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Iuri Xavier Pereira
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Iuri Xavier Pereira
Cidade:
(onde nasceu)
Rio de Janeiro
Estado:
(onde nasceu)
RJ
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
2/8/1948
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Dr. Luiz E. Ferraro, Sérgio Araújo Ferreira, Afonso, Joãozão, Ênio, Big, Fino, Angelin, Gordo
Prisão: 14/6/1972
São Paulo SP Brasil
Restaurante Varella, Moóca
Morto ou Desaparecido:
Morto
São Paulo SP Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Dr. José
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, Isaac Abramovitch
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Vítimas da repressão. Tribuna Operária, São Paulo, 16 nov. 1980. Informa o traslado, do Cemitério de Perus, dos corpos de Alex e Iuri Xavier Pereira, mortos pela repressão em 1972. Conta que os irmãos militavam no Rio de Janeiro no movimento secundarista, depois ingressando na Ação Libertadora Nacional (ALN). Alex foi assassinado aos 22 anos junto com Gelson Reicher em São Paulo, SP, em circunstâncias não esclarecidas. Apesar de sua morte ter sido noticiada pela imprensa, foi enterrado sob nome falso. Iuri, um ano mais velho que o irmão, estava num bar da Moóca, São Paulo, SP, com Ana Maria Nacinovic Correa e Marcos Nonato da Fonseca, quando foram atacados pela repressão.

Artigo de jornal
Parte de artigo, sem título, do Jornal Movimento, São Paulo, 27 ago./ 9 set. 1979, p. 9. Descreve a forma como a polícia encobria as mortes de presos políticos por tortura. Segundo depoimento de um ex-funcionário do IML, num primeiro momento os próprios policiais levavam os corpos para serem enterrados na Estrada Velha de Cotia, em São Paulo. Mais tarde, foi necessário sofisticar os métodos e o preso era enterrado com seu nome falso. Isto também se tornou falho pois algum militante poderia denunciar os nomes. Veio então a terceira fase, quando os policiais passaram a montar verdadeiras operações de substituição de cadáveres, uma vez que os corpos de indigentes ficavam até 40 dias aguardando identificação no IML. No caso de Alexandre Vannucchi Leme, as testemunhas da morte de fato viram o atropelamento de um indivíduo. Já Susana Lisbôa não encontrou nenhuma foto do marido Luiz Eurico Tejera no IML e foi informada de que só fotografavam corpos de desconhecidos; no entanto, Luiz foi enterrado como indigente. Norberto Nehring, preso e morto no cárcere pela ação de Fleury, teve seu corpo trocado pelo próprio Fleury que se aproveitou do suicídio de um estrangeiro num hotel próximo à sede do DOPS. Eduardo Leite, o Bacuri, foi entregue à família com a versão de morte em tiroteio; mas, sem a "máquina de atestados", como explicar os dois olhos vazados, as orelhas decepadas e todos os dentes arrancados? O corpo de Luís Eduardo Merlino foi em vão procurado pelos seus familiares no IML até que um parente burlou a vigilância e abriu gaveta a gaveta, encontrando o que buscava. Caso semelhante foi o do estudante Manoel Lisboa de Moura, torturado e morto, noticiado como morte devido a tiroteio. No Cemitério Dom Bosco, de Perus, estão enterrados vários desaparecidos que a polícia não assumiu sequer a prisão: Luiz Eurico, Dênis Casemiro, Iuri Xavier Pereira, Alex Gomes de Paula (de fato, Alex de Paula Xavier Pereira, enterrado com o nome falso de João Maria de Freitas) e, provavelmente, Alexandre Vannucchi Leme. O IML era peça fundamental nestas operações e, por isso, uma das principais manifestações dos médicos que lutam pelo fim do aparelho repressivo do Estado é a não subordinação do IML à Secretaria de Segurança Pública.

Artigo de jornal
Teich, Daniela Hessel. Legista depõe na CPI sobre desaparecidos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8 fev. 1991. Trata do depoimento do médico Isaac Abramovich perante a Comissão Parlamentar de Inquérito, da Câmara Municipal de São Paulo, que investiga o destino de presos políticos. O médico é acusado de emitir laudos necroscópicos falsos de vítimas da polícia política à época em que trabalhava no IML/SP. O legista alegou inocência, mas teria assinado o laudo de Alexandre Vannucchi Leme, no qual afirma que o estudante teria se atirado sobre um automóvel; no entanto, presos políticos e policiais confirmam que Alexandre foi torturado. Também em Minas Gerais, o Movimento Tortura Nunca Mais está acusando 12 médicos legistas que teriam assinado laudos falsos de presos políticos mortos de 1974 a 1979. A identificação de pessoas acusadas de torturar e matar presos políticos teve início com a revelação da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Lá foram encontradas as ossadas de Joaquim Alencar Seixas, Carlos Nicolau Danielli, Luís Eurico Tejera Lisboa, os irmãos Iuri e Alex de Paula Xavier, Frederico Mayr e Flávio Carvalho Molina (este ainda não identificado, mas acredita-se que seja uma das ossadas da vala clandestina). Segundo o artigo, também foi enterrado, no Cemitério Vila Formosa I, na Zona Leste de São Paulo, o corpo de José Maria Ferreira de Araújo. No entanto, apesar de terem sido encontrados documentos nos arquivos do IML/SP sob o nome falso de Edson Cabral Sardinha informando que seus restos estariam na quadra 11, sepultura 119 do Cemitério de Vila Formosa I, nunca foi possível encontrá-los, pois houve alteração da quadra.

Artigo de jornal
A atuação de cada um no terrorismo. O Globo, Rio de Janeiro, 28 set. 1971, p. 15. Lista de pessoas procuradas pelos órgãos de segurança com suas respectivas "atividades subversivas". São citados: Carlos Alberto Soares de Freitas, Sérgio Landulfo Furtado, Getúlio d'Oliveira Cabral, Mariano Joaquim da Silva, José Júlio de Araújo, Stuart Edgard Angel Jones, Iuri Xavier Pereira, Alex de Paula Xavier Pereira, Antônio Carlos Bicalho Lana.

Artigo de jornal
Quem é quem nos novos cartazes do terror. Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo, São Paulo, (sem data), p. 14. Trata dos cartazes que foram distribuídos pela polícia com a foto de cinqüenta e duas pessoas procuradas por ações políticas. Os órgãos de segurança acreditavam que os movimentos subversivos passavam por uma crise que os levaria à extinção. O artigo traz a lista das organizações de esquerda mais atuantes, além de um rápido comentário sobre cada um dos procurados. Entre eles estão: Hiroaki Torigoi, Iuri Xavier Pereira, Gastone Lúcia Carvalho Beltrão, Alex de Paula Xavier Pereira, Onofre Pinto, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Stuart Edgard Angel Jones, Antônio Sérgio de Matos, Walter Ribeiro Novaes, Getúlio d'Oliveira Cabral, Sérgio Landulfo Furtado, Carmem Jacomini, José Milton Barbosa.

Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Foto
Fotos originais e preto e branco de rosto.

Relatório
Relatório da Delegacia Especializada de Ordem Social, assinado por Edsel Magnotti, Delegado de Polícia, em 21/12/72. Acusa Antônio Carlos Bicalho Lana, Alex de Paula e Iuri Xavier Pereira, Gelson Reicher e José Pereira da Silva, marido de Gastone Beltrão, de participarem de assalto a um colégio em São Paulo, SP. Consta que Alex, Iuri e Gelson estão falecidos e decreta a prisão preventiva de Antônio e José. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS, sem data, informando sobre o assalto à firma D. F. Vasconcelos, em São Paulo, SP, por um grupo de "terroristas" que se intitulou "Comando Gastone Lúcia Beltrão, da ALN". Pelas investigações, verificou-se que se tratavam de Iuri Xavier Pereira, Ana Maria Nacinovic Correa, Marcos Nonato Fonseca, Antônio Carlos Bicalho e uma quinta pessoa não identificada. Os quatro primeiros foram localizados, cercados pela polícia e receberam voz de prisão. Devido à reação à bala de armas automáticas e metralhadora, houve intenso tiroteio no qual morreram dois agentes de segurança, uma menina e um homem, além de Iuri, Ana Maria e Marcos; Antônio Carlos Bicalho conseguiu fugir em um carro. O comunicado solicita o apoio da população, dos hospitais e casas de saúde para que Antônio seja localizado.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Documento do II Exército ao Serviço Secreto, de 03/11/70. Relata a prisão de Joaquim Câmara Ferreira e a análise da documentação apreendida. Joaquim foi preso e tentou reagir, iniciando luta corporal com os policiais. Foi detido para ser interrogado, mas acometido de um ataque cardíaco, foi levado ao hospital, falecendo. Na sua casa foram apreendidas armas e documentos nos quais estavam os planos para ações. Foram também descobertas cartas de outros países, enviadas por militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), sendo possível identificar codinomes de vários subversivos e áreas de treinamento para guerrilha. Entre eles, Antônio Carlos Bicalho Lana, Iuri e Alex Xavier Pereira, Ísis Dias de Oliveira e Carlos Eduardo Pires Fleury. Conclui que Carlos Lamarca esteja na liderança do esquema subversivo internacional e que a ALN está bem estruturada internacionalmente, sendo Cuba o lugar para cursos de guerrilha. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Informação confidencial do Exército, Rio de Janeiro, de 03/02/72, para vários órgãos de segurança sobre a Ação Libertadora Nacional (ALN). Traz o resumo de depoimentos, que segundo a polícia teriam sido prestados por Hélcio Pereira Fortes, morto em São Paulo ao tentar fugir em um "ponto". São citados: Hélcio Pereira Fortes, Arnaldo Cardoso Rocha, Sérgio Landulfo Furtado, Antônio Sérgio de Mattos, Mário de Souza Prata, Marcos Nonato da Fonseca, Paulo de Tarso Celestino da Silva, Aurora Maria do Nascimento, Ísis Dias de Oliveira, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Alex e Iuri Xavier Pereira, José Miltom Barbosa, Aldo de Sá Brito, Getúlio d'Oliveira Cabral e James Allen Luz. Há ainda informações sobre vários militantes como Josephina Vargas Hernandes, mulher de Luiz Almeida Araújo, que estaria grávida, morando na Guanabara.

Relatório
Parte de relatório confidencial, sem identificação do órgão. Consta que Iuri Xavier Pereira participou de assalto a um colégio em Pinheiros, São Paulo, SP, tendo pichado suas paredes com a sigla da Ação Libertadora Nacional (ALN). Há informação de que os agentes de segurança localizaram o aparelho de Hiroaki Torigoi no bairro Jardim da Saúde, em São Paulo. Houve também tiroteio com os agentes no qual duas pessoas faleceram. Elas foram identificadas como Emiliano Sessa, nome falso de Gelson Reicher, e João Maria de Freitas, nome falso de Alex de Paula Xavier Pereira.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 24/04/97. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Referente aos requerimentos de Anadir de Carvalho Nacinovic, mãe de Ana Maria Nacinovic Corrêa, de Zilda de Paula Xavier Pereira, mãe de Iuri Xavier Pereira, e de Leda Nonato Fonseca e Octavio Fonseca Filho, pais de Marcos Nonato Fonseca, para o reconhecimento das mortes e inclusão dos nomes nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias das mortes, comparadas com os laudos de necrópsia e com parecer feito por Nelson Massini e a conclusão de Suzana favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Relatório parcial médico-legal de exumação e identificação dos restos mortais de Iuri Xavier Pereira e Alex de Paula Xavier Pereira, realizado pelo médico Nelson Massini, em 20/06/96.

Relatório
Pareceres médico-legais, solicitados por familiares de Iuri Xavier Pereira e pela Comissão dos Familiares do Mortos e Desaparecidos Políticos, realizados pelo médico Nelson Massini em 01/08/96 e 30/01/97.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Depoimento de Gilberto Thelmo Sidney Marques ao DOPS ou ao DOI-CODI, em 15/02/72. Consta que ele, Manoel José Mendes Nunes Abreu (que aparece como José Manoel), Iuri Xavier Pereira e Eduardo Antônio da Fonseca tiveram acesso a vários documentos em branco, como carteiras profissionais, funcionais e identidades.

Ficha pessoal
Documento, sem identificação do órgão. Consta que ele está foragido, e que foi pedida sua prisão preventiva.

Ficha pessoal
Documentos da Delegacia de Ordem Política e Social. No primeiro, de 16/08/72, consta que Iuri Xavier Pereira era procurado e foi morto pelos órgãos de segurança. Era também acusado de assaltos e panfletagem. No segundo documento, de 20/03/70, consta que Iuri teria ido a Cuba e à China, e participado de cursos de guerrilha, "sabotagem" e "terrorismo". É acusado de atentado a posto de gasolina no Rio de Janeiro, sendo um dos "terroristas" mais procurados.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 20/06/72, realizado por Isaac Abramovict e Abeylard de Queiroz Orsini.

Certidão de óbito
Documento do Cartório do Registro Civil do Jardim América, São Paulo, SP, de 23/09/80.

Requisição de exame de cadáver
Documento do IML/SP, solicitado pelo DOPS, em 14/06/72. Apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de pessoa considerada terrorista. Indica que Iuri Xavier Pereira faleceu em tiroteio travado com órgãos de segurança.

Ofício
Documento do II Exército a vários órgãos da repressão comunicando envio de cópias das fichas dactiloscópicas de Ana Maria Nacinovic Correa, Yuri Xavier Pereira e Marcos Nonato da Fonseca.

Ofício
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política de São Paulo, para o II Exército, em 22/06/72. Encaminha as certidões de óbito de Ana Maria Nacinovic Correa, Iuri Xavier Pereira e Marcos Nonato Fonseca. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Ofício
Documento da Auditoria do Exército do Poder Judiciário ao DOPS, de 22/06/72, solicitando os atestados de óbito de Ana Maria Nacinovic Corrêa, José Milton Barbosa e Yuri Xavier Pereira.

Ofício
Informação do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 13/08/73, comunicando envio de panfleto distribuído aos moradores e comerciantes da Av. Santo Amaro, na cidade de São Paulo, sobre o jovem Luiz José da Cunha. Traz em anexo cópia do panfleto contando que Luís José da Cunha falecera em tiroteio com a polícia e que nos jornais ele apareceu como perigoso subversivo, acusado da morte de um comerciante. O panfleto revela que o tal comerciante era um informante que ocasionou a morte de outros jovens como Iuri Xavier Pereira, Ana Maria Nacinovic, Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Seiko Okama, Manoel Penteado (Francisco Emanoel Penteado) e Ronaldo Mouth Queiroz.

Ofício
Documento do Delegado do DOPS/RJ para o Diretor do DOPS/SP, de 13/07/72. Acusando o recebimento das cópias de certidões de óbito de Ana Maria Nacinovic e de Iuri Xavier e reiterando a solicitação do envio da certidão de óbito de Marcos Nonato da Fonseca, pois a cópia enviada junto com as outras estava ilegível.

Depoimento
Documento manuscrito pela mãe de Ana Maria. Descreve sua infância e adolescência, apontando sua morte, na Moóca, metralhada, em 14/06/72, com 25 anos de idade. Cita que, com ela morreram Marcos Nonato da Fonseca e Iuri Xavier Pereira.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Carta
Carta de Criméia Almeida para Comissão Especial da Lei 9.140/95 de reconhecimento dos mortos e desaparecidos de 23/04/97. Traz o depoimento de Ernestina, mãe da garota que foi ferida no tiroteio que matou Iuri Xavier Pereira, Ana Maria Nacinovic Correa e Marcos Nonato da Fonseca. Consta que a garota, na época com três anos de idade, e sua avó estavam voltando para casa a pé e viram quatro jovens que se encaminhavam para um carro. A polícia, que já havia cercado toda a área, iniciou tiroteio que matou três deles (Iuri, Ana Maria e Marcos), feriu a garotinha na perna e também um outro pedestre. Os policiais logo foram embora, talvez atrás do jovem que fugiu e logo chegou uma ambulância e um carro do IML que levou os cadáveres.

Carta
Carta de Iara Xavier Pereira à Comissão Especial Lei 9.140/95, em 23/04/97. Consta que ainda se está tentando obter informações sobre as mortes de Iuri Xavier Pereira, Ana Maria Nacinovic Corrêa e Marcos Nonato Fonseca e continuam reivindicando ao governo o esclarecimento das circunstâncias da morte e a localização e entrega dos despojos dos mortos e desaparecidos.

Cartaz
Documento intitulado "Bandidos terroristas procurados pelos órgãos de Segurança Nacional", exibindo várias fotos seguidas de nome, codinome e organização de cada pessoa. Possui carimbo do DOPS.


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