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Carlos Lamarca
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Carlos Lamarca
Cidade:
(onde nasceu)
Rio de Janeiro
Estado:
(onde nasceu)
RJ
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
27/10/1937
Atividade: Militar
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento Revolucionário 8 de Outubro MR-8
Brasil
Vanguarda Popular Revolucionária VPR
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
João, Renato, Cláudio, César, Cid, Cirilo, Ivan de Castro Negliari, Paulista
Morto ou Desaparecido:
Morto
17/9/1971
Fazenda Pintada BA Brasil
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna DOI-CODI Brasil
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Major Cerqueira , Sérgio Paranhos Fleury
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Charles Pittex, José Francisco dos Santos
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Artigos sem fonte e data: "Justiça militar liberta estudante por falta de provas" e "Terrorista morto no cerco ao aparelho". O documento, do arquivo do DOPS, noticia o interrogatório do estudante preso Newton de Leão Duarte, sob acusação de ter assaltado os bancos Boa Vista (na Rua Uruguai) e Crédito Territorial (em São Cristóvão), juntamente com os estudantes Frederico Eduardo Mayr e Flávio Carvalho Molina, entre outros. Em São Paulo, a Justiça Militar julgou improcedente a denúncia contra os sargentos acusados de ligações com o ex-capitão Carlos Lamarca: pertencendo à mesma unidade em que este servia, os sargentos deixaram de comunicar a seus superiores o trabalho de proselitismo de Lamarca na corporação. Também em São Paulo, informa sobre a morte de Antônio Raymundo Lucena em Atibaia, após tiroteio travado com a polícia em sua casa, a qual constatou-se ser um "aparelho". Posteriormente, na mesma cidade, foi preso um indivíduo que disse chamar-se Antônio Carlos Malatesta, que alguns desconfiaram tratar-se de Carlos Lamarca.

Artigo de jornal
Os últimos instantes de Carlos Lamarca. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 set. 1992, p. 6. Traz informações sobre o relatório da "Operação Pajussara", que tinha como objetivo capturar o Carlos Lamarca

Artigo de jornal
Folha de S. Paulo, São Paulo, 27 ago. 1979, p. 4-6. "Como a guerrilha, cercada, escapou do Vale do Ribeira", "Depois de 40 dias, o rompimento do cerco". Traz informações sobre um centro de treinamento da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), localizado no Vale do Ribeira, o cerco que foi feito pelas forças armadas para desintegrá-lo e o confronto conseqüente do mesmo.

Artigo de jornal
Documento dá versão sobre fim de Lamarca. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 4 jan. 1995, p. 9. Relata a perseguição do Exército a Lamarca e sua morte.

Artigo de jornal
Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 ago. 1984, p. 6. "Sociólogo cai na real e agora enfrenta posseiros", "Protetor de Lamarca é o vilão mais temido", "Título de propriedade não garante posse". Trata sobre disputa de terras entre posseiros e latifundiários. O latifundiário em questão é o coronel Eddie Castor da Nobreza, que durante a ditadura militar era amigo de Miguel Arraes, governador de Pernambuco e defensor da reforma agrária, e hospedou Carlos Lamarca em sua residência, sendo por isso preso e torturado.

Artigo de jornal
Artigo intitulado "Lamarca levou cofre do Dr. Rui", sem fonte e data, com carimbo do DOPS de 24/09/69. Informa que o capitão Lamarca, em entrevista distribuída às agências internacionais, afirma que sua organização, a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), está com o cofre de Ana Maria Benchimol Capriglione, amante do falecido governador Ademar de Barros e conhecida internacionalmente como Dr. Rui, no qual foram encontrados dois milhões e meio de dólares, em dinheiro. Lamarca esclarece que só se tornou um revolucionário após o golpe de 64. Assume a responsabilidade por 21 "expropriações financeiras" e, em contrapartida, relaciona os nomes de cinco companheiros assassinados pela ditadura, de janeiro a agosto de 1969: João Lucas Alves, Severino Viana Colon, Hamilton Cunha, Carlos Roberto Zanirato e Fernando Borges de Paula Ferreira.

Artigo de jornal
O fracasso e agonia de uma Vanguarda. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 13 abr. 1980. Último capítulo de uma série de depoimentos publicados por este jornal O ex-guerrilheiro Hermes Camargo Batista conta a prisão dos primeiros guerrilheiros da Vanguarda Revolucionária Popular (VPR), a maior organização de guerrilha urbana do país, em 23/01/69. Nos dias seguintes, começaram a ser presos ou mortos os próprios dirigentes da VPR. Inicia contando a deserção do capitão Carlos Lamarca e seu grupo quando não tinham ainda estrutura para suportar a repressão que se seguiria e, mesmo correndo o risco da cisão, pois metade dos militantes era contra o plano. Dezesseis dias depois, a organização estava destruída, com a prisão de seus quatro principais militantes. No entanto, a guerra aberta com o Estado durou até 1973, num processo que incluiu várias cisões da organização. O artigo pertence ao arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Autópsia põe em dúvida suicídio de Iara. Folha de S. Paulo, São Paulo, 2 nov. 1997. Trata do laudo enviado pelo IML de Salvador, BA, à Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos que analisa indenizações a familiares de vítimas do regime militar e contesta versão oficial de que Iara Iavelberg teria se suicidado com um tiro no peito. Da mesma forma, membro desta Comissão diz que foram desmentidas mais de 120 versões de mortes divulgadas pelos militares. O artigo conta a vida e militância de Iara, que viveu com o líder guerrilheiro Lamarca.

Artigo de jornal
O terrorismo ataca o hospital. Jornal da Tarde, São Paulo, 11 dez. 1970. Reportagem sobre assalto ao Banco Itaú que funciona no Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre, RS. A polícia suspeita de alguns "terroristas", já envolvidos em seqüestros e assaltos. Falta continuação da reportagem.

Artigo de jornal
Últimas notícias do terror. Jornal da Tarde, São Paulo, 12 nov. 1969. Comenta entrevista do jornal Gramma do Partido Comunista Cubano prestada por foragidos brasileiros em Cuba, os quais afirmam que pretendem unir as organizações de esquerda. Onofre Pinto diz que existe uma grande identidade entre o grupo de Lamarca e o de Marighella e que estão planejando uma ação libertadora, tendo como fim o socialismo, através de aliança entre operários e camponeses e da prática da guerrilha. No Brasil, o Exército continua prendendo subversivos e estourando "aparelhos" onde encontram vários documentos, principalmente relações das organizações subversivas com nomes e endereços em códigos. Acredita-se que com a morte de Marighella surja uma nova liderança, que os órgãos de segurança apontam como Joaquim Câmara Ferreira. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Artigo de jornal
Identificada ossada do Araguaia. Noptícias (Publicação do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores), São Paulo, sem data. Após cinco anos de perícia na UNICAMP, o legista Fortunato Badan Palhares, com auxílio do dentista Eiji Tanaka e do protético Benedito de Moura, identificou a ossada de Maria Lúcia, considerada a primeira desaparecida do total de 59 guerrilheiros considerados desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Familiares de Carlos Marighella e do Lamarca estão pedindo indenização ao governo, junto à Comissão Especial, com base em novos documentos e depoimentos que comprovam irregularidades na documentação oficial da morte de ambos.

Artigo de jornal
Artigo de autoria da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), de 09/70, sem fonte. Relata como foi a batalha no Vale do Jacupiranga até o Vale do Ribeira. Informa como foi a morte do Tenente Mendes, depois de ser capturado pelos integrantes da VPR, a prisão e tortura de alguns integrantes da organização, a violência das Forças Armadas contra os camponeses da região. Em outro artigo intitulado "Como as lições do Ribeira foram aplicadas no sertão baiano", é relatada a "caçada" das forças do governo a Carlos Lamarca na Bahia e são citadas as ações das mesmas que levaram à captura de Carlos Lamarca. Ambos os artigos estão incompletos.

Artigo de jornal
Barros, Fernando. Lamarca e Sandino viram nome de rua na gestão do PT. Folha da Manhã, Porto Alegre, 24 abr. 1992. Informa que prefeitura de São Paulo homenageou líderes de esquerda dando seus nomes a ruas da cidade. Entre os homenageados estão Carlos Lamarca e Carlos Marighela.

Foto
Foto original e em preto e branco de busto. Acompanha cópias com carimbo do DOPS.

Foto
Foto ampliada e em preto e branco do corpo.

Relatório
Documento do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS/SP, sem data. Traz relação das atividades de Lamarca, foto do mesmo e alguns dados pessoais.

Relatório
Documento da Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, de 22/05/70. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Documento da Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, de 22/05/70. Informa que Carlos Lamarca teria fugido do Exército e iria formar um grupo para derrubar o governo através de guerrilhas. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 06/05/70. Informa que Carlos Lamarca se apoderou de algumas armas do Exército, foi idealizador do atentado contra o II Exército no Ibirapuera, participou de assaltos a banco, era integrante do grupo Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e cita várias notícias sobre o mesmo que foram publicadas na imprensa. O documento traz o código das pastas de onde essas informações foram retiradas.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 11/09/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Referente ao requerimento de Maria Pavan Lamarca, viúva de Carlos Lamarca, representada por seus advogados, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Lamarca e a conclusão de Suzana favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 01/08/96. Relator: general Oswaldo Pereira Gomes. Referente ao requerimento de Maria Pavan Lamarca, viúva de Carlos Lamarca, representada por seus advogados, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Lamarca e o voto do General Oswaldo Pereira contra o deferimento do pedido.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 1996. Relator: Luís Francisco da S. Carvalho Filho. Referente ao requerimento de Maria Pavan Lamarca, viúva de Carlos Lamarca, representada por seus advogados, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Lamarca e a conclusão do relator favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 11/09/96. Relator: Miguel Reale Junior. Referente ao requerimento de Maria Pavan Lamarca, viúva de Carlos Lamarca, representada por seus advogados, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Lamarca e a conclusão de Miguel Reale Jr. favorável ao deferimento do pedido.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 1996. Relator: Paulo Gustavo Gonet Branco. Referente ao requerimento de Maria Pavan Lamarca, viúva de Carlos Lamarca, representada por seus advogados, para o reconhecimento da morte e inclusão de seu nome nos termos da Lei 9.140/95. Traz as circunstâncias da morte de Lamarca e o voto do relator contra o deferimento do pedido. Há, também um adendo e um comentário, onde o relator mantém sua posição.

Relatório
Documento do Serviço Secreto do DOPS, sem data, intitulado "Relação de vulgos conhecidos integrantes da VPR". A lista apresenta 40 codinomes em ordem alfabética, seguidos de respectivos nomes, quando identificados. Dentre eles, constam Onofre Pinto, Eduardo Leite, Carlos Roberto Zanirato, Antônio Raymundo Lucena, Yoshitane Fujimori, Hamilton Fernando da Cunha e Carlos Lamarca.

Relatório
Lista do DOPS contendo 70 itens com nomes de pessoas (muitos se repetem), seguidos de codinomes e condição (preso, liberado, banido ou morto). Dez desses nomes podem ser identificados dentre os mortos e desaparecidos políticos pela ditadura militar: Helenira Rezende de Souza Nazareth, Yoshitane Fujimori, Carlos Lamarca, Eremias Delizoicov, Eduardo Collen Leite, Joaquim Câmara Ferreira, Arno Preis, Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado, Aylton Adalberto Mortati.

Relatório
Parte de informação de 31/12/69. Consta que Joaquim Câmara Ferreira fugiu para Cuba e que foram apreendidas armas e outros materiais roubados do Exército por Carlos Lamarca. Há ainda informações sobre outras pessoas ligados ao movimento de Carlos Marighella.

Relatório
Parte de informativo de 06/12/69. Consta que Joaquim Câmara Ferreira é o nome mais cotado para substituir Carlos Marighella, que foi morto, no comando de sua organização. Há a informação de que Joaquim e Carlos Lamarca estão no Uruguai e que, desde a criação da OBAN, o "terrorismo" caiu cerca de noventa por cento. Em congresso sobre a Segurança Pública, o general Vianna Moog afirmou que a Igreja está abalada, lembrando o envolvimento de alguns membros do clero com elementos subversivos, e diz não saber de nenhum caso de tortura com relação a presos e detidos.

Relatório
Documento do II Exército ao Serviço Secreto, de 03/11/70. Relata a prisão de Joaquim Câmara Ferreira e a análise da documentação apreendida. Joaquim foi preso e tentou reagir, iniciando luta corporal com os policiais. Foi detido para ser interrogado, mas acometido de um ataque cardíaco, foi levado ao hospital, falecendo. Na sua casa foram apreendidas armas e documentos nos quais estavam os planos para ações. Foram também descobertas cartas de outros países, enviadas por militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), sendo possível identificar codinomes de vários subversivos e áreas de treinamento para guerrilha. Entre eles, Antônio Carlos Bicalho Lana, Iuri e Alex Xavier Pereira, Ísis Dias de Oliveira e Carlos Eduardo Pires Fleury. Conclui que Carlos Lamarca esteja na liderança do esquema subversivo internacional e que a ALN está bem estruturada internacionalmente, sendo Cuba o lugar para cursos de guerrilha. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento do DOPS/SP de 10/02/71, com citações do nome de Iara Iavelberg em declarações prestadas por outras pessoas e em outros documentos que indicam que Iara é companheira de Lamarca e pertencente à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Possui uma cópia com códigos da pasta do DOPS de onde foram retiradas as informações para cada parágrafo. Ambas estão com o papel da parte inferior danificado.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS, de 1969, do julgamento de processo do Conselho Permanente de Justiça do Exército. Declara encerrado o processo com relação aos acusados banidos Onofre Pinto e João Leonardo da Silva Rocha, entre outros, e extingüe a punibilidade de Antônio Raymundo Lucena, Arno Preis, Carlos Lamarca, Eduardo Leite, José Raimundo da Costa, Joaquim Câmara Ferreira, entre outros.

Relatório
Documento da Divisão de Informações do DOPS/SP, sobre Onofre Pinto. Consta que Onofre foi indiciado por assalto ao Quartel de Quitaúna, em 05/09/64, e teve seus direitos políticos cassados e sua prisão preventiva declarada em 1964 e em 1965. Em 30/12/67, com Antônio Raymundo de Lucena e outros, participou de assalto a um depósito de dinamites e bombas em Cajamar, SP. Em 1968, participou de atentado à bomba a O Estado de São Paulo, ataque ao quartel da Força Pública do Estado de São Paulo (FPESP) do Barro Branco, atentado ao quartel general do II Exército. Há depoimentos que afirmam que Onofre mantinha encontros com pessoas cassadas pela "Revolução de 1964". Foi preso em 02/03/69 pelo DOPS e Exército e em 05/09/69, foi trocado pela vida do embaixador Charles Bruce Elbrick e banido do Brasil, com destino ao México. Consta também entrevista concedida ao jornal Gramma, editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano, onde Onofre comentou a identidade existente entre o grupo de Carlos Lamarca e o de Carlos Marighella. Afirma que Onofre tinha planos para retornar ao Brasil no início de 02/70, com a cobertura do deputado comunista uruguaio Ariel Collazo. Há ainda informações colhidas em autos de qualificação e interrogatório de outras pessoas sobre Onofre, entre elas Eduardo Leite, sobre suas relações e ações subversivas. Consta ainda que em 09/08/74, a irmã de Onofre, Judi Moreira, tirou férias para encontrar-se com ele, que já estaria no Brasil. Uma das cópias possui os códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo e a outra cópia está danificada, incompleta, não possui estes códigos de localização e apresenta carimbo do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS.

Relatório
Parte de relatório, sem identificação do órgão, de 11/12/69. Consta que Lamarca, Carlos Roberto Zanirato e outros ex-militares expulsos do Exército foram indiciados por atos de terrorismo, como aliciamento e pregação subversiva. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Carlos Lamarca, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 09/05/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Relatório
Documento da Comissão Especial - Lei 9.140/95, em 01/08/96. Relatora: Suzana Keniger Lisboa. Analisa o dossiê de Carlos Lamarca, enviado à Comissão Especial, e o voto de Suzana favorável para a inclusão de seu nome nos termos da lei 9.140/95.

Relatório
Parecer médico-legal e criminalístico realizado pelo médico Nelson Massini e pelo perito criminal Celso Nenevê, em 25/07/96.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Livro
Viana, Gilney. Capitão Carlos Lamarca: em busca da verdade histórica. (Mortos e Desaparecidos - III). 9 p. Traz transcrição de alguns trechos do relatório Pajussara, que trata da operação de captura de Lamarca. Informa sobre a luta da família para conseguir o laudo de exumação do corpo de Lamarca e as conclusões tiradas do mesmo. Inclui 2 artigos de jornais: um sobre a abertura dos arquivos dos órgãos de informação e outro sobre o "caso Lamarca".

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, sem data. Informa que Lamarca estava sendo processado e que teve sua prisão preventiva decretada.

Ficha pessoal
Documento da Delegacia de Ordem Política e Social do Paraná, de 11/12/75. Informa que Lamarca fazia parte da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), teria sido o mentor do seqüestro de Giovani Enrico Bucher, embaixador da Suíça, e que morreu em 17/09/71 em combate na Bahia. O documento tem a informação: "pasta falecidos", escrita à mão.

Ficha pessoal
Documento do Serviço Secreto do DOPS, sem data, com dados pessoais e foto de Lamarca.

Ficha pessoal
Documento do Serviço de Identificação do Exército, de 05/05/68, com impressões digitais.

Ficha pessoal
Documento de delegacia desconhecida, de César Pavan Lamarca, filho de Lamarca, para fazer passaporte. O documento tem carimbo do DOPS.

Artigo de revista
História revisitada. Veja, São Paulo, 12 ago. 1992, p. 7-10. Entrevista com Judith Patarra, autora do livro "Iara", em que comenta o comportamento e os ideais da geração militante e a minissérie Anos Rebeldes, produzida pela Rede Globo.

Laudo de exame de corpo delito
Transcrição do laudo necroscópico de Lamarca, realizado pelos médicos Charles René Pittex e José Francisco dos Santos, em 18/09/71.

Interrogatório
Parte do auto de qualificação e interrogatório de preso político, na Delegacia Especializada de Ordem Social, sem data, mas com carimbo do DOPS de 23/06/69. A partir de um álbum de fotografias reconheceu, entre outros, Carlos Lamarca, Onofre Pinto, Hamilton Fernando Cunha, Marco Antônio Brás de Carvalho, Yoshitane Fujimori, Eduardo Leite e Antônio Raymundo Lucena.

Interrogatório
Parte de interrogatório de Onofre Pinto, na Delegacia Especializada de Ordem Social, sem data, com carimbo do DOPS de 23/06/69.

Ofício
Documento encaminhado pelo Ministério da Aeronáutica a diversos órgãos da repressão, em 27/08/70 e 06/10/70. Consta que Eduardo Leite teria comandado a ação de seqüestro do Embaixador da Alemanha, Von Holleben. No termo de declarações, datado de 24/08/70, no Rio de Janeiro, Guanabara, de Eduardo Leite, preso pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), este teria contado sua trajetória por organizações de esquerda e as suas funções na Ação Libertadora Nacional (ALN). Segundo as palavras do documento, devido às quedas da maioria da cúpula da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), chegaram à conclusão de que deveriam organizar uma ação de seqüestro de um embaixador com fins de libertar algumas pessoas mais importantes da VPR e incluir algumas da ALN. Em função disto, teria conhecido militantes da VPR como Gerson Theodoro da Silva (provavelmente refere-se a Gerson Theodoro de Oliveira) e José Milton Barbosa, ambos tendo participado da ação. Descreve a ação que contou com nove ativistas que abordaram o Embaixador no carro em que era conduzido. Cita que teria recebido uma lista com 39 nomes elaborada em reunião havida em São Paulo, com a participação de Carlos Lamarca e Joaquim Câmara Ferreira, da qual teria tirado um nome e inserido dois outros. Informa também que teria preparado mensagens em código que foram transmitidas pela Rádio Eldorado, em São Paulo e pela Rádio Nacional, no Rio.

Atestado de óbito
Documento do IML/Salvador, de 19/09/71, assinado por Charles Pittex.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

Cartaz
Documento intitulado "Bandidos terroristas procurados pelos órgãos de Segurança Nacional", exibindo várias fotos seguidas de nome, codinome e organização de cada pessoa. Possui carimbo do DOPS.


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