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Morto e desaparecido
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Míriam Lopes Verbena
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Míriam Lopes Verbena
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário PCBR
Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
8/3/1972
Caruaru PE Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Polícia Federal PF Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Folheto
Folheto por ocasião dos 20 anos do desaparecimento de Ezequias Bezerra da Rocha, produzido pela Comissão de Pesquisa e Levantamento dos Mortos e Desaparecidos Políticos e pelo Grupo Tortura Nunca Mais/PE, os quais estendem a homenagem a Miriam Lopes Verbena e Luís Alberto Andrade de Sá e Benevides. Apresenta trecho da declaração prestada por Guilhermina Bezerra da Rocha, esposa de Ezequias, a familiares destes, após ter sido libertada do DOI-CODI/PE: foi presa junto com Ezequias no dia 11/03/72 ficando na cela enquanto ele foi interrogado e torturado. Viu-o ser levado para a cela ao lado completamente ensangüentado, quando pôde trocar algumas palavras com ele pela última vez. Segundo o histórico relatado neste folheto, Ezequias era opositor ao regime militar, mas tinha idéias pacifistas. Fez o curso de Geologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPe), concluído em 1968. Em 09/03/72, Miriam Lopes Verbena, sua amiga de infância, pediu-lhe emprestado seu Fusca. Ela e seu marido, Luís Alberto Andrade de Sá e Benevides, eram ativistas políticos e faziam parte de um partido político de oposição ao regime militar. Ocorreu um acidente com o carro e ambos morreram. Depois disso, a irmã de Miriam foi presa e em seguida Ezequias e Guilhermina. Dois dias após o desaparecimento de Ezequias, um corpo totalmente mutilado com sinais de tortura foi encontrado em outra cidade. Apesar das características se assemelharem às de Ezequias, a família não pôde identificar o cadáver pois a polícia dizia tratar-se de pessoa já identificada por outra família (mas esta família e o local onde foi enterrado o corpo não foram encontrados). Guilhermina voltou então para sua cidade de origem no Piauí, vindo a falecer num estranho desastre automobilístico, em 09/77, sendo a única vítima fatal do acidente. Em 03/91, foi instituída a Comissão de Pesquisa e Levantamento dos Mortos e Desaparecidos Políticos, que analisou, entre centenas de prontuários do DOPS de Recife, PE, os de Ezequias, Guilhermina, Miriam e Luís Alberto, confirmando que as impressões digitais encontradas no cadáver que a família foi impedida de identificar eram mesmo de Ezequias, o qual passou da lista dos desaparecidos para a dos mortos políticos. Inclui foto de rosto de Ezequias.


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