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Emanuel Bezerra dos Santos
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Emanuel Bezerra dos Santos
Cidade:
(onde nasceu)
São Bento do Norte
Estado:
(onde nasceu)
RN
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
17/6/1943
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeFundação José Augusto
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista Revolucionário PCR
Brasil
Prisão: 16/8/1973
Recife PE Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
0/8/1973
São Paulo SP Brasil
DOI-CODI/SP
Segundo denúncia dos presos políticos.
Clandestinidade
Morto
4/9/1973
São Paulo SP Brasil
Largo de Moema
Segundo Relatório do Ministério da Aeronáutica morreu em tiroteio.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/PE DOPS/PE ou DEOPS/PE PE Brasil
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/SP DOPS/SP ou DEOPS/SP SP Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Luís Miranda , Sérgio Paranhos Fleury
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Armando Canger Rodrigues, Harry Shibata
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Terroristas morrem em tiroteio com agentes. Diário de Pernambuco, Recife, 5 set. 1973. Durante tiroteio entre agentes de órgãos de segurança e terroristas, morreram Manuel Lisboa e Emanuel Bezerra dos Santos, ambos pertencentes ao Partido Comunista Revolucionário (PCR). Documento pouco legível.

Artigo de jornal
Tribuna, Natal, 14 fev. 1992. "Será enterrado estudante morto pela ditadura", "Confirmação", "Erundina vem". Os restos mortais de Emanuel, que serão transladados de São Paulo para Natal em março, estão sendo esperados pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Natal, Casa do Estudante "Emanuel Bezerra", amigos e familiares. A prefeita de São Paulo e membros da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos, acompanharão o translado dos restos mortais do líder estudantil encontrados no Cemitério de Perus. A prefeita de São Paulo, Luíza Erundina, vem a Natal acompanhar o translado dos restos mortais de Emanuel Bezerra, líder estudantil vítima da repressão política. Esta confirmado pela prefeitura do município de São Paulo o translado dos restos mortais de Emanuel Bezerra para 25/03/92, às custas desta prefeitura.

Artigo de jornal
Chegam restos mortais de Emmanuel Bezerra. Tribuna, Natal, 14 jul. 1992. A chegada dos restos mortais de Emanuel em Natal iniciou uma série de eventos em sua homenagem. Com participação de estudantes, sindicatos, integrantes de movimentos pelo direitos humanos e políticos, os eventos na Casa do Estudante tiveram como eixo temático a luta, a morte e o resgate do corpo de Emanuel. Inaugurando as homenagens, Maria Amélia Teles, representante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, afirmou que o estado do Rio Grande do Norte estava dando exemplo de democracia ao resto de país com uma recepção tão calorosa como aquela e ressaltou o aspecto fundamental dos trabalhos da Comissão pela busca da verdade sobre as violências praticadas pela ditadura militar. Após estas homenagens em Natal, os restos mortais de Emanuel foram transladados para São Bento do Norte, cidade natal de Emanuel.

Artigo de jornal
Emmanuel é sepultado em meio à comoção do povo. Diário de Natal, Natal, 15 jul. 1992. O cortejo e o enterro dos restos mortais de Emmanuel parou a cidade de São Bento do Norte, RN, região do Mato Grande. Boa parte da população da cidade se concentrou na entrada da cidade, por onde os restos mortais chegaram em cortejo vindo de Natal.

Artigo de jornal
Muita gente no enterro de Emmanuel. Diário de Natal, Natal, 15 jul. 1992. Os restos mortais de Emmanuel foram enterrados em São Bento do Norte, RN. Dado como desaparecido, seus restos mortais foram identificados após serem encontrados em cemitério de São Paulo.

Artigo de jornal
Erundina traz restos mortais de Emmanuel. Tribuna do Norte, Natal, 12 jul. 1992. Os restos mortais de Emanuel chegam de São Paulo aguardados por entidades políticas, estudantis e sindicais. Estão programados vários eventos em homenagem a Emanuel.

Artigo de jornal
Restos mortais de Emmanuel vão chegar amanhã com Luíza Erundina. Tribuna do Norte, Natal, 12 jul. 1992. A chegada dos restos mortais de Emanuel em Natal é aguardada, juntamente com a presença da prefeita de São Paulo, Luzia Erundina, por entidades estudantis, sindicais e políticas. Foi programada uma série de eventos em sua homenagem na Casa do Estudante. Após estas homenagens em Natal, os restos mortais de Emanuel serão transladados para São Bento do Norte, RN, cidade natal de Emanuel.

Artigo de jornal
O Poti, Natal, 12 jul. 1992. "Repressão disse que foi "tiroteio", "Erundina chega com os restos mortais do líder estudantil". Segundo a divulgação dos órgãos de segurança, a morte de Emanuel ocorreu em um tiroteio com a polícia de São Paulo. No Dossiê dos mortos e desaparecidos do Comitê Brasileiro pela Anistia, secção do Rio Grande do Sul de 1984, esta versão dos órgãos de repressão é derrubada. Segundo este documento, Emanuel morreu sob tortura no DOI-CODI de São Paulo, onde foi mutilado. Seus restos mortais foram encontrados no cemitério de Campo Grande. A prefeita de São Paulo, Luíza Erundina, chega a Natal em 13/07/92 com os restos mortais de Emanuel Bezerra, ex-militante do Partido Comunista Revolucionário, morto pela repressão em São Paulo e dado como desaparecido desde 1973. Após o desembarque, vários eventos estão programados para ocorrer na Casa do Estudante, onde o corpo de Emanuel será velado. Na terça feira, dia 14, o corpo será transladado para Caiçara, no município de São Bento do Norte, onde será sepultado.

Artigo de jornal
Chegam restos mortais do estudante Emmanuel. Diário de Natal, Natal, 14 jul. 1992. Descreve a emoção que marcou a chegada dos restos mortais de Emmanuel a Natal.

Artigo de jornal
Lágrimas marcam chegada dos restos de Emmanuel Bezerra. Diário de Natal, Natal, 14 jul. 1992. A emocionada chegada dos restos mortais de Emanuel a Natal iniciou uma série de eventos em sua homenagem. A Prefeita de São Paulo, Luíza Erundina, não pôde vir. Em seu lugar veio Maria Amélia Teles, da Prefeitura de São Paulo. Com participação de estudantes, sindicatos, integrantes de movimentos pelo direitos humanos e políticos, os eventos na Casa do Estudante tiveram como eixo temático a luta, a morte e o resgate do corpo de Emanuel. Francisco Bezerra Santos, irmão de Emanuel, emocionado, anuncia que a família vai procurar advogados para ser indenizada. Entidades de direitos humanos dizem possuir registros de 340 pessoas desaparecidas durante a ditadura. Segundo Maria Amélia Teles, coordenadora da Comissão de Investigação das ossadas encontradas em Perus, desde que a comissão foi formada foram resgatados restos mortais de seis presos políticos. A identificação de Emanuel só foi possível após os trabalhos de especialistas da UNICAMP. Edval Cajá, sociólogo e ex-companheiro de Emanuel na clandestinidade, se emocionou e defendeu a idéia de uma mobilização da justiça brasileira no sentido de se exigir do Estado indenização para os familiares.

Artigo de jornal
Ossadas de Emanuel virão em 92. Tribuna, Natal, 21 nov. 1991. Está sendo realizada a exumação por peritos da UNICAMP dos restos mortais de Emanuel Bezerra. Ex-estudante de Sociologia, Emanuel foi líder estudantil em 1968, preso por atividades políticas em 1969 pela Polícia Militar e entregue à Marinha. Na base Naval de Natal sofreu torturas e foi processado e condenado pela Auditoria Militar do Recife. Solto no final de 1969, foi para a clandestinidade e atuou no comando político do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Artigo de jornal
Artigo sem título do arquivo do DOPS, publicado pelo Diário da Noite, em 08/12/73. Os órgãos de segurança informaram o desbaratamento do Partido Comunista Revolucionário (PCR), conhecido por agregar elementos de alta periculosidade em Recife. O Comitê do Partido localizava-se em Recife desde 1966 e atuava clandestinamente nas principais regiões do Nordeste, sendo necessários mais de 5 meses para a polícia localizar este "aparelho". Durante a operação o chefe da organização conseguiu fugir, queimando documentos, mas sendo preso mais tarde. Em Recife foram desbaratados ainda mais dois "aparelhos". Dos principais chefes da organização morreram três na capital de São Paulo e um no interior de Pernambuco. Os dois de São Paulo, Emanuel Bezerra e Manuel Lisboa de Moura, eram encarregados de formar uma frente única com elementos dissidentes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e o chefe da organização morto no interior de Pernambuco, Manoel Aleixo da Silva, realizava trabalhos de aliciamento, agitação rural e guerrilha rural.

Artigo de jornal
Artigo sem fonte e data intitulado "Ossada de militante morto na Revolução é enterrada" (provavelmente de 1992). A ossada de Helber somente pôde ser enterrada pelos familiares e amigos 19 anos após sua morte. Morto sob tortura no DOI-CODI/SP, em 1973, Helber teve seus restos mortais localizados em uma vala clandestina no Cemitério de Perus, na mesma época em que os restos mortais de Emmanuel Bezerra dos Santos e Frederico Eduardo Mayr foram também localizados. A ossada encontrada foi identificada pela equipe da UNICAMP. O cortejo da chegada dos restos mortais do Aeroporto da Pampulha até a Praça Sete foi acompanhado por familiares, amigos, políticos e representantes de várias organizações de Direitos Humanos que se manifestaram contra os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura. A família enterrou os restos mortais de Helber em Mariana. O artigo informa que os restos de Helber foram encontrados no mesmo cemitério que Emmanuel e Frederico. De fato, os restos mortais de Emmanuel foram localizados no Cemitério do Campo Grande e os de Helber e Frederico no Cemitério de Perus.

Artigo de jornal
Terroristas morrem em tiroteio com agentes. Diário de Pernambuco, Recife, 5 set. 1973. p. 10. Relata que, em 04/09/73, o “terrorista” Manoel Lisboa de Moura, preso, estava indo para um encontro com Emanuel Bezerra dos Santos. Este, quando percebeu a presença da polícia, iniciou tiroteio que levou os dois à morte. Emanuel acabara de voltar do exterior onde teria convidado Carlos Zaratini a voltar ao Brasil para melhor dirigir a organização “terrorista” Ação Libertadora Nacional (ALN), mas ele não aceitou. Fala ainda que Manoel e Emanuel participaram de várias atividades terroristas, como seqüestro e panfletagens.

Foto
Foto de rosto ampliada.

Foto
Fotos de rosto ampliadas.

Foto
Foto de rosto do cadáver, encontrada no DOPS/SP.

Relatório
Documento da UNICAMP de 1992 com laudo de identificação das ossadas de Emanuel. Com histórico da morte, descrição dos procedimentos para a exumação, os dados fornecidos pelos familiares, os dados retirados do laudo necroscópico, estudos comparativos dos dados fornecidos pelos familiares com as ossadas e fotografias de todo o processo de retirada da ossada do cemitério e o exame para a identificação.

Relatório
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Social de São Paulo, de 03/12/73. Informa que em 04/09/73, ao receberem voz de prisão, Emanuel Bezerra dos Santos e Manoel Lisboa de Moura iniciaram tiroteio que culminou com a morte de ambos. Consta que eram elementos de alta periculosidade por terem participado do atentado ao General Costa e Silva em 1966 onde morreu uma autoridade e várias outras foram feridas. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Parte de relatório confidencial do II Exército sobre Manoel Lisboa de Moura e Emanuel Bezerra dos Santos, mortos em tiroteio. Relata que, ao receberem voz de prisão, ambos reagiram iniciando tiroteio que culminou com a morte de ambos. Consta que Bezerra teria voltado do exterior onde fora convidar Ricardo Zaratini Filho para voltar ao Brasil a fim de melhor dirigir a Ação Libertadora Nacional (ALN). Manoel e Emanuel são acusados de panfletagens, assaltos e do atentado ao General Costa e Silva em 1966. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Folheto
Documento, sem data, elaborado pela Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos com dados biográficos e sobre a morte de Emanuel.

Folheto
Emmanuel vida & morte. Documento de 48 páginas com depoimentos de diversos autores sobre a vida e morte da vítima e fotos.

Prontuário/ Dossiê
Dossiê elaborado pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular, com vários artigos de jornais, folhetos de eventos e homenagens referentes à morte, ao processo de identificação e ao enterro dos restos mortais de Emmanuel Bezerra.

Ficha pessoal
Documento da UNICAMP com dados fornecidos por familiares para antropologia forense.

Ficha pessoal
Documento do IML/SP, sem data, com dados sobre o óbito.

Documento pessoal
Conjunto de documentos do Colégio Estadual do Ateneu Norte-Riograndense de Natal/RN: Inscrição para exame de admissão ao 1º ginasial; matricula da 2ª série ginasial; certificado de aprovação em exames de admissão à 1ª série ginasial; boletim escolar da 4ª série ginasial; matrícula na 1ª série ginasial; matrícula na 3ª série ginasial; matrícula na 3ª série do curso clássico; pasta individual com matrículas, boletins e históricos escolar em diversos anos.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 18/09/73, realizado por Harry Shibata e Armando Canger Rodrigues. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Certidão de óbito
Duas certidões emitidas pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, em São Paulo, SP, de 18/09/73 e de 07/07/92. Indica atestado de óbito assinado por Harry Shibata. A mais recente indica, erroneamente, morte em 04/08/73.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML, solicitada pelo DOPS, em 04/09/73. Apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de pessoa considerada "terrorista". Indica morte em tiroteio com agentes de órgãos de segurança nacional.

Ofício
Documento da Polícia Civil de 02/07/92 para Prefeitura de São Paulo autorizando o translado dos restos mortais de Emanuel.

Ofício
Documento para a Delegacia de Segurança de Pernambuco de 04/09/73. Informa que no bairro de Moema, em São Paulo, SP, a Polícia Federal prendeu Emanuel Bezerra dos Santos e Manuel Lisboa de Moura, principais culpados pelo atentado ao General Costa e Silva ocorrido em 1966.

Ofício
Telex de Roberto Lisboa para o governador de Pernambuco, sem data, informando a prisão de Emanuel Bezerra e Manuel Lisboa, que seriam os principais acusados por um atentado ocorrido em 1966 visando o General Costa e Silva. Documento incompleto e pouco legível.

Ofício
Solicitação de Luiz Elias, de 07/07/92, para a Prefeitura de São Paulo para que seja feito o translado dos restos mortais de Emanuel, do Cemitério Campo Grande, em São Paulo, SP, para o Cemitério Municipal de São Bento do Norte, RN.

Produção artística
Poesia "Às gerações futuras", de Emanuel Bezerra.

Atestado de óbito
Declaração de óbito do IML/SP, de 04/09/73, assinada por Harry Shibata.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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