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Morto e desaparecido
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Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter
Cidade:
(onde nasceu)
Orleans
Estado:
(onde nasceu)
SC
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
3/11/1942
Atividade: Jornalista e sociólogo
UniversidadeUniversidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Operário Revolucionário Trotskista PORT
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Marcos, Vinícius
Prisão: 14/4/1972
São Paulo SP Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
15/4/1972
São Paulo SP Brasil
DOI-CODI/SP
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Antônio Valentini, Isaac Abramovitch
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Artigo sem fonte e data do arquivo do DOPS, intitulado "Carta enviada por el padre del camarada Ruy Oswaldo (Marcos) al presidente de Brasil". Tradução para o espanhol da carta escrita pelo pai de Ruy Osvaldo em São Paulo, em 16/05/72, ao presidente da República do Brasil pedindo exumação do corpo de seu filho, morto pelos órgãos de segurança. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Diário Catarinense, Florianópolis, 13 dez. 1992. "Violência marcou vida de famílias", "Marcas das torturas reavivam a memória", "SC carrega oito cruzes". O primeiro artigo informa como foi o desaparecimento de Lucindo Costa. O segundo traz o depoimento de Derlei Catarina de Luca sobre sua participação na luta contra a ditadura e o último traz o nome de oito vítimas da ditadura que eram do estado de Santa Catarina: João Batista Rita, Arno Preis, Frederico Eduardo Mayr, Paulo Stuart Wright, Lucindo Costa, Luis Eurico Tejera Lisbôa, Rui Pfutzenreuter e Vânio José de Matos.

Foto
Fotos do cadáver encontrada no DOPS/SP.

Foto
Foto original e preto e branco de rosto.

Relatório
Documento do II Exército ao DOPS/SP, de 13/06/72. Informa que Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter usava codinomes, participava da direção nacional e do setor de imprensa do Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT), além de escrever para o jornal Frente Operária. Consta que ao prenderem um subversivo, os agentes do DOI-CODI/SP, souberam da localização de um “aparelho”. Dirigiram-se até o local, em 14/04/72, e quando foram abordar um homem, posteriormente identificado como Ruy, este iniciou tiroteio, morrendo em conseqüência dos ferimentos recebidos.

Relatório
Parte de relatório sobre as atividades políticas da esquerda no Brasil, indicando as responsabilidades de Ruy Osvaldo na ligação entre o Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT) e o Bureau Político Latino Americano da IV Internacional, principalmente no que se refere no contato entre militantes brasileiros com os da América Latina.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Folheto
Comitê Catarinense Pró Memória dos Mortos de Desaparecidos Políticos de Santa Catarina. Breve relato sobre Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter. Santa Catarina, jun. 1995. Ruy, jornalista e sociólogo, mudou-se de Porto Alegre, RS, para São Paulo a fim de formar o Partido Operário Comunista (PORT). Trabalhava, há seis anos, na mesma empresa, tendo sido preso em 15/04/72. Foi torturado e esquartejado, no entanto seu laudo não descreve as agressões. Foi enterrado no cemitério de Perus, em São Paulo, SP, e em maio do mesmo ano seu corpo foi transferido para o cemitério de Orleans, SC.

Prontuário/ Dossiê
Dossiê elaborado pelo Comitê Brasileiro pela Anistia - Fração Sul de Santa Catarina - Criciúma para a Comissão de Relatos de Punições, com transcrições da carta escrita por Ruy Osvaldo para seu avô em 18/05/64; do discurso do deputado Nadir Rossetti, proferido em 12/06/72 na Câmara dos Deputados, no qual ele lê a carta enviada ao líder do MDB na Câmara pelo pai de Ruy, esclarecendo as circunstâncias em que a vítima morreu; e da análise feita pelo mesmo deputado sobre as informações contidas na carta, do atestado de óbito e do pedido de exumação e transporte do corpo da vítima. Em anexo possui a poesia "Elegia para o Ruy" e o texto lido na Missa.

Artigo de revista
Prado, Antônio Carlos, Fragelli, Beatriz. O tenente enterrado. Isto É Senhor, São Paulo, n. 1099, 10 out. 1990, p. 44-52. Trata de Aylton Mortati, tenente que largou o Exército para lutar na guerrilha, cujo corpo está no Cemitério de Perus. Mortati era considerado um desaparecido político até então: no livro de registros do IML/SP, ao lado do estudante carioca Flávio Carvalho Molina, outro corpo encontrado em Perus, existe uma fotografia arrancada que, familiares de desaparecidos políticos acreditam ser a de Mortati, já que era preciso esconder o seu óbito. O policial Miguel Zaninello tem seu nome como declarante de diversos óbitos relativos a corpos enterrados em Perus. Segundo Nelson Pereira, pedreiro e coveiro do Cemitério de Perus, Grenaldo Jesus da Silva foi o único morto que chegou a Perus levado por Zaninello com o nome no caixão. No caso de Carlos Nicolau Danielli, em uma das primeiras cópias de sua certidão de óbito, ele é classificado no item profissão como "terrorista" e o endereço residencial indicado é o do IML/SP; em outra cópia, com as mesmas informações do livro, folha e número, a profissão de Danielli está em branco e não se registra seu endereço. Zaninello também foi declarante do óbito de Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter.

Documento pessoal
Carteira profissional de Ruy Osvaldo com os dados pessoais e registros nas empresas MWM Motores Diesel S/A, Chiarioni Indústria Metalúrgica Ltda. e uma com nome ilegível. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, em 26/04/72, realizado por Isaac Abramovict e Antônio Valentin. São duas cópias, a primeira com o carimbo do DOPS.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, em São Paulo, SP, de 19/04/72, firmado pelo médico Isaac Abramovitc. São três cópias, as duas primeiras com carimbo do arquivo do DOPS, mas em lugares distintos.

Auto de exibição e apreensão
Documento do DOI-CODI/II Exército, assinado por Renato D'Andréia em 17/04/72. Tem como anexo termo de compromisso do escrivão. Lista os materiais apreendidos na casa de Ruy: armas, munição, documentos pessoais e um exemplar do jornal Frente Operária.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 15/04/72, indicando morte devido a ferimentos causados por tiroteio travado com os agentes dos órgãos de segurança. São três cópias, a primeira apresentando a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo considerado terrorista, e as outras com o carimbo do arquivo do DOPS, mas em lugares distintos.

Impressões digitais
Impressões digitais do Serviço de Identificação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, acompanhadas de foto do cadáver. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Ofício
Autorização de exumação e transporte do corpo de Ruy Osvaldo, de 17/05/72, feita pelo Delegado Titular da Especializada de Ordem Política ao Diretor do Departamento de Cemitérios, Fábio Pereira Bueno.

Ofício
Radiotelegrama do Delegado Titular de Ordem Política de São Paulo para o Diretor do DOPS de Florianópolis, SC, autorizando a exumação e o transporte do corpo de Ruy Osvaldo do Cemitério de Perus, em São Paulo, para o Cemitério Municipal de Orleans, em Florianópolis, SC, onde a família da vítima possui jazigo.

Ofício
Documento do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA), de 06/06/72. Informa nome de pessoas presas e mortas durante o mês de março de 1972 e a organização às quais pertenciam e solicita os antecedentes de Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Evento/ Homenagem
História ressuscita sempre seus mártires. Eles são heróis e já pertencem à nossa história. Homenagem em memória dos desaparecidos políticos de Santa Catarina. Entre eles estão: Paulo Stuart Wright, Arno Preis, Luiz Eurico Tejera Lisbôa, João Batista Rita e Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter.

Evento/ Homenagem
Convite e programação da Semana Pró-Memória dos Catarinenses Mortos e Desaparecidos, em Criciúma, entre os dias 31/08 e 04/09/83. São homenageados: Arno Preis, João Batista Rita, José Lima Piauhy Dourado, Luiz Eurico Tejera, Paulo Stuart Wright e Ruy Oswaldo Pfitezreuter.

Evento/ Homenagem
Celebração litúrgica em memória de Ruy Pfitzenreuter, João Batista Rita, Arno Preis, Luiz Eurico Tejera e Paulo Stuart Wright, em Criciúma, em 04/09/83.

Legislação
Comissão Especial de Desaparecidos Políticos. Diário Oficial, Brasília, n. 45, 6 mar. 1996. p. 3711. Apresenta os nomes de pessoas reconhecidas pela Comissão Especial da Lei 9.140/95. Esta lei reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Avaliação de laudos de corpo delito
Observações de médicos legistas, da segunda metade da década de 90, sobre o laudo de necrópsia de Ruy Osvaldo. O doutor Antenor Chicarino diz que o exame é estranhamente sucinto. Não descreve as várias lesões na face demonstradas pelas fotografias e a lesão descrita no exame interno não é imediatamente mortal. O doutor Dolmevil afirma que o laudo é de péssima qualidade técnica, omisso e incompleto. Não detalha as orlas e zonas dos orifícios de entrada dos projéteis, não descreve suas trajetórias, não faz referências à hemorragia externa. Além disso, a hemorragia interna de 500 ml não é suficiente para justificar a causa da morte como anemia aguda traumática. Quanto às fotografias, o laudo omite lesões na face e equimose transversal paralela à gola esquerda da camisa, produzido pela mesma por compressão do tipo estrangulamento.


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