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Morto e desaparecido
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Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo
Atividade: Pedagoga
UniversidadeUniversidade do Brasil
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Juventude Universitária Católica JUC
Brasil
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares VAR-Palmares
Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
29/3/1972
Rio de Janeiro RJ Brasil
Av. Suburbana, 8988, casa 72, Bairro de Quintino
Versão do DOPS.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/RJ DOI-CODI/RJ RJ Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Eduardo Bruno, Valdecir Tagliari
   
Biografia  
   
Documentos  
Foto
Fotos originais e preto e branco do corpo encontrada no Instituto de Criminalística Carlos Éboli do Rio de Janeiro. Possui cópia com carimbo do DOPS.

Relatório
Documento sem data elaborado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos reivindicando a inclusão do nome de Lígia Maria Salgado Nóbrega na lista dos reconhecidos pela Lei 9140, de 05/12/95. Relata brevemente sua vida e militância. Discorre sobre sua prisão e morte na Chacina de Quintino, no Rio de Janeiro, RJ, quando também foram presos e mortos Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Figueiredo. No jornal Correio da Manhã, publicado no Rio de Janeiro, de 06/04/72, em "Terroristas morrem em tiroteio: Quintino", seus companheiros aparecem com os nomes James Allen da Luz e Ranúsia Alves Rodrigues. Segundo familiares de Antônio Marcos, Lígia estava grávida de 2 meses. A tortura é confirmada pelo irmão de Lígia que é médico e reconheceu o corpo, observando que havia escoriações e manchas escuras nas costas e nas regiões laterais do corpo, além dos tiros na cabeça e no braço.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Maria Regina Lobo Leite Figueiredo, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Folheto
Folheto em homenagem a Lígia Maria Salgado Nóbrega, dando seu nome a uma praça. Inclui foto de rosto em preto e branco e breve história de Lígia, que se engajou em 1970 na Vanguarda Popular Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e foi metralhada em 29/03/72, quando a casa em que se encontrava no bairro de Quintino, na cidade do Rio de Janeiro, foi invadida por agentes do DOI-CODI. Junto com ela morreram seus companheiros Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite Figueiredo. O folheto deve ter sido produzido por volta de 1992.

Ofício
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 17/08/72, divulgando a outros órgãos de segurança a verdadeira identidade dos "terroristas" mortos durante tiroteio em 30/03/72: Antônio Marcos Pinto de Oliveira, Wilton Ferreira, Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo e Ligia Maria Salgado Nóbrega.

Ofício
Documento do Serviço de Informações, do DOPS/SP, de 17/08/72, sobre "terroristas mortos" a ser repassado para a comunidade de informações. Informa a verdadeira identidade de mortos durante tiroteio com órgãos de segurança da Guanabara, em 30/03/72. São eles: Antônio Marcos Pinto de Oliveira, e não James Allen Luz, codinome Evandro; Wilton Ferreira, e não Onofre Rodrigues de Moraes; Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, e não Ranúsia Alves de Oliveira, companheira de Evandro, viúva de Waldemar Rodrigues de Figueiredo, o qual usava os codinomes Marcos ou Chico; e Lígia Maria Salgado Nóbrega, que usava os codinomes, Anita, Célia ou Cecília. Todos eram militantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).

Ofício
Documento do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA), de 06/06/72. Informa nome de pessoas presas e mortas durante o mês de março de 1972 e a organização às quais pertenciam e solicita os antecedentes de Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Ofício
Documento do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA), de 06/04/72. Informa que, no dia 29/03/72, foram presos integrantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) que indicaram o endereço de uma oficina mecânica na qual agentes do DOI-CODI-I Exército encontraram Wilton Ferreira (que resistiu à prisão e foi morto) e o de uma residência em que estavam Antônio Marcos Pinto de Oliveira, Lígia Maria Salgado Nóbrega e Maria Regina Lisboa Leite de Figueiredo (que vieram a falecer depois de tiroteio travado com agentes do DOI-CODI-I Exército). O documento apresenta carimbo do DOPS.

Legislação
Comissão Especial de Desaparecidos Políticos. Diário Oficial, Brasília, n. 45, 6 mar. 1996. p. 3711. Apresenta os nomes de pessoas reconhecidas pela Comissão Especial da Lei 9.140/95. Esta lei reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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