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Frederico Eduardo Mayr
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Frederico Eduardo Mayr
Cidade:
(onde nasceu)
Timbó
Estado:
(onde nasceu)
SC
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
29/10/1948
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Eduardo Silva Braga, Francisco, Gaspar, Carlos
Prisão: 23/2/1972
São Paulo SP Brasil
Av. Paulista
Morto ou Desaparecido:
Morto
24/2/1972
São Paulo SP Brasil
DOI-CODI/SP
Segundo depoimento de ex-presos políticos.
Clandestinidade
Morto
24/2/1972
São Paulo SP Brasil
R. Pero Correria, bairro Jardim da Glória
Segundo a requisição de exame do IML, devido a tiroteio com agentes dos órgãos de segurança.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social DOPS ou DEOPS Brasil
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Polícia Civil Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Oberdan ou Zé Bonitinho, Aderval Monteiro Carioca, Caio Alemão, Carlos Alberto Brilhante Ustra Tibiriçá, Dalmo Lúcio Muniz Cirillo , Gaeta Mangabeira
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Isaac Abramovitch, Walter Sayeg
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Teich, Daniela Hessel. Legista depõe na CPI sobre desaparecidos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8 fev. 1991. Trata do depoimento do médico Isaac Abramovich perante a Comissão Parlamentar de Inquérito, da Câmara Municipal de São Paulo, que investiga o destino de presos políticos. O médico é acusado de emitir laudos necroscópicos falsos de vítimas da polícia política à época em que trabalhava no IML/SP. O legista alegou inocência, mas teria assinado o laudo de Alexandre Vannucchi Leme, no qual afirma que o estudante teria se atirado sobre um automóvel; no entanto, presos políticos e policiais confirmam que Alexandre foi torturado. Também em Minas Gerais, o Movimento Tortura Nunca Mais está acusando 12 médicos legistas que teriam assinado laudos falsos de presos políticos mortos de 1974 a 1979. A identificação de pessoas acusadas de torturar e matar presos políticos teve início com a revelação da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo. Lá foram encontradas as ossadas de Joaquim Alencar Seixas, Carlos Nicolau Danielli, Luís Eurico Tejera Lisboa, os irmãos Iuri e Alex de Paula Xavier, Frederico Mayr e Flávio Carvalho Molina (este ainda não identificado, mas acredita-se que seja uma das ossadas da vala clandestina). Segundo o artigo, também foi enterrado, no Cemitério Vila Formosa I, na Zona Leste de São Paulo, o corpo de José Maria Ferreira de Araújo. No entanto, apesar de terem sido encontrados documentos nos arquivos do IML/SP sob o nome falso de Edson Cabral Sardinha informando que seus restos estariam na quadra 11, sepultura 119 do Cemitério de Vila Formosa I, nunca foi possível encontrá-los, pois houve alteração da quadra.

Artigo de jornal
Legistas identificam ossadas de militantes. Diário Popular, São Paulo, 10 jul. 1991. p. 3. Artigo sobre a identificação de algumas ossadas encontradas no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo, SP, pela equipe chefiada pelo legista Fortunato Badan Palhares, da Universidade de Campinas (UNICAMP). Foram identificados os desaparecidos Dênis Casemiro, Antônio Carlos Bicalho Lana e Sônia Maria Lopes de Moraes. Houve uma cerimônia na qual participaram a prefeita Luíza Erundina e o secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, entre outras autoridades. Segundo o delegado Jair Cesário da Silva, que conduz o inquérito sobre a vala comum em Perus, esses fatos são novos e podem levar à responsabilização criminal dos envolvidos nos crimes políticos da ditadura. A família de Sônia pretende processar a União, lembrando que os torturadores continuam impunes. Em Perus podem estar também as ossadas de Dimas Antonio Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Francisco José de Oliveira, Frederico Eduardo Mayr e Grenaldo de Jesus Silva. Para isso, as ossadas foram divididas em cinco grupos, conforme as condições de identificação, e a UNICAMP está solicitando verbas para a compra de equipamento para a realização de exames de DNA. As informações dadas pelas famílias dos desaparecidos foram fundamentais para a identificação das ossadas, pois seus laudos necroscópicos não descreviam todas as lesões sofridas pelas vítimas. Luíza Erundina voltou a exigir que os arquivos do DOPS fossem liberados pela Polícia Federal, passando para o Arquivo do Estado de São Paulo, lembrando a importância dessas informações para as investigações da UNICAMP.

Artigo de jornal
Artigos sem fonte e data: "Justiça militar liberta estudante por falta de provas" e "Terrorista morto no cerco ao aparelho". O documento, do arquivo do DOPS, noticia o interrogatório do estudante preso Newton de Leão Duarte, sob acusação de ter assaltado os bancos Boa Vista (na Rua Uruguai) e Crédito Territorial (em São Cristóvão), juntamente com os estudantes Frederico Eduardo Mayr e Flávio Carvalho Molina, entre outros. Em São Paulo, a Justiça Militar julgou improcedente a denúncia contra os sargentos acusados de ligações com o ex-capitão Carlos Lamarca: pertencendo à mesma unidade em que este servia, os sargentos deixaram de comunicar a seus superiores o trabalho de proselitismo de Lamarca na corporação. Também em São Paulo, informa sobre a morte de Antônio Raymundo Lucena em Atibaia, após tiroteio travado com a polícia em sua casa, a qual constatou-se ser um "aparelho". Posteriormente, na mesma cidade, foi preso um indivíduo que disse chamar-se Antônio Carlos Malatesta, que alguns desconfiaram tratar-se de Carlos Lamarca.

Artigo de jornal
Chega a Rio Preto o corpo do ex-militante político. A Notícia, São José do Rio Preto, 12 ago. 1991. Restos mortais de vítima da repressão chegam a Votuporanga depois de 20 anos. Diário da Região, São José do Rio Preto, 13 ago. 1991, p. 1 e 3. Votuporanga, descanso ao guerrilheiro - Dênis Casemiro será sepultado hoje. A Notícia, São José do Rio Preto, 13 ago. 1991, p. A-3. Família de desaparecido quer indenização. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 ago. 1991, p. 8. (Caderno SP Norte). Ossada de Dênis Casemiro é sepultada no cemitério local. Diário de Votuporanga, Votuporanga, 14 ago 1991. Ossada de Dênis Casemiro será sepultada hoje. Diário de Votuporanga, Votuporanga, 13 ago. 1991. Culto à vítima do Regime Militar. A Cidade, Votuporanga, 13 ago. 1991. Legislativo suspende Ordem do Dia para culto a Dênis Casemiro. A Cidade, Votuporanga, 14 ago. 1991. Dênis é enterrado com honras de herói em Votuporanga, Diário da Região, São José do Rio Preto, 14 ago. 1991. Família só soube das atividades de Casemiro no último contato. A Cidade, Votuporanga, 15 ago. 1991, p. 3. A ossada de Dênis Casemiro foi enterrada em Votuporanga, SP, em meio a várias homenagens. O presidente da Câmara Municipal de Votuporanga, SP, suspendeu os trabalhos do dia, permitindo que os ossos de Dênis Casemiro fossem visitados publicamente. Houve atraso, pois a companhia aérea TAM negou-se a transportar o corpo, que teve de ir de carro. Dênis foi fuzilado pelo delegado Sérgio Fleury em 18/05/71, após um mês de torturas no DOPS/SP, e enterrado como indigente com dados físicos alterados na vala clandestina do cemitério de Perus, em São Paulo, SP. Acredita-se que mais presos políticos estejam enterrados na vala: Dimas Casemiro, irmão de Dênis, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, Grenaldo Jesus da Silva e Francisco José de Oliveira. Fabiano César Casemiro, sobrinho de Dênis vai pedir indenização ao Estado pela morte de seu tio.

Artigo de jornal
Artigo intitulado Dênis Casemiro, sem fonte e data. Dênis era militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi preso no sul do Pará, em 04/71, trazido para São Paulo e torturado por um mês, até ser fuzilado pelo delegado Sérgio Fleury, que relatou como Dênis chorava, implorando para não morrer. A versão oficial publicada foi de que Denis, ao ser preso, tentou fugir com a arma de um policial, morrendo em tiroteio com as forças da repressão. No entanto, seu corpo teria sido encontrado no pátio do IML/SP. O laudo necroscópico apenas descreve os tiros, sem mencionar as marcas de tortura. Dênis foi enterrado em uma vala comum no cemitério de Perus, em São Paulo, SP, com seus dados alterados. Também estão lá enterrados e esperando identificação seu irmão Dimas Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Grenaldo Jesus Silva e Francisco José de Oliveira.

Artigo de jornal
Uma sepultura definitiva. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, (sem data). Trata do sepultamento dos restos mortais de Frederico e das verdadeiras causas de sua morte.

Artigo de jornal
Desaparecido político é enterrado no Rio. (Sem fonte), 30 jun. 1992. Trata do sepultamento dos restos mortais de Frederico e das verdadeiras causas de sua morte.

Artigo de jornal
Artigo sem fonte e data intitulado "Ossada de militante morto na Revolução é enterrada" (provavelmente de 1992). A ossada de Helber somente pôde ser enterrada pelos familiares e amigos 19 anos após sua morte. Morto sob tortura no DOI-CODI/SP, em 1973, Helber teve seus restos mortais localizados em uma vala clandestina no Cemitério de Perus, na mesma época em que os restos mortais de Emmanuel Bezerra dos Santos e Frederico Eduardo Mayr foram também localizados. A ossada encontrada foi identificada pela equipe da UNICAMP. O cortejo da chegada dos restos mortais do Aeroporto da Pampulha até a Praça Sete foi acompanhado por familiares, amigos, políticos e representantes de várias organizações de Direitos Humanos que se manifestaram contra os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura. A família enterrou os restos mortais de Helber em Mariana. O artigo informa que os restos de Helber foram encontrados no mesmo cemitério que Emmanuel e Frederico. De fato, os restos mortais de Emmanuel foram localizados no Cemitério do Campo Grande e os de Helber e Frederico no Cemitério de Perus.

Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Artigo de jornal
Diário Catarinense, Florianópolis, 13 dez. 1992. "Violência marcou vida de famílias", "Marcas das torturas reavivam a memória", "SC carrega oito cruzes". O primeiro artigo informa como foi o desaparecimento de Lucindo Costa. O segundo traz o depoimento de Derlei Catarina de Luca sobre sua participação na luta contra a ditadura e o último traz o nome de oito vítimas da ditadura que eram do estado de Santa Catarina: João Batista Rita, Arno Preis, Frederico Eduardo Mayr, Paulo Stuart Wright, Lucindo Costa, Luis Eurico Tejera Lisbôa, Rui Pfutzenreuter e Vânio José de Matos.

Foto
Foto de rosto, em preto e branco.

Foto
Foto do corpo numerada, encontrada no DOPS/SP.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS intitulado "Relação de aparelhos estourados nos meados de julho de 1971 a fevereiro de 1972". Entre outros, cita os aparelhos do MOLIPO pertencentes a Aylton Adalberto Mortati, na Rua Cervantes, Vila Prudente, Francisco José de Oliveira, na Rua Capote Valente, Flávio Carvalho Molina, na Rua Gonçalves Dias, Eduardo Antônio da Fonseca, na Praça Laurindo de Brito, e Frederico Eduardo Mayr, na Rua Arujá, em São Paulo, SP.

Relatório
Documento da UNICAMP de 1992 com laudo de identificação das ossadas de Frederico. Com descrição dos procedimentos para a exumação, os dados fornecidos pelos familiares, estudo comparativo dos dados fornecidos pelos familiares com as ossadas e fotografias de todo o processo de retirada da ossada do cemitério e o exame para a identificação.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, Brasília, 18/01/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Referente ao requerimento de Gertrud Mayr, mãe de Frederico Mayr, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Frederico e a conclusão de Suzana favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Depoimento de Gertrud Mayr, mãe de Frederico, de 25/09/90, à Comissão Justiça e Paz de São Paulo. Declara que tomou conhecimento de que seu filho poderia ter sido preso e morto em 1973, que após ter sido julgado em 1969 ele entrou na clandestinidade e pediu que a família trancasse sua matrícula na faculdade e depois disso nunca mais entrou em contato com a mesma. Somente em 1979, após a publicação da Lei de Anistia, viu o nome de seu filho em listas dos comitês brasileiros pela Anistia, algumas vezes como morto e outras como desaparecido. Membros do Comitê Brasileiro pela Anistia ficaram sabendo de processos onde o nome de Frederico era citado como preso, morto e enterrado sob o nome falso de Eugênio Magalhães Sardinha no cemitério de Perus, São Paulo, mas que não conseguiu localizar seu corpo, porém tem esperança de localizá-lo depois da descoberta da vala comum no cemitério de Perus.

Folheto
Texto elaborado pela Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos, com foto de rosto. Trata da verdadeira versão da morte de Frederico e traz uma biografia elaborada por Gertrud Mayr, sua mãe.

Folheto
Cópia de folheto elaborado por Derlei De Lucca, coordenadora do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos de Santa Catarina, em 06/95. Apresenta breve relato sobre Frederico. Era militante do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), foi preso em 23/02/72 pelo DOI-CODI, torturado, vindo a falecer em 25/02/72.

Ficha pessoal
Documento do DOI-CODI, sem data, com fotos de rosto, impressões digitais e foto do corpo. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Ficha pessoal
Documento do IML, de 08/03/72, com dados da morte. Documento em nome de Eugênio Magalhães Sardinha.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), sem data. Traz alguns dados pessoais. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Ficha pessoal
Coletânea de fichas em nome de Eugênio Magalhães Sardinha, nome falso de Frederico, sem data, localizada no arquivo do DOPS. Traz os códigos das pastas em que estão os documentos citados nas fichas.

Documento pessoal
Cédulas de identidade, uma em nome de Eduardo Silva Braga e outra em nome de Eugênio Magalhães Sardinha.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 07/03/72, realizado por Isaac Abramovitc e Walter Sayeg, em nome de Eugênio Magalhães Sardinha.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, em São Paulo, SP, de 07/07/92.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil do Jardim América, em São Paulo, SP, de 28/02/72. Foi emitido em nome de Eugênio Magalhães Sardinha. O verdadeiro nome está anotado à mão. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS, em 24/02/72, em nome de Eugênio Magalhães Sardinha, indicando morte em decorrência de ferimentos obtidos em tiroteio com a polícia. Uma das cópias apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de pessoa considerada terrorista e outra apresenta carimbo do DOPS.

Ofício
Documento da Polícia Civil de São Paulo, de 03/07/92, autorizando o translado dos restos mortais de Frederico, do Cemitério de Perus, SP, para o Rio de Janeiro.

Produção artística
Desenho de Molina feito por seu amigo e companheiro, Frederico Mayr, em março de 1967, também assassinado pela ditadura.

Evento/ Homenagem
Homenagem do Grupo de Estudos e Integração Universidade/Sociedade (GEIUS)/USP, Núcleo de Estudos da Violência/USP, União de Mulheres de São Paulo, Gabinete do Vereador César Caligiuri Filho, da Câmara Municipal de São Paulo, aos mortos políticos cujos corpos foram encontrados no Cemitério de Perus, em São Paulo, SP.

Evento/ Homenagem
Convite para a inauguração dos viadutos do Complexo João Dias em São Paulo, em 19/09/92, cujos nomes fazem homenagem a três mortos políticos: Honestino M. Guimarães, Sônia Moraes Angel e Frederico Eduardo Mayr.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Avaliação de laudos de corpo delito
Observações de médicos legistas, da segunda metade da década de 90, sobre o laudo de necrópsia de Frederico Eduardo Mayr. Para o doutor Antenor Chicarino, o laudo é sucinto, não descreve as características das lesões, nem as trajetórias dos projéteis. Também não descreve a mancha roxa na face, vista na fotografia. O doutor Dolmevil comenta que o laudo não descreve os orifícios de entrada dos projéteis nem as distâncias dos disparos. Cita três projéteis que penetraram no tórax, mas só descreve a trajetória de dois. Chama a atenção o fato de estar na rua Pero Correa vestindo apenas cueca. Estranho que, com ferimentos nos pulmões direito e esquerdo, não apresente sinais de sangue no nariz e na boca. A escoriação na fossa nasal não é descrita no laudo.

Carta
Documento de Agathe K. Christ, membro do Action of Chistians for the Abolition of Torture (ACAT) para o então presidente Fernando Collor de Mello solicitando atitudes a respeito da investigação de desaparecimento de pessoas no Rio de Janeiro em ato violento, em 28/07/90, e da exumação das ossadas de Flávio Molina e Frederico Mayr encontradas em uma vala comum no cemitério de Perus, em São Paulo.

Carta
Carta do Grupo Tortura Nunca Mais para a então prefeita do município de São Paulo, Luíza Erundina, em 18/10/90. Encaminhando a denúncia sobre o cemitério de Perus, que a Organização Mundial Contra a Tortura estava remetendo a entidades de Direitos Humanos. Em anexo há o documento da Organização Contra a Tortura, informando sobre o desaparecimento de dez pessoas, vítimas da violência no Rio de Janeiro em 28/07/90, e sobre a identificação das ossadas de Flávio Molina e Frederico Mayr, encontradas no cemitério de Perus em São Paulo. O documento informa que, segundo o Grupo Tortura Nunca Mais, o reconhecimento das ossadas corre risco de ser suspenso pelas autoridades. Além disso, o documento solicita o envio de pedidos para autoridades brasileiras no sentido de se descobrir o paradeiro das pessoas desaparecidas no Rio de Janeiro e na devida exumação e identificação das ossadas encontradas em São Paulo.

Requerimento
Documento de 10/81. Carlos Henrique Mayr, pai de Frederico, requer que o Cartório do Registro Civil do 20º Subdistrito - Jardim América, São Paulo, faça constar o nome da vítima ao corpo enterrado com o nome de Eugênio Magalhães Sardinha, no cemitério Dom Bosco, Perus, São Paulo. O documento está incompleto.


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