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Morto e desaparecido
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Francisco José de Oliveira
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Francisco José de Oliveira
Cidade:
(onde nasceu)
Cabrália Paulista
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
22/2/1943
Atividade: Estudante universitário
UniversidadeUniversidade de São Paulo USP
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Amaro, Floro Frisch, Dario Marcondes
Morto ou Desaparecido:
Morto
4/11/1971
São Paulo SP Brasil
R. Turiassú, Pompéia
Segundo companheiros.
Clandestinidade
Morto
5/11/1971
São Paulo SP Brasil
Segundo os Relatórios dos Ministérios da Aeronáutica e da Marinha.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Antônio Vilela , Osvaldo Pinheiro do Amaral
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
José Henrique da Fonseca, Luiz Alves Ferreira, Mário Nelson Matte
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Legistas identificam ossadas de militantes. Diário Popular, São Paulo, 10 jul. 1991. p. 3. Artigo sobre a identificação de algumas ossadas encontradas no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo, SP, pela equipe chefiada pelo legista Fortunato Badan Palhares, da Universidade de Campinas (UNICAMP). Foram identificados os desaparecidos Dênis Casemiro, Antônio Carlos Bicalho Lana e Sônia Maria Lopes de Moraes. Houve uma cerimônia na qual participaram a prefeita Luíza Erundina e o secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, entre outras autoridades. Segundo o delegado Jair Cesário da Silva, que conduz o inquérito sobre a vala comum em Perus, esses fatos são novos e podem levar à responsabilização criminal dos envolvidos nos crimes políticos da ditadura. A família de Sônia pretende processar a União, lembrando que os torturadores continuam impunes. Em Perus podem estar também as ossadas de Dimas Antonio Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Francisco José de Oliveira, Frederico Eduardo Mayr e Grenaldo de Jesus Silva. Para isso, as ossadas foram divididas em cinco grupos, conforme as condições de identificação, e a UNICAMP está solicitando verbas para a compra de equipamento para a realização de exames de DNA. As informações dadas pelas famílias dos desaparecidos foram fundamentais para a identificação das ossadas, pois seus laudos necroscópicos não descreviam todas as lesões sofridas pelas vítimas. Luíza Erundina voltou a exigir que os arquivos do DOPS fossem liberados pela Polícia Federal, passando para o Arquivo do Estado de São Paulo, lembrando a importância dessas informações para as investigações da UNICAMP.

Artigo de jornal
Chega a Rio Preto o corpo do ex-militante político. A Notícia, São José do Rio Preto, 12 ago. 1991. Restos mortais de vítima da repressão chegam a Votuporanga depois de 20 anos. Diário da Região, São José do Rio Preto, 13 ago. 1991, p. 1 e 3. Votuporanga, descanso ao guerrilheiro - Dênis Casemiro será sepultado hoje. A Notícia, São José do Rio Preto, 13 ago. 1991, p. A-3. Família de desaparecido quer indenização. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 ago. 1991, p. 8. (Caderno SP Norte). Ossada de Dênis Casemiro é sepultada no cemitério local. Diário de Votuporanga, Votuporanga, 14 ago 1991. Ossada de Dênis Casemiro será sepultada hoje. Diário de Votuporanga, Votuporanga, 13 ago. 1991. Culto à vítima do Regime Militar. A Cidade, Votuporanga, 13 ago. 1991. Legislativo suspende Ordem do Dia para culto a Dênis Casemiro. A Cidade, Votuporanga, 14 ago. 1991. Dênis é enterrado com honras de herói em Votuporanga, Diário da Região, São José do Rio Preto, 14 ago. 1991. Família só soube das atividades de Casemiro no último contato. A Cidade, Votuporanga, 15 ago. 1991, p. 3. A ossada de Dênis Casemiro foi enterrada em Votuporanga, SP, em meio a várias homenagens. O presidente da Câmara Municipal de Votuporanga, SP, suspendeu os trabalhos do dia, permitindo que os ossos de Dênis Casemiro fossem visitados publicamente. Houve atraso, pois a companhia aérea TAM negou-se a transportar o corpo, que teve de ir de carro. Dênis foi fuzilado pelo delegado Sérgio Fleury em 18/05/71, após um mês de torturas no DOPS/SP, e enterrado como indigente com dados físicos alterados na vala clandestina do cemitério de Perus, em São Paulo, SP. Acredita-se que mais presos políticos estejam enterrados na vala: Dimas Casemiro, irmão de Dênis, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, Grenaldo Jesus da Silva e Francisco José de Oliveira. Fabiano César Casemiro, sobrinho de Dênis vai pedir indenização ao Estado pela morte de seu tio.

Artigo de jornal
Artigo intitulado Dênis Casemiro, sem fonte e data. Dênis era militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi preso no sul do Pará, em 04/71, trazido para São Paulo e torturado por um mês, até ser fuzilado pelo delegado Sérgio Fleury, que relatou como Dênis chorava, implorando para não morrer. A versão oficial publicada foi de que Denis, ao ser preso, tentou fugir com a arma de um policial, morrendo em tiroteio com as forças da repressão. No entanto, seu corpo teria sido encontrado no pátio do IML/SP. O laudo necroscópico apenas descreve os tiros, sem mencionar as marcas de tortura. Dênis foi enterrado em uma vala comum no cemitério de Perus, em São Paulo, SP, com seus dados alterados. Também estão lá enterrados e esperando identificação seu irmão Dimas Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Grenaldo Jesus Silva e Francisco José de Oliveira.

Foto
Documento do IML, de 05/11/71, com foto do corpo numerada. Indica Francisco como desconhecido.

Foto
Fotos originais e preto e branco de busto de Francisco em várias épocas.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS intitulado "Relação de aparelhos estourados nos meados de julho de 1971 a fevereiro de 1972". Entre outros, cita os aparelhos do MOLIPO pertencentes a Aylton Adalberto Mortati, na Rua Cervantes, Vila Prudente, Francisco José de Oliveira, na Rua Capote Valente, Flávio Carvalho Molina, na Rua Gonçalves Dias, Eduardo Antônio da Fonseca, na Praça Laurindo de Brito, e Frederico Eduardo Mayr, na Rua Arujá, em São Paulo, SP.

Relatório
Documento do Ministério do Exército, de 19/09/77, comunicando "estouro" pelo DOI-CODI de um "aparelho" do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO) na Vila Prudente, São Paulo, SP, onde residiam Aylton Adalberto Mortati, José Roberto Arantes de Almeida e Maria Augusta Thomaz. Cita que, dentre inúmeros materiais e documentos, foi encontrado passaporte adulterado de Flora Frisch para Floro Frisch, utilizado por Francisco José de Oliveira, morto em 05/11/71, em parte de seu trajeto de Cuba para o Brasil. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 18/03/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Referente ao requerimento de Nella Oliveira Menin, irmã de Francisco José de Oliveira, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Francisco e a conclusão de Suzana favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Francisco José de Oliveira, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Declaração prestada à Comissão de Justiça e Paz por Maria Helena Carvalho Molina e Gilberto Carvalho Molina, mãe e irmão de Flávio Carvalho Molina, em 24/09/90. Declaram que Flávio foi preso em São Paulo em 06/11/71 e morto pelos órgãos de segurança no dia seguinte, segundo a versão oficial, informação que vieram a obter apenas em 1978 por meio de integrantes do Comitê Brasileiro pela Anistia. Antes disso, souberam apenas em 08/72, pelos jornais, que Flávio havia sido morto em choque com os órgãos de segurança, juntamente com Hiroaki Torigoi (morto no início de 1972) e José Francisco de Oliveira (talvez Francisco José de Oliveira, morto em 05/11/71), mas a própria Justiça Militar disse à família, naquela época, que "o noticiário era infundado". Citam que posteriormente vieram a conhecer os presos políticos José Carlos Gianini e Natanael de Moura Giraldi que forneceram informações sobre a morte de Flávio. No final de 1981, Gilberto foi ao Cemitério Dom Bosco, em Perus, e encontrou o nome falso de Flávio, Álvaro Lopes Peralta, como tendo sido enterrado em 09/11/71, inumado em 11/05/76 e enterrado novamente, em gleba comum a outros corpos, sendo assim, bastante provável que seus restos mortais ali estejam.

Ficha pessoal
Documento do DOPS, de 04/10/71. Informa que Francisco era membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), freqüentou curso de "sabotagem e terrorismo" em Cuba, foi condenando à prisão e que faleceu em combate em 05/11/78.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), sem data, com alguns dados pessoais. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Ficha pessoal
Questionário da UNICAMP preenchido pelas irmãs de Francisco José de Oliveira com seus dados para auxiliar o trabalho de identificação de ossadas.

Documento pessoal
Cópia do Registro Geral (RG) em nome de Dario Marcondes, que era utilizada por Francisco.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 16/11/71, realizado por Mário Nelson Matte e José Henrique da Fonseca. O corpo foi identificado como sendo de Dario Marcondes. Uma das cópias apresenta carimbo do DOPS.

Certidão de óbito
Documento do Cartório de Registro Civil do Jardim América, São Paulo, SP, de 06/11/71, em nome de Dario Marcondes.

Requisição de exame de cadáver
Documento do IML/SP, de 05/11/71, indicando morte em decorrência de tiroteio com a polícia. O corpo foi identificado como Dario Marcondes. Uma das cópias apresenta carimbo do DOPS e a outra a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de pessoa considerada terrorista.

Impressões digitais
Documento do DOPS, sem data, contendo as impressões digitais e foto numerada do corpo de Francisco José de Oliveira, identificado como Dario Marcondes. As impressões e a foto estão pouco claras.

Impressões digitais
Documento do Serviço de Identificação de São Paulo, sem data, com impressões digitais. As impressões foram identificadas como sendo de Dario Marcondes.

Ofício
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 03/11/72, da Chefia de Investigadores para o Delegado-Chefe, atendendo solicitação de pedido de busca. Informa a morte de Francisco José de Oliveira em "entrevero havido com órgãos de segurança no dia 5 de novembro de 1971, na Rua Turiassu".

Evento/ Homenagem
Homenagem do Grupo de Estudos e Integração Universidade/Sociedade (GEIUS)/USP, Núcleo de Estudos da Violência/USP, União de Mulheres de São Paulo, Gabinete do Vereador César Caligiuri Filho, da Câmara Municipal de São Paulo, aos mortos políticos cujos corpos foram encontrados no Cemitério de Perus, em São Paulo, SP.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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