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Morto e desaparecido
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José Milton Barbosa
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: José Milton Barbosa
Cidade:
(onde nasceu)
Bonito
Estado:
(onde nasceu)
PE
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
22/10/1939
Atividade: Militar e estudante universitário
UniversidadeUniversidade Estadual do Rio de Janeiro UERJ
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Movimento Revolucionário 8 de Outubro MR-8
Brasil
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário PCBR
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Cláudio, Castro, Alexandre Rodrigues de Miranda, Rui, Hélio José da Silva
Morto ou Desaparecido:
Morto
5/12/1971
São Paulo SP Brasil
Rua Tácito de Almeida com Cardoso de Almeida, Sumaré
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Antônio Dácio Franco do Amaral, José Henrique da Fonseca
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Quem é quem nos novos cartazes do terror. Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo, São Paulo, (sem data), p. 14. Trata dos cartazes que foram distribuídos pela polícia com a foto de cinqüenta e duas pessoas procuradas por ações políticas. Os órgãos de segurança acreditavam que os movimentos subversivos passavam por uma crise que os levaria à extinção. O artigo traz a lista das organizações de esquerda mais atuantes, além de um rápido comentário sobre cada um dos procurados. Entre eles estão: Hiroaki Torigoi, Iuri Xavier Pereira, Gastone Lúcia Carvalho Beltrão, Alex de Paula Xavier Pereira, Onofre Pinto, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Stuart Edgard Angel Jones, Antônio Sérgio de Matos, Walter Ribeiro Novaes, Getúlio d'Oliveira Cabral, Sérgio Landulfo Furtado, Carmem Jacomini, José Milton Barbosa.

Foto
Documento do arquivo do DOPS com fotos de rosto, pouco definidas, de diversos militantes, como Gerson Theodoro da Silva (supostamente Gerson Theodoro de Oliveira), Eduardo Leite, José Milton Barbosa, entre outros.

Foto
Foto originais e preto e branco de rosto.

Foto
Fotos de vários ângulos de rosto do cadáver, encontradas no DOPS/SP.

Relatório
Informação confidencial do Exército, Rio de Janeiro, de 03/02/72, para vários órgãos de segurança sobre a Ação Libertadora Nacional (ALN). Traz o resumo de depoimentos, que segundo a polícia teriam sido prestados por Hélcio Pereira Fortes, morto em São Paulo ao tentar fugir em um "ponto". São citados: Hélcio Pereira Fortes, Arnaldo Cardoso Rocha, Sérgio Landulfo Furtado, Antônio Sérgio de Mattos, Mário de Souza Prata, Marcos Nonato da Fonseca, Paulo de Tarso Celestino da Silva, Aurora Maria do Nascimento, Ísis Dias de Oliveira, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Alex e Iuri Xavier Pereira, José Miltom Barbosa, Aldo de Sá Brito, Getúlio d'Oliveira Cabral e James Allen Luz. Há ainda informações sobre vários militantes como Josephina Vargas Hernandes, mulher de Luiz Almeida Araújo, que estaria grávida, morando na Guanabara.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de José Milton Barbosa, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 03/05/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, do Paraná, de 17/11/76. Com dados pessoais e características físicas. Cita que José era 3º Sargento do Exército, suas condenações à prisão pelo Exército e notícia do Jornal do Brasil, publicado no Rio de Janeiro, de 03/78 sobre seu falecimento a 05/12/71, no Rio de Janeiro, em combate.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 04/12/70, com dados pessoais. Cita que José era 3º Sargento do Exército que, apesar de desertor, anda fardado e armado, é militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e está com mandado de prisão (06/71).

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), sem data, com dados pessoais e a informação de que o ex-sargento José Milton é desertor e se encontra em São Paulo.

Ficha pessoal
Ficha com dados pessoais para antropologia forense na UNICAMP e IML (Campinas), preenchida por ex-companheira para identificação das ossadas.

Documento pessoal
Cópias frente e verso de vários documentos de identificação de José Milton Barbosa. Com cópia do título de eleitor de Suely Nunes (que acompanhava José Milton quando veio a falecer). Possui o carimbo do arquivo do DOPS .

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 15/12/71 com o nome falso de Hélio José da Silva, e realizado por Antônio Dácio Franco do Amaral e José Henrique da Fonseca.

Certidão de óbito
Documento do Cartório de Registro Civil do Jardim América, São Paulo, SP, de 12/71, com o nome falso de Hélio José da Silva, pouco legível. No verso consta carimbo da Delegacia Especializada de Ordem Social, de 03/02/72, informando que o documento encontra-se neste órgão na Pasta de Terrorismo. Em anexo, certidão de óbito original do mesmo cartório, de 24/08/72, também com o nome falso de Hélio José da Silva.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP em 05/12/71, em nome de Hélio José da Silva. Apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo considerado terrorista.

Pedido de busca
Documento do Exército em São Paulo para difusão em vários órgãos de repressão, de 25/03/71, fornecendo dados de caracterização física de José Milton Barbosa e informando que este era 3º Sargento do Exército, desertou em 1969 e é militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). Solicita as informações de localização e prisão, além de qualquer outro dado julgado útil. A cópia encontra-se danificada na parte inferior, na qual segue uma foto de rosto pela metade.

Impressões digitais
Documento do Serviço de Identificação de São Paulo.

Ofício
Documento encaminhado pelo Ministério da Aeronáutica a diversos órgãos da repressão, em 27/08/70 e 06/10/70. Consta que Eduardo Leite teria comandado a ação de seqüestro do Embaixador da Alemanha, Von Holleben. No termo de declarações, datado de 24/08/70, no Rio de Janeiro, Guanabara, de Eduardo Leite, preso pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), este teria contado sua trajetória por organizações de esquerda e as suas funções na Ação Libertadora Nacional (ALN). Segundo as palavras do documento, devido às quedas da maioria da cúpula da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), chegaram à conclusão de que deveriam organizar uma ação de seqüestro de um embaixador com fins de libertar algumas pessoas mais importantes da VPR e incluir algumas da ALN. Em função disto, teria conhecido militantes da VPR como Gerson Theodoro da Silva (provavelmente refere-se a Gerson Theodoro de Oliveira) e José Milton Barbosa, ambos tendo participado da ação. Descreve a ação que contou com nove ativistas que abordaram o Embaixador no carro em que era conduzido. Cita que teria recebido uma lista com 39 nomes elaborada em reunião havida em São Paulo, com a participação de Carlos Lamarca e Joaquim Câmara Ferreira, da qual teria tirado um nome e inserido dois outros. Informa também que teria preparado mensagens em código que foram transmitidas pela Rádio Eldorado, em São Paulo e pela Rádio Nacional, no Rio.

Ofício
Documento da Auditoria do Exército do Poder Judiciário ao DOPS, de 22/06/72, solicitando os atestados de óbito de Ana Maria Nacinovic Corrêa, José Milton Barbosa e Yuri Xavier Pereira.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Carta
Carta manuscrita de Linda Tayah de Melo, companheira de José Milton Barbosa e mãe de seu filho, a Maria Amélia de Almeida Teles, sem data. Linda conta dos lugares onde esteve presa em São Paulo (Tiradentes e Hipódromo) e Rio de Janeiro (São Judas Tadeu), de onde saiu em 03/74. Está tentando solicitar os restos mortais de José Milton e não o fez antes por não saber se tinha direito por não ter sido casada legalmente com ele. Também confessa não ter legalizado a paternidade de seu filho com medo de represálias, por ter ele nascido praticamente dentro da Operação Bandeirantes (OBAN) (de fato, saiu apenas para ir ao Hospital das Clínicas e então voltou ao Tiradentes). Conta o quanto se orgulha de ter convivido com José Milton e de ter tido um filho com ele, descrevendo sua morte quando se colocou na frente dela para que não a metralhassem. Sabia que se fosse preso, não o poupariam pois era ex-militar da rádio-telefonia do Exército. Confirma a versão oficial sobre o tiro no peito de José e comunica o envio de alguns documentos e de vários dados sobre a vida de José Milton.


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