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Morto e desaparecido
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Jeová Assis Gomes
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Jeová Assis Gomes
Cidade:
(onde nasceu)
Araxá
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade de São Paulo USP
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Osvaldo, Aurélio, Walter Oliveti Teixeira, Antônio Carlos, Maurício, Henrique, Arnaldo, Antônio, Artigas
Prisão: 12/11/1969
Brasília DF Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
9/1/1972
Guará GO Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna DOI-CODI Brasil
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Ficha de recorte de jornal da Divisão Central de Informações do DOPS/GO, com artigos de 13/01/72 sem identificação da fonte, sobre "terrorista que volta da Argélia e é morto em Goiás". Informa que Jeová foi morto a tiros em Guará, GO, ao tentar resistir a voz de prisão em 12/01/72. Todos os artigos estão incompletos.

Artigo de jornal
Justiça Militar condena 27 subversivos em SP. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 22 mar. 1975. A Auditoria da Justiça Militar, após mais de treze horas de julgamento de processo sobre "terrorismo e subversão" em São Paulo, condena vinte e sete réus, absolve cinqüenta, entre eles Norberto Nehring e Ruy Carlos Vieira Berbert, extingue a punibilidade de doze, entre eles Nestor Veras, exclui do processo dezessete e declara encerrado o processo de treze indiciados que foram banidos do Brasil. Entre estes últimos estão: Carlos Eduardo Pires Fleury, Edmur Péricles Camargo, Jeová de Assis Gomes e João Leonardo da Silva Rocha. Seqüestro: juiz intima indiciados. (Sem fonte), 10 mar. 1970. Consta que o juiz auditor Milton Fiuza intimou três jornalistas e um comerciário por causa do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos e que a corregedoria da Justiça Militar enviou inquérito para a Marinha sobre o seqüestro do Boeing da Varig, em 04/11/69, estando indiciados Aylton Adalberto Mortati, Lauriberto José Reyes, Maria Augusta Thomaz e Ruy Carlos Vieira Berbert.

Artigo de jornal
STM julga processo de 119 acusados de ações pela ALN. Sem fonte e data. Trata do julgamento do processo da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de Carlos Marighella, que não foi julgado por ter morrido em tiroteio antes da conclusão do inquérito. O processo resultou em vinte e oito condenados, cinqüenta e dois absolvidos, catorze excluídos, treze banidos e oito pessoas com penas prescritas.

Relatório
Relação com os nomes das pessoas banidas do Território Nacional em troca do embaixador da Alemanha Ocidental, que foi seqüestrado em 11/06/70. Entre elas: Eudaldo Gomes da Silva, Aderval Alves Coqueiro, Ângelo Pezzuti da Silva, Carlos Eduardo Pires Fleury, Jeová de Assis Gomes, Joaquim Pires Cerveira e José Lavechia. O documento apresenta carimbo do DOPS.
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Relatório
Relatório da Delegacia de Polícia de Guará, GO, de 12/01/72. Informa os passos de Jeová desde seu desembarque em Guará até o momento em que recebeu voz de prisão de agentes do CODI, quando tentou fugir e foi morto a tiros. Encontrava-se com ele: carteira de identidade e de motorista em nome Walter Oliveti Teixeira, dinheiro, um revólver e balas, mapa da região Maranhão-Goiás, roupas e bússola.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Jeová de Assis Gomes, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Declaração de José Lucena Noleto à Delegacia de Polícia de Guará, GO, em 28/06/72. José Lucena afirma que, em 09/01/72, estava assistindo um jogo de futebol num campo da cidade, quando viu um homem ser cercado por dois agentes. O homem desvencilhou-se e sacou um revólver. Um dos agentes, percebendo o risco que corriam os próprios agentes e as pessoas ao redor, atirou no homem. Depois veio a saber que tratava-se do terrorista Jeová de Assis Gomes e que havia recebido voz de prisão dos agentes.

Termo de declarações
Declaração de Carlos Eduardo Coelho Ferreira à Delegacia de Polícia de Guará, GO, em 28/06/72. Carlos Eduardo afirma que, em 09/01/72, estava assistindo um jogo de futebol num campo da cidade, quando viu um homem ser cercado por dois agentes. O homem desvencilhou-se e sacou um revólver. Um dos agentes, percebendo o risco que corriam os próprios agentes e as pessoas ao redor, atirou no homem. Depois veio a saber que tratava-se do terrorista Jeová de Assis Gomes.

Prontuário/ Dossiê
Documentos reunidos pela Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil do Paraná. Contém: ofício de 05/12/69, do Instituto de Identificação do Paraná para a Delegacia de Ordem Política e Social confirmando dados pessoais de Joaquim Câmara Ferreira com uma foto sua pouco nítida; artigo: "Chefe do terror reage à prisão e morre do coração". Diário do Paraná, 25 out. 1970, tratando das investigações do DOPS que levaram à prisão e à conseqüente morte de Joaquim; documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) para vários órgãos da repressão no Brasil enviando cópias dactiloscópicas da vítima e solicitando uma comparação entre as fichas dactiloscópicas nos vários estados; e artigo: Identificados nas cartas a "Toledo" os cognomes do terror, (Sem fonte e data), tratando de uma carta enviada a Joaquim por pessoas banidas do Brasil, com a qual foi possível identificar os codinomes de alguns subversivos. A carta foi encontrada no aparelho de Joaquim pelo DOI-CODI. Entre os identificados estão Jeová Assis Gomes e Carlos Eduardo Fleury.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), sem data, com dados pessoais e foto de rosto. Em observações, consta que agia em Goiás, foi preso em São Paulo e, em 16/06/70, banido para a Argélia. Possui carimbo do arquivo do DOPS.

Ficha pessoal
Documento policial com histórico de Jeová de Assis Gomes, sem data e identificação institucional. Informa que Jeová foi um dos responsáveis pelo aliciamento e incitamento dos residentes do CRUSP (conjunto residencial da USP) à chamada "Greve do Fogão" contra o restaurante do Centro de Convivência da USP, assim como pela intensa campanha de propaganda com distribuição de panfletos, afixação de cartazes e participação em "reuniões fechadas", incitando os estudantes do CRUSP à desordem e promovendo o desrespeito e desacato às autoridades da Universidade. Também participou da ocupação do Bloco F com queima de arquivo e agressão a funcionário e da invasão da Reitoria da Universidade. É integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), teve vários contatos com Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira. Esteve em Cuba, quando rachou com a ALN, passando para o "Grupo da Ilha". Voltou ao Brasil em 1971, indo para o campo na Bahia, Goiás e Minas Gerais. O documento está incompleto em suas margens laterais.

Ficha pessoal
Ficha intitulada “Terroristas”, indicando vários codinomes adotados por Jeová. A cópia está sobreposta por ficha de impressões digitais, do Serviço de Identificação do Exército.

Ofício
Documento da Delegacia de Polícia de Guará, GO, ao secretário da Segurança Pública de Goiás, de 15/09/72. Informa estar encaminhando todo material existente naquela Delegacia sobre Jeová e declara estar impossibilitado de instaurar inquérito policial sobre sua morte.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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