leninistas". Relata a morte de José Carlos Novaes da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda, durante tiroteio com a polícia em Recife. Em 28/10/73, ambos estavam detidos e informaram à polícia que teriam um encontro com um companheiro. Foram levados até lá e tentaram fugir. O artigo ainda traz alguns dados sobre a militância dos dois.

Artigo de jornal
Segurança divulga morte de dois subversivos em Recife. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1 nov. 1973. Trata da morte de José Carlos da Mata Machado e Gildo Macedo Lacerda em tiroteio com a polícia em Recife no dia 28/10/73. Segundo a polícia, os dois detidos informaram que teriam encontro com um companheiro. Lá chegando o companheiro percebeu a polícia e, acusando os dois de traidores, iniciou o tiroteio que culminou com a morte dos dois subversivos. O artigo também divulga a qualificação de José Carlos e Gildo feita pela polícia, com dados pessoais e histórico de militância. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Onde está Honestino? Anistia, Rio de Janeiro, n. 4, mar./abr. 1979. p. 8. O artigo traz a biografia de Honestino Monteiro Guimarães que foi líder estudantil na Universidade Nacional de Brasília (UnB) e o último presidente eleito da UNE até então. Foi preso algumas vezes a partir de 1964 e em 1973 escreveu uma carta denunciando as ameaças que sofria, motivo que o levou à prisão novamente. Desde então está desaparecido. Os membros da UNE, que acreditam que ele foi assassinado querem saber seu paradeiro, tornando Honestino o tema do Congresso de reconstrução da UNE. São lembrados outros membros da UNE que também forma mortos: Helenira Rezende, Gildo Lacerda e Umberto Câmara Neto. O artigo traz também uma poesia escrita por Honestino.

Foto
Foto de rosto, possui carimbo do arquivo do DOPS.

Foto
Fotos originais e preto e branco de rosto.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS com a lista dos estudantes participantes do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, em 1968.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Folheto
Folheto publicado após 20 anos da morte de José Carlos Novaes da Mata Machado (1993), por familiares, amigos e companheiros, pela União Nacional do Estudantes (UNE), União Estadual dos Estudantes (UEE), Diretório Central Estudantil, da Universidade Federal de Minas Gerais (DCE/UFMG) e Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), órgão de representação discente da UFMG. Apresenta biografia e o depoimento de companheiros, amigos da faculdade, e familiares sobre suas idéias. Também descreve as circunstâncias da morte nas dependências do DOPS após torturas, quando os meios de comunicação transmitiram, em 31/10, nota oficial informando a morte de José Carlos e Gildo Macedo Lacerda num tiroteio em Recife. A nota dizia que os dois confessaram durante o interrogatório que teriam um encontro no dia 28 com um companheiro de codinome "Antônio". Levados para o local, "Antônio" teria pressentido algo anormal e abriu fogo contra seus companheiros.

Folheto
Documento elaborado provavelmente por familiares, por volta de 1974, denunciando que o seqüestro e o desaparecimento de pessoas presas pela polícia política brasileira não constituem casos isolados. Comunica que a Arquidiocese de São Paulo prepara um dossiê que será enviado ao Vaticano com os nomes e detalhes sobre as prisões arbitrárias e o posterior desaparecimento dos presos. Informa casos de vários desaparecidos, cujos familiares lutam sem sucesso por informações. Cita o desaparecimento precedido de prisão, a 23/02, dos estudantes Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; a prisão do professor Luiz Ignácio Maranhão em 04/03, presumivelmente pelo delegado Sérgio Fleury e seu posterior desaparecimento; prisão e desaparecimento de David Capistrano, de 60 anos, e José Roman, de 55 anos, acusados de pertencerem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB); a prisão, no ano anterior, de Honestino Guimarães, líder estudantil do DCE de Brasília, juntamente com o estudante Humberto Câmara Neto, ambos desaparecidos desde 09/73; o desaparecimento, também nesta época, do deputado cassado em 1964, Paulo Stuart Wright, preso em São Paulo; a prisão dos jovens Alexandre Vannucchi, José Carlos da Mata Machado e Gildo Lacerda e a divulgação na imprensa pelos órgãos de segurança, semanas depois, de suas mortes por "atropelamento" e em "tiroteio com a polícia". Também transcreve alguns trechos da carta enviada ao Ministro da Justiça, Dr. Armando Falcão, em 03/04/74, sobre o desaparecimento de Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, solicitando que seja informado o paradeiro de ambos.

Ficha pessoal
Três documentos da Delegacia de Ordem Política e Social. O primeiro é datado de 10/03/70: cita que Gildo participou do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, integra o movimento Ação Popular (AP) e está condenado a um ano de prisão por infração à Lei de Segurança Nacional, cujo mandado de prisão foi expedido em 06/08/73. Na segunda ficha, de 12/08/68, está registrada a participação de Gildo em reunião estudantil em Curitiba na mesma data da ficha. No último documento, de 06/12/73, consta que, segundo artigo da Folha de São Paulo, Gildo foi morto em Recife pelos próprios companheiros de subversão quando travaram tiroteio com órgãos de segurança, mas também é mencionado artigo do Jornal do Brasil de 29/05/78 que informa que Gildo morreu em 28/10/73, sob tortura.

Ficha pessoal
Documento do DOPS/SP, onde consta que Gildo Macedo Lacerda participou do XXX Congresso da UNE em Ibiúna, SP, sendo indiciado por infração à Lei de Segurança Nacional. Em 23/02/73 teve sua punibilidade extinta.

Artigo de revista
IPM paterno. Veja, São Paulo, 21 nov. 1973, p. 28 e 30. Relata a morte de José Carlos da Mata Machado, juntamente com Gildo Macedo Lacerda, em 28/10/73, em um tiroteio em Recife, quando ambos foram presos em São Paulo e levados para Recife pela polícia, pois teriam um encontro com outro subversivo. O pai de José Carlos, o ex-deputado Edgar da Matta Machado põe em dúvida a história divulgada pela polícia, baseado em outras informações falsas divulgadas sobre seu filho. A polícia alega que José Carlos era estudante da Faculdade de Agronomia e Veterinária da UFMG, que não existe com esse nome, quando era aluno de Direito da UFMG. Afirma também que José era irmão de Cristina Matta Machado, autora do livro "Tática de guerra dos cangaceiros", mas Edgar afirma não haver nenhuma relação de parentesco entre eles.

Ofício
Documento da Coordenação de Informações e Operações, da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ao DOPS e outros órgãos de segurança, de 31/08/73, enviando, em anexo, a relação de vários nomes com mandados de prisão expedidos pela Auditoria Militar de Minas Gerais.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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