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Uruguai | 12/06/2008 | ANSA

Vázquez insiste em reconciliação com ex-repressores da ditadura
O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, iniciou uma rodada de contatos com militares e ex-guerrilheiros tupamaros em busca de uma "reconciliação" que coloque "um ponto final" nas feridas abertas após os confrontos armados das décadas de 60 e 70 e a ditadura militar (1973-1985), informou hoje a imprensa local.
Vázquez manteve contatos políticos para conseguir "uma declaração conjunta na qual tantos os guerrilheiros quanto os militares violadores de direitos humanos se responsabilizem por seus atos realizados antes e durante o regime de fato", afirmou o canal 10 do país enquanto ativistas humanitários comentaram hoje o tema.
"De nenhuma forma estou de acordo", disse à rádio Carve Luisa Cuesta, das Mães e Familiares de Presos-Desaparecidos, que considerou que o passado "não pode ser esquecido em uma simples conversa entre dois grupos que estiveram com armas nas mãos".
O governo de Vázquez introduziu pouco depois de assumir, em 2005, uma nova política de direitos humanos que habilitou a investigação de casos excluídos da Lei de Caducidade que desde 1986 impediu o julgamento de policiais e militares que violaram os direitos humanos.
A exceção permitiu que fossem processados os ex-ditadores Juan María Bordaberry e Gregório Alvarez e uma dezena de oficiais.
O governo de esquerda ordenou também que os militares investigassem as torturas e assassinatos cometidos pelas Forças Armadas e autorizou a escavações em prédios castrenses que permitiram no fim de 2005 que fossem encontrados os restos mortais de Fernando Miranda e Ubagesner Chaves, opositores de esquerda desaparecidos em 1974 e 1976, respectivamente.


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