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Dorival Ferreira
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Dorival Ferreira
Cidade:
(onde nasceu)
Osasco
Estado:
(onde nasceu)
SP
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
5/11/1932
Atividade: Mecânico
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Moraes
Prisão: 2/4/1970
Osasco SP Brasil
em casa
Morto ou Desaparecido:
Morto
2/4/1970
Osasco SP Brasil
em casa
Versão oficial relata morte em tiroteio, sem mencionar a prisão.
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP Brasil
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Antônio Valentini, Octávio D'Andrea
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Morreu fuzilado na luta com a polícia. Última Hora, Brasília, 4 abr. 1970. Artigo do arquivo do DOPS sobre a morte de Dorival Ferreira, depois de haver enfrentado agentes do DOPS e da Operação Bandeirantes (OBAN). O artigo comenta que, devido ao envolvimento com a OBAN, a imprensa teve pouco acesso na apuração das causas reais que provocaram o tiroteio. Sabe-se que, à noite, em frente à casa de Dorival, surgiu um carro comum seguido de uma viatura policial; no interior do primeiro carro, estaria uma pessoa que teria apontado a casa de Dorival. Um agente do DOPS entrou pela lateral da casa, encontrando-se com Dorival que estava armado de um revólver. Dorival baleou este agente e, ao tentar fugir, recebeu uma rajada de metralhadora. A casa foi invadida e algumas armas apreendidas. O pai de Dorival foi preso ao comparecer ao local quando soube do ocorrido. Segundo amigos, Dorival tinha algumas idéias subversivas mas nunca as comentava abertamente.

Artigo de jornal
Enfrentou polícia a bala e foi fuzilado. Notícias Populares, São Paulo, 4 abr. 1970. Descreve o cerco da casa de Dorival por policiais quando este matou um deles e acabou sendo morto.

Artigo de jornal
Relação de chapas para a eleição da diretoria, conselho fiscal e delegados representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção Civil, de Olaria, de Cerâmica para Construção, de Ladrilhos Hidráulicos, Produtos de Cimento e Oficiais Eletricistas de São Paulo, de 16/08/65. Dorival Ferreira consta na Chapa Verde para a diretoria e para delegado representante ao Conselho da Federação. Documento do DOPS.

Foto
Foto do corpo, numerada, do arquivo do DOPS.

Relatório
Relatório do Instituto de Polícia Técnica de São Paulo, de 27/05/70, seguido das fotos do corpo, requisitado pelo DOPS, a fim de que peritos procedessem ao exame de corpo de delito e colheita de impressões digitais do cadáver de Dorival Ferreira. Verificou-se que as digitais realmente são de Dorival.

Relatório
Parte de documento, encontrado no arquivo do DOPS, de organização de esquerda contendo denúncias de mortes, violências e ilegalidades cometidas pela ditadura militar. Comenta que, para a ditadura defender-se, viola as leis que ela própria elaborou, entregando o comando da repressão a órgãos clandestinos como o DOI-CODI e a OBAN e cita nomes de pessoas mortas ou desaparecidas por estes órgãos, como: Marighella, Edson Luís, José Guimarães, João Roberto, Padre Henrique (Antônio Henrique Pereira Neto), Bernardino Saraiva, João Domingues da Silva, Carlos Schirmer, Marco Antônio Braz Carvalho, Pedro Inácio de Araújo, Hamilton Cunha, Eremias Delizoicov (considerado aqui como ex-militar morto no Rio), Carlos Roberto Zanirato, Antônio Raymundo Lucena, José Wilson Lessa Sabag, José Roberto Spiegner, Dorival Ferreira, José Idésio Brianezi e Juarez P. de Brito.

Relatório
Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.

Termo de declarações
Declarações prestadas por Domingos Antônio Ferreira, pai de Dorival, ao DOPS/SP, em 02/06/70. Informa que seu neto veio chamar-lhe em casa pois Dorival acabara de levar uns tiros. Ao chegar à casa de Dorival, os policiais disseram que seu filho estava preso e tinha sido conduzido até a polícia, sem entretanto dizer onde.

Termo de declarações
Declarações prestadas por Esterlina Ribeiro Ferreira, viúva de Dorival, ao DOPS/SP, em 02/06/70. Informa que não viu o tiroteio pois encontrava-se trabalhando. Diz que Dorival saía muito à noite sem informar onde ia, tinha um quarto na casa que mantinha trancado e no qual nenhum dos familiares podia entrar, possuía um revólver e recentemente levou para casa uma arma mais longa e sempre esteve ligado a sindicatos, mas nos últimos meses havia se afastado.

Prontuário/ Dossiê
Inquérito policial do DEOPS para a Operação Bandeirante (OBAN), de 1970, em que constam os seguintes documentos: dados pessoais e profissionais, requisição de exame do DOPS para o IML, relatórios sobre atividades políticas da vítima de n. 27 e n. 11 (com relação de nomes e endereços de vários militantes), manuscrito com a descrição das chapas que concorriam para diretoria do Sindicato do Trabalhadores da Indústria Civil, relatório do DOPS sobre a eleição no Sindicato, relação de bens apreendidos com o cadáver da vítima pelo IML, requisição de exame de cadáver, auto de apreensão e ofício de Delegado de Ordem Política para o Diretor do IML.

Ficha pessoal
Documento do IML, de 13/04/70, com dados de óbito.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/SP, de 06/04/70, realizado por Octavio D'Andrea e Antônio Valentini. Possui esquema gráfico do trajeto da bala no corpo e carimbo do DOPS.

Auto de exibição e apreensão
Auto de apreensão, de 05/70, em São Paulo, SP, do material encontrado na residência de Dorival Ferreira, quais sejam: papéis referentes a atividades sindicais, jornais e revistas com notícias sobre terrorismo, registros de armas, textos sobre guerrilha, livros de temática comunista, material para confecção de bombas e outros.

Requisição de exame de cadáver
Requisição de exame ao IML/SP, solicitado pelo DOPS/SP, de 03/04/70. Apresenta a letra "T" manuscrita, indicando tratar-se de indivíduo considerado terrorista. No histórico do caso, consta que Dorival Ferreira faleceu em tiroteio com a polícia.

Ofício
Telegrama do Delegado de Ordem Política para o Instituto de Polícia Técnica, em São Paulo, de 03/04/70. Informa sobre a morte em tiroteio com a polícia de Dorival Ferreira e solicita que o cadáver seja fotografado e suas impressões digitais coletadas para fins de futuras pesquisas. Solicita também que o laudo pericial seja enviado em duas vias. O documento possui o carimbo do DOPS.

Ofício
Fichas com os códigos das pastas do DOPS onde estão os documentos que têm informações sobre Dorival Ferreira e com a relação dos bens arrecadados no cadáver de Dorival ao dar entrada no IML. Documentos de 03/04/70.

Ofício
Solicitação de envio do exame necroscópico de Dorival Ferreira, do DOPS/SP ao IML/SP, de 18/05/70, já requisitado em 03/04/70, a fim de instruir auto de inquérito policial.

Ofício
Documento da Delegacia Especializada de Ordem Social ao IML/SP, de 03/04/70, autorizando liberação do corpo de Dorival Ferreira.

Legislação
Comissão Especial de Desaparecidos Políticos. Diário Oficial, Brasília, n. 45, 6 mar. 1996. p. 3711. Apresenta os nomes de pessoas reconhecidas pela Comissão Especial da Lei 9.140/95. Esta lei reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79.

Parte de livro
Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.


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