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Dimas Antônio Casemiro
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Dimas Antônio Casemiro
Cidade:
(onde nasceu)
Votuporanga
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
6/3/1946
Atividade: Impressor gráfico
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento Revolucionário Tiradentes MRT
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Rui, Celso, Rei
Morto ou Desaparecido:
Morto
17/4/1971
São Paulo SP Brasil
em casa, Bairro do Ipiranga
Segundo versão oficial.
Clandestinidade
Morto
19/4/1971
São Paulo SP Brasil
órgão de repressão desconhecido
Segundo relatório enviado à Comissão Especial da Lei 9.140/95.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, João Pagenoto
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Legistas identificam ossadas de militantes. Diário Popular, São Paulo, 10 jul. 1991. p. 3. Artigo sobre a identificação de algumas ossadas encontradas no Cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo, SP, pela equipe chefiada pelo legista Fortunato Badan Palhares, da Universidade de Campinas (UNICAMP). Foram identificados os desaparecidos Dênis Casemiro, Antônio Carlos Bicalho Lana e Sônia Maria Lopes de Moraes. Houve uma cerimônia na qual participaram a prefeita Luíza Erundina e o secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, entre outras autoridades. Segundo o delegado Jair Cesário da Silva, que conduz o inquérito sobre a vala comum em Perus, esses fatos são novos e podem levar à responsabilização criminal dos envolvidos nos crimes políticos da ditadura. A família de Sônia pretende processar a União, lembrando que os torturadores continuam impunes. Em Perus podem estar também as ossadas de Dimas Antonio Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Francisco José de Oliveira, Frederico Eduardo Mayr e Grenaldo de Jesus Silva. Para isso, as ossadas foram divididas em cinco grupos, conforme as condições de identificação, e a UNICAMP está solicitando verbas para a compra de equipamento para a realização de exames de DNA. As informações dadas pelas famílias dos desaparecidos foram fundamentais para a identificação das ossadas, pois seus laudos necroscópicos não descreviam todas as lesões sofridas pelas vítimas. Luíza Erundina voltou a exigir que os arquivos do DOPS fossem liberados pela Polícia Federal, passando para o Arquivo do Estado de São Paulo, lembrando a importância dessas informações para as investigações da UNICAMP.

Artigo de jornal
Chega a Rio Preto o corpo do ex-militante político. A Notícia, São José do Rio Preto, 12 ago. 1991. Restos mortais de vítima da repressão chegam a Votuporanga depois de 20 anos. Diário da Região, São José do Rio Preto, 13 ago. 1991, p. 1 e 3. Votuporanga, descanso ao guerrilheiro - Dênis Casemiro será sepultado hoje. A Notícia, São José do Rio Preto, 13 ago. 1991, p. A-3. Família de desaparecido quer indenização. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 ago. 1991, p. 8. (Caderno SP Norte). Ossada de Dênis Casemiro é sepultada no cemitério local. Diário de Votuporanga, Votuporanga, 14 ago 1991. Ossada de Dênis Casemiro será sepultada hoje. Diário de Votuporanga, Votuporanga, 13 ago. 1991. Culto à vítima do Regime Militar. A Cidade, Votuporanga, 13 ago. 1991. Legislativo suspende Ordem do Dia para culto a Dênis Casemiro. A Cidade, Votuporanga, 14 ago. 1991. Dênis é enterrado com honras de herói em Votuporanga, Diário da Região, São José do Rio Preto, 14 ago. 1991. Família só soube das atividades de Casemiro no último contato. A Cidade, Votuporanga, 15 ago. 1991, p. 3. A ossada de Dênis Casemiro foi enterrada em Votuporanga, SP, em meio a várias homenagens. O presidente da Câmara Municipal de Votuporanga, SP, suspendeu os trabalhos do dia, permitindo que os ossos de Dênis Casemiro fossem visitados publicamente. Houve atraso, pois a companhia aérea TAM negou-se a transportar o corpo, que teve de ir de carro. Dênis foi fuzilado pelo delegado Sérgio Fleury em 18/05/71, após um mês de torturas no DOPS/SP, e enterrado como indigente com dados físicos alterados na vala clandestina do cemitério de Perus, em São Paulo, SP. Acredita-se que mais presos políticos estejam enterrados na vala: Dimas Casemiro, irmão de Dênis, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, Grenaldo Jesus da Silva e Francisco José de Oliveira. Fabiano César Casemiro, sobrinho de Dênis vai pedir indenização ao Estado pela morte de seu tio.

Artigo de jornal
Artigo intitulado Dênis Casemiro, sem fonte e data. Dênis era militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi preso no sul do Pará, em 04/71, trazido para São Paulo e torturado por um mês, até ser fuzilado pelo delegado Sérgio Fleury, que relatou como Dênis chorava, implorando para não morrer. A versão oficial publicada foi de que Denis, ao ser preso, tentou fugir com a arma de um policial, morrendo em tiroteio com as forças da repressão. No entanto, seu corpo teria sido encontrado no pátio do IML/SP. O laudo necroscópico apenas descreve os tiros, sem mencionar as marcas de tortura. Dênis foi enterrado em uma vala comum no cemitério de Perus, em São Paulo, SP, com seus dados alterados. Também estão lá enterrados e esperando identificação seu irmão Dimas Casemiro, Flávio Carvalho Molina, Grenaldo Jesus Silva e Francisco José de Oliveira.

Artigo de jornal
Polícia negou a prisão. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 ago. 1991. (Caderno SP Norte). Os irmãos Dênis e Dimas Casemiro, desapareceram durante o regime militar. A família ficou sabendo da morte de Dimas pela televisão e foi Waldemar Andreu, conhecido da família e que esteve preso com Dênis em São Paulo, que relatou a morte dele para a família. Tentaram obter informações com a polícia, que sempre negava a prisão de Dênis, até que, através de um conhecido dentro da polícia, a família teve acesso à certidão de óbito de Dênis em um cartório de São Paulo.

Artigo de jornal
Barros, Marcelo Faria de. (Sem título). O Globo, Rio de Janeiro, 28 out. 1990. Fabiano César Casemiro, filho de Dimas Casemiro vai entrar na justiça com pedido de indenização pela morte de seu pai, exigindo também o pagamento ou devolução dos móveis e utensílios roubados pelos agentes da repressão, em 17/04/71. Dimas faleceu nesse dia, em tiroteio iniciado por agentes de segurança, quando tentava furar o cerco na rua em que morava, na zona sul de São Paulo, SP. Um mês depois, seu irmão Dênis foi morto pelo DOI-CODI e ambos enterrados na vala clandestina do cemitério de Perus, em São Paulo. A polícia explica que invadiu a casa em busca de materiais subversivos, dinamites, mimeógrafos, cédulas de identidade falsas, chapas de carro frias, armas e munição.

Artigo de jornal
Morto ontem chefe dos assassinos de Boilesen: baleado e morto chefe dos assassinos do industrial. Diário Popular, São Paulo, 18 abr. 1971. Foi morto Dimas Casemiro, acusado, juntamente com Joaquim Alencar Seixas (morto ao resistir à voz de prisão), do assassinato do industrial Henning Albert Boilesen. Dimas resistiu à voz de prisão, iniciando o tiroteio do qual foi vítima. Dimas era gráfico, executando vários trabalhos para as organizações "terroristas". Foi Devanir José de Carvalho quem trouxe Dimas a São Paulo, sendo que antes atuava como líder estudantil em Votuporanga, SP.

Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Foto
Fotos originais do cadáver, encontradas no DOPS/SP.

Foto
Fotos ampliadas e numeradas de rosto.

Relatório
Documento do Serviço Público Federal, sem data, sobre José Maria Ferreira de Araújo. Cita que, em material apreendido no "aparelho" de Dimas Antonio Casemiro, na Água Funda, São Paulo, SP, em 17/04/71, havia relação de nomes em que aparecia o de José Maria. Segundo declaração prestada por outro militante, em 01/78, participou de curso de guerrilha em Cuba. Comenta ainda suas condenações e citações em declarações de outros militantes que o conheceram. Possui os códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 14/05/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Referente ao requerimento de Fabiano Cesar Casemiro, filho de Dimas Antônio Casemiro, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Dimas e o voto de Suzana favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Dimas Antônio Casemiro, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 26/04/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 22/10/70. Informa que Devanir fez curso de guerrilha na China, foi chefe do movimento Ala Vermelha e que foi publicada na imprensa notícia sobre sua morte. Faleceu em tiroteio com a polícia juntamente com Joaquim de Alencar Seixas e com Dimas Antônio Casemiro.

Artigo de revista
Mello, Rodney; Zwetsch, Valdir. A sentença do terror. O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 28 abr. 1971, p. 22-27. O artigo trata do assassinato do industrial dinamarquês Henning Albert Boilesen, atribuído a terroristas, no dia 15/04/71. Entre os acusados estão Joaquim Alencar Seixas, morto em 16/04/71 ao resistir à voz de prisão, e Dimas Antônio Casemiro, morto em 17/04/71 nas mesmas condições de Joaquim. Ele e seus companheiros teriam seguido e o veículo do industrial, e quando este e seu filho tentaram fugir, metralharam Boilesen. Fugiram, deixando folhetos subversivos que explicavam o assassinato como resposta à morte de Devanir José de Carvalho. Nas casas dos dois subversivos foi encontrada enorme quantidade de material "subversivo".

Documento pessoal
Certificado de Reservista de 07/06/66, carteira de identidade e título eleitoral, todos com o carimbo do arquivo do DOPS.

Documento pessoal
Conjunto de documentos pessoais: certidão de nascimento, certidão de casamento com Maria Helena Zanini, certidão de nascimento de Fabiano César Casemiro, filho de Dimas e Maria Helena, e certidão de óbito de Maria Helena.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 20/04/71, realizado por João Pagenoto e Abeylard de Queiroz Orsini. São duas cópias, sendo uma com o carimbo do arquivo do DOPS.

Certidão de óbito
Documento emitido pelo Cartório de Registro Civil do Jabaquara, em São Paulo, SP, em 09/10/87.

Interrogatório
Documentos do DOI-CODI, do II Exército, de 16/04/71. Neles Joaquim Alencar Seixas é interrogado em duas sessões, e, no último, seu filho, Ivan, é interrogado.

Requisição de exame de cadáver
Documento do IML/SP, solicitado pelo DOPS. Indica que Dimas Casemiro faleceu em decorrência dos ferimentos recebidos durante tiroteio com órgãos de segurança. São duas cópias, uma com o carimbo do arquivo do DOPS e outra que apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo considerado terrorista.

Impressões digitais
Documento com impressões digitais pouco visíveis, dados pessoais de Dimas Casemiro e foto do corpo. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Ofício
Documento do II Exército ao diretor do DOPS/SP, em 15/06/71, assinado pelo coronel Flávio Hugo Lima da Rocha. Envia documentação sobre material apreendido com Dimas Casemiro, Joaquim Alencar Seixas e outros indivíduos. Em anexo está Termo de Declarações de 17/04/71, sobre apreensão de material no aparelho subversivo de Joaquim Alencar Seixas e Dimas Casemiro; Auto de Exibição e Apreensão de 19/04/71 sobre material apreendido no aparelho "subversivo" de Dimas, Joaquim, Antônio Telles de Menezes e Gilberto Faria Lima; Auto de Exibição e Apreensão de 17/04/71 sobre apreensão de material no aparelho de Joaquim e no de Dimas; Auto de Avaliação de 07/05/71 com avaliação dos materiais apreendidos nos aparelhos de Joaquim e no de Dimas; Auto de Avaliação de 05/05/71 sobre material que teria sido roubado de uma joalheria e se encontrava nos aparelhos de Dimas e de Joaquim; Auto de Entrega de 07/05/71 sobre entrega de material roubado encontrado com Joaquim e Dimas aos seus devidos donos; e Auto de Entrega de 06/05/71 sobre entrega de relógios roubados ao seu dono, que foram apreendidos nos aparelhos de Dimas, Joaquim, Antonio e Gilberto.

Evento/ Homenagem
Homenagem do Grupo de Estudos e Integração Universidade/Sociedade (GEIUS)/USP, Núcleo de Estudos da Violência/USP, União de Mulheres de São Paulo, Gabinete do Vereador César Caligiuri Filho, da Câmara Municipal de São Paulo, aos mortos políticos cujos corpos foram encontrados no Cemitério de Perus, em São Paulo, SP.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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