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Araguaia | 20/08/2009 | Folha de São Paulo

Comissão quer ouvir sargento sobre enterros
Por Sérgio Torres
A comissão que busca ossadas de desaparecidos da guerrilha do Araguaia pediu anteontem ao Ministério da Defesa a convocação do sargento João Santa Cruz Sacramento para prestar esclarecimentos.
Um dos mais atuantes militares na perseguição aos guerrilheiros, Santa Cruz aceitou mostrar onde ocorreram sepultamentos clandestinos.
A comissão ouviu anteontem depoimento do lavrador Félix Francisco Teixeira, o Dotozinho, que afirmou ter enterrado a cabeça do guerrilheiro Arildo Valadão, o Ari, morto em 1973. Ele contou que estava preso na antiga base militar de Xambioá (TO), quando, certo dia, um militar lhe mostrou a cabeça de Ari.
O guerrilheiro havia sido morto dias antes a mando dos militares. Dotozinho reconheceu Ari, com quem mantinha, segundo disse, relações de amizade. A seguir, o militar ordenou que ele abrisse um buraco no mato e enterrasse a cabeça.
Passados 36 anos, Dotozinho disse não ter mais condições de indicar o ponto do enterro. Afirmou que outros dois camponeses estavam presentes: Euclides Pereira, o Beca, e José Maria. Ambos deverão ser procurados.
Estudante de física, Ari era casado com Áurea Pereira Valadão, também desaparecida no Araguaia. Tinha 24 anos quando morto.


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