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Antônio Benetazzo
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Antônio Benetazzo
Cidade:
(onde nasceu)
Verona
País:
(onde nasceu)
Itália
Data:
(de nascimento)
1/11/1941
Atividade: Professor
UniversidadeUniversidade de São Paulo USP
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Paulo, Aderval Teodoro de Andrade, Lothar Joachim Dressler, Alberto Ferreira
Prisão: 28/10/1972
São Paulo SP Brasil
Morto ou Desaparecido:
Morto
30/10/1972
São Paulo SP Brasil
R. João Boemer, Bairro do Brás
Segundo a versão oficial.
Clandestinidade
Morto
30/10/1972
São Paulo SP Brasil
DOI-CODI/SP
Segundo depoimento de testemunhas.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Isaac Abramovitch, Orlando Brandão
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Foto
Foto do corpo numerada e impressões digitais, com carimbo do DOPS/SP.

Foto
Foto original e preto e branco de busto

Foto
Fotos originais e preto branco do corpo.

Relatório
Relatório do Serviço de Informação do DOPS, de 09/04/73. Traz informações sobre o depoimento de Rubens Carlos Costa, que alugava um quarto para Antônio Benetazzo e João Carlos Cavalcanti, sobre como se deu a prisão dos mesmos e a morte de Antônio.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Parte de documento da Delegacia Especializada de Ordem Social, (sem data), com alguns dados pessoais de Antônio. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95. Referente ao requerimento de Nordana e Italia Maria Benetazzo, para o reconhecimento das morte e inclusão de seu nomes nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte. Documento manuscrito.

Folheto
Panfleto revolucionário intitulado “Heróis do Povo Brasileiro”, sobre a militância e a morte de Antônio Benetazzo, João Carlos Cavalcanti e Aurora Maria Nascimento.

Ficha pessoal
Documento do DOPS, de 04/02/72, informando que Antônio participou de um curso de sabotagem em Cuba, pertencia ao Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), pertencia ao "Grupo da Ilha" ou "Grupo dos 28" da Ação Libertadora Nacional (ALN), morreu em decorrência de um atropelamento, quando fugia de uma perseguição feita por agentes dos órgãos de repressão, em 01/11/72.

Ficha pessoal
Ficha pessoal do IML, de 09/11/72, com dados do óbito.

Documento pessoal
Conjunto de documentos pessoais falsificados utilizados por Antônio, aprendidos pelo DOPS.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 06/11/72, realizado por Isaac Abramovitc e Orlando J. B. Brandão.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório do Registro Civil de Pinheiros, em São Paulo, SP, de 01/11/72.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, de 30/10/72, indicando morte em decorrência de ter-se atirado embaixo de um veículo. Uma das cópias apresenta a letra "T" manuscrita, por tratar-se de indivíduo considerado terrorista.

Impressões digitais
Documento do Serviço de Identificação de São Paulo, sem data, com impressões digitais. O documento tem carimbo do DOPS.

Ofício
Documento do DOPS, sem data. Traz informações sobre a morte de Antônio Benetazzo, João Carlos Cavalcanti e Natanael de Moura Girardi, integrantes do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO). O documento apresenta carimbo do DOPS.

Ofício
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Social ao Serviço de Informação do DOPS, de 12/03/73. Informa que Antônio falsificava documentos. O documento tem carimbo do DOPS.

Ofício
Documento do Serviço de Informação do DOPS, de 13/12/71. Informa que Antônio viajou para Paris em 1969.

Ofício
Documento do II Exército (sem data). Traz alguns dados pessoais de Antônio e a data de sua prisão como membro do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO).

Depoimento
Biografia sobre Ruy Berbert, vulgo Joaquim, escrita em 26/03/92, por Ana Corbisier. Conta como foi a vida de Ruy em Cuba junto a alguns militantes brasileiros como Maria Augusta Thomaz, Aylton Adalberto Mortati, Arno Preis, Lauriberto Reyes, Antônio Benetazzo, João Leonardo da Silva Rocha, Boanerges de Souza Massa e a própria autora. Ficavam em uma casa cedida pelo governo cubano onde pela manhã faziam exercícios físicos e à tarde estudavam. Visitavam a cidade, freqüentavam a praia, sempre pensando na preparação para voltar ao Brasil. Acabaram por formar o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), nascido dos questionamentos em relação à Ação Libertadora Nacional (ALN). Há a carta datilografada e o original manuscrito.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Avaliação de laudos de corpo delito
Observações de médicos legistas, da segunda metade da década de 90, sobre o laudo de necrópsia de Antônio Benetazzo. O doutor Antenor Chicarino tem a impressão de que o laudo foi feito por um leigo, pois não usa nomenclatura técnica adequada. Não descreve o ferimento externo ou lesão que certamente existiria na região da fratura da abóbada craniana. Menciona como causa mortis choque traumático por politraumatismo, mas a descrição indica traumatismo crânio-encefálico. O doutor Dolmevil afirma que as fraturas do lado direito do crânio teriam, necessariamente, que deformar a fisionomia da vítima, o que não foi registrado. Para produzir estas lesões cranianas sem afetar o rosto, o pescoço e o tronco, as mesmas teriam que ser produzidas perpendicularmente no lado direito do crânio, o que não condiz com a versão sobre atropelamento. Se o esmagamento do crânio se deu como resultado da compressão pelos pneus do veículo contra o solo, por que não foram detectados marcas de borracha no corpo? Não faz referência a estragos ou sujeira nas roupas. Examinando as fotos, não foi constatada nenhuma escoriação no rosto, o laudo não descreve o hematoma na região superior da pálpebra direita, nem o inchaço do lado direito da mandíbula, resultantes do ferimento a bala existente e fotografada em detalhe na orelha direita. Isto sugere que não se trata de atropelamento e sim de ferimento por arma de fogo disparada encostada ao crânio.


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