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Chile | 01/07/2008 | Folha de São Paulo

Ex-chefe da polícia pega pena perpétua pela morte de Prats

A Justiça chilena condenou ontem à prisão perpétua Manuel Contreras, ex-chefe da polícia política durante a ditadura Pinochet (1973-1990), sob a acusação de ter planejado em 1974 o assassinato, em Buenos Aires, do general Carlos Prats e de sua mulher, Sofía Cuthbert.
Prats estava exilado na Argentina depois de ter sido comandante do Exército nos governos constitucionais de Eduardo Frei e Salvador Allende, de quem foi também ministro do Interior, da Defesa e vice-presidente da República. Ele integrava o grupo de oficiais que se opôs ao golpe que derrubou Allende, em setembro de 1973.
Contreras dirigiu a Dina (Direção de Inteligência Nacional) nos primeiros anos da ditadura. Atribuem a ele e a seus subordinados imediatos a morte ou o desaparecimento de cerca de 3.000 dissidentes políticos.
O militar, que está preso, já cumpre penas que totalizam 70 anos por seu envolvimento em uma dezena de outros crimes. O juiz Alejandro Solís também condenou o militar Pedro Espinozza Bravo a 60 anos e o general reformado Raúl Iturriaga Neumann, a 15. Seis outros réus receberam penas menores.
Um cidadão americano, na época agente da Dina, Michael Townley, colocou na garagem em que Prats guardava seu Fiat uma bomba que explodiria debaixo da caixa de câmbio, tão logo o veículo estacionasse. O próprio Townley comandou a explosão por controle remoto, às 0h50 de 30 de setembro de 1974. Os corpos do militar e de sua mulher foram despedaçados.
Na época Prats trabalhava como relações públicas de uma empresa no bairro de Palermo. Dias antes, ele e Sofía haviam solicitado passaporte chileno para viajarem à Espanha, por um ano.
Prats foi a vítima mais rumorosa da ditadura, ao lado do economista e diplomata Orlando Letelier, morto pela Dina em Washington, em setembro de 1976.



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