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Araguaia | 13/07/2009 | Folha de São Paulo

Guia diz saber onde há ossadas de guerrilheiros

Guia dos militares na campanha contra os guerrilheiros do Araguaia, José Maria Alves da Silva, 72, apresentou-se ontem ao Exército, em São Domingos do Araguaia (530 km ao sul de Belém). Ele indicou a existência de dois locais onde disse ter visto corpos de pessoas que constam da lista oficial de desaparecidos políticos.
Conhecido como Zé Catingueiro, o mateiro, lavrador e garimpeiro era do grupo chefiado pelo então capitão Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, um dos militares que se destacaram na campanha militar no Araguaia.
Zé Catingueiro depôs anteontem em Serra Pelada, onde mora, à ouvidoria da comissão de militares e civis composta pelo governo federal para buscar as ossadas dos cerca de 60 guerrilheiros desaparecidos na primeira metade dos anos 70.
Por 40 minutos, relatou aos três ouvidores, todos civis, o período, de setembro de 1973 a agosto de 1974, em que trabalhou para os militares. Segundo ele, foi um serviço forçado, pois teria ficado preso por 29 dias em Marabá e sofrido torturas.
Até hoje, como admite, ligado a Sebastião Curió, o guia disse ter presenciado a morte, "com três balaços nas costas", do guerrilheiro Nelson Piahuy Dourado, o Nelito. Segundo ele, teria sido em confronto com o grupo de 13 militares que guiava.
Disse também que na localidade Cabo Rosa foram enterrados quatro ou cinco corpos, entre eles o do "velho Mário", codinome de Maurício Grabois, chefe militar dos guerrilheiros desaparecido no Natal de 1973, aos 61 anos. Ele também afirmou que em Caçador estariam os corpos de mais quatro pessoas.



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