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Carlos Eduardo Pires Fleury
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Carlos Eduardo Pires Fleury
Cidade:
(onde nasceu)
São Paulo
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
5/1/1945
Atividade: Estudante universitário
UniversidadePontifícia Universidade Católica/São Paulo PUC
Universidade de São Paulo USP
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Teixeira, Humberto, Quincas
Prisão: 30/9/1969
Morto ou Desaparecido:
Morto
10/12/1971
Rio de Janeiro RJ Brasil
Praça Avaí, 11, Bairro do Caxambi
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Elias Freitas
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Tiroteio: outro chefe do terror caiu morto. Folha da Tarde, São Paulo, 11 dez. 1971. Informa que Carlos morreu em tiroteio.

Artigo de jornal
Justiça Militar condena 27 subversivos em SP. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 22 mar. 1975. A Auditoria da Justiça Militar, após mais de treze horas de julgamento de processo sobre "terrorismo e subversão" em São Paulo, condena vinte e sete réus, absolve cinqüenta, entre eles Norberto Nehring e Ruy Carlos Vieira Berbert, extingue a punibilidade de doze, entre eles Nestor Veras, exclui do processo dezessete e declara encerrado o processo de treze indiciados que foram banidos do Brasil. Entre estes últimos estão: Carlos Eduardo Pires Fleury, Edmur Péricles Camargo, Jeová de Assis Gomes e João Leonardo da Silva Rocha. Seqüestro: juiz intima indiciados. (Sem fonte), 10 mar. 1970. Consta que o juiz auditor Milton Fiuza intimou três jornalistas e um comerciário por causa do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos e que a corregedoria da Justiça Militar enviou inquérito para a Marinha sobre o seqüestro do Boeing da Varig, em 04/11/69, estando indiciados Aylton Adalberto Mortati, Lauriberto José Reyes, Maria Augusta Thomaz e Ruy Carlos Vieira Berbert.

Artigo de jornal
STM julga processo de 119 acusados de ações pela ALN. Sem fonte e data. Trata do julgamento do processo da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de Carlos Marighella, que não foi julgado por ter morrido em tiroteio antes da conclusão do inquérito. O processo resultou em vinte e oito condenados, cinqüenta e dois absolvidos, catorze excluídos, treze banidos e oito pessoas com penas prescritas.

Foto
Fotos originais e em preto e branco do corpo no local de morte e na autopsia, encontrada no IML/RJ.

Foto
Fotos originais e em preto e branco de busto.

Relatório
Documento da 2ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), da 2ª Auditoria de Exército. Traz informações da qualificação e interrogatório de Carlos Eduardo Pires Fleury, preso em 02/12/69. Informa que participava de um grupo que pretendia mudar a ordem social do país. Nos contatos que realizava, conheceu Joaquim Câmara Ferreira e Virgílio Gomes da Silva. Em anexo, auto de qualificação e interrogatório, de 02/12/69, do DOPS/SP.

Relatório
Transcreve-se aqui, usando-se as palavras do informe, o Documento do Serviço de Informações do DOPS, sem data. Informa que Carlos Eduardo Pires Fleury distribuía folhetos da UNE, foi preso em 30/09/69, participou de assalto a banco, foi citado num interrogatório como membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), do Grupo de Expropriações e do Grupo de Carlos Marighella, que foi banido do território nacional em troca da liberdade do embaixador Von Holleben. O documento apresenta código das pastas de onde foram retiradas essas informações.

Relatório
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política de São Paulo, de 25/05/70. Traz informações sobre a atuação política de Carlos e cita os assaltos a banco dos quais ele tomou parte. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Relatório
Relação com os nomes das pessoas banidas do Território Nacional em troca do embaixador da Alemanha Ocidental, que foi seqüestrado em 11/06/70. Entre elas: Eudaldo Gomes da Silva, Aderval Alves Coqueiro, Ângelo Pezzuti da Silva, Carlos Eduardo Pires Fleury, Jeová de Assis Gomes, Joaquim Pires Cerveira e José Lavechia. O documento apresenta carimbo do DOPS.
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Relatório
Carta Mensal n. 6, São Paulo, de 31/03/70, incompleta. Documento do arquivo do DOPS, exaltando o esforço do Governo desde 31/03/64, na recuperação econômica, social e moral do país e manifestando a coesão dos que trabalham naquele DOPS frente à luta nesta missão revolucionária. Descreve a ação dos componentes da Ação Libertadora Nacional (ALN), citada como Aliança de Libertação Nacional, e seu confronto com os órgãos de repressão. Dentre os mortos ou desaparecidos políticos, constam neste relatório: Fernando Borges de Paula Ferreira, Luiz Fogaça Balboni e João Domingos da Silva, os dois primeiros mortos e o último ferido, em tiroteio no Largo da Banana (Barra Funda, São Paulo, SP), em 29/07/69, vindo a falecer posteriormente; e Carlos Marighella (morto), Joaquim Câmara Ferreira (foragido), Márcio Beck Machado (teria fugido para Cuba), Virgílio Gomes da Silva (preso) e Carlos Eduardo Pires Fleury (preso), todos citados segundo o cargo que ocupavam na ALN até 1969.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Documento do II Exército ao Serviço Secreto, de 03/11/70. Relata a prisão de Joaquim Câmara Ferreira e a análise da documentação apreendida. Joaquim foi preso e tentou reagir, iniciando luta corporal com os policiais. Foi detido para ser interrogado, mas acometido de um ataque cardíaco, foi levado ao hospital, falecendo. Na sua casa foram apreendidas armas e documentos nos quais estavam os planos para ações. Foram também descobertas cartas de outros países, enviadas por militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), sendo possível identificar codinomes de vários subversivos e áreas de treinamento para guerrilha. Entre eles, Antônio Carlos Bicalho Lana, Iuri e Alex Xavier Pereira, Ísis Dias de Oliveira e Carlos Eduardo Pires Fleury. Conclui que Carlos Lamarca esteja na liderança do esquema subversivo internacional e que a ALN está bem estruturada internacionalmente, sendo Cuba o lugar para cursos de guerrilha. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Prontuário/ Dossiê
Documentos reunidos pela Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil do Paraná. Contém: ofício de 05/12/69, do Instituto de Identificação do Paraná para a Delegacia de Ordem Política e Social confirmando dados pessoais de Joaquim Câmara Ferreira com uma foto sua pouco nítida; artigo: "Chefe do terror reage à prisão e morre do coração". Diário do Paraná, 25 out. 1970, tratando das investigações do DOPS que levaram à prisão e à conseqüente morte de Joaquim; documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) para vários órgãos da repressão no Brasil enviando cópias dactiloscópicas da vítima e solicitando uma comparação entre as fichas dactiloscópicas nos vários estados; e artigo: Identificados nas cartas a "Toledo" os cognomes do terror, (Sem fonte e data), tratando de uma carta enviada a Joaquim por pessoas banidas do Brasil, com a qual foi possível identificar os codinomes de alguns subversivos. A carta foi encontrada no aparelho de Joaquim pelo DOI-CODI. Entre os identificados estão Jeová Assis Gomes e Carlos Eduardo Fleury.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), sem data, com foto e informa que Carlos foi "banido" para a Argélia em 15/06/70. O documento tem carimbo do DOPS.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 16/06/70, realizado por Mário Santalúcia.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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