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Morto e desaparecido
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Devanir José de Carvalho
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Devanir José de Carvalho
Cidade:
(onde nasceu)
Muriaé
Estado:
(onde nasceu)
MG
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
15/7/1943
Atividade: Taxista
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ala Vermelha
Brasil
Movimento Revolucionário Tiradentes MRT
Brasil
Partido Comunista do Brasil PC do B
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Henrique
Prisão: 5/4/1971
São Paulo SP Brasil
R. Cruzeiro, 1111, Bairro Tremembé
27/5/1969
Osasco SP Brasil
Av. Dois, n. 92
Morto ou Desaparecido:
Morto
7/4/1971
São Paulo SP Brasil
DOPS/SP
Segundo depoimentos de presos políticos que encontravam-se detidos no mesmo período.
Clandestinidade
Morto
5/4/1971
São Paulo SP Brasil
Rua do Cruzeiro, Tremembé
Segundo certidão de óbito.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/SP DOPS/SP ou DEOPS/SP SP Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Sérgio Paranhos Fleury
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Abeylard de Queiroz Orsini, João Pagenoto
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Morto ontem chefe dos assassinos de Boilesen: baleado e morto chefe dos assassinos do industrial. Diário Popular, São Paulo, 18 abr. 1971. Foi morto Dimas Casemiro, acusado, juntamente com Joaquim Alencar Seixas (morto ao resistir à voz de prisão), do assassinato do industrial Henning Albert Boilesen. Dimas resistiu à voz de prisão, iniciando o tiroteio do qual foi vítima. Dimas era gráfico, executando vários trabalhos para as organizações "terroristas". Foi Devanir José de Carvalho quem trouxe Dimas a São Paulo, sendo que antes atuava como líder estudantil em Votuporanga, SP.

Artigo de jornal
Quadro publicado em artigo do jornal O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 set. 1990. Traz os nomes, organização a qual pertenciam e data da morte de militantes, cujos corpos foram encontrados na década de 80 no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Entre eles: Luís Eurico Tejera Lisboa, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Joaquim Alencar de Seixas, Antônio Benetazzo, Carlos Nicolau Danielli e Gelson Reicher. Também traz as mesmas informações de militantes, cujos corpos podem estar nesse cemitério: Aylton Adalberto Mortati, Hioraki Torigoi, José Roberto Arantes de Almeida, Dimas Antônio Casemiro, Denis Casemiro, Devanir José de Carvalho, Frederico Eduardo Mayr, Flávio Carvalho Molina, José Roman, Honestino Monteiro Guimarães e Virgílio Gomes da Silva.

Foto
Foto original de rosto, preto e branco. Possui cópia com carimbo do DOPS.

Relatório
Relatório do Serviço de Informações do DOPS, confidencial, sobre Aderval Alves Coqueiro. Cita o depoimento do dono do imóvel em que morava Daniel José de Carvalho (02/06/69), que diz ter conhecido pessoas que freqüentavam a casa, entre eles Haroldo que, depois veio a saber, tratava-se de Aderval; cita declaração do próprio Aderval (14/10/69), em que conta sua passagem por São Bernardo do Campo e Diadema, depois vindo para São Paulo morar com Daniel José de Carvalho (em casa alocada em nome de seu irmão Devanir José de Carvalho), até seu ingresso na organização Ala Vermelha e participação em diversas ações; menciona que o nome de Aderval consta em lista de pessoas banidas do território nacional, publicada no Diário Oficial de 15/06/70 e que, em 16/07/70, enviou carta de Argel aos seus companheiros no Presídio Tiradentes. O documento apresenta declarações de outras pessoas e resumo de documentos dos órgãos de repressão sobre Aderval, de 1969 a 1976. Há três cópias, sendo que duas possuem o código da pasta de onde foi retirada a informação após cada parágrafo, e uma delas, datada de 15/06/70, apresenta os mesmos dados apenas até 05/70, finalizando com a informação de que se trata de documento enviado a pedido de chefia.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 05/04/71. Informa que Devanir foi preso em 27/05/69, participou de atentado contra a empresa de ônibus Jurema, participou de assaltos a bancos, pertencia à Ala Vermelha, foi um dos fundadores da Resistência Nacional Democrática Popular, criou e coordenou a organização Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e participou do seqüestro do Cônsul Geral do Japão e do Cônsul da Alemanha. O documento apresenta o código das pastas de onde as informações foram retiradas.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, sem data. Traz informações de várias ações "terroristas cujos autores são desconhecidos. Informa que Devanir travou tiroteio com policiais, em 05/04/71, sendo gravemente ferido e vindo a falecer. O documento está incompleto.

Relatório
Documento do DOPS, de 16/12/69. Informa que foi publicado na imprensa a notícia da prisão preventiva de 16 "terroristas", membros da Ala Vermelha, liderada pelos irmãos Joel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho e Derly José de Carvalho.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, Brasília, 29/02/96. Relator: deputado Nilmário Miranda. Referente ao requerimento de Pedrina José de Carvalho, mulher de Devanir José de Carvalho, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Devanir e o voto do deputado favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Devanir José de Carvalho, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 22/10/70. Informa que Devanir fez curso de guerrilha na China, foi chefe do movimento Ala Vermelha e que foi publicada na imprensa notícia sobre sua morte. Faleceu em tiroteio com a polícia juntamente com Joaquim de Alencar Seixas e com Dimas Antônio Casemiro.

Artigo de revista
Mello, Rodney; Zwetsch, Valdir. A sentença do terror. O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 28 abr. 1971, p. 22-27. O artigo trata do assassinato do industrial dinamarquês Henning Albert Boilesen, atribuído a terroristas, no dia 15/04/71. Entre os acusados estão Joaquim Alencar Seixas, morto em 16/04/71 ao resistir à voz de prisão, e Dimas Antônio Casemiro, morto em 17/04/71 nas mesmas condições de Joaquim. Ele e seus companheiros teriam seguido e o veículo do industrial, e quando este e seu filho tentaram fugir, metralharam Boilesen. Fugiram, deixando folhetos subversivos que explicavam o assassinato como resposta à morte de Devanir José de Carvalho. Nas casas dos dois subversivos foi encontrada enorme quantidade de material "subversivo".

Documento pessoal
Carta de Joel José de Carvalho, de 10/05/71, de Santiago, do Chile, para seu pai Eli José de Carvalho e sua família, em São Paulo. Joel lamenta a morte de Devanir José de Carvalho, solicita que vendam a casa e venham para Santiago e afirma que ele, Jairo, Derly e Daniel José de Carvalho, estão todos juntos em Santiago. A carta está pouco legível; trata-se de cópia do DOPS, e possui anotação manuscrita de que foi enviada por Joel José de Carvalho, do Chile.

Documento pessoal
Parte do Registro Geral (RG) de Pedrina José de Carvalho, esposa de Devanir. Certidão de casamento expedida em 19/11/76. Registro de empregado na Toyota do Brasil S/A . Declaração de afiliado ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Bernardo do Campo e Diadema.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 15/04/71, realizado por João Pagenotto e Abeylard de Queiroz Orsini.

Certidão de óbito
Documentos emitidos pelo Cartório de Registro Civil do Jardim América, São Paulo, SP. O primeiro é de 05/05/71 e os outros dois são de 05/04/71, sendo um com o carimbo do arquivo do DOPS.

Interrogatório
Auto de Qualificação e Interrogatório do DOPS/SP, de 14/10/69, em que Aderval afirma ser operário, tendo trabalhado em São Bernardo do Campo e Diadema, SP. Foi para São Paulo, onde veio a residir na casa de Daniel José de Carvalho com quem havia trabalhado em indústria do ABC, período em que também conheceu seu irmão, Devanir José de Carvalho. Os irmãos Daniel e Devanir, entre outros, apresentaram-lhe idéias de esquerda e a organização Ala Vermelha, dissidência do Partido Comunista do Brasil (PC do B), onde ingressou em fins de 1967.

Interrogatório
Documentos do DOI-CODI, do II Exército, de 16/04/71. Neles Joaquim Alencar Seixas é interrogado em duas sessões, e, no último, seu filho, Ivan, é interrogado.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitada pelo DOPS/SP, em 05/04/71, indicando morte em decorrência de tiroteio com a polícia. Uma das cópias apresenta carimbo do DOPS e outra possui a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de elemento considerado terrorista.

Mandado de prisão
Mandado de prisão preventiva, de 16/11/70, do juiz José Paulo Paiva ao Delegado Titular da Divisão de Capturas e Pessoas Desaparecidas, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de São Paulo, de Eduardo Leite, Devanir José de Carvalho e Wilson Conceição Pinto.

Ofício
Documento do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernado do Campo e Diadema, de 27/04/1993. Pedido de Pedrina José de Carvalho, esposa de Devanir, ao Ministro do Trabalho, para que seja concedida ao seu marido a condição de anistiado para efeito de assegurar o benefício da pensão correspondente a aposentadoria excepcional de anistiado.

Ofício
Documento do II Exército ao DEOPS/SP, de 16/10/70, com o fim de apresentar Eduardo Leite (Bacuri), preso no Rio de Janeiro. Informa que, em 1967, Eduardo Leite ingressou na Política Operária (POLOP). Com a fusão da POLOP com o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), originando a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), militou nesta organização até 08/69, quando fundou a Resistência Democrática (REDE), da qual era chefe. Após o desmantelamento da REDE, ocorrido pouco antes deste ofício, "Bacuri" incorporou-se à Ação Libertadora Nacional (ALN). Cita as ações políticas praticadas por Eduardo Leite junto a cada uma das organizações em que atuou, em muitas delas com Devanir José de Carvalho. O documento possui o carimbo do DOPS e está assinado por Carlos Alberto Brilhante Ulstra, chefe do Destacamento de Operações e Informações (DOI).

Ofício
Documento do II Exército a diversos órgãos da repressão, de 27/10/70, encaminhando a grade de presos de 12 e 13/10/70 e os resumos de declarações prestadas no DOI-CODI, as quais seguem em anexo.

Legislação
Comissão Especial de Desaparecidos Políticos. Diário Oficial, Brasília, n. 45, 6 mar. 1996. p. 3711. Apresenta os nomes de pessoas reconhecidas pela Comissão Especial da Lei 9.140/95. Esta lei reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79.

Certidão
Documento da 2ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, de 09/12/1992. Traz o número de alguns processos em que Devanir foi indiciado.

Certidão
Documento da 1ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, de 07/12/1992. Traz o número de alguns Inquéritos Policiais Militares (IPM) em que Devanir foi indiciado.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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